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Inspirada na obra de Galileu Galilei, as duas coleções "Mensageiros das estrelas" são direcionadas à educadores e estudantes que desejem aprofundar seus conhecimentos sobre o Universo

Uma das atrações do Museu da Vida Itinerante, o Coletivo Nopok participa do projeto Arte e Ciência sobre Rodas desde 2012, viajando com a exposição itinerante pelas cidades do interior do país.

Lives em comemoração ao Dia das Crianças

Prazo de envios para durante todo o mês de outubro

Atividade infantil para ser realizada em casa

Por Julianne Gouveia

Foi quase amor à primeira vista: Mariana Fernandes se apaixonou pelo tema da acessibilidade ainda na graduação. Ela fazia Licenciatura em Física na Universidade Federal Fluminense e lá cursou uma disciplina optativa chamada Tecnologias Assistivas para Pessoas com Deficiência Visual. O interesse só fez aumentar e virou assunto no Mestrado em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde da Casa de Oswaldo Cruz, onde Mariana ingressou em 2018. Em agosto deste ano, a mestra defendeu a dissertação ‘A experiência de pessoas com deficiência visual: a acessibilidade e a inclusão no Museu da Geodiversidade (UFRJ) e na Casa da Descoberta (UFF)’. Ela estudou a visitação às instituições de dois grupos de pessoas cegas: um deles era formado por pessoas que trabalham ou estudam o universo dos museus; o outro, pouco engajado com a área. “Acredito que as pessoas com deficiência devam participar ativamente das mais diversas atividades na sociedade, como lazer, acesso ao conhecimento e informação, cultura e educação. Estudar e entender como ocorre a experiência deste público em museus é reforçar que esses locais também pertencem às pessoas com deficiência, não só visual, mas a todo e qualquer público”, explica. No terceiro episódio da temporada 2020 da série “Conta Aí, Mestre”, Mariana Fernandes responde às perguntas enviadas pelos seguidores do Museu da Vida sobre o assunto. Confira!

Fernando Alves (/fernando271986): Oi Mari, parabéns pela linda pesquisa! Durante sua pesquisa, você foi capaz de encontrar a participação de pessoas cegas e com baixa visão na produção das atividades e iniciativas promovidas pelos museus visitados? Se sim, qual a importância representativa desse engajamento na recepção do público com deficiência?

Mariana Fernandes: Oi, Fê! Obrigada pelos parabéns e pela pergunta! No momento em que a pesquisa foi realizada, o Museu da Geodiversidade ainda não contava com a participação de pessoas com deficiência visual compondo sua equipe. Todo o material adaptado do espaço é testado por um consultor ou parceiros. A Casa da Descoberta estava em processo de treinamento de um mediador com deficiência visual. Além disso, a equipe já contava com uma mediadora com deficiência auditiva parcial, que inclusive passou a visita para os grupos da pesquisa.

Em entrevista com o grupo de visitantes engajados, eles frisam que é realmente importante para a representatividade ter pessoas com deficiência nas equipes dos museus. Eles contam que se sentem mais à vontade, já que o mediador entende suas necessidades e os direciona para objetos/réplicas táteis que geram mais engajamento. Ainda assim, o grupo ressalta que não é apenas isso que torna o espaço acessível e inclusivo.

Julianne Gouveia (@_amarelodeserto): Gostaria de entender melhor o que era exatamente esse segundo grupo de visitantes "não convertidos" e de que maneira questões como escolaridade e até gênero podem influir na experiência de visitação desse grupo. Houve alguma dificuldade e/ou similaridade na experiência de visitação de ambos os grupos?

