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O projeto é uma iniciativa educativa audiovisual de divulgação científica que tem como objetivo principal dar visibilidade às principais unidades de conservação do país.



Você conhece as sempre-vivas? Elas são plantas da família das eriocauláceas com inflorescências que, mesmo depois de colhidas, destacadas e secas, continuam a apresentar a aparência de estruturas vivas, abrindo e fechando conforme a umidade do ar e a luminosidade. Irado, né? Pois saiba que existe um parque aqui no Brasil com um montão delas: o Parque Nacional das Sempre-Vivas (PNSV), localizado próximo à cidade histórica de Diamantina, no estado de Minas Gerais.

Em maio, rolou uma super expedição por lá realizada pelo projeto Parques do Brasil, uma iniciativa educativa audiovisual de divulgação científica que tem como objetivo principal dar visibilidade às principais unidades de conservação do país. Desenvolvido pela pesquisadora Luciana Alvarenga, do Serviço de Educação em Ciências e Saúde do Museu da Vida, o projeto é uma parceria entre o Museu, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o produtor de TV e cineasta Carlos Sanches, da TV Brasil.

No Parque, já foram registradas cerca de 60 espécies de sempre-vivas, tornando essa unidade de conservação a área com mais espécies dessa planta no planeta. Mas saiba que mais espécies estão sendo gradativamente descritas a partir de novas pesquisas. Estima-se que existam mais de 100 espécies dessa família na área do parque, sendo que oito são consideradas raras e cinco já estão ameaçadas de extinção!

Preservando um dos trechos mais importantes da Serra do Espinhaço, onde o PNSV está localizado, o parque apresenta peculiaridades ecológicas e guarda memórias de diferentes períodos da pré-história e de épocas mais recentes, incluindo registros de naturalistas como Auguste Saint-Hilaire, Carl Von Martius, Johann Baptiste Von Spix, entre outros nomes. A equipe da expedição fez um relato do dia a dia da viagem, com cada foto iradíssima! Para conhecer a expedição, acompanhe os textos abaixo. Spoiler: o visual é realmente deslumbrante, você vai se apaixonar!

Primeiro dia de expedição: conferindo os últimos detalhes!
Após uma longa viagem do Rio de Janeiro a Diamantina, a equipe se prepara para conhecer o Parque. Mais de 50% do PNSV é composto por formações rochosas, criando paisagens únicas. Como resultado do processo de corrosão de uma rocha encontrada no local, o quartzito, uma areia muito branca se forma e acaba virando um ambiente propício para o desenvolvimento das sempre-vivas.

Segundo dia: pinturas rupestres à vista
Numa rocha brilhante, a equipe encontra desenhos milenares de animais e figuras abstratas. Veados, gatos selvagens, antas, pacas e outras espécies dão pistas sobre a vida pré-histórica que aconteceu ali há milhares de anos.

Terceiro dia: desbravando a cachoeira do Rio Preto
O PNSV é um divisor de águas de duas importantes bacias hidrográficas, a bacia do Rio São Francisco e a bacia do Jequitinhonha. Dos planaltos do parque nascem mais de 600 nascentes, formando córregos, rios, cavando cânions e presenteando os visitantes com várias cachoeiras.

Quarto dia: fauna e flora do Parque Nacional
No parque, é possível avistar 195 espécies de aves e várias espécies de serpentes e anfíbios, alguns endêmicos da região, além de animais como a onça pintada, jaguatirica, lobo guará e outros. Conheça quais!

Quinto dia: é chegada a hora de partir!
Depois de mais um dia de expedição, nuvens escuras surgem no horizonte, trovoadas longínquas são ouvidas. No início da tarde, uma chuva inesperada e bem-vinda surge e marca a despedida da equipe.


Publicado em 10 de junho de 2016

A pesquisadora ainda aponta que aqueles que desejam seguir na área, no Brasil, já podem contar com mais oportunidades de trabalho.




Luisa ganhou o prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica este ano na categoria "Pesquisador e escritor"
"As crianças são cientistas naturais, sempre curiosas por tudo que ocorre à volta delas", assim a pesquisadora do Museu da Vida Luisa Massarani descreve os que ela também chama carinhosamente de “pequenos curiosos”. Pelo jeito, ou melhor dizendo, pelo jeito da Luisa, é possível manter esta curiosidade.

Coordenando e participando de inúmeras iniciativas de pesquisa e de práticas em divulgação científica ( algumas delas podem ser conhecidas aqui), ela acaba de ser reconhecida pelo CNPq com o 36º Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica, na categoria "Pesquisador e escritor".

Aproveitamos a oportunidade e batemos um papo com ela, que nos contou como era a área da divulgação quando começou, em 1987, e disse que, atualmente, há mais oportunidades para pessoas que desejam trabalhar com a área. Para 2016, dois novos projetos estão para sair do forno! Acompanhe a entrevista.

Ao longo de sua trajetória, você desenvolveu diversos trabalhos voltados para a divulgação da ciência para o público infantil. O que te move ao pensar em aproximar a ciência das crianças?

Luisa Massarani: As crianças são cientistas naturais, sempre curiosas por tudo que ocorre à volta delas. Elas têm muita imaginação. Além disso, talvez mais do que em qualquer outra faixa etária, não há uma receita de como se fazer divulgação científica. O gostoso é, caso a caso, procurar os melhores caminhos de se conversar sobre temas de ciência. Há a expectativa, ainda, de que a divulgação científica para o público infantil pode de fato fazer a diferença para formar cidadãos mais engajados com temas de ciência, fazendo-os tomar decisões mais bem informadas em temas que se relacionem com a área.

Como você avalia a divulgação científica hoje no Brasil? Há mais consciência sobre a relevância do campo?

Eu comecei a atuar na área em 1987. Era um momento de entusiasmo. Poucos anos antes foram criados o primeiro museu interativo de ciência do país, o Espaço Ciência Viva, e o projeto Ciência Hoje, com uma revista para adulto, outra para crianças e a newsletter de política científica. Foi um momento de estímulo à criação de outras revistas de divulgação científica, ao jornalismo científico, com a criação de seções de ciência nos principais jornais do país, entre outros fatores.

Na década de 1990, por sua vez, ganhou peso a área de museus de ciência, que, desde então, aumentaram em número em várias partes do país. O que creio que mudou foi o estabelecimento de políticas de divulgação científica, que incluíram a criação Departamento de Popularização e Difusão da Ciência e Tecnologia no então Ministério de Ciência e Tecnologia; o estabelecimento, por decreto presidencial, da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, com seu imenso caráter mobilizador; e o apoio sistemático à área de divulgação por editais. Agências de fomento, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e as Fundações de Apoio à Pesquisa (FAPs) de diversos estados, colocaram a divulgação científica na agenda. Acho que essas ações fizeram toda a diferença. O Brasil virou referência na América Latina na área da divulgação científica. No entanto, a recente fusão do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação com a pasta de Comunicações, além de ser um retrocesso na área da ciência, coloca em risco todo este esforço de mais de uma década de consolidação de políticas na área de divulgação científica.

Pensando em alguém que está começando nesse campo, qual conselho você daria?

Na época em que comecei a trabalhar na área, dava para contar nos dedos quantas pessoas trabalhavam em divulgação científica em tempo integral. Muitos atuavam na área como atividade secundária, movidos pela paixão. Eu decidi que esta era a minha área e que, também movida pela paixão, seria meu ganha pão. Meu conselho é: se a pessoa acha que esta é a área do coração, invista nela! Hoje em dia há possibilidades de estágios, há cursos de pós-graduação...

Em termos de projetos, quais trabalhos que ainda estão por vir você gostaria de destacar?

