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Informativo do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica/Museu da Vida Ano XIV n. 238 RJ, 03 de abril de 2018

Neste informe:

1. Mulheres cientistas no Instagram: uma polêmica entre selfies e emojis
2. Por um diálogo significativo sobre biologia sintética
3. Cultura científica ou culturaS da ciência?
4. Série de livros infantis incentiva o interesse de meninas por astrofísica
5. Novo canal de divulgação
6. Últimos dias para um mergulho na exposição Oceanos
7. 38ª edição do Prêmio José Reis recebe inscrições
8. Bolsa para jornalistas de ciência
9. Curso STEAM: ciência e arte na teoria e na prática
10. Qual é a SBPC que você nunca esquece?

1. Mulheres cientistas no Instagram: uma polêmica entre selfies e emojis – Em tempos de ascensão das mídias sociais, cabe perguntar: como cientistas (e, mais especificamente, as mulheres) têm usado o Instagram para falar de ciência ao público? Recentemente, a revista Science se lançou nesse debate com o artigo de opinião: “Why I don't use Instagram for science outreach”, escrito por uma doutoranda da Universidade de Toronto (Canadá), em que critica mulheres cientistas que usam a plataforma para postar “selfies bonitas, vídeos divertidos e imagens de microscópios com linguagens acessíveis e emojis fofos”. Para isso, a autora cita como exemplo o perfil de uma colega de universidade conhecida nas redes como Science Sam. Embora, em última análise, o texto critique a inequidade de gênero na comunidade científica, o tom pejorativo do artigo gerou incômodo entre cientistas mulheres. Pegou tão mal que a revista publicou uma nota do editor, esclarecendo não ser intenção da autora nem dos editores fazer um ataque pessoal. Algumas mulheres saíram em defesa de Science Sam com textos em que apoiam o uso do Instagram – e de outras mídias sociais – por cientistas mulheres como forma de desconstruir estereótipos e incentivar meninas a seguir carreira científica. Leia o artigo da Science em: <http://www.sciencemag.org/careers/2018/03/why-i-dont-use-instagram-science-outreach>. Veja também os contrapontos: “Scolding female scientists for embracing Instagram doesn’t solve the gender gap in STEM” (https://www.theverge.com/2018/3/16/17128808/scicomm-gender-diversity-women-stem-instagram) e “A scientist responds to that ‘Science’ Instagram essay” (https://massivesci.com/articles/instagram-science-sam-women-representation).

2. Por um diálogo significativo sobre biologia sintética – O desenvolvimento e as aplicações das biotecnologias, apesar de seus potenciais benefícios, costumam gerar debates acalorados e dividir segmentos da sociedade. Embates históricos – envolvendo os transgênicos, por exemplo – deixaram como lição a importância de se criar oportunidades de diálogo sobre tecnologias emergentes na esfera social. Em artigo na edição corrente da revista Public Understanding of Science (PUS), pesquisadores da Universidade Livre de Amsterdam (Holanda) defendem a importância de um diálogo significativo no contexto da biologia sintética, sobretudo no sentido de se garantir o desenvolvimento responsável desse campo científico emergente. Com base nos resultados de uma pesquisa qualitativa voltada a compreender como os holandeses conferem sentido à biologia sintética, os autores sugerem que a maioria não é intrinsecamente a favor ou contra o desenvolvimento da área e que suas perspectivas sobre ela são enquadradas por valores e crenças que carregam sobre a ciência e a tecnologia de maneira mais ampla. Os pesquisadores ressaltam a importância de se considerar essas diferentes perspectivas e enquadramentos nos diálogos sobre o tema. O artigo, em inglês, pode ser acessado gratuitamente em: <http://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/0963662517712207>.

3. Cultura científica ou culturaS da ciência? – O debate sobre a formação e o fortalecimento de uma cultura científica na sociedade tem saído de uma perspectiva universal para ganhar contornos mais localizados. Segundo apontam Joëlle Le Marec e Bernard Schiele, organizadores do livro Cultures of Science, ações para promover uma cultura científica devem estar focadas nas condições concretas de uma dada localidade. Afinal, serão implementadas num determinado território, num dado momento, em circunstâncias particulares, para atender necessidades específicas – o que torna cada projeto único. Por isso, a dupla reuniu 12 textos breves, cujos autores abordam questões em torno da cultura científica de dez países (Bélgica, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Noruega, África do Sul e Reino Unido), assim como as ações adotadas para solucionar aspectos específicos de cada nação. O caso do Brasil é tratado no texto “Science communication in Brazil: A step forward”, de Germana Barata. A obra – editada em 2018 pela Association francophone pour le savoir por ocasião do evento internacional Science & You 2017 – está disponível gratuitamente em inglês em: <http://www.acfas.ca/sites/default/files/documents_utiles/CULTURES-OF-SCIENCE.pdf>.

4. Série de livros infantis incentiva o interesse de meninas por astrofísica – Clima espacial, raios cósmicos e auroras boreais são temas de astrofísica que podem parecer muito difíceis e não diretamente ligados ao suposto “universo feminino”. Pois eles estão sendo tratados em livros infantis, cujas protagonistas são meninas. Esse é o diferencial da série de quatro livros Girls inSpace, criada pela astrofísica brasileira Alessandra Abe Pacini, pensando no público infantil de 9 a 13 anos – idade em que, geralmente, as meninas começam a se sentir desestimuladas a seguir carreira na área. Também para incentivar o interesse das garotas no campo, os prefácios de cada obra são escritos por pesquisadoras de diferentes nacionalidades. E, para aumentar o alcance da série, ela ganhará versões em inglês, espanhol, francês e árabe, graças a uma campanha de financiamento coletivo lançada por Pacini na plataforma Kickstarter. Para comprar os volumes da série, a forma mais rápida atualmente é apoiar a campanha no Kickstarter: com 10 dólares, é possível obter um e-book; com 60 dólares, os quatro e-books, mais uma cópia impressa a escolher. As entregas estão previstas para junho. Mas corra porque a campanha fica aberta apenas até 11 de abril. Acesse o vídeo de apresentação da série em: <https://www.kickstarter.com/projects/girlsinspace/girls-inspace-collection>.