Mariana Fernandes: Oi, Julianne! O grupo de visitantes pouco engajados (VPEs) foi composto por pessoas que visitam ou tem menos contato com museus, já que existe uma grande parte do público com deficiência visual que não frequenta espaços museais. O intuito de ter dois grupos com engajamentos diferentes na temática de museus foi de compreender se ambos apontariam as mesmas dificuldades (barreiras) nos espaços visitados. Um dos objetivos era entender se ambos os grupos apontariam essas dificuldades – o que chamamos de barreiras. Em suma, conseguimos perceber que, falando explicitamente sobre a barreira ou usando outras palavras para abordar a mesma, encontramos evidências onde os grupos pontuam essas dificuldades de forma similar. A pesquisa não se aprofundou nas questões de escolaridade e gênero, mas podemos perceber que ambos os grupos usaram de seus conhecimentos prévios e cotidianos para fazer relações com o que estava exposto para então compreender os objetos.

Renata Fontanetto (@renata_fontanetto): Oi, Mari! Qual repertório teórico mais fundamentou a sua pesquisa?

Mariana Fernandes: Oi, obrigada pela pergunta, Rê! A pesquisa foi essencialmente fundamentada nos estudos de: Norberto Rocha et al. (2020), Abreu et al. (2019), Inacio (2017), Tojal (2015), e Sarraf (2008, 2013).

Ana Legey (@analegey): Parabenizo sua pesquisa!!! Quanta generosidade. Você acha que as experiências apreendidas podem ser levadas também as escolas? Para reproduzir as boas práticas e as lições aprendidas?

Mariana Fernandes: Olá, Ana, obrigada pelos parabéns e pergunta! Claro! Algo muito debatido pelos visitantes foram ações relacionadas às atitudes das equipes (recepção, acolhimento, descrição de objetos e salas). Creio que as boas atitudes podem (e devem) ser reproduzidas em todos os locais.

Julianne Gouveia (@_amarelodeserto): Em sua opinião, o que poderia aprimorar ainda mais a experiência de visitação a museus de pessoas com deficiência visual, especialmente aquelas que não estão acostumadas a frequentar esses espaços?

Mariana Fernandes: Acredito que ações relacionadas à atitude: fazer com que as pessoas com deficiência se sintam parte integrante do espaço, acolhidas e convidadas a visitar outros museus ou centros de ciências. Outra questão, no meu ponto de vista, está relacionada com o vocabulário utilizado nesses espaços: é importante encontrar estratégias que façam com que o vocabulário (às vezes mais técnico) chegue a todas as pessoas, com deficiência ou não.

Sidcley Lyra (@LyraSid): Parabéns, mestre Mariana! Conta pra gente, como seu estudo pode fazer as instituições refletirem e por em prática essas estratégias de acessibilidade? Outra coisa: os museus estudados possuíam as estratégias de acessibilidade que os gestores disseram ter?

Mariana: Olá, Sid, obrigada pela pergunta! A pesquisa foi desenvolvida pensando na experiência dos visitantes, evidenciando suas perspectivas e vozes, além de reforçar que espaços científico-culturais também são frequentados por pessoas com deficiência e devem estar preparados para atender a todos os públicos. Espero que os resultados obtidos possam colaborar com o desenvolvimento de práticas acessíveis e inclusivas em diversos âmbitos – seja relacionado à equipe, ao espaço físico e expositivo ou repensando as práticas já existentes. Fica o meu desejo que essas práticas se multipliquem, sendo cada vez mais eficazes e que contemplem as especificidades das pessoas com deficiência visual.

Respondendo sua outra pergunta: Mesmo com as visitas sendo agendadas, algumas das estratégias que os museus sinalizaram possuir não foram apresentadas para os visitantes. Isso evidência a importância de toda a equipe estar ciente, preparada e ter acesso a essas estratégias disponibilizadas pelo museu.

Finalizo com o lema “Nada sobre nós sem nós”, que diz respeito à importância da participação plena das pessoas com deficiência na tomada de decisões sobre assuntos que lhes correspondam diretamente. Que o lema se faça presente e nunca seja esquecido. Obrigada!