Há dois que gostaria de destacar: já está no forno - estão sentindo o cheirinho gostoso? - meu próximo livro de divulgação científica para crianças. Acho que até julho estará nas lojas. Já no âmbito da Rede de Popularização da Ciência e Tecnologia na América Latina e Caribe (RedPOP), estamos fazendo um diagnóstico da divulgação científica na região; em setembro, lançaremos os resultados em um grande fórum que a Unesco realizará no Uruguai. Até onde sabemos, será o primeiro na área.


Publicado em 06 de junho de 2016

Luisa Massarani, do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica, foi a ganhadora na modalidade "Pesquisador e escritor".




A pesquisadora Luisa Massarani, do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica do Museu da Vida, foi escolhida pela comissão julgadora do 36º Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica como a grande vencedora neste ano. A cerimônia de entrega do prêmio aconteceu na 68ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na cidade baiana de Porto Seguro, na qual Luisa proferiu a conferência "Divulgação científica – e agora, José?".

Este ano, o objetivo era premiar um "Pesquisador e escritor" na área, levando em conta critérios como a qualidade e a relevância dos trabalhos apresentados, a experiência, trajetória profissional e a contribuição em prol da divulgação da ciência, tecnologia e inovação. Em entrevista ao site do MV, ela comentou os rumos da divulgação científica no Brasil.

"Existe um abismo entre quem realiza atividades práticas em divulgação científica e quem pesquisa no campo em divulgação científica. Na minha trajetória, busquei realizar tanto atividades práticas como acadêmicas neste campo, e o foco do trabalho tem sido dar subsídios para aprimorar a divulgação científica", enfatizou a pesquisadora.

Pesquisadora de produtividade 1C do CNPq e atual coordenadora do mestrado acadêmico em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde da Casa de Oswaldo Cruz, Luisa tem uma ampla atividade acadêmica, científica e de gestão voltada para a divulgação científica. Ela lidera o Grupo de Pesquisa do CNPq Ciência, Comunicação & Sociedade; coordena o portal SciDev.Net para América Latina e Caribe; é a diretora executiva da Rede de Popularização da Ciência e Tecnologia na América Latina e Caribe (RedPOP) e ainda é membro do comitê científico da rede internacional de Public Communication of Science and Technology (PCST, na sigla em inglês).

Ex-diretora do Museu da Vida de 2009 a 2013, ela se dedica à área da divulgação científica desde 1987, realizando atividades práticas e de pesquisa relacionadas aos aspectos históricos e contemporâneos da área, ciência na mídia e percepção pública da ciência. A entrega do prêmio, diploma e troféu ocorrerá durante a 68ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que acontece entre 3 e 9 de julho, na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), em Porto Seguro (BA)

Confira, abaixo, alguns momentos da marcante trajetória de Luisa.


Guia de Centros e Museus de Ciência da América Latina e do Caribe

Em 2015, Luisa coordenou a organização do Guia de Centros e Museus de Ciência da América Latina e do Caribe. A publicação é uma iniciativa da RedPOP, Museu da Vida e Escritório Regional de Ciência da Unesco e traz uma relação de aproximadamente 470 centros da região. Além de disponível para download gratuito aqui no site, o guia, com versões em português e espanhol, também está acessível no portal da RedPOP. Dez anos antes, em 2005, Luisa se juntou a Ribamar Ferreira, atual presidente da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência, e Fátima Brito, da Casa da Ciência da UFRJ, na primeira versão do Centro e Museus de Ciência do Brasil, que mapeou cerca de cem instituições culturais e científicas à época no cenário brasileiro.

Popularização da ciência na América Latina

À frente da direção da RedPOP desde 2014, Luisa esteve envolvida diretamente na produção do livro “RedPOP: 25 años de popularización de la ciencia en América Latina”, lançado em 2015 em homenagem à história de 25 anos da instituição. A publicação foi lançada em parceria com o Museu da Vida e o Escritório Regional de Ciência da Unesco. Além de resgatar fatos históricos da RedPOP e da divulgação científica na América Latina nas últimas décadas, o livro conta com artigos sobre a relação entre museu e escola, a conexão entre popularização da ciência e a cultura popular, jornalismo de ciência e outros temas relevantes.