5. Novo canal de divulgação – Estreia este mês o programa Ciência Aberta, uma parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e o jornal Folha de São Paulo. O programa abordará temas atuais que se relacionam com ciência e tecnologia, com base em projetos de pesquisa financiados pela fundação. O objetivo é aproximar a ciência da sociedade, mostrando como o desenvolvimento científico contribui para dar respostas aos problemas sociais. Ciência Aberta terá edições mensais, transmitidas ao vivo pelo site da Folha e pelo site e Facebook da Fapesp, sempre às 15h. Em cada edição, três especialistas debaterão um assunto com mediação da jornalista Sabine Righetti. A edição de estreia, marcada para 3 de abril, abordará o tema obesidade e contará com a participação dos pesquisadores Licio Velloso, da Universidade Estadual de Campinas, e Carlos Augusto Monteiro, da Universidade de São Paulo, e da nutricionista Sophie Deram. A parceria Fapesp-Folha prevê ainda a publicação de notícias da Agência Fapesp, em português, inglês e espanhol, nas edições impressas e on-line do jornal. Para mais informações e transmissões, acompanhe o site da Fapesp: <http://www.fapesp.br>.

6. Últimos dias para um mergulho na exposição Oceanos – Apesar de exercerem um papel fundamental para preservar a vida, os oceanos ainda são muito pouco conhecidos do ponto de vista da ciência. Para explorar um pouco desse mar de mistérios, uma boa dica é conferir a exposição Oceanos, em cartaz no Museu da Vida até 30 de abril. Na mostra, o visitante é convidado a dar um passeio que começa na praia e vai até profundidades abissais para compreender a influência da luz solar nos oceanos, a ampla variedade da biodiversidade aquática e a dinâmica das correntes marinhas. Neste mergulho, ele pode conhecer um pouco sobre a vida das baleias-bicudas-de-cuvier, que chegam a mergulhar até 3 mil metros de profundidade, mesmo tendo que voltar à superfície para respirar; e sobre os linguados, um peixe diferentão que vive no fundo do mar e que, por isso, acabou tendo a sorte (valeu evolução!) de ter os dois olhos virados para cima, o que aumenta seu campo de visão e permite que percebam melhor a distância de presas e predadores. A exposição, que conta com o apoio do CNPq, pode ser visitada de terça a sexta, das 9h às 16h30, e aos sábados, das 10h às 16h. A entrada é gratuita. O Museu da Vida fica na Av. Brasil, 4.365, Manguinhos, Rio de Janeiro. Informações: (21) 2590-6747 ou <www.museudavida.fiocruz.br>.

7. 38ª edição do Prêmio José Reis recebe inscrições – O Prêmio José Reis reconhece e difunde, desde 1978, o trabalho de grandes nomes e entidades que se dedicam à divulgação científica no Brasil. A edição de 2018 é destinada à categoria Instituição (pesquisa e ensino, centros e museus de ciência e tecnologia, órgãos governamentais, instituições culturais, organizações não governamentais e empresas públicas ou privadas) e Veículo de Comunicação. Para concorrer, é necessário enviar ao CNPq, via correio, até o dia 16 de abril, a ficha de inscrição preenchida, currículo atualizado do dirigente da instituição na plataforma Lattes, justificativa que evidencie a contribuição da instituição ou do veículo de comunicação para a divulgação da ciência e tecnologia no país e apresentação dos 15 trabalhos mais relevantes difundidos. A instituição ou veículo de comunicação vencedor receberá troféu, diploma e passagem aérea e hospedagem para o seu dirigente ou representante participar da 70ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a ser realizada de 22 a 28 de julho, na Universidade Federal de Alagoas. O resultado será divulgado até 30 de maio no site do prêmio. A ficha de inscrição e mais informações estão disponíveis no site: <http://premios.cnpq.br/web/pjr>.

8. Bolsa para jornalistas de ciência – Repórteres de qualquer nacionalidade, idade e veículo de comunicação podem se candidatar, até 29 de abril, à bolsa Nature Travel Grant Scheme para participar da EuroScience Open Forum (de 9 a 14 de julho de 2018), maior encontro científico da Europa, dedicado à pesquisa científica e inovação e que reúne cientistas, pesquisadores, jornalistas, empresários, empreendedores e inovadores, além de formuladores de políticas públicas. Financiada pela editora Springer Nature, a bolsa cobre inscrição no evento – cuja edição de 2018 ocorre na cidade francesa de Toulouse – e oferece 800 libras a jornalistas de fora da Europa. Entre as contrapartidas exigidas, os profissionais contemplados devem: publicar pelo menos uma notícia sobre o evento em qualquer idioma; fornecer um breve relatório em inglês; e completar um questionário de feedback sobre a bolsa. A seleção será baseada na avaliação do currículo do candidato, da carta de motivação para a bolsa e do impacto da publicação proposta na inscrição. Inscrições pelo link: <https://escmp.euroscience.org/login> (após se logar, clicar em “apply for a grant” e seguir o passo a passo). Mais informações pelos e-mails: <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.> e <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>.

9. Curso STEAM: ciência e arte na teoria e na prática – Ciência, tecnologia, engenharia e matemática - áreas focais da educação científica de diversos países (STEM, na sigