Ir para o conteúdo
Mostra destaca como os trópicos inspiraram Charles Darwin e Alfred Wallace na criação da teoria da evolução.


Foto: Pedro Paulo Soares
“O que se pode imaginar de mais delicioso do que observar a natureza em sua forma mais grandiosa nas regiões dos trópicos?”. A frase, escrita por Charles Darwin no Diário do Beagle em sua passagem pelo Rio de Janeiro, mostra o fascínio exercido pela biodiversidade tropical sobre o naturalista.

Inspirados pela riqueza da flora e da fauna dos trópicos e, em especial, pela biodiversidade brasileira, os britânicos Charles Darwin e Alfred Wallace, após anos de observação e com base em estudos anteriores, formularam a teoria da evolução por seleção natural. Os dois naturalistas são os protagonistas da exposição “Evolução e natureza tropical”, organizada em 2010 pelo Museu da Vida/Fiocruz.

Na exposição, os visitantes puderam seguir os caminhos percorridos por esses dois naturalistas até a formulação, independente e concomitante, da teoria da evolução. Ambos os cientistas – por diferentes meios – estiveram no Brasil no século 19. Darwin, no ano de 1832, passou quatro meses no Rio de Janeiro, tendo morado em Botafogo e visitado a região norte fluminense, bem como a ilha de Fernando de Noronha (PE) e Salvador (BA). Wallace permaneceu de 1848 a 1852 na Amazônia, onde mapeou o rio Negro.

Foto: Pedro Paulo Soares
Criada no contexto do ano internacional da biodiversidade, celebrado em 2010, e com patrocínio da Roche Brasil, a mostra contou com uma miniatura do HMS Beagle, embarcação que trouxe Darwin aos trópicos, e a réplica de uma tartaruga das Ilhas Galápagos.

Importantes obras como The Origin of the species by means of natural selection, de Darwin; Travels on the Amazon, de Alfred Wallace; e Voyage au Bresil, do zoólogo suíço Louis Agassiz, amigo do imperador Dom Pedro II, e que também esteve no país, fizeram parte da mostra. Outro importante personagem é o alemão Fritz Müller, cientista que morou em Blumenau (SC) a partir de meados do século 19 e apoiou Darwin e sua obra. Confira mais informações sobre a exposição.

Confira a galeria de fotos da exposição.

Evolução e natureza tropical
Exposição gratuita

Local: Museu Ciência e Vida
Horários: de terça a sábado, das 9h às 17h; domingos e feriados, das 13h às 17h.
Endereço: Rua Ailton Costa s/n - Jardim 25 de agosto - Caxias
Mais informações pelo telefone (21) 2671-7797

Atualizado em 23/01/2015


As duas oportunidades eram para a área de Design, sendo uma de designer gráfico e a outra para trabalhar com produtos e exposições.



Um projeto temporário vinculado ao Museu da Vida aceitou currículos para duas oportunidades. Foram selecionados dois profissionais para a área de Design, sendo a primeira vaga para trabalhar como Designer gráfico. Era preciso ser formado em Design Gráfico, Desenho Industrial ou Comunicação Visual, ter experiência de, no mínimo, três anos e saber operar o pacote Adobe Creative. Uma das atribuições era desenvolver projetos de exposições, de longa duração, de maneira integrada com profissionais de outras áreas de atuação, com o objetivo de criar soluções que proporcionem experiências únicas ao usuário/visitante. Para conhecer mais detalhes da vaga e benefícios, clique aqui.

A segunda oportunidade era voltada para Design de produto e exposições. Ela requeria formação em Desenho Industrial ou Design de Produto, experiência mínima de quatro anos e alguns conhecimentos de softwares, como: Scketch Up ou similar, Rhinoceros ou similar, AutoCad ou similar, Adobe Illustrator e Adobe Photoshop, entre outros. O profissional, entre outras atividades, desenvolveria layouts de espaço expositivo, bem como projetar equipamentos interativos, integrando soluções de design gráfico. Leia o perfil completo da vaga aqui.

Os interessados devem enviar currículos para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..


