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Espetáculo explora o universo da matemática e é pensado especialmente para crianças de seis a dez anos.


A matemática precisa ser vivida. Por que não vivê-la em uma peça teatral para crianças? Este é o intuito do espetáculo “O problemão da Banda Infinita”, aventura que ficou em cartaz na Tenda da Ciência e que é pensada, especialmente, para o público de seis a dez anos, do primeiro segmento do ensino fundamental. Jovens e adultos também são bem-vindos no espetáculo! 

A trama começa quando os cinco amigos integrantes da Banda Infinita - Pati, Tales, Artur, Pita e Alan - estão prestes a se apresentar num show. A empolgação toma conta do grupo, mas algo acontece com um dos instrumentos: algumas partes da corneta Max-Mega-Super-Ultra-Sonora somem. Para recuperá-las, eles terão que fazer uso da matemática nossa de cada dia e embarcar, literalmente, numa nave, desbravando mundos e esbarrando com personagens curiosos.

A peça estreou em 2018, um ano especial, por se tratar do Biênio da Matemática no Brasil (2017-2018). A atriz e diretora Letícia Guimarães, idealizadora do projeto, conta que o processo de criação envolveu muita pesquisa, com leitura de livros didáticos, de literatura infantil e análise de desenhos feitos por crianças. “Um dos mediadores do Museu da Vida, o pedagogo Fredson Araújo, fez uma grande pesquisa com professores de escolas públicas da zona Oeste do Rio. A gente recebeu desenhos de mais de 120 alunos desses colégios, que nos mostraram como é a visão deles em relação à matemática”, diz.

Os desenhos não pintavam a matemática como algo negativo, muito pelo contrário. “Eles têm uma visão lúdica, prática, muito relacionada aos jogos e às brincadeiras, ao uso de aparelhos móveis, ao fato de pegar um ônibus e fazer o troco, ver as horas e saber quantos anos alguém está fazendo, por exemplo”, complementa Letícia.

Os nomes dos personagens são inspirados em matemáticos da vida real: Hipátia de Alexandria, do Egito, Tales de Mileto e Pitágoras, da Grécia Antiga, Alan Turing, do Reino Unido, e Artur Ávila, jovem matemático carioca e um dos ganhadores da medalha Fields de 2014, o maior prêmio da área.

O educador e físico do Museu da Vida Paulo Colonese, um dos colaboradores da peça, observa que a matemática faz parte da vida de todos desde o nascimento. “As ideias que a matemática estuda permeiam todo o processo de descoberta do mundo. Por exemplo, quando um bebê começa a perceber o espaço ao redor, ele começa a assimilar a geometria ali presente, bem como outros itens, como tamanhos e distâncias. Todos são conceitos fundamentais para a nossa vida”, pontua.

Foi pensando nessas ideias que o dramaturgo Rafael Souza-Ribeiro começou a elaborar o texto da trama. “Deixei a imaginação correr solta e me predispus a escrever uma grande aventura, repleta de personagens e lugares fantásticos, reviravoltas, descobertas, desafios e tudo com muito humor. O humor nos aproxima, nos humaniza”, destaca Rafael. O maior desafio, segundo ele, é o de escrever para público infantil: “Não se pode jamais subestimar a inteligência e a sensibilidade das crianças e é preciso ter em mente a contribuição à formação cultural delas. Eu me reconectei com conteúdos da época da escola e o mais encantador foi redescobrir que a matemática está aqui presente o tempo todo”, afirma.

Outro destaque da obra são as músicas, inspiradas em ritmos como o carimbó do Norte e o coco de roda do Nordeste. O diretor musical Renato Frazão diz que a ideia é que a diversidade musical brasileira esteja representada o máximo possível. “Pesquisei, ouvi muitas músicas e li o texto para captar o que podia gerar ideias para as canções. Os trabalhos teatrais infantis costumam explorar pouco essa diversidade cultural do país. O contato das crianças com esse universo rico, mesmo que seja a primeira vez e de forma rápida, é muito importante”, avalia.

Ritmo, humor e aventura, elementos que, para Letícia, estão reunidos sob um mesmo objetivo. “Esperamos que a peça possa levantar um debate sobre esse preconceito que se constrói ao longo da vida em relação à matemática. Além disso, é um estímulo à cidadania, porque essa área não é só para gênios. Para ser gênio, tem que ter oportunidade”, conclui.

Peça teatral “O problemão da Banda Infinita” (As sessões acontecem caso haja um quantitativo mínimo de dez pessoas)

Temporada: até novembro de 2018

O espaço está sujeito à lotação. De terça a quinta, a ocupação é por ordem de chegada. Aos sábados, haverá distribuição de senhas a partir das 10h.

Endereço: avenida Brasil, nº 4.365, dentro do campus da Fiocruz localizado no bairro de Manguinhos
Informações: (21) 2590-6747

 

Confira a ficha técnica do espetáculo!

 

Atualizado em 28/11/2018

Evento terá mesa-redonda sobre os 130 anos da Abolição, relatos de experiências e mostra fotográfica.

Roda de conversa discutirá a relação entre a ciência e a redução das desigualdades nas favelas.

Leia o informativo do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica!


Informativo do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica/Museu da Vida - Ano XVII, n. 244, RJ, 3 de outubro de 2018

 

Neste informe:
1. Que sirva de alerta 
2. Mais próximos da emancipação?
3. Compromisso com a crítica
4. Saindo do forno: publicação sobre comunicação e saúde 
5. Guia completo Sci-Fi
6. Dia especial para crianças no Museu da Vida
7. De olho na programação da Semana Nacional de C&T 2018
8. Chopp comCiência: o papo é sobre vacinação
9. Inscrições para mestrado e doutorado. Corra, candidato, corra! 
10. Chamada de artigos sobre divulgação científica
11. Conferência sobre comunicação e meio ambiente recebe trabalhos

1. Que sirva de alerta – O trágico incêndio no Museu Nacional (Rio de Janeiro) no início de setembro, que destruiu uma coleção de 20 milhões de objetos de valor histórico inestimável, repercutiu em todo o mundo, chamando atenção para a grave crise em que a ciência brasileira está imersa. Após ampla cobertura jornalística, o incidente ganha agora destaque nas páginas da Science, um dos mais prestigiosos periódicos científicos. A edição de 28 de setembro da revista abre com editorial intitulado “Crise no Brasil” (https://bit.ly/2zLLi92), apontando o incêndio como um lembrete trágico sobre o quão importante é investir em instituições que preservam e promovem a ciência e a cultura. No texto, Beatriz Barbuy, pesquisadora do Departamento de Astronomia da Universidade de São Paulo, lamenta a saída do Brasil do Observatório Europeu do Sul (ESO) e toda a negligência com que a ciência do país tem sido tratada. Barbuy vê a eleição do próximo domingo como uma chance para o Brasil restabelecer seu compromisso com o setor. Na mesma edição da Science, carta assinada por pesquisadores do Museu Nacional e de instituições parceiras dos Estados Unidos contextualiza a tragédia e faz um apelo para o investimento na segurança e na preservação dos nossos museus e coleções para o benefício da ciência e da sociedade em todo o mundo. O texto, em inglês, está parcialmente disponível em: <http://science.sciencemag.org/content/361/6409/1322.2>. 

2. Mais próximos da emancipação? – Desde os anos 1990, os estudos acadêmicos sobre divulgação científica vêm aumentando consideravelmente de número. Esse crescimento, acompanhado de outros sinais de amadurecimento do campo – como a existência de periódicos e eventos próprios –, tem levado alguns pesquisadores a se questionarem se a divulgação científica está, finalmente, se tornando uma disciplina autônoma. Estudo bibliométrico publicado em setembro na Journal of Science Communication por Adrian Rauchfleisch e Mike S. Schäfer sugere que estamos, aos poucos, chegando lá. Com base na análise de cocitações da literatura acadêmica sobre divulgação científica publicada entre 1996 e 2015 – usando a base de dados Scopus –, os autores identificaram um campo bastante diverso e dinâmico em termos de comunidades de referência. Se no início as citações mais recorrentes vinham da sociologia da ciência, aos poucos as referências a outras comunidades acadêmicas se tornaram mais comuns, sobretudo às com enfoque em estudos de comunicação e mídia, que hoje dominam de certa forma a literatura da divulgação científica. Nessa linha, alguns temas como a disseminação da ciência na mídia, debates científicos e o papel do jornalismo e a virada “do déficit ao diálogo” ganham destaque. A íntegra do artigo, em inglês, está disponível em: <https://jcom.sissa.it/archive/17/03/JCOM_1703_2018_A07>.

3. Compromisso com a crítica – O jornalismo de ciência é acusado muitas vezes de dar colher de chá aos cientistas e de se encantar demais com as novidades por eles divulgadas. Para os defensores de um jornalismo mais crítico e reflexivo, a cobertura de ciência deveria ser menos deslumbrada e mais questionadora, na linha da cobertura de política. É o que pensam os divulgadores à frente do blog Political science (Ciência política), sediado no site do jornal britânico The Guardian. Lançado em 2013, o blog vem cobrindo um amplo leque de assuntos relacionados à política de ciência, tecnologia e inovação, sobretudo nos Estados Unidos e Reino Unido, mas também em outros países, sempre em tom provocativo. Em postagem publicada no início de setembro, seus autores anunciaram estar de mudança para o *Research, portal de internet (parcialmente fechado) voltado à comunidade acadêmica que reúne notícias do mundo da pesquisa e da política científica, além de divulgar oportunidades de recursos e financiamentos para o setor. No texto de despedida (https://bit.ly/2DLr8zU), James Wilsdon, Jack Stilgoe e Kieron Flanagan, três dos que assinam o blog, reafirmam seus princípios e prometem novas colaborações, além do acesso livre a todos os 430 textos produzidos no âmbito do The Guardian, que podem ser acessados em: <https://www.theguardian.com/science/political-science>.  

4. Saindo do forno: publicação sobre comunicação e saúde – A Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde, publicação do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Espírito Santo, acaba de lançar um número temático sobre comunicação e saúde. A edição especial fomenta e amplia o debate sobre o tema, com a contribuição de pesquisadores de diferentes instituições do país. Os 15 artigos que compõem a publicação apresentam diferentes abordagens teóricas e metodológicas, com destaque para a análise do jornalismo impresso. Dois estudos, por exemplo, abordam a produção de notícias sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) em jornais regionais. Outros artigos exploram questões específicas, tal como a investigação sobre a dengue na mídia impressa, com análise de notícias de jornais e revistas de grande circulação nacional e de importância local. Um estudo metodológico com proposta de um protocolo de coleta e classificação de dados para a pesquisa sobre a diabetes mellitus enriquece a proposta. A edição inclui, ainda, o relato de experiência sobre a implementação das redes sociais do PenseSUS – espaço online lançado em 2014 que reúne conteúdos sobre o SUS –, no qual as autoras destacam a complexidade de estimular o fortalecimento e a reflexão sobre saúde pública na internet. A publicação temática vale a leitura. Todos os artigos estão disponíveis em: <http://periodicos.ufes.br/RBPS/issue/view/918>. 

5. Guia completo Sci-Fi – Aqui vai uma boa notícia para fãs e estudiosos da ficção científica. Está disponível agora online e de forma totalmente gratuita a terceira edição da Enciclopédia de Ficção Científica, um guia robusto e crítico sobre o tema, em todos os seus formatos – literatura, filme, TV, jogos, quadrinhos, entre outros. Há vários itens e opções de busca para facilitar a vida de quem procura informações sobre o tema. Para quem pesquisa o campo, o item voltado a publicações traz uma lista impressionante de escritos de e sobre ficção científica, incluindo, em “Academic Journal”, um breve histórico do interesse acadêmico pelo assunto. Há também dados sobre a ficção científica brasileira desde o século 19, compartilhados por Bráulio Tavares e Roberto de Sousa Causo, ambos autores brasileiros do gênero. Vale navegar e conferir a enciclopédia online, com conteúdo em inglês, em <http://www.sf-encyclopedia.com>, e também ler o texto que o jornal digital Nexo produziu sobre a iniciativa, em <https://bit.ly/2QosqlM>.