Criptofunk do Bela Maré e um rolé pela Leopoldina


Neste informe: 

1. Acreditar ou não na ciência, eis a questão 

2. Dossiê especial sobre divulgação científica e Covid-19 

3. A ciência está cada vez mais difícil de entender  

4. Um olhar sobre o meio ambiente a partir da produção de uma série de TV  

5. Pesquisa investiga disparidades de gênero no YouTube  

6. Evento marca lançamento de livro sobre controvérsias da ciência em museus  

7. Mapeamento internacional de iniciativas de ciência e teatro  

8. Convocatória de artigos sobre comunicação, sociedade e saúde  

9. Reexaminando a divulgação científica  

10. Curso profissional de divulgação científica  

11. Workshops capacitam para a realização de atividades online 

 

1. Acreditar ou não na ciência, eis a questão – No fim de setembro, a partir da liberação de uma pesquisa realizada pelo Pew Research Center (EUA), começaram a pipocar pela imprensa nacional reportagens dizendo que o brasileiro não confiava na ciência, como na Folha de S. Paulo, com a matéria “Brasileiros são os que menos confiam em cientistas, indica estudo de centro americano” (https://bityli.com/9dzrt), ou na Veja, com o título “Estudo aponta confiança global na ciência, com Brasil na direção oposta” (https://bityli.com/g4D0Q). Este achado contradiria as pesquisas nacionais de percepção pública da ciência já realizadas em anos anteriores. Porém, um outro olhar sobre os resultados foi dado pelo pesquisador Yurij Castelfranchi (UFMG) em sua conta no Twitter: “Pessoal, tá ERRADO. Erradas as matérias, errada a interpretação". Segundo ele, por exemplo, faltou à imprensa conversar com especialistas brasileiros sobre o tema e sobrou preconceito contra nós mesmos. Ou, nas palavras dele: "Release que diga que somos os piores em alguma coisa dá manchete”. Ele enumera ainda várias outras questões, que valem a pena a leitura: <https://bityli.com/Dcgae>. A discussão foi tão boa que o Instituto Serrapilheira resolveu promover o seminário "Afinal, brasileiros confiam ou não na ciência?", neste 8 de outubro, às 19h, no link: <https://bityli.com/oilMW>. 


2. Dossiê especial sobre divulgação científica e Covid-19 – Dentre a avalanche de obstáculos impostos pela pandemia do novo coronavírus, estiveram os desafios relativos à comunicação: como fornecer informações de maneira clara e precisa sobre algo tão desconhecido, ajudando a sociedade a entender o vírus e a doença, além de formas de comportamentos para minimizar seu impacto? Nesse contexto, publicar pesquisas de qualidade em divulgação científica sobre Covid-19 é imperativo. Assim, o periódico Journal of Science Communication acaba de lançar a primeira parte de um dossiê sobre o tema. Entre os 13 artigos, há trabalhos de diversos países, entre eles, o Brasil. “Science communication for the Deaf in the pandemic period: absences and pursuit of information”, de pesquisadores da UFRJ, analisa o que foi publicado sobre a pandemia em quatro diferentes plataformas usadas por surdos no Brasil – incluindo Facebook, YouTube, Instagram e TV INES –, entre janeiro e final de maio de 2020. O dossiê conta também com artigos de abordagens bem diversificadas, abrangendo desde a desinformação no Twitter e a atuação de influenciadores no Instagram, até um estudo etnográfico em hospitais e uma pesquisa sobre o engajamento de cidadãos em políticas públicas envolvendo a pandemia. O acesso ao periódico é gratuito pelo link: <https://jcom.sissa.it/>.  


3. A ciência está cada vez mais difícil de entender – Decifrar a linguagem de artigos científicos já era um desafio para muitos jornalistas e divulgadores de ciência. Nessa missão, atualmente, a vida não anda fácil nem para os próprios cientistas. No texto “Science is getting harder to read”, publicado em setembro na Nature Index, a jornalista de ciência Dalmeet Singh Chawla aponta que a ciência está se tornando mais difícil de entender devido ao grande número de siglas, frases longas e jargões impenetráveis utilizados cada vez mais na escrita acadêmica. Ela se baseia em uma pesquisa publicada em julho na revista eLife, que analisou o uso de siglas em mais de 24 milhões de títulos de artigos e em 18 milhões de resumos indexados pela base de dados PubMed entre 1950 e 2019. Já um estudo de 2017 que analisou 700 mil resumos de artigos publicados entre 1881 e 2015 – também citado pela jornalista – mostrou que aumentaram também a porcentagem de jargões e a extensão das frases. As frases muito prolixas e as palavras difíceis não só tornam os artigos menos legíveis, mas também podem prejudicar a probabilidade de serem citados. Mas Chawla chama atenção, ainda, para as implicações desses obstáculos para a divulgação científica: citando artigo do psicólogo Kipling Williams, da Purdue University (EUA), ela aponta que o aumento da linguagem técnica isola leitores não especializados, quando, idealmente, os artigos acadêmicos deveriam ser escritos de forma mais acessível para formuladores de políticas públicas, jornalistas e pacientes. Acesse o texto em: <https://bityli.com/ZtfwF>.  


4. Um olhar sobre o meio ambiente a partir da produção de uma série de TV – Se você ainda não viu, deveria assistir à série de TV “Parques do Brasil”, fruto da cooperação entre três instituições públicas brasileiras: a Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a TV Brasil/EBC, que transmite a série em sua grade de programação. A série conta com episódios de 30 minutos que mostram, com vídeo, ambientação musical, roteiro e ilustrações, a riqueza da biodiversidade dos nossos parques. Agora, além da série, a equipe coordenadora do projeto propõe no artigo “Parques do Brasil: a conservação da biodiversidade como promoção da saúde e da qualidade de vida” uma reflexão a partir das experiências vivenciadas em campo e da história ambiental do Brasil, apresentando subsídios para o desenvolvimento de uma economia mais sustentável, que promova também a saúde e a qualidade de vida, através da implementação de unidades de conservação e do uso indireto de seus recursos naturais. Mais informações sobre a série em: <https://bityli.com/K4Jbh>. O artigo está disponível gratuitamente na última edição da Revista Brasileira de Educação Ambiental, em: <https://bityli.com/uCyJy>. 


5. Pesquisa investiga disparidades de gênero no YouTube – Estudos realizados na última década vêm mostrando que a presença feminina em vídeos no YouTube sobre conteúdos de ciência e tecnologia é menor que a masculina, tanto em canais populares quanto nos menos acessados. No artigo “Exploring the YouTube science communication gender gap: A sentiment analysis”, publicado em 2019 na Public Understanding of Science, os autores investigam as disparidades de gênero nos canais mais populares de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM, na sigla em inglês) no YouTube. Numa análise de 391 canais, somente 32 mulheres foram identificadas como apresentadoras ou narradoras. Para entender essa lacuna, os autores conduziram, ainda, análises em indicadores de popularidade e de sentimento em 450 vídeos de 90 canais de STEM. Os resultados revelam que a presença de gênero afeta a recepção e a interação dos usuários com os vídeos e canais STEM no YouTube. As mulheres, em média, receberam mais comentários por visualização, no entanto, as maiores proporções foram de comentários hostis, sexuais, de aparência e críticos. Em função do alcance e grande potencial do YouTube como ferramenta de divulgação da ciência, os autores destacam que o foco não pode se concentrar somente na ampliação da visibilidade e engajamento com diferentes públicos; a diversidade de vozes e representatividade nos vídeos também são importantes. Para os autores, a maior participação das mulheres na comunidade STEM no YouTube é fundamental. O artigo na íntegra, em inglês, está disponível gratuitamente em: <https://bit.ly/2HYFSxS>. 