Publicado em 14/01/2015
Egressa do Mestrado em Divulgação da Ciência, da Tecnologia e da Saúde, a jornalista e gestora de comunicação organizacional Erika Blaudt estudou materiais informativos de cinco campanhas oficiais sobre gravidez na adolescência. De acordo com a análise de Erika, alguns desses materiais buscavam, de fato, uma aproximação com o público adolescente e jovem, utilizando uma linguagem textual clara e objetiva, além de uma estética identificada com o grupo. Entretanto, muitas vezes, em vez de destacar as responsabilidades compartilhadas por meninos e meninas, os materiais colocavam o foco excessivamente sobre a adolescente. Outro problema observado foi a falta de conexão dos informativos com estratégias de promoção da saúde de forma mais ampla e integral. Nessa entrevista do "Conta aí, mestre", Erika não só comenta os resultados de sua pesquisa, como também apresenta sugestões para campanhas com o intuito de que os adolescentes adotem hábitos mais saudáveis e seguros quanto à saúde reprodutiva.
 
Museu da Vida: Por que a gravidez na adolescência é considerada um relevante problema de saúde pública na América Latina?
Erika Blaudt: A gravidez na adolescência é considerada um dos principais determinantes de problema tanto de ordem social quanto de saúde pública na América Latina, com implicações sociais, biológicas, psíquicas e econômicas. Morte provocada por aborto clandestino, depressão, hipertensão, partos prematuros, anemia, pré-eclâmpsia, mortalidade materna e infantil, taxas elevadas de baixo peso do recém-nascido e evasão escolar da adolescente são alguns dos problemas relacionados à gravidez na adolescência, sobretudo, entre as classes populares. 
 
O Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) registrou, em 2015, aproximadamente 550 mil adolescentes grávidas, o que correspondia a 18% do total de gestantes no país. Além disso, o relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2018 aponta que o índice brasileiro está acima da média latino-americana, com 68,4 nascidos por mil meninas de 15 a 19 anos, enquanto esse número é de 46 nascidos por mil garotas no mundo todo.
 
A causa e o efeito da problemática são pouco explorados na elaboração dos materiais educativos das campanhas sobre gravidez na adolescência, como observei em meu estudo. Apesar da crescente produção de informação sobre o assunto, faltam abordagens efetivas junto aos adolescentes, seja pela ausência de campanhas educativas mais adequadas, seja pela falta de políticas públicas específicas para abordar a gravidez e suas implicações nessa fase da vida.
 
Museu da Vida: Quantos e quais materiais educativos sobre gravidez na adolescência você analisou na sua pesquisa?
Erika Blaudt: A análise dos materiais foi realizada por mim e outros dois profissionais, um especialista em educação em saúde e uma profissional de comunicação em saúde. Analisei oito materiais informativos de cinco campanhas oficiais, sendo um vídeo, dois cartazes, um hotsite, um gibi, um folder e duas cadernetas de saúde para adolescentes (menina e menino). Para mais informações sobre as campanhas analisadas no estudo, clique aqui.
 
Quais os aspectos positivos identificados nesses materiais?
Erika Blaudt: Nós fizemos uma série de apontamentos relacionados aos materiais quanto à sua intencionalidade, à sua forma e ao seu conteúdo. Identificamos que houve uma tentativa das instituições aproximarem o tema do público adolescente e jovem, como nos informativos da campanha carioca “Se cuida, gravidez tem hora” e da campanha “Gravidez na adolescência: é a melhor hora?”, da Secretaria Municipal de Saúde de Limeira (SP). Esse é um grande ganho pois tais campanhas educativas, embora muitas vezes envolvam recursos consideráveis (financeiros, materiais e humanos), tendem a não contribuir tanto para o resultado final, que é a conscientização sobre a gravidez na adolescência. Ainda em relação aos aspectos positivos, verifiquei que a forma e a mídia escolhidas apresentaram uma boa articulação entre a linguagem textual (clara e objetiva) e as ilustrações (que tinham uma estética claramente identificada com o grupo, com presença de cores vibrantes e alguns “ícones”, como as roupas e acessórios usados por eles).
 
E quais os aspectos negativos?
Erika Blaudt: Há fatores importantes a se considerar na criação de materiais educativos relacionados a campanhas sobre gravidez na adolescência para que elas tenham o resultado esperado. À exceção das cadernetas elaboradas pelo Ministério da Saúde, que tinham um objetivo mais amplo de acompanhamento da saúde do adolescente de forma integral, os demais materiais apresentavam como principal estratégia a atenção para as responsabilidades relacionadas à maternidade e seus impactos, desde as limitações no convívio social até as dificuldades de concluir a formação escolar. Nesse caso, é possível observar um primeiro problema em relação a esses materiais e sua intencionalidade: o foco é excessivamente colocado sobre a adolescente (menina) e não sobre os adolescentes (meninos e meninas, com responsabilidades compartilhadas). 
 