6. Dia especial para as crianças no Museu da Vida – Outubro é o mês das crianças e o Museu da Vida vai comemorar com uma programação especial para os pequenos no sábado, dia 13. Traga a criançada para assistir a peças teatrais infantis – “O problemão da banda infinita” e “Curumim quer música” –, e participar de oficina de geleca, sessões com contadores de histórias, atividades circenses, jogos e de uma roda de conversa sobre vacinas – tudo pensado para o público infantil. As atividades regulares do Museu ocorrerão normalmente. Mas fique atento: o Museu não abrirá para visitação no feriado do dia 12 de outubro. O Museu da Vida fica no campus de Manguinhos da Fiocruz, na Av. Brasil, 4.365, Rio de Janeiro. A visitação é gratuita e ocorre de terça a sexta-feira, das 9h às 16:30h e, aos sábados, das 10h às 16h. Confira a programação especial do Dia das Crianças (13 de outubro) em: <https://bit.ly/2Qq166X>. Acesse a programação completa do mês de outubro em: <https://bit.ly/2DQFEq3>. 

7. De olho na programação da Semana Nacional de C&T 2018 – De 15 a 21 de outubro, ocorre em todo Brasil a 15ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, com o tema “Ciência para a Redução da Desigualdade”. Desde 2004, sempre em outubro, espaços científico-culturais, instituições de ensino e pesquisa, sociedades científicas, escolas e órgãos governamentais, entre outras instituições, promovem atividades de divulgação científica, no intuito de aproximar ciência e sociedade. No site oficial do evento, é possível fazer o cadastro das atividades que serão oferecidas e também consultar a programação por estado e município <https://bit.ly/2xZ2jxf>. No Rio de Janeiro, o campus de Manguinhos da Fiocruz vai concentrar oficinas, experimentos, jogos, apresentações teatrais, exposições, rodas de conversa e muito mais, de 16 a 20 de outubro. Para conferir a programação da Fiocruz (tanto a da unidade carioca quanto a de outros estados), acesse o link: <https://bit.ly/2DiBxmt>. Se sua instituição também vai oferecer atividades, não deixe de cadastrá-las no site do evento: <http://snct.mctic.gov.br/semanact/opencms/semana/login.html>!

8. Chopp comCiência: o papo é sobre vacinação – Depois de dois surtos de sarampo registrados no Brasil em 2018 – no Amazonas e em Rondônia –, além de casos noticiados no Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Rondônia, precisamos, mais do que nunca, falar sobre vacinação! E por que não bater um papo numa mesa de bar? A próxima edição do evento Chopp comCiência no Rio de Janeiro será realizada em 17 de outubro, de 19h às 21h, no bar Cortiço Carioca, no bairro boêmio da Lapa. Para levantar esse debate, a médica Maria de Lourdes de Sousa Maia, de Bio-Manguinhos (Fiocruz), vai levar informações sobre o surgimento da vacina e como a América Latina conseguiu eliminar doenças com esse recurso. Outra convidada, Tânia Petraglia, vice-presidente regional da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), irá falar sobre a importância da vacinação em grupos de risco. Todos são convidados a opinar e contribuir com o bate-papo. Embora o tema seja de suma importância, a ideia é que a troca de ideias seja num tom descontraído. A entrada é gratuita; só se paga a consumação. O Cortiço Carioca fica na rua Joaquim Silva, 105, Lapa, Rio de Janeiro. Mais informações em: <https://www.facebook.com/choppcomciencia/>.

9. Inscrições para mestrado e doutorado. Corra, candidato, corra! – Foi prorrogado o prazo de inscrição do curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (PPGICS/Icict), da Fiocruz. O programa visa formar pessoal qualificado para o desenvolvimento de atividades de pesquisa e ensino no campo da informação e comunicação em saúde. Os candidatos devem preencher o formulário eletrônico na plataforma SIGA (<www.sigass.fiocruz.br>) até 4 de outubro e enviar a documentação exigida até 5 de outubro para o e-mail <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. Serão oferecidas 12 vagas. Mais detalhes nos links: <https://bit.ly/2QmkPEv> e <https://bit.ly/2zM5d7S>. Para os interessados em história das ciências, as inscrições para os cursos de mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação em História das Ciências e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (PPGHCS/COC), também da Fiocruz, já estão abertas. História das ciências biomédicas, História da medicina e das doenças e História das políticas, instituições e profissões em saúde são as linhas de pesquisa do programa. A inscrição pela internet e a entrega da documentação na secretaria do curso devem ser feitas até 14 de novembro. Candidatos residentes fora da Região Metropolitana do Rio podem enviar a documentação via SEDEX. São oferecidas 18 vagas para mestrado e 15 para doutorado. A taxa de inscrição é de R$ 70,00, mas é possível solicitar isenção. Mais informações em: <https://bit.ly/2O05PPG>.