Acervo do médico José Reis

Desde 2014, Luisa está se dedicando, junto com uma equipe, ao tratamento, estudo e disponibilização da coleção pessoal de José Reis, doada pela família à Casa de Oswaldo Cruz. Reis é um ícone da divulgação científica no país e teve um papel chave na criação e consolidação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Estima-se que a coleção tenha cerca de 9.500 itens, entre acervo documental, museológico e bibliográfico. O acervo arquivístico será digitalizado e disponibilizado pela internet em breve.

Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia

Junto com a pesquisadora Marina Ramalho (Museu da Vida) e outros profissionais de diversos países da América Latina, Luisa conquistou a edição 2014 do prêmio, que teve como tema a popularização da ciência. Com o trabalho “Monitoramento, capacitação e aprimoramento em jornalismo científico em países do Mercosul”, realizado no âmbito da Rede Ibero-Americana de Monitoramento e Capacitação em Jornalismo Científico, a equipe ganhou na categoria “Integração”. Em termos de pesquisa, a rede desenvolveu uma ferramenta para analisar matérias de ciência e tecnologia em telejornais do Brasil e na Colômbia. A partir do diagnóstico observado e da experiência prática da equipe, foram realizadas capacitações em cinco países do Mercosul e em outros da América Central, sempre com foco em jornalistas, cientistas e estudantes interessados em jornalismo científico. Essa colaboração resultou em dois livros: “Jornalismo e ciência: uma perspectiva ibero-americana” e “Monitoramento e capacitação em jornalismo científico: a experiência de uma rede ibero-americana”, ambos disponíveis para download gratuito.

Rede de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia

Luisa é membro do comitê científico do PCST (Public Communication of Science and Technology, em inglês), uma rede que reúne profissionais de divulgação científica a nível mundial. A cada dois anos é realizada a conferência do PCST em um determinado país e, em 2014, Luisa e o Núcleo de Estudos da Divulgação Científica estiveram à frente da organização do evento, que foi realizado em Salvador, na Bahia. As memórias do encontro estão disponíveis para consulta.

Dinossauros no Brasil

O livro explica uma porção de curiosidades sobre 16 espécies que habitaram nosso país, como nome científico, idade, tamanho, preferência de comida e outros detalhes. Em uma verdadeira viagem pré-histórica, Luisa revela, para o público infanto-juvenil, como pesquisadores conseguem ir atrás de fósseis para conseguir entender a era dos dinossauros.

A ciência no Jornal do Commercio

Em 2011, junto com Claudia Jurberg e Leopoldo de Meis, Luisa se dedicou ao livro “Um gesto ameno para acordar o país – a ciência no Jornal do Commercio”, que conta a trajetória pouca conhecida da seção dominical de ciência do Jornal do Commercio, diário carioca criado em 1958. Leopoldo, inclusive, fez parte dessa iniciativa que marcou a história da divulgação científica no Brasil. Leia a publicação aqui.

Uma aventura por cheiros e cores da flora brasileira

Para instigar a descoberta do olfato e do cheiro de plantas brasileiras junto a crianças de 8 a 12 anos, Luisa coordenou a criação de um livro-jogo, “Cheiro de quê?”, em que a história se passa na cidade de Narizópolis. O leitor é convidado a sentir cheiros descritos pelos personagens em potes que trazem essências das plantas citadas na trama, além de ter que se aventurar em atividades propostas por cartas presentes no jogo.

Curso on-line de jornalismo científico

Em 2009, Luisa coordenou a versão brasileira desta publicação, que foi lançada em 2008 pela Federação Mundial dos Jornalistas Científicos (WFSJ, na sigla em inglês) e pela Rede de Ciência e Desenvolvimento (SciDev.Net). Jornalistas de várias partes do mundo colaboraram com dicas e experiências sobre como cobrir temas científicos. A versão on-line está disponível aqui.