Em geral, os materiais, apesar de oferecerem acesso a informações sobre a gravidez na adolescência e suas consequências, não apresentam elementos básicos que possam ser identificados como materiais educativos. Por exemplo, não conseguem fazer a conexão com as estratégias de atenção e promoção da saúde no âmbito das quais foram elaborados; e não trazem elementos suficientes para permitir mudanças de comportamento e atitudes que venham determinar a adoção de hábitos mais saudáveis e seguros quanto à saúde reprodutiva dos adolescentes.
 
Quais as suas sugestões para aprimorar esses materiais?
Erika Blaudt: Como em toda excelência em gestão, propostas advindas da base para a gerência tendem a ter muito mais sucesso! Isso tem a ver com o pertencimento do público em relação ao assunto exposto. Importante que os órgãos oficiais do setor da saúde, nas três esferas de governo, possam promover uma ampla reformulação das estratégias de educação e comunicação voltadas à gravidez na adolescência, seus riscos e impactos, relacionando-as à promoção da saúde reprodutiva, à adequação às necessidades e à realidade do grupo em questão.
 
Para se tentar esse aprimoramento, a partir dos resultados do meu estudo, observo a importância de:
- garantir um uso mais adequado dos recursos disponíveis para o financiamento de iniciativas de educação, com priorização de ações construídas numa perspectiva dialógica, ajustadas do ponto de vista geográfico, étnico e de gênero;
- investir na aproximação entre as iniciativas de educação em saúde e a produção de conteúdos para as velhas e novas mídias, incentivando estilos de vida e escolhas saudáveis para mostrar aos jovens as vantagens e desvantagens de cada escolha; 
- estimular novos esforços de pesquisa orientados à produção de conteúdos e estratégias de prevenção e promoção da saúde mais adequados à realidade da audiência. 
 
Precisamos romper com o modelo normativo-prescritivo na comunicação e educação sobre gravidez na adolescência para estabelecer um novo paradigma com empatia e sororidade – fazendo o adolescente se sentir não apenas parte do processo, mas agente transformador de uma condição social, para o bem comum.
 
 
Erika Blaudt é autora da dissertação "Análise de materiais educativos desenvolvidos em campanhas oficiais sobre gravidez na adolescência no Brasil: implicações para a prática e a educação em saúde", defendida em 30 de julho de 2018, com orientação do pesquisador Frederico Peres.
 
Publicado em 11/12/2018.
 
O debate abordou também questões como prevenção e preconceito contra a doença.


Você sabia que, no Brasil, houve um aumento de 50% dos casos de Aids entre jovens de 12 a 24 anos nos últimos seis anos? No Dia Mundial de Combate à Aids, 1º de dezembro de 2014, jovens bolsistas do Museu da Vida debateram prevenção e preconceito contra a doença em um bate-papo com Maria de Lourdes Araújo de Castro, especialista em saúde pública e administração hospitalar e também enfermeira do Ministério da Saúde.

A palestrante conversou sobre sua experiência nos Centros de Testagem e Aconselhamento, que realizam ações de diagnóstico e prevenção de DST, e no Serviço de Assistência Especializada em HIV, onde fez parte da equipe de atendimento do Programa de DST/Aids e Hepatites Virais na cidade de Parnaíba, no Piauí.

Na abertura, um dos atores do Ciência em Cena, Pablo Aguilar, fez a leitura de um texto escrito por um jovem soropositivo em tratamento, "Esqueça tudo o que você sabe sobre HIV", do blog "Diário de um jovem soropositivo". Vídeos com situações atuais que abordam preconceito e o desconhecimento sobre o assunto complementaram o debate.

Publicado em 8/12/2014

O evento combinou música popular, diversão e cuidados com a saúde. 



Na famosa letra de Dorival Caymmi, na música "O samba da minha terra", ele dizia: "Quem não gosta de samba bom sujeito não é/ É ruim da cabeça ou doente do pé." Para provar o contrário, e em comemoração ao Dia Nacional do Samba (2 de dezembro), o sábado, 6 de dezembro de 2014, foi animado! No Museu da Vida, a saúde dá samba

No "Samba com Saúde", ainda integrando o evento, foi realizad mais um Sábado das Famílias de Manguinhos no Museu da Vida, destacando o lançamento da campanha nacional de combate à dengue e chikungunya. As escolas participantes desta vez foram o Ciep Juscelino Kubitschek e a E.M. Profª Maria de Cerqueira e Silva. O intuito é buscar um espaço de diálogo entre o museu e os moradores da vizinhança sobre cultura, saúde e lazer. Um ônibus foi disponibilizado para as escolas, às 9h30, em frente ao Ciep (av. Leopoldo Bulhões, s/nº, próximo à estação de Manguinhos).

O evento começou às 10h e foi até 15h, aqui no Museu da Vida. A programação contou com uma roda de samba, na Tenda da Ciência, Batuqueiros com oficina, no Centro de Recepção, participação do Bloco Discípulos de Oswaldo Cruz, também na Tenda, oficina com instrumentos musicais, exibição de vídeos sobre dengue e chikungunya, entre outras atividades.



Publicado em 04/12/2014

Duas vagas foram para a área de Design, e o terceiro cargo é de pesquisa e licenciamento de imagens.



Gosta de ciência, história e exposições? Então, fique atento: três oportunidades estão aceitando currículos até o dia 11 de dezembro de 2014! Serão selecionados dois profissionais para a área de Design, sendo a primeira vaga para trabalhar como Designer gráfico. É preciso ser formado em Design Gráfico, Desenho Industrial ou Comunicação Visual, ter experiência de, no mínimo, três anos e saber operar o pacote Adobe Creative. Uma das atribuições é desenvolver projetos de exposições, de longa duração, de maneira integrada com profissionais de outras áreas de atuação, com o objetivo de criar soluções que proporcionem experiências únicas ao usuário/visitante. Para conhecer mais detalhes da vaga e benefícios, clique aqui.

A segunda oportunidade é voltada para Design de produto e exposições. Ela requer formação em Desenho Industrial ou Design de Produto, experiência mínima de quatro anos e alguns conhecimentos de softwares, como: Scketch Up ou similar, Rhinoceros ou similar, AutoCad ou similar, Adobe Illustrator e Adobe Photoshop, entre outros. O profissional, entre outras atividades, vai desenvolver layouts do espaço expositivo, bem como projetar equipamentos interativos, integrando soluções de design gráfico. Leia o perfil completo da vaga aqui.

Já o terceiro cargo é para trabalhar com Pesquisa e licenciamento de imagens, sendo que qualquer curso de nível superior é aceito para o perfil. Os conhecimentos exigidos são, entre outros, experiência mínima de levantamento de imagens e pesquisa para duas exposições, sendo estas preferencialmente de temas de ciência ou história, excelente conhecimento de ferramentas de busca online, arquivos físicos e de bancos de imagens públicos e privados e conhecimento de regras de licenciamento Creative Commons. Essas e outras informações podem ser vistas aqui.

Os interessados devem enviar currículos até 11 de dezembro para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Publicado em 4/12/2014

O objetivo do projeto foi formar mediadores surdos para trabalhar com deficientes auditivos em museus e espaços de ciência.


Bruno e Lorena ensinaram assuntos mais biológicos
Sentados numa célula gigante no Parque da Ciência, cerca de 20 adolescentes com deficiência auditiva tentam adivinhar alguns componentes celulares. Bruno Baptista e Lorena Assis, mediadores surdos e estudantes do Instituto Nacional de Educação para Surdos (Ines), provocam com perguntas: “Onde vocês acham que estão sentados?” e “O que vocês acham que isso parece?”, questiona Bruno, apontando para uma organela. Aos poucos, os movimentos da Língua Brasileira de Sinais (Libras) vão adentrando o diminuto universo da biologia celular, instigando os alunos pelo conhecimento.

A cena descrita acima aconteceu em 26 de novembro de 2014 e marcou o último encontro do projeto que compõe a parceria entre o MV e o Instituto de Bioquímica Médica (IBqM/UFRJ), cujo intuito é formar mediadores para trabalhar com público deficiente auditivo. O encontro “Os surdos no Museu da Vida” já vinha sendo planejado há cinco meses.

Deleon e Rafaela se aventuraram pela História
Iniciada em julho, a iniciativa acontecia semanalmente com quatro jovens bolsistas do projeto e profissionais de diferentes setores do museu. Toda quarta-feira, eles se encontravam para conhecer e elaborar um roteiro de três atividades: a visita à célula do Parque da Ciência, a oficina ‘Faça sua célula’ e o passeio ao Castelo Mourisco. Para a mediadora Rafaela Vale, a alegria não poderia ser maior “por ver os alunos tendo descobertas”, assim como ela teve. "A iniciativa amplia o canal de informação para esse público”, disse. Depois das duas experiências com a célula humana, ela e o mediador Deleon Baptista conduziram os alunos pelos séculos XIX e XX, revelando detalhes da história do Castelo e da ciência no Brasil.

Hilda Gomes, coordenadora do Serviço de Educação em Ciências e Saúde (Seducs/MV) e integrante do projeto, aponta alguns dos obstáculos enfrentados: “A Libras é um idioma sem conectivos, só com verbos e substantivos. Não adianta apenas fazer tradução literal, porque muitos termos ainda não têm seus respectivos sinais nessa língua. Também não adianta chamarmos apenas intérpretes porque não resolve o problema. É preciso se comunicar com eles”. Esses e outros desafios são tratados por um grupo de trabalho do MV dedicado, especificamente, a questões de acessibilidade.

Para conhecer o histórico das ações do museu voltadas ao tema, leia “Os museus de ciência e a busca da acessibilidade aos surdos”.



Publicado em 28/11/2014




O projeto, realizado em 2014, tinha como objetivo discutir e valorizar a cultura popular.


O Museu da Vida (MV) sediou o “III Conexão Cultura”, projeto do Programa de Produção Cultural do museu realizado anualmente. O objetivo do evento foi dialogar com as comemorações do Dia da Consciência Negra (20/11) e valorizar a cultura existente nos territórios de Manguinhos e da Maré. O primeiro encontro aconteceu na sexta, 14/11/2014, com uma mesa-redonda. Já no dia 15/11, o "Conexão Cultura" se juntou a mais uma edição dos contadores de histórias, a partir das 11h. Veja mais detalhes aqui.

Abordando temas sobre o cotidiano social, os convidados foram recebidos pelo chefe do museu, Diego Bevilaqua, e a coordenadora do Serviço de Educação do MV, Hilda Gomes. Integraram o debate Alessandro Franco Batista, coordenador do Serviço de Visitação e Atendimento ao Público (SVAP) do museu, Monique Cruz, apoiadora do Fórum de Juventudes do Rio de Janeiro, Mauro Lima, do Grupo Conexão G de Cidadania LGBT Moradores de Favelas - pólo Palmares, e Nicolau Costta, diretor da Biblioteca Parque de Manguinhos.

Alguns objetivos do Programa de Produção Cultural são superar as distinções territoriais que estabelecem recortes entre o que se considera “cultura superior” e o “popular” e “folclórico” e, também, estimular a iniciativa e criatividade na organização de uma atividade cultural. No dia 14, o encontro foi no auditório do Museu da Vida, a partir das 14h, no endereço avenida Brasil, 4365, Manguinhos.



Atualizado em 14/11/2014

O caminhão da ciência chegou à Baixada Fluminense levando uma série de atividades para o público infantil.


Foto: Waldir Ribeiro
O projeto Ciência Móvel – Vida e Saúde para Todos fez temporada até 7 de novembro de 2014, na Baixada Fluminense. Em Belford Roxo, o museu itinerante de ciências apresentou suas atrações interativas, e gratuitas, desenvolvidas pelo Museu da Vida (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz). Levados a bordo de um caminhão, os módulos ajudam a despertar o interesse pela ciência de modo divertido e lúdico. Nesta viagem, o público pôde conhecer atividades, como o girotec, a bicicleta geradora, a pilha humana, o jogo das vacinas e a exposição “Mini Darwin”, sobre uma expedição de crianças às Ilhas Galápagos que leva o visitante a redescobrir a teoria de Charles Darwin para a evolução das espécies por seleção natural. A abertura foi no dia 5 de novembro, no CIEP Constantino Reis.