10. Chamada de artigos sobre divulgação científica – A revista Perspectivas de la Comunicación, da Universidad de la Frontera (Chile), está recebendo artigos até 14 de dezembro para sua edição temática sobre comunicação pública da ciência. Para esse volume, que será publicado no segundo semestre de 2019, serão aceitos trabalhos de investigação que se dediquem a qualquer aspecto relativo à divulgação científica no âmbito Ibero-americano, mas são especialmente bem-vindos trabalhos que analisem a relação da ciência e das pseudociências nos meios de comunicação. Algumas abordagens sugeridas são: estudos de audiências sobre a percepção social da ciência; políticas públicas destinadas à promoção da cultura científica; novas estratégias discursivas e tecnologias aplicadas à produção e divulgação de conteúdos científicos; aspectos éticos e socioeconômicos da relação entre ciência, tecnologia e sociedade; e análises do discurso científico e pseudocientífico nos meios de comunicação. Todos os trabalhos serão submetidos à avaliação por pares. Para conferir as regras relativas ao formato do artigo, acesse: <http://revistas.ufro.cl/index.php/perspectivas/about/submissions>. Para mais detalhes sobre a edição temática, veja: <http://revistas.ufro.cl/index.php/perspectivas/announcement/view/16>. 

11. Conferência sobre comunicação e meio ambiente recebe trabalhos – Se você se interessa pela divulgação de questões e desafios ambientais e a relação do homem com a natureza, a Conferência sobre Comunicação e Meio Ambiente (COCE, na sigla em inglês) está recebendo propostas de trabalho até 15 de novembro. A 15ª edição do evento bianual será realizada de 17 a 21 de junho de 2019 na University of British Columbia, em Vancouver (Canadá) com o tema “Waterlines: Confluence and Hope through Environmental Communication”. A conferência reunirá pesquisadores, artistas, estudantes e profissionais interessados em compartilhar pesquisas, boas práticas, experiências e histórias, com o objetivo de promover uma comunicação ambiental mais eficaz, inspiradora, ética e otimista. Trabalhos acadêmicos, reflexões práticas, obras de arte, painéis, pôsteres e workshops podem ser submetidos. Os organizadores estimulam que os trabalhos propostos se relacionem com o tema da conferência, mas outros tópicos ambientais podem ser submetidos, com especial interesse por pontos de vista e perspectivas indígenas. A partir de 15 de janeiro os interessados poderão se registrar no evento, com taxas de 50,00 a 420,00 dólares, dependendo da categoria e data da inscrição. Membros da Associação Internacional de Comunicação Ambiental podem optar por apresentar seus trabalhos por método virtual, ainda a ser definido, com taxa de inscrição de 100 dólares. Os trabalhos devem ser submetidos, em inglês, pelo site do evento. Confira o edital em: <https://theieca.org/conference/coce-2019-vancouver>.

 

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Ciência & Sociedade é o informativo eletrônico do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica do Museu da Vida (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz). Editores de Ciência & Sociedade: Marina Ramalho e Carla Almeida. Redatores: Luís Amorim e Rosicler Neves. Projeto gráfico: Luis Cláudio Calvert. Informações, sugestões, comentários, críticas etc. são bem-vindos pelo endereço eletrônico <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. Se você não quer mais receber Ciência & Sociedade, envie um e-mail para <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>.

Mostra está aberta à visitação na Prefeitura de Nilópolis. Entrada gratuita.

Atividades aconteceram em 30 de novembro, antecipando as reflexões pertinentes ao dia 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids.

Falta de transporte e verba reduzida são os principais motivos para as escolas não virem ao Museu.