6. Evento marca lançamento de livro sobre controvérsias da ciência em museus – A ciência é feita de consensos, mas também de rupturas e controvérsias. Estas últimas costumam ganhar menos destaque para o público em geral, sendo abordadas com menos frequência em museus de ciência. Nos últimos anos, o Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Não Formal e Divulgação da Ciência (Geenf), da USP, vem se dedicando a entender, por um lado, como as relações entre ciência, tecnologia, sociedade e ambiente (CTSA) e os temas controversos vêm sendo abordadas pelos museus e o que o público compreende a partir delas. E, por outro lado, quais são as opiniões do público sobre os museus que abordam esses tópicos. Como desdobramento desse projeto, o Geenf lançará, em 19 de outubro, às 16h, o livro Práticas educativas e formação de públicos de museus: Relações entre ciência, sociedade e temas controversos, que estará disponível gratuitamente para download no site: <http://www.geenf.fe.usp.br/v2/>. O evento online contará com apresentação da obra, relato da elaboração das atividades do livro e mesa-redonda com Suzani Cassiani (UFSC), que falará sobre “Decolonização e Movimento CTS Latino-Americano”, Ana Maria Navas (Universidade de Los Andes, Colômbia), que abordará o tema “Controvérsia em Museus de Ciências: possibilidades e desafios” e Martha Marandino (USP), que tratará da “Formação de Professores e Educadores, Controvérsias e Museus: o que diz a pesquisa”. Acompanhe o evento ao vivo pelo link: <https://www.youtube.com/geenfusp>.  


7. Mapeamento internacional de iniciativas de ciência e teatro – Quais as contribuições que o teatro pode oferecer para o campo da divulgação científica e para as relações entre ciência e sociedade em geral? Para responder a essa e outras questões, as pesquisadoras Carla Almeida (do Museu da Vida / Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz) e Emma Weitkamp (Science Communication Unit, University of the West of England, Bristol), do Reino Unido, desenvolveram um questionário que busca mapear iniciativas em ciência e teatro em todo o mundo. Profissionais que estejam trabalhando com teatro/performance que dialogue de alguma forma com a ciência estão convidados a preencher o questionário disponível em: <https://bit.ly/3dbs1A0>, que leva cerca de 15 minutos para ser respondido. As pesquisadoras pedem, ainda, que o questionário seja divulgado o mais amplamente possível! Mais informações sobre a pesquisa podem ser obtidas pelo e-mail: <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>.  


8. Convocatória de artigos sobre comunicação, sociedade e saúde – Termina em 26 de outubro o prazo para submissão de artigos ao número especial “Comunicación, Sociedad y Salud” da Revista Chasqui, que buscará aprofundar os processos sociais e comunicacionais gerados no contexto da pandemia do novo coronavírus. Em linhas gerais, o número quer abordar as dinâmicas de produção, circulação, apropriação e uso da comunicação em saúde no cenário de pandemia, os papéis desempenhados pelos diferentes agentes sociais e as mediações particulares que são geradas nesse contexto, bem como as reconfigurações narrativas, resistências, aspirações e as mudanças culturais refletidas. Algumas linhas temáticas incentivadas para este número são: práticas de comunicadores formais e informais de saúde em contexto digital; gerenciamento de mensagens sobre doenças emergentes e desastres naturais na mídia; comunicação em saúde intercultural e alternativa; comunicação assertiva médico-paciente na era digital; bioética e ética da pesquisa em seres humanos; telemedicina e telessaúde. Mais informações estão disponíveis em: <https://bit.ly/3jDNSSV>.  


9. Reexaminando a divulgação científica – A crescente inclusão de argumentos científicos nos discursos oficiais vem abrindo novas oportunidades de diálogo e colaboração entre ciência e sociedade. Ao mesmo tempo, esse cenário pode ter gerado desafios para a autoridade da ciência, cujos preceitos podem ser contestados, negociados e transformados nas discussões nas arenas públicas. Essas mudanças das relações entre ciência e sociedade foram intensificadas pela digitalização da mídia. As mídias sociais aumentaram a diversidade de atores usando, compartilhando e gerando conteúdo científico, suas práticas de comunicação e as estratégias que utilizam. Tais mudanças afetam as práticas de cientistas, divulgadores da ciência, jornalistas, mediadores de museus, entre outros. Nesse contexto, o Journal of Science Communication está preparando o dossiê especial “Re-examining Science Communication: models, perspectives, institutions”. Mas fique atento, pois o prazo de submissão termina em 31 de outubro! Algumas das temáticas bem-vindas são: o panorama emergente da divulgação científica e os papéis e relações das instituições, cientistas e divulgadores científicos (online e offline); tendências e variações nos modelos e práticas de divulgação científica em diferentes contextos; e como os públicos navegam e se envolvem no panorama da divulgação científica. Saiba mais em: <https://bityli.com/Lof9b>.  


10. Curso profissional de divulgação científica – Estudantes e profissionais com pouca experiência em divulgação científica, mas interessados em desenvolver habilidades e conhecimentos para atuar no campo, podem se inscrever no curso introdutório “Connecting People, Creating Events”, a ser realizado de 18 de janeiro a 26 de março de 2021. Coordenado pelo Centro de Divulgação Científica da universidade UWE Bristol (Reino Unido), o curso tem duração de 10 semanas – incluindo duas semanas de estudo independente –, e aborda audiências; planejamento e gestão de projetos; habilidades de apresentação; promoção de eventos e habilidades de mediação e avaliação. Integralmente online, inclui leituras, atividades de aprendizagem dirigidas, apresentações, fóruns de discussão, seminários interativos ao vivo, entre outras estratégias, para fomentar o desenvolvimento de habilidades dos participantes e estimular a troca de experiências. Para participar, os interessados devem se inscrever por meio de formulário online e pagamento de uma taxa no valor de 750 libras. Ao final do curso, os alunos serão avaliados por meios de dois trabalhos escritos – os aprovados poderão aproveitar os créditos em cursos de pós-graduação da universidade. Para se inscrever e obter mais informações, acesse: <https://bit.ly/2GNRHXm>. 

  
11. Workshops capacitam para a realização de atividades online – A equipe do Stickydot (https://stickydot.eu/), espaço comunitário em Bruxelas (Bélgica) para interessados e atuantes em iniciativas de engajamento em pesquisa e inovação, irá realizar a segunda edição do curso “Moving dialogue online”. A iniciativa visa apoiar profissionais que atuam com engajamento público em atividades que relacionam ciência e sociedade e necessitam realizar suas atividades online em reação à quarentena.  Desenvolvido por profissionais com experiência em projetos de engajamento público, atividades de diálogo e consultas públicas (presenciais e online), o curso é estruturado em cinco workshops (sessões) dinâmicos e interativos, com base em experiências e resultados de pesquisas. Mudança de paradigma do engajamento público presencial para o online; plataformas digitais e uso adequado em variados contextos; e técnicas para estimular o diálogo, lidar com conflitos e a falta de engajamento são alguns tópicos a serem explorados. O curso será realizado nos dias 13 e 29/10, 12 e 26/11 e 10/12, em inglês, das 10h às 12h (horário de Brasília). Os interessados devem se inscrever até o dia 29/10 e pagar a taxa de inscrição no valor de 320 euros (curso completo). Também é possível participar somente do primeiro workshop, oferecido gratuitamente, ou de alguns workshops, cada um com taxa no valor de 89 euros. Para se inscrever, obter mais informações sobre o curso, formas de pagamento e possibilidades de apoio, acesse: <https://bit.ly/2GP45WI>. 


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Ciência & Sociedade é o informativo eletrônico do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica do Museu da Vida (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz). Editores de Ciência & Sociedade: Marina Ramalho e Carla Almeida. Redatores: Luís Amorim e Rosicler Neves. Projeto gráfico: Luis Cláudio Calvert. Informações, sugestões, comentários, críticas etc. são bem-vindos pelo endereço eletrônico <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. Para se inscrever ou cancelar sua assinatura do Ciência & Sociedade, envie um e-mail para <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>.

Entendemos que a infância é uma das mais importantes etapas do desenvolvimento do indivíduo, assim como os primeiros contatos com a cultura da sociedade ocorrem nesta fase. É na infância que as crianças estão imersas em outros espaços de socialização além da casa e da família, e, neste contexto, aprendem por meio de brincadeiras, do convívio com seus pares e ainda desenvolvem sua autonomia. 