O projeto tem como finalidade promover a divulgação científica e da saúde, buscando aproximar a ciência do cotidiano dos visitantes. Para isso, explora temas como a vida e sua diversidade, a promoção da saúde e a intervenção do homem sobre a vida e o ambiente. O Ciência Móvel já visitou 76 cidades desde sua criação há oito anos. Em 120 viagens pela região Sudeste do país, beneficiou um público estimado de 640 mil pessoas.

Foto: Roberto Jesus Oscarn
O projeto Ciência Móvel – Vida e Saúde para Todos é aprovado pela Lei Rouanet (Ministério da Cultura) e conta com as parcerias da Fundação Centro de Ciências e Educação Superior à Distância do Estado do Rio de Janeiro (Cecierj) e de Bio-Manguinhos e o patrocínio da Sanofi e IBM, além do apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Projeto “Ciência Móvel – Vida e Saúde para Todos”
Data: de 5 a 7 de novembro | Horário: das 9h às 16h. Grátis.
Local: CIEP Constantino Reis - Av. Joaquim da Costa Lima, s\n
Bairro: São Bernardo, Belford Roxo (ao lado do Fórum)
Informações: (21) 3865-2230

LEGENDAS DAS FOTOS:
2) Foto: Roberto Jesus Oscar
O museu, único equipamento cultural da comunidade, foi inaugurado em 2006.


O presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Paulo Gadelha, assinou no dia 20 de outubro de 2014 uma carta que reitera o apoio da instituição à permanência do Museu da Maré, localizado dentro do complexo de favelas da Maré, comunidade do Rio de Janeiro. Ele se encontrava ameaçado por uma ação de despejo, já que o grupo locador do imóvel não quis renovar o contrato, dando um prazo de 90 dias, desde 10 de setembro, para que o prédio seja desocupado.

Foto: Site do Museu da Maré
Inaugurado em 2006, o Museu da Maré é um bem cultural da cidade que deve ser preservado, sendo um elemento importante na construção de um ambiente mais saudável para o território que ocupa. Na carta, Gadelha afirma que “a Fiocruz compreende que, para a promoção da saúde pública, dentro do conceito ampliado de saúde defendido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e assumido pela instituição, é fundamental, para além do atendimento médico e da prevenção, ter um ambiente de direitos, cidadania e cultura dignos e valorizados”.

Ele ainda acrescenta que o Museu da Maré é uma das experiências mais bem sucedidas na área museológica, incorporando o desenvolvimento da cidade à história da comunidade e sendo o único equipamento cultural com tais características no local. "Explora dimensões da memória e da história pouco difundidas nas narrativas oficiais dos livros didáticos e mesmo nas exposições de museus tradicionais. Portanto, é fundamental para a construção de outras subjetividades em relação às interpretações do passado", pontua Gadelha.

A ideia de criá-lo surgiu de um seminário do Museu da Vida (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz), que, em parceria com o Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré (Ceasm), trabalhava com jovens da comunidade em seus espaços de atendimento. Nesse sentido, a origem do Museu da Maré guarda uma profunda relação com a Fiocruz, dentro do espectro de relações que a instituição possui com as comunidades do entorno e suas organizações.

No texto, Gadelha ainda expressa a preocupação da Fundação “para que os poderes executivos federais, estaduais e municipais, especialmente o Ministério da Cultura, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), as Secretarias de Cultura e outros órgãos, se articulem e promovam ações que permitam ao Museu da Maré manter seu funcionamento em sua atual localização”. Essa permanência, segundo ele, também é decisiva no atual contexto das políticas públicas, desenvolvidas no território da comunidade, que buscam reduzir as desigualdades sociais e promover ambientes mais dignos, saudáveis e criativos.

Leia a íntegra do documento aqui.


Publicado em 3 de novembro de 2014








Link para o site Invivo
link para o site do explorador mirim
link para o site brasiliana

funcionamento terça a sexta-feira: 9-16h30, sábados: 10h-16h

agendamento de visitas 55 21 2590-6747

Fiocruz, Av. Brasil, 4365 - Manguinhos, Rio de Janeiro| CEP: 21040-900

Copyright © Museu da vida | Casa de Oswaldo Cruz | Fiocruz

museudavida@fiocruz.br

Assessoria de imprensa: divulgacao@coc.fiocruz.br.

O Museu da Vida faz parte de:

abcmc astc redpop ecsite icom

Amigos do Museu da Vida: uma rede de Saúde, ciência e cultura

patrocínio master

ibm Johnson & Johnson Nova Rio conheça