Confira os dias e horários em que o Museu da Vida funciona no feriadão:

Dia 15 de novembro (quinta-feira) - Museu da Vida fechado (por conta do feriado do Dia da Proclamação da República)

Dia 16 de novembro (sexta-feira) - Museu da Vida funciona normalmente, das 9h às 16h30. Confira a programação

Dia 17 de novembro (sábado) - Museu da Vida funciona normalmente, das 10h às 16h. Confira a programação

Dia 18 de novembro (domingo) - Museu da Vida fechado (o Museu da Vida não abre aos domingos) 

Dia 19 de novembro (segunda-feira) - Museu da Vida fechado (o Museu da Vida não abre às segunda-feiras)

Dia 20 de novembro (terça-feira) - Museu da Vida fechado (por conta do feriado do Dia da Consciência Negra)

 

Publicado em 13/11/2018.

Mesa-redonda Redes Sociais: Tecnologias, Usos e Potencialidades na Ciência e Sociedade
Data: 4 de dezembro de 2018
Horário: das 9h às 13h
Local: Auditório Sergio Arouca, INCQS, Fiocruz (av. Brasil, 4365, Manguinhos, Rio de Janeiro/RJ)
Organizadores: LBCS-IOC e Nepam-COC

Programação:

Alberto Dávila (IOC, Fiocruz)
Congratulations: your privacy definitions have been sucessfully updates!

Jonice Oliveira (UFRJ)
Dados Sensíveis: Temos o poder sobre o que nos representa?

Fábio Gouveia (COC, Fiocruz)
A ciência e sua repercussão nas novas mídias

Luiz Eugênio Barros (Ericsson)
Redes de Telecom: hoje e amanhã. Usos e abusos

Evento gratuito. Vagas limitadas
Para inscrição, clique aqui 

 

Exposição gratuita da fotógrafa Nana Moraes esteve em cartaz até dezembro de 2018 no prédio da Cavalariça.


Fotos e cartas costuram histórias. Histórias de violência, perda, dor. Histórias de "Ausência", exposição da fotógrafa Nana Moraes, que esteve em cartaz até dezembro de 2018 na Cavalariça, prédio histórico da Fiocruz, em Manguinhos. "Ausência" aborda o complexo e dramático universo das mães presidiárias, privadas não só da liberdade, mas também do convívio com os filhos. Uma abordagem sensível e emocionante, com registros de trocas de correspondências fotográficas. 

São poucas as presidiárias que recebem visitas de parentes. "Quando o homem é preso, a mulher vai visitá-lo. Quando é o contrário, o homem desaparece. A mulher não tem perdão da família, da sociedade”, conta Nana, que fez uma extensa pesquisa sobre o tema. Mesmo quando não são abandonadas, ficam sem contato com os filhos: ou porque sentem vergonha de que eles as vejam presas, ou porque estão em presídios distantes de sua cidade - muitas são presas em trânsito, por tráfico de drogas.

As presidiárias formam um grupo extremamente estigmatizado. Em trabalho anterior, o olhar sensível de Nana provocou reflexões contando as histórias de prostitutas de estrada, das quais, muitas vezes, ouviu: "Posso ser prostituta, mas não sou criminosa. Prostituição não é crime”. Surgiu, assim, a motivação de compreender melhor quem são essas mulheres que vivem atrás das grades, especialmente aquelas cujos filhos também cumprem pena: a de crescer longe da mãe.  

Foram quatro anos tentando a autorização para realizar o trabalho. Foi então que Nana propôs à Coordenação de Inserção Social da Secretaria de Estado e Administração Penitenciária do RJ (Seap) o projeto “Travessia”. Este teve como objetivo estabelecer uma “correspondência fotográfica” entre as mães detentas e suas filhas e filhos fora da prisão, a fim de recriar os laços afetivos rompidos de forma tão violenta. Finalmente, com a devida permissão, conheceu 17 detentas e suas biografias. Fotografou cada uma delas, dentro do presídio, em um fundo com a fotografia de um céu como cenário, produzido por Nana. Imprimiu as fotos selecionadas pelas participantes. Ofereceu-lhes papel e canetas coloridas para que, além das fotos, as mães pudessem enviar cartas para os filhos. 

