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Informativo do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica/Museu da Vida Ano XVII n. 239 RJ, 02 de maio de 2018

Neste informe:

1. Um caldeirão de divulgação científica
2. Febre amarela: uma epidemia de boatos
3. Museu de ciência é lugar de teatro
4. Um periódico científico para chamar de seu
5. Ciência na mesa do bar
6. Conhecer, encontro nacional de divulgação científica
7. Últimos dias para se inscrever na Olimpíada Brasileira de Robótica
8. Prêmio para jornalismo de ciência recebe inscrições
9. Vagas de pós-doutorado em divulgação científica
10. Seu projeto de divulgação científica pode ganhar R$100 mil!
11. Abertas inscrições de trabalhos para Encontro da ABCMC
12. Congresso de comunicação recebe trabalhos em divulgação científica

1. Um caldeirão de divulgação científica – A atual crise orçamentária na ciência brasileira e a falta de conhecimento da população sobre o que a ciência faz e sua importância. Esses são os grandes motivos para que cientistas comecem a divulgar, com urgência, seus estudos para o público não especializado, segundo o jornalista Herton Escobar, do jornal O Estado de S. Paulo. No artigo "Divulgação Científica: faça agora ou cale-se para sempre", publicado na última edição da revista ComCiência (Unicamp), cuja temática é divulgação científica, Escobar defende que já está mais que na hora de os cientistas saírem de suas torres de marfim e pararem de delegar à mídia "a responsabilidade de educar a sociedade sobre a importância da ciência". De acordo com o repórter, cabe ao jornalismo científico se ater a fatos inéditos da ciência, enquanto a divulgação científica pode abordar qualquer assunto da ciência, a qualquer hora, em qualquer formato. Escobar não aponta, no entanto, onde situaria o jornalismo que vai além do ineditismo das pesquisas. Já em outro artigo do dossiê, "A universidade calada", o autor Ricardo Muniz defende que as universidades devem comunicar suas pesquisas, serviços e conhecimento para a sociedade por meio de um jornalismo próprio, indo além da assessoria de imprensa. Essas e outras perspectivas sobre a divulgação da ciência – como cultura e letramento científicos, métricas alternativas ao Fator de Impacto para pesquisas e ciência no jornalismo televisivo – estão disponíveis gratuitamente em: <http://www.comciencia.br/clique-aqui-para-ler-todo-conteudo-do-dossie-especial-divulgacao-cientifica/>.

2. Febre amarela: uma epidemia de boatos – Temas de saúde, sobretudo envolvendo campanhas de vacinação, estão entre os preferidos das últimas fake news. No texto “A dupla epidemia: febre amarela e desinformação”, publicado na edição mais recente da Revista Reciis, Cláudio Maierovitch Pessanha Henriques, da Fiocruz, trata da origem da febre amarela no Brasil e analisa alguns boatos relacionados à eficácia da vacina. O autor aborda os riscos gerados pela circulação de notícias falsas sobre saúde e chama atenção para a necessidade de se oferecer fontes confiáveis para a comunidade, com o fortalecimento das instituições e de suas áreas de comunicação. Embora o apontamento de Henriques seja de alta relevância, é do editorial da revista – “A saúde numa sociedade de verdades”, de Igor Sacramento, também da Fiocruz – a contribuição mais interessante sobre o tema. Segundo Sacramento, na atualidade, estamos passando de um regime de verdade baseado na confiança nas instituições para um regime regulado pela experiência pessoal. A legitimidade do “eu vi, eu sei” vem se sobrepondo à credibilidade dos institutos de pesquisa, levando os cidadãos a acreditarem mais em pessoas de seu círculo fechado de confiança (família, amigos e colegas de trabalho, que compartilham informações sem, necessariamente, checar sua veracidade) do que nas instituições. Assim, oferecer mais informação pelas vias oficiais dos institutos, embora muito importante, não deve ser a única forma de atacar o problema. Acesse a revista em: <https://www.reciis.icict.fiocruz.br/index.php/reciis/issue/view/83/showToc>.