O Dia das Crianças nos faz lembrar que somos responsáveis por sua segurança, seu bem-estar e que devemos priorizar a garantia de seus direitos. Destacamos também que, antes de conhecermos esta data como se configura hoje, alguns movimentos e ações foram realizadas. Foi o caso do lançamento da Declaração dos Direitos das Crianças pela Liga das Nações em 1924, que tinha como objetivo ressaltar os cuidados com as crianças, preservar sua infância e adotar medidas de proteção. Durante a Conferência sobre o bem-estar da Criança de 1925, em Genebra (Suíça), o dia 1 de junho ficou definido como o Dia Internacional da Infância/Criança. 

Trinta anos depois, a Assembleia Geral das Nações Unidas instituiu o dia 20 de novembro como o Dia das Crianças, com o intuito de motivar os outros países a promover ações para garantir direitos e ações de bem-estar da infância. Já em 1959, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou a Declaração dos Direitos da Criança, com algumas modificações, e cada país passou a estabelecer uma data comemorativa para celebrar. No Brasil, por meio do decreto nº 4867, instituído no dia 05 de novembro de 1924, foi estabelecido o dia 12 de outubro como data oficial para comemoração do Dia das Crianças.

O Museu da Vida, enquanto espaço cultural de divulgação e popularização da ciência, saúde e da tecnologia, vai comemorar essa data importante. O Grupo de Estudos e Ações Educativas para o Público Infantil (GEAEPI) organizou um webinário para apresentar atividades educativas e lúdicas. As atividades vão acontecer no YouTube do Museu da Vida.

 

Veja a agenda:

13 de outubro, de 14h às 16:30h:

Faremos o anúncio do lançamento da publicação “A caminhada do GEAEPI no Museu da Vida” e de produtos educativos do Projeto “Arte e Saúde no Museu da Vida”. A publicação apresenta o histórico do trabalho coletivo realizado por profissionais das diferentes áreas do Museu da Vida, ocorridos entre os anos de 2005 e 2017, abordando a relação do museu, a importância das crianças e as atividades que foram desenvolvidas, planejadas e realizadas pelo grupo. 

 

14 de outubro, de 10h às 12h:
No dia 14/10, será realizada a roda de conversa “Tem criança no Museu?”, onde apresentaremos três experiências de diferentes museus brasileiros que desenvolvem projetos e atividades para o público infantil. As convidadas são:

- Liduina Rodrigues, diretora e fundadora do Museu da Boneca de Pano é Pedagoga de formação e artesã de coração, contadora de história e bonequeira encontrou na arte do fazer, um mundo de possibilidade de descobertas de nós mesmos.

- Lucineide Marquis, bióloga, arqueóloga e mestre em Arqueologia. Educadora e  coordenadora do laboratório de Arqueologia da Fundação Casa Grande- Memorial do Homem Kariri e professora do Curso de especialização em Arqueologia Social Inclusiva. 

- Anna Beatriz, guia no Memorial do Homem do Kariri e gerente da Gibiteca da Casa Grande. Na Rádio Comunitária Casa Grande FM, faz o programa infantil de rádio Submarino Amarelo.

- Kamylla Passos - Bolsista PCI/CNPq da Coordenação de Educação e Popularização da Ciência do Museu de Astronomia e Ciências Afins/MAST. Graduada em Museologia/UFG e Mestre em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde/Fiocruz. 

- Victoria Florio – Pesquisadora no programa de Capacitação Institucional (PCID-B),no Museu de Astronomia e Ciências Afins. Doutora pelo Programa de Ensino, Filosofia e História das Ciências da UFBa. Idealizadora e coordenadora do Projeto Jardim de Estrelas que deu origem a exposição “O Céu que nos conecta”.

Texto do GEAPI e publicado em 07 de outubro de 2020 

 

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funcionamento terça a sexta-feira: 9-16h30, sábados: 10h-16h

agendamento de visitas 55 21 3865-2138

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