Ciência para pequenos curiosos

Sempre preocupada com a divulgação científica para o público infantil, Luisa coordenou a pesquisa “Pequenos curiosos - um espaço de ciência para crianças”, de 2009 a 2011, que acabou resultando em duas exposições do Museu da Vida para o público de seis a oito anos: “ Floresta do Sentidos” e “ Aventura pelo corpo humano”. Além disso, ela foi editora da revista Ciência Hoje das Crianças, de 1994 a 1999, e já colaborou como colunista no suplemento infantil do jornal Folha de S. Paulo, a Folhinha. Os textos publicados nesta coluna serão lançados em livro ainda em 2016.

Divulgação da ciência de forma acessível

Em mais uma coordenação, Luisa participou ativamente da construção do site “Brasiliana”, do Museu da Vida, montado com o intuito de divulgar informações sobre a divulgação científica no Brasil. O site tem um conteúdo precioso para quem estuda o tema, revelando diferentes trabalhos já realizados em jornais, TV, literatura, músicas, festas populares, trabalhos acadêmicos e outros meios.

SciDev.net

No âmbito da América do Sul, Luisa se mantém como editora da América Latina e Caribe para o SciDev.net, um portal de notícias jornalísticas sobre ciência, com base na Inglaterra, que tem ramificação em diferentes continentes. Já escreveu inúmeras notícias para o site, como “Why do people choose to live in disaster areas?” e “Científicos brasileños se oponen a la reducción de fondos”, bem como edita textos de outros jornalistas.

Terra incógnita: caminhos da divulgação científica no Brasil e no mundo

Em 2002, ao lado de Ildeu de Castro Moreira e Fátima Brito, Luisa lançou o primeiro livro da série Terra Incógnita, “Ciência e Público – caminhos da divulgação científica no Brasil”. Além desse, a série conta com dois outros livros que trazem artigos e contribuições de grandes nomes da divulgação científica para estimular a reflexão sobre o significado da área, diferentes práticas e conceitos, sempre lembrando de vincular a ciência à sociedade. Os outros dois, ambos de 2005, são: “Terra incógnita: a interface entre ciência e público” e “O pequeno cientista amador: a divulgação científica e o público infantil”.



Atualizado em 31 de maio de 2016

Luisa Massarani foi selecionada com o projeto National Institute of Science and Technology in Public Communication of Science and Technology.



A pesquisadora Luisa Massarani, do Museu da Vida, e o pesquisador Ildeu de Castro Moreira, da UFRJ, foram selecionados na chamada pública do Programa dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia com o projeto National Institute of Science and Technology in Public Communication of Science and Technology. A iniciativa tem como objetivo apoiar atividades de pesquisa de alto impacto em áreas estratégicas e/ou na fronteira do conhecimento visando buscar soluções de grandes problemas nacionais.

As 345 propostas apresentadas foram avaliadas por, no mínimo, três consultores internacionais e, posteriormente, pelo Comitê Julgador, que se reuniu na sede do CNPq, em Brasília. Dessas, 252 propostas receberam recomendação no processo de análise para financiamento.

“Na nossa avaliação, é uma grande conquista e um reconhecimento para a área de divulgação científica do país, visto que se trata de um edital de grande prestígio para a comunidade científica brasileira, em que tradicionalmente as áreas contempladas são as hard sciences", afirma Luisa.“Tal conquista só foi possível por conta da grande articulação dos principais grupos de pesquisa nessa área [de divulgação científica] no país e no exterior, que rapidamente se somaram a esta iniciativa”, ressalta. A proposta de Massarani inclui a participação de 126 pesquisadores de diversas instituições do Brasil, da Alemanha, Argentina, China, Colômbia, Estados Unidos, Franca, Inglaterra e Itália.