Tinha início um novo desafio: ir à casa das famílias para fazer fotos dos filhos e coletar mensagens deles para suas mães. Somente seis famílias consentiram, e o resultado dessa emocionante empreitada Nana Moraes entregou às detentas, em mãos, juntamente com mais papéis, canetas e selos, para que elas pudessem continuar a se corresponder com seus filhos.

Mas o trabalho da fotógrafa-mensageira ainda não tinha acabado. Com pedaços de tecido e fotos das 17 participantes do projeto, Nana fez uma colcha de retalhos, onde bordou, ainda, palavras representativas das tantas conversas travadas durante o projeto, como “mãe”, “impedida”, “saudade”, “perdão”. Também foi feita uma colcha para cada uma das seis mães que receberam o retorno dos filhos. 

Inspirada nas arpilheras, Nana produziu as sete colchas. Trata-se de uma técnica têxtil manual, que ficou conhecida pelas arpilheras chilenas, as quais, como forma de resistência à ditadura, construíam cenas com tecidos, linhas e agulhas. "Perguntaram por que eu não pedi às detentas que fizessem esse trabalho manual para mim. Expliquei que eu fazia questão de produzir para elas. Porque, quando você faz um trabalho manual para alguém, é sinal de que você se importa. E foi pensando nelas que costurei cada pedaço, cada pontinho. Foi como se eu continuasse a dialogar com elas”, conta a fotógrafa, que apresenta em vídeo seu processo criativo de confecção das colchas - ao som de "Cisne Negro", de Villa-Lobos, com interpretação de Naná Vasconcelos.

Linhas soltas, costuras tortas: as colchas, assim como as histórias que elas contam, têm várias imperfeições, mas são repletas de significados profundos. E, por isso mesmo, mais do que uma simples exposição, colchas, cartas e fotos formam uma emocionante narrativa. Na Cavalariça da Fiocruz, os visitantes puderam, ainda, assistir ao documentário "Nascer nas Prisões", fruto de uma pesquisa pioneira da Fiocruz sobre o tratamento que grávidas presas recebem durante a gestação, o parto e os primeiros meses de vida dos filhos em unidades prisionais de todo o Brasil. 

"Ausência", sobre mães presidiárias, faz parte da trilogia de livros "DesAmadas", que dá visibilidade às trajetórias de mulheres estigmatizadas e começou com "Andorinhas", sobre prostitutas de estrada. O próximo trabalho de Nana Moraes será sobre mulheres em situação de rua.

Mulheres nas prisões

Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, existem hoje no Brasil mais de 726 mil pessoas encarceradas, homens em sua grande maioria. Entre 2000 e 2016, porém, o número de mulheres presas no país subiu de cerca de 5.600 para mais de 44.700, o que representa a quinta maior população carcerária feminina do mundo, atrás de Estados Unidos, China, Rússia e Tailândia. No Brasil, 60% delas foram presas por crimes relacionados ao tráfico de drogas, tendo, em geral, praticado ações coadjuvantes nesses crimes. Os levantamentos também mostram que de 80% são mães e principais (ou únicas) responsáveis pelo cuidado de filhos. 

Sobre a Cavalariça 

A Cavalariça é um dos prédios que compõem o Núcleo Arquitetônico Histórico de Manguinhos (NAHM), dos quais o mais famoso é o Castelo da Fiocruz. Assim como o Castelo e todos os demais prédios do NAHM, a Cavalariça também é de autoria do arquiteto português Luiz Moraes Junior e foi idealizada com a participação do próprio Oswaldo Cruz. Construída entre 1904 e 1905, ela abrigava os cavalos que eram utilizados na produção de soros para tratamento de doenças. Considerada um patrimônio cultural, ela é tombada desde 1981 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), uma proteção estabelecida pelo poder público para que um bem cultural (como um edifício) não seja destruído nem perca suas características.   

Atualizado em 17/12/2018

Link para o site Invivo
link para o site do explorador mirim
link para o site brasiliana

funcionamento terça a sexta-feira: 9-16h30, sábados: 10h-16h

agendamento de visitas 55 21 2590-6747

Fiocruz, Av. Brasil, 4365 - Manguinhos, Rio de Janeiro| CEP: 21040-900

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