Ir para o conteúdo

 

Neste informe: 

1. Espaços e grupos negligenciados pela divulgação científica  

2. Ciência e teatro: análise de uma experiência do Museu da Vida  

3. CiênciArte: por colaborações de sucesso  

4. Emoções no cerne da experiência museal  

5. A ciência e a tecnologia pelo olhar dos jovens  

6. Revista de poesia científica, onde arte e ciência se encontram  

7. Negacionismo e fake news são temas de aulas inaugurais 

8. Prêmio de fotografia Ciência & Arte  

9. Curso gratuito em jornalismo de ciência  

10. Chamada de artigos e textos sobre ciência e arte 

 

1. Espaços e grupos negligenciados pela divulgação científica – Locais pouco usuais com potencial para promover encontros entre pessoas e a divulgação científica, como espaços virtuais ou artísticos, ainda não receberam a devida atenção no campo da divulgação da ciência. Ao mesmo tempo, com o advento da pandemia de Covid-19, e a exposição e o agravamento das desigualdades sociais, pensar a relação da divulgação científica com segmentos sociais que vivenciam exclusão também se mostra fundamental.  Assim, a série “Neglected spaces in science communication”, publicada na revista acadêmica Journal of Science Communication, aborda o conceito de negligência e suas nuances em dez comentários sob os olhares e sentidos de 26 autores. Reflexões sobre o impacto do racismo e da pouca valorização da diversidade cultural na divulgação científica convencional e dominante ocidental, bem como a falta de representatividade da comunidade LGBTQ+ na área, estão entre os tópicos discutidos. A série também reúne exemplos na prática, como a realização de festivais de atividades de engajamento em ciência com migrantes afegãos e iranianos em espaços em desuso e festivais desenvolvidos em colaboração com comunidades marginalizadas, pontos de partida para discussões sobre locais e grupos negligenciados. Comentários sobre o potencial de atividades fora dos padrões e o papel da divulgação científica na discussão de tópicos tabus trazem ainda mais elementos para futuros debates. Acesse a série completa, em inglês, em: <https://bit.ly/3e9dO91>. 

2. Ciência e teatro: análise de uma experiência do Museu da Vida – Não é de hoje que a ciência e o teatro interagem: as raízes de peças com temáticas científicas remontam ao surgimento do teatro na Grécia Antiga, apesar do boom observado a partir de 1990. Dado o papel central que a C&T exercem na sociedade atual, não surpreende que haja um aumento no interesse do meio artístico em retratar a ciência e, a partir dela, discutir e fazer refletir sobre a condição humana, argumentam Carla Almeida e Diego Bevilaqua, no artigo “A colaboração na montagem da peça A vida de Galileu em um museu de ciência no Rio de Janeiro”, publicado na revista Journal of Science Communication. Eles apontam, porém, que “parte importante do boom atual de peças com motes científicos é fruto de um interesse cada vez maior da academia pelo uso da arte como estratégia de aproximação entre ciência e sociedade”. Nesse contexto, os autores analisam a colaboração entre artistas e cientistas na produção da peça de Bertolt Brecht em cartaz de 2016 a 2018 no Museu da Vida (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz). Com entrevistas a 12 profissionais envolvidos na montagem, o intuito principal dos pesquisadores foi compreender como eles enxergaram e avaliaram sua participação no projeto e o que pensavam sobre o resultado final da parceria. Foi identificado um forte engajamento dos participantes com o projeto, que propiciou uma rica troca e apropriação de conhecimentos, além de levantar questões relevantes sobre o teatro realizado no contexto específico da divulgação científica. Leia as versões em português e inglês, em: <https://bit.ly/3uVNFRc>.  

3. CiênciArte: por colaborações de sucesso – Várias questões devem ser consideradas para uma colaboração bem-sucedida entre artistas e cientistas, mas sem respeito mútuo e diálogo contínuo o fracasso é garantido. Quem diz isso são os próprios articientistas – ou seriam os cientartistas? No momento em que interdisciplinaridade se revela cada vez mais necessária e as interações entre ciência e arte recebem crescente atenção e e$tímulo, vale parar para conferir as dicas de pesquisadores e artistas sobre como construir uma colaboração produtiva nesse campo. A revista Nature reuniu em texto publicado na seção ‘Career Feature’ depoimentos de seis entusiastas dessa vertente de colaborações. Com perfis e habilidades diversas, eles compartilham diferentes aspectos de seus próprios empreendimentos colaborativos, ressaltando sobretudo os êxitos, mas também as frustrações e lições. Além de respeito e diálogo, destacam a importância do conhecimento e interesse real pelo trabalho do outro, do investimento de tempo na parceria e da transparência em relação às expectativas dos envolvidos. No fim, o importante é o processo de criação de algo novo juntos, defende Fernanda Oyarzún, escultora e bióloga marinha baseada no Chile. O texto “How to shape a productive scientist–artist collaboration” está disponível em: <https://bit.ly/387SahN>. 