Luisa Massarani é Cientista do Nosso Estado (Faperj) e recebeu o Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia 2014 (categoria integração, como líder do grupo). Ela é membro do comitê científico da rede internacional da Public Communication for Science and Technology (PCST) e diretora executiva da Rede de Popularização da Ciência e Tecnologia na América Latina e Caribe (RedPOP).

A Fiocruz teve outros cinco pesquisadores beneficiados: Wilson Savino, diretor do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), Patrícia Bozza (IOC), Samuel Goldenberg, diretor do Instituto Carlos Chagas (Fiocruz Paraná), Carlos Morel (coordenar do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz), e Henrique Krieger (Fiocruz Rondônia).

Publicado em 17 de maio de 2016

O caminhão da ciência estacionou por lá entre 11 e 14 de maio.



Imagine uma carreta cheia de módulos interativos que leva ciência, diversão e conhecimento a moradores de municípios que não dispõem de museus de ciência. Essa é a proposta do Ciência Móvel – Vida e Saúde para Todos, que em 2016 completa dez anos! Entre 11 e 14 de maio, moradores de Além Paraíba, em Minas Gerais, tiveram a oportunidade de conferir e participar de experiências incríveis que foram apresentadas de forma lúdica. O museu itinerante ficou estacionado no Centro Municipal de Educação e Cidadania (CEC) e ofereceu atividades gratuitas.

Atrações como o girotec e o novo planetário digital marcaram presença! Além delas, o público pode conferir módulos como a pilha humana, espelhos sonoros, painel fotovoltaico, cadeira giratória, entre outros! Conheça as atrações oferecidas aqui.

Atualizado em 16 de maio de 2016

As aulas tiveram início em agosto de 2016.



Novo programa visa formar pesquisadores qualificados para a geração de novos conhecimentos que colaborem para aproximar a sociedade de temas como saúde, ciência e tecnologia. Foto: Peter Ilicciev
O mestrado em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde ficou com as inscrições abertas até 13 de maio. Ao todo, são oferecidas 15 vagas. O processo seletivo é composto pela análise da documentação dos candidatos, prova escrita, entrevista e análise do pré-projeto de trabalho final de mestrado e do currículo, além de prova de língua estrangeira. As aulas tiveram início em agosto de 2016 no campus da Fiocruz, em Manguinhos, no Rio de Janeiro. Mais detalhes sobre o curso e as inscrições estão disponíveis na Plataforma SIGA.

O mestrado tem como público-alvo museólogos, comunicadores, jornalistas, cientistas, educadores, sociólogos, cenógrafos, produtores culturais, professores de ciências licenciados (nível superior) e demais candidatos com graduação que atuam nesta área, seja no âmbito acadêmico ou prático.

O mestrado é resultado de uma parceria com o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, o Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast) e a Fundação Cecierj. Entre os parceiros do programa na esfera internacional, estão a Universidade Cornell e o Hatfield Marine Science Center da Universidade do Estado do Oregon (Estados Unidos); a Escola Internacional Superior de Estudos Avançados (Itália); e a Universidade de Paris 8 (França).

O curso tem três linhas de pesquisa. A primeira - Cultura científica e sociedade - abrange reflexões sobre a dimensão cultural e social da ciência, da tecnologia e da saúde. Intitulada Educação, comunicação e mediação, a segunda linha dedica-se à interface entre as áreas da educação e da comunicação na mediação entre o conhecimento científico e a sociedade. Já a linha Estudo de público/audiência reúne análises com foco nos distintos públicos das diferentes atividades educativas e de divulgação científica.

"Como a pesquisa em divulgação científica é um campo do conhecimento recente no mundo, trabalhamos para a formação de recursos humanos e o fortalecimento da produção científica”, afirma a coordenadora do curso, Luisa Massarani. “Além disso, nos articulamos com vários dos melhores grupos do exterior. Com isso, temos neste curso um corpo docente excelente, interdisciplinar, com disciplinas especificamente pensadas para formar um mestrando na área."