3. Museu de ciência é lugar de teatro – É o que defendem os visitantes do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Rio de Janeiro) que participaram de uma pesquisa sobre a atividade “Contando Mitos”, na qual a linguagem teatral é explorada para falar de diferentes visões sobre os fenômenos da natureza. Para os participantes entrevistados ao longo de 2016, o grande mérito da iniciativa foi o de abordar conteúdos científicos de forma lúdica, diferente e interessante. Além disso, a maioria defendeu o uso do espaço museal para a realização de atividades do tipo. Os resultados do estudo foram publicados na edição corrente do Boletim Eletrônico da Sociedade Brasileira de História da Ciência, que traz um dossiê temático sobre ensino de ciências. Dois artigos que integram o dossiê abordam as aproximações entre conhecimento científico e conhecimento tradicional. Este número do boletim também presta homenagem ao físico Stephen Hawking, um dos ícones da divulgação científica, falecido no mês de março. A publicação eletrônica está disponível em: <http://www.sbhc.org.br/conteudo/view?ID_CONTEUDO=925>.

4. Um periódico científico para chamar de seu – Para o estabelecimento ou fortalecimento de um campo acadêmico são necessários alguns requisitos fundamentais. Um deles é que haja revistas acadêmicas focadas na publicação de resultados de pesquisa no campo. As investigações na área de divulgação científica na América Latina são publicadas em diferentes periódicos, mas que, geralmente, são focados em outras disciplinas, como Educação, História e Comunicação. Para ajudar a preencher esta lacuna, é muito bem-vinda a recém-lançada JCOM América Latina, revista acadêmica com sistema de peer-review, de acesso aberto, sobre estudos da divulgação científica realizados na América Latina e/ou por latino-americanos. A JCOM AL será publicada, assim como a Journal of Science Communication (JCOM), pela Sissa Medialab, em colaboração com a Rede de Popularização da Ciência e da Tecnologia na América Latina e no Caribe e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia, do Brasil. O envio de artigos pode ser feito pelo e-mail <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. Os trabalhos podem ter uma extensão de 5.000 a 7.000 palavras, além de fotografias, gráficos e estatísticas. A revista também publica ensaios, comentários, resenhas de livros e de congressos e cartas. As línguas oficiais são espanhol e português. Saiba mais em: <https://jcom.sissa.it/archive/17/02/JCOM_1702_2018_E>.

5. Ciência na mesa do bar – Quer participar de um happy hour diferente? De 14 a 16 de maio, bares e restaurantes de 56 cidades do Brasil vão receber cientistas para um bate-papo informal sobre ciência. Os temas são variados e os clientes dos estabelecimentos pagam apenas o que consumirem. A ideia é levar ciência a locais públicos, onde pesquisadores e pessoas sem treinamento científico possam conversar falando a mesma língua. A iniciativa faz parte de um movimento internacional que ocorre desde 2013, chamado Pint of Science, e que neste ano será realizado em 21 países. No Brasil, o evento é promovido desde 2015 – embora iniciativas com formatos semelhantes já existissem isoladamente. Os encontros são à noite, em horários que podem variar de cidade a cidade. É possível conferir a programação completa pelo Brasil no site do evento, selecionando a cidade desejada (http://pintofscience.com.br/programacao/). Veja também o site do evento internacional: <http://pintofscience.com/>.

6. Conhecer, encontro nacional de divulgação científica – Que tal um espaço para conhecer pessoas, ouvir e trocar experiências de divulgação científica? Se você gosta da ideia, reserve o dia 19 de maio. Nesta data, o Dispersciência, o Instituto Butantan e a Universidade de São Paulo, com apoio da Fapesp e do Centro de Estudos de Genoma Humano e Células Tronco, promovem a primeira edição do evento Conhecer, encontro brasileiro de divulgação científica. Gratuita, a iniciativa busca difundir projetos de divulgação da ciência e promover a troca de experiência e conhecimento. A programação do evento é organizada em dois momentos. No primeiro, às 11h, acontece o Lightning talks, quando pesquisadores e divulgadores convidados terão cerca de dois minutos para apresentar suas iniciativas, num auditório fechado, mas com transmissão interativa ao vivo pelo Youtube. O segundo momento ocorre a partir das 15h, em um espaço ao ar livre, onde pesquisadores e divulgadores terão a oportunidade de interagir, trocar ideias e discutir propostas com todos os interessados. Todas as atividades do evento serão transmitidas pelo endereço <www.youtube.com/dispersciencia>, a partir das 10h. O Conhecer acontece no Instituto Butantan, em São Paulo, e integra a programação do evento Avistar. Para mais informações, acesse: <www.facebook.com/dispersciencia>.

7. Últimos dias para se inscrever na Olimpíada Brasileira de Robótica – Terminam em 18 de maio as inscrições para a Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). Sob a coordenação geral da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a Olimpíada visa estimular a criatividade, o trabalho em colaboração e a investigação para a solução de problemas em um ambiente divertido, dinâmico e desafiador. Os competidores devem ser estudantes do ensino fundamental, médio ou técnico – incluindo estudantes matriculados em cursinho pré-vestibular em instituição de ensino –, com idade máxima de 19 anos. A participação pode ser individual ou em equipes de 2 a 4 integrantes, sempre com o apoio de um tutor maior de idade, vinculado a uma instituição de ensino ou ONG com fins educacionais. Os estudantes podem participar na modalidade “teórica”, que inclui prova e atuação individual; na modalidade “prática”, na qual a equipe precisa solucionar um desafio que envolve pesquisar, projetar, construir e programar o seu próprio robô usando kits de robótica, placas e componentes eletrônicos, entre outros materiais; ou em ambas. A edição de 2018 tem a novidade “Equipes de Garagem”, grupos com tutores sem vínculo formal com uma instituição de ensino. A inscrição na OBR é gratuita e deve ser feita pelo tutor, por formulário on-line. Para acessar os manuais, realizar a inscrição e obter mais informações, acesse o site do evento: <http://www.obr.org.br>.

8. Prêmio para jornalismo de ciência recebe inscrições – Estudantes de jornalismo, fotógrafos e profissionais de redação (jornalistas ou não) têm até 14 de maio para se inscrever no Premio Periodismo Científico del Mercosur. Promovido pela Reunión Especializada de Ciencia y Tecnología del Mercosur (Recyt), o objetivo da premiação é promover uma maior divulgação da ciência na região, estimular uma maior presença de temas científicos nos jornais da América Latina e, ainda, fomentar a participação de jovens em atividades de jornalismo científico. As categorias são: escrita (modalidades júnior ou profissional) e fotográfica. Para participar na categoria escrita, os trabalhos devem ter sido publicados entre 1º de janeiro de 2017 e 14 de maio de 2018, na imprensa, portais informativos ou blogs jornalísticos. As fotografias devem ter sido realizadas no mesmo período e podem ser inéditas. Além de viagens para receber os prêmios, os vencedores também receberão uma placa em reconhecimento. Mais informações no link: <http://www.conacyt.gov.py/Se-prorroga-cierre-II-Premio-Periodismo-Cientifico-MERCOSUR>.

9. Vagas de pós-doutorado em divulgação científica – A Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz, recebe até 18 de maio inscrições para pós-doutorado nos Programas de Pós-graduação stricto sensu em História das Ciências e da Saúde; Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde; e Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde. A iniciativa tem como objetivo incentivar a realização de estudos avançados e inovadores, a fim de aprimorar e consolidar a produção científica vinculada às linhas de pesquisas dos Programas de Pós-graduação, estabelecendo e ampliando intercâmbios científicos que contribuam para a criação e/ou ampliação de novas linhas de investigação, de abrangência nacional e internacional. Serão concedidas até três bolsas, uma para cada programa, com duração de até um ano, com a possibilidade de prorrogação por mais seis meses. O valor mensal de cada bolsa será de R$ 4.400,00. A seleção será realizada entre 18 e 25 de maio e a divulgação do resultado final está prevista para 28 de maio. Para conferir os pré-requisitos da candidatura e documentos necessários para inscrição, acesse o edital em: <http://www.coc.fiocruz.br/images/stories/coc_na_midia/Chamada%20Bolsa%20PosDoc_COC.pdf>.