4. Emoções no cerne da experiência museal – Se, no contexto da pós-verdade, em que apelos às emoções têm mais influência do que fatos objetivos, elas despontam como vilãs, no âmbito dos museus, as emoções tornam-se elemento central na experiência dos visitantes. Mobilizadas de diversas formas, em diferentes tipos de atividades, funcionando como um disparador de interesse e engajamento, elas assumem papel cada vez mais relevante nas instituições museais. Não à toa, em 2020, a relação entre emoções e aprendizagem nesses espaços foi o foco das pesquisas e publicações do Grupo de Trabalho do Museu da Aprendizagem, um dos GTs da Rede de Organizações de Museus Europeus (NEMO, na sigla em inglês). Uma dessas publicações acaba de ser lançada, reunindo reflexões resultantes desse esforço. Com dez contribuições de profissionais e pesquisadores que se debruçaram sobre o tema, a obra aborda as emoções em museus sob diferentes prismas, incluindo, por exemplo, sua mobilização por meio da cenografia, narrativas e artes visuais. Paolo Mazzanti, pesquisador do Centro de Integração de Mídia e Comunicação da Universidade de Florença (Itália), abre as discussões com um texto sobre a centralidade das emoções e da empatia na identidade dos museus do século 21, que se reconfiguram como espaços de pensamento cocriativo e diálogo. Para ele, “não se trata apenas de guiar as emoções dos visitantes, mas de deixá-los livres para escolher suas próprias emoções”. A publicação Emotions and Learning in Museums está disponível, em inglês, em: <https://bit.ly/3c0Lm6Q>. 

5. A ciência e a tecnologia pelo olhar dos jovens – Muito se discute atualmente sobre uma possível desvalorização da ciência por governantes e pela sociedade em geral – um debate que vem sendo potencializado com a pandemia de Covid-19. Estudos sobre percepção pública da ciência e tecnologia no Brasil, no entanto, não têm detectado esse descrédito. O interesse de jovens brasileiros pela ciência, por exemplo, é grande – tanto entre mulheres quanto homens e em quase todos os grupos sociais – e esse segmento da população, em sua maioria, percebe a importância social da C&T e apoia fortemente a ciência. Isso é o que aponta o recém-lançado livro O que os jovens brasileiros pensam da ciência e da tecnologia? Pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia, disponível gratuitamente para download. A obra, de 225 páginas, divulga resultados de uma enquete realizada em 2019 com duas mil pessoas com idade entre 15 e 24 anos, residentes em todas as regiões do Brasil. A pesquisa também contou com etapas cognitiva e qualitativa, esta última composta por grupos de discussão com jovens entre 18 e 24 anos. Outros aspectos também são discutidos no livro, como a valorização da carreira de cientista pelos jovens, a influência das trajetórias de vida e do posicionamento moral e político sobre as atitudes relacionadas à C&T e reações a um ambiente informacional marcado pela circulação de conteúdos falsos. Acesse o livro gratuitamente em: <https://bit.ly/3c6sjaZ>. 

6. Revista de poesia científica, onde arte e ciência se encontram – Disponibilizar uma plataforma para poetas, com pouca ou muita experiência, de todas as idades, profissões e formações. Este é um dos propósitos da Consilience, revista online gratuita de poemas sobre temáticas científicas, totalmente gerenciada por voluntários. A jovem revista já conta com quatro edições, cada uma dedicada a um tema específico. A primeira edição teve como foco a “Conectividade” e, a segunda, a “Incerteza”, cada uma com 19 poemas. “Viés” foi a temática explorada na terceira edição, também com 19 poemas; a quarta, e mais recente publicação, reuniu 14 poemas sobre a “Geociência”. Pensada para ser um espaço de livre experimentação sobre ciência e arte, a revista não segue os padrões usuais utilizados em revistas acadêmicas, apesar de utilizar o sistema de revisão por pares com dois revisores independentes. Com o propósito de nutrir e celebrar as produções submetidas, por meio de um processo transparente, a revisão é totalmente aberta e, quando necessário, os editores da revista realizam um trabalho colaborativo com o autor a partir das recomendações dos revisores até a publicação da obra. Desde que o poema seja sobre ciência, com até 40 linhas, toda poesia submetida é considerada para publicação, não importando o volume de ajustes necessários. Os editores garantem trabalho dialógico, feedback em até duas semanas e espaço para o envio de arte que irá compor a capa das edições.  Para mais informações sobre as regras de publicação da revista e os poemas publicados, acesse: <https://www.consilience-journal.com/>. 