Atualizado em 11/05/2016



Interessados em visitar o prédio podem agendar pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..



Construída no início do século XX, a Cavalariça abrigará, em 2017, nova exposição do Museu da Vida (Foto: Glauber Gonçalves)
Se você curte arquitetura e prédios históricos, fique ligado: a Cavalariça, um dos prédios do conjunto arquitetônico da Fiocruz que já abrigou a exposição Biodescoberta do Museu da Vida, estará aberta a visitas no dia 29 de abril. Depois de ter passado por ampla restauração, o prédio receberá visitas guiadas por arquitetos da área de patrimônio histórico da Casa de Oswaldo Cruz. É necessário preencher uma ficha de inscrição e enviá-la para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. O horário disponível é o das 10h30 às 11h30.

Durante a atividade, os participantes poderão saber mais sobre a história do edifício, seus aspectos arquitetônicos e o restauro, realizado como primeira etapa do projeto de requalificação do prédio, que, em 2017, passará a abrigar uma nova exposição do museu.

A Cavalariça é um dos prédios que compõem o primeiro conjunto edificado da Fiocruz, do início do século 20, concebido por Oswaldo Cruz e projetado no estilo eclético pelo engenheiro português Luiz Moraes Jr.. O edifício foi construído entre 1904 e 1905 para acolher os cavalos que eram utilizados para a produção de soros contra a peste bubônica, as inspeções e tratamentos veterinários, bem como o procedimento da extração de sangue que dava origem ao soro.

As ações de conservação e restauração contemplaram todos os materiais construtivos e os bens integrados ao edifício, desde o latão dos bicos de gás até os azulejos brancos ingleses, passando pelos tijolos de Marselha, metais dos equipamentos, esquadrias, escadas e a estrutura dos telhados. Durante os 18 meses de obra, foram recuperados interiores, fachadas e coberturas da Cavalariça. Para solicitar visitas em outras datas ou obter mais informações, entre em contato pelo telefone (21) 3865-2220 ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..



Atualizado em 26 de abril de 2016


No dia 25 de abril, segunda-feira, rolou a etapa das entrevistas para o projeto de divulgação científica do Museu da Vida! Confira a lista de jovens que foram selecionados para essa fase realizada na sala de vídeo da Biblioteca da sede do Museu.

Horário de 9h

Elielton Morais Sousa
Jonatan Peixoto de Castro
Julie Gomes de Santana
Juliane Cristina Florencio de Araújo
Paulo César Rodrigues Melo Filho
Vitória Cristina Florencio de Araújo
Ygor da Costa Sampaio

Horário de 10h30

Allan Lopes de Alcantara de Souza
Arthur Gresik de Araújo
Cláudio da Conceição Junior
Letícia Kécia da Silva Soares
Jorge Paulo Batista da Conceição
Nathália de Souza Lima Garrido
Rebeca Alves Ferreira

Atenção: chegue com 15 minutos de antecedência! Ao chegar, procure por Rosicler Neves ou Renata Fontanetto.

Obrigada a todos que participaram enviando textos e vídeos. Foi demais! Para mais informações, ligue para (21) 3865-2123 ou envie um e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. .

O Museu está localizado no campus Fiocruz, em Manguinhos, na avenida Brasil, nº 4365. A divulgação dos candidatos selecionados para o projeto sairá neste site até 27 de abril. As atividades começam em 3 de maio, terça-feira, das 8h30 às 12h.

Dezesseis projetos já foram realizados desde 2013 em diferentes setores da instituição.


Desde 2013, várias iniciativas socioculturais já foram realizadas na Fiocruz por meio de parcerias feitas com o uso da Lei Municipal de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro (ISS). No dia 14 de abril, no auditório do Museu da Vida, o evento “Saúde e Cultura – parceria que dá certo” celebrou a realização dessas iniciativas. O encontro, aberto ao público, contou com a apresentação do bloco Céu na Terra, às 10h.