10. Seu projeto de divulgação científica pode ganhar R$100 mil! – Em tempos de vacas magras, profissionais de divulgação científica não podem deixar passar essa oportunidade: o Instituto Serrapilheira está com edital aberto para promover seu primeiro programa de apoio à divulgação da ciência. Trata-se da chamada pública para o Camp Serrapilheira, que visa "identificar iniciativas que proponham abordagens inovadoras de assuntos pertinentes à ciência, que busquem incentivar a formação científica de jovens brasileiros e formar pessoas capazes de analisar evidências e compreender o método científico". Além da seleção on-line, o processo seletivo inclui a participação do candidato em evento no Museu do Amanhã (Rio de Janeiro) a ser realizado em setembro, onde os selecionados vão entrar em contato com conteúdo que estimulará formas criativas e inovadoras de divulgar a ciência. Os participantes desse encontro vão propor projetos e, numa segunda fase, alguns deles serão escolhidos e poderão ser financiados com até R$100 mil. Para a inscrição no site, é necessário que o candidato já faça parte de alguma iniciativa de divulgação científica e proponha uma sessão para a reunião de setembro. Cientistas e não cientistas podem (e devem!) se inscrever até 30 de maio, às 15h (horário de Brasília). Leia mais informações no site e no edital em: <https://serrapilheira.org/chamada-camp-2018/>.

11. Abertas inscrições de trabalhos para Encontro da ABCMC – Interessados em apresentar trabalhos no 3º Encontro Nacional da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências – que ocorrerá de 10 a 15 de setembro de 2018 no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro – já podem submeter propostas em formato de apresentação oral ou pôster pelo site do evento. São exigidos um resumo de até 900 caracteres e um resumo expandido com até 6 mil. Cada proponente pode enviar até dois trabalhos até 10 de junho. O encontro pretende reunir profissionais e pesquisadores de centros e museus de ciências e de divulgação científica em geral, para debater temas como o papel dessas instituições nos processos de empoderamento, inclusão social e na promoção da diversidade e do diálogo em períodos de intolerância, fake news e de ataques à ciência e à liberdade de expressão. Além de palestras, mesas-redondas e apresentação de trabalhos, a programação prevê visitas técnicas e oficinas. As inscrições com preço promocional começam em 7 de maio. Estão previstas algumas isenções de taxa de inscrição, com preferência para estudantes de graduação, mediadores em centros e museus de ciências, professores e estudantes de educação básica. Para pleitear a isenção, preencha o formulário até 10 de junho em: <http://3encontroabcmc.com.br/inscreva-se/>. Acesse a programação e o formulário de submissão de trabalhos em: <http://3encontroabcmc.com.br/>

12. Congresso de comunicação recebe trabalhos em divulgação científica – Estão abertas até 10 de julho as inscrições para submissão de trabalhos no 41º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, que será realizado de 2 a 8 de setembro de 2018, na Universidade da Região de Joinville, em Santa Catarina. No evento, o maior na área de comunicação no Brasil, são debatidos tópicos de jornalismo, relações públicas, publicidade, rádio, televisão, cinema, produção editorial e de conteúdo para mídias digitais, políticas públicas de comunicação, entre outros. Faz parte do congresso o XVIII Encontro dos Grupos de Pesquisa da Intercom, que conta com o GP “Comunicação, Divulgação Científica, Saúde e Meio Ambiente”. Entre os principais temas de interesse do grupo estão: o diálogo e o embate do ethos profissional de comunicadores e cientistas; o silêncio, ocultamento e/ou sensacionalismo midiático sobre controvérsias científicas, tecnológicas e ambientais; o papel dos saberes tradicionais na construção do conhecimento sobre o mundo, entre vários outros. A coordenadora do grupo é a pesquisadora Kátia Lerner, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde, da Fiocruz. Confira mais detalhes sobre o grupo de pesquisa em: <http://www.portalintercom.org.br/eventos1/gps1/gp-comunicacao-ciencia-meio-ambiente-e-sociedade>. Inscrições e mais informações sobre o congresso em: <http://www.portalintercom.org.br/eventos1/congresso-nacional/calendario-e-taxa>.

 

 

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