7. Negacionismo e fake news são temas de aulas inaugurais – A pandemia de Covid-19 e a enxurrada de desinformação que circula junto com o novo coronavírus acirraram o debate sobre a credibilidade na ciência. Se, por um lado, existe uma expectativa de que a ciência vencerá o mal e sairá fortalecida dessa crise, por outro, novos e velhos conhecimentos científicos são crescentemente distorcidos, desconsiderados e mesmo questionados pela população, inclusive por autoridades políticas. Nesse contexto complexo em que inicia o ano letivo dos seus cursos de pós-graduação, a Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) fomenta a discussão sobre esses temas em dois eventos no mês de março. No dia 15, a partir das 10h, o Mestrado Acadêmico em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde dá a largada com duas conferências de peso: “Fake news e Covid-19”, proferida por Thaiane Moreira de Oliveira, da Universidade Federal Fluminense, e “Public perception of science in a post-pandemic world”, apresentada por Dominique Brossard, da Universidade de Wisconsin-Madison (EUA). No dia 19, às 14h, o professor Marcos Napolitano, da Universidade de São Paulo, ministra a aula inaugural da COC, sobre “Negacionismos e revisionismos ideológicos: o conhecimento histórico em xeque”. Ambos os eventos são abertos ao público e serão transmitidos ao vivo pela página da Casa no Facebook: <https://www.facebook.com/casadeoswaldocruz>. Espalhem por aí! 

8. Prêmio de fotografia Ciência & Arte – Estão abertas, até 29 de abril de 2021 (18h, horário de Brasília), as inscrições para o X Prêmio de Fotografia - Ciência & Arte. Promovido pelo CNPq, o concurso tem como objetivos fomentar a produção de imagens com a temática de Ciência, Tecnologia e Inovação, contribuir com a divulgação e a popularização da ciência e tecnologia e ampliar o banco de imagens do CNPq, sendo apresentado em duas categorias: imagens produzidas por câmeras fotográficas; e imagens produzidas por instrumentos especiais. Podem concorrer estudantes de graduação e pós-graduação, docentes e pesquisadores brasileiros. As premiações incluem diplomas e valor em dinheiro por categoria – 8 mil reais para o primeiro lugar, 5 mil reais para o segundo colocado e 2 mil reais para o terceiro. O primeiro colocado de cada categoria também terá direito à passagem aérea e hospedagem para participar da 73ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, em julho de 2021, em data e local a serem definidos. Mais informações pelo email <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.> ou em: <www.premiofotografia.cnpq.br>.  

9. Curso gratuito em jornalismo de ciência – A organização não governamental americana The Open Book, que se coloca a missão de oferecer orientação prática para quem escreve sobre ciência, não importando se iniciante ou já veterano, realiza o curso online gratuito Science Journalism Master Classes. O objetivo do curso é ajudar o aluno a aprimorar sua capacidade de encontrar e avaliar boas histórias, a elaborar argumentos de convencimento sobre pautas, a relatar e escrever histórias impactantes, entre outros. As aulas são enviadas diariamente por email e os alunos precisam fazer – pequenos – trabalhos também diariamente. O tempo esperado de dedicação diária é de 30 a 60 minutos. O curso é capitaneado por Emily Laber-Warren, que dirige o programa de Reportagem de Saúde e Ciência na Escola de Pós-Graduação em Jornalismo Craig Newmark da City University of New York. Não há uma data de início e a inscrição pode ser feita a qualquer momento no link: <https://bit.ly/30j0PcE>. 

10. Chamada de artigos e textos sobre ciência e arte - A Revista Educação Pública, da Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro (Cecierj) está lançando uma nova seção, Educação Pública: Divulgação Científica e Ensino de Ciências. Este novo espaço está recebendo colaborações até 30 de abril de 2021 para o dossiê Ciência e Arte. O principal objetivo é “reunir e apresentar múltiplas iniciativas, de modo a contemplar suas especificidades e representações; identificar pontos de contato e afastamento entre os saberes nelas envolvidos; e discutir suas repercussões pedagógicas e sociais”. E, assim, esperam as editoras, contribuir para o debate em torno da interação entre ciências e artes, principalmente quando aplicada às estratégias de divulgação científica e ensino de ciências. Além de artigos de revisão, científicos e relatos de experiência, outras modalidades de texto poderão ser apresentadas para publicação no dossiê, como entrevista, crônica, prosa, poesia e ensaio. Mais informações estão disponíveis em: <https://bit.ly/3qsen0t>. 

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------   

Ciência & Sociedade é o informativo eletrônico do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica do Museu da Vida (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz). Editores de Ciência & Sociedade: Marina Ramalho e Carla Almeida. Redatores: Luís Amorim e Rosicler Neves. Projeto gráfico: Luis Cláudio Calvert. Informações, sugestões, comentários, críticas etc. são bem-vindos pelo endereço eletrônico <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. Para se inscrever ou cancelar sua assinatura do Ciência & Sociedade, envie um e-mail para <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. 

Link para o site Invivo
link para o site do explorador mirim
link para o site brasiliana

funcionamento terça a sexta-feira: 9-16h30, sábados: 10h-16h

agendamento de visitas 55 21 3865-2138

Fiocruz, Av. Brasil, 4365 - Manguinhos, Rio de Janeiro| CEP: 21040-900

Copyright © Museu da vida | Casa de Oswaldo Cruz | Fiocruz

museudavida@fiocruz.br

Assessoria de imprensa: divulgacao@coc.fiocruz.br.

O Museu da Vida faz parte de:

abcmc astc redpop ecsite icom

Amigos do Museu da Vida: uma rede de Saúde, ciência e cultura

Johnson & Johnson ibm conheça