O número de projetos viabilizados cresceu de três, em 2013, para 16 neste ano. Um exemplo é a ação “Contando histórias e renovando esperanças”, realizada no Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF), que promove espaços de cultura, educação e lazer para as famílias e pacientes que frequentam o hospital.

No Museu da Vida, a exposição "Manguinhos Revelado" é mais um exemplo dessas iniciativas. Com um conjunto de fotografias produzidas na primeira metade do século XX, a expo mostra práticas de institucionalização da microbiologia no Brasil e aspectos do desenvolvimento das atividades científicas no campo da saúde pública pelo país.




Publicado em 13 de abril de 2016

A primeira etapa de seleção ocorreu entre os dias 6 e 17 de abril.



Para participar do processo seletivo, é preciso preencher um formulário e enviar um vídeo ;)
O Museu da Vida vai realizar uma série de atividades de divulgação científica sobre um tema da ciência que ainda vai dar muito o que falar: biologia sintética! Várias atividades serão desenvolvidas com estudantes de ensino médio e, por isso, vamos selecionar cinco jovens que estejam entre o 1º e 3º anos do ensino médio de escolas públicas estaduais de Manguinhos e arredores para atuarem como bolsistas do MV. A seleção inclui o preenchimento de um formulário pela internet até o dia 17 de abril, envio de um vídeo por e-mail e entrevistas presenciais no dia 25 de abril.

Entre os meses de maio e novembro, essa turma vai ajudar a produzir vídeos para o YouTube do Museu, terá contato com cientistas, educadores e profissionais de divulgação científica, além de contribuir para outras atividades que vão rolar durante este ano. Haverá uma bolsa-auxílio para cada participante ao longo do projeto.

Aí você pergunta: mas o que é biologia sintética? Acredite: ainda há bastante a se discutir sobre o assunto e há várias definições. Essa área está crescendo no Brasil e em outros países. Por aqui, já vemos contribuições importantes nas áreas de saúde, alimentos e energia. Muitos consideram que a biologia sintética é uma nova abordagem da engenharia genética, ou seja, um momento em que novas ferramentas, técnicas e conceitos estão surgindo para que seja possível modificar o material genético de um microrganismo, como bactérias e leveduras.

Para participar, é preciso ter disponibilidade nas manhãs de terça, quarta e quinta-feira, entre 8h30 e 12h. Se você curte projetos animados e gosta da ideia de trabalhar com vídeos, clique aqui, preencha o formulário até 17 de abril e participe do processo seletivo. Fique de olho nas seguintes datas:

Prazo para envio do formulário e do vídeo: até 17 de abril
Divulgação dos candidatos selecionados na primeira etapa: até 20 de abril
Entrevistas: 25 de abril, na sede do Museu da Vida, que fica dentro do campus Fiocruz, em Manguinhos, na avenida Brasil, número 4.365
Divulgação dos candidatos aprovados: Até dia 27 de abril
Início das atividades: 3 de maio, terça-feira

Acesse o formulário aqui: https://docs.google.com/forms/d/1qkWHIimEI0pRA_4yFolmDilS_ZLohwexMjJ_hEWupyQ/viewform?c=0&w=1.

Todas as etapas serão divulgadas no site, Facebook e Twitter do Museu da Vida. Para mais informações, ligue para (21) 3865-2123, envie um e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou mande uma mensagem pelo Facebook do Museu (/museudavida). Vem porque esse projeto vai ser irado!

Publicado em 06 de abril de 2016


Link para o site Invivo
link para o site do explorador mirim
link para o site brasiliana

funcionamento terça a sexta-feira: 9-16h30, sábados: 10h-16h

agendamento de visitas 55 21 2590-6747

Fiocruz, Av. Brasil, 4365 - Manguinhos, Rio de Janeiro| CEP: 21040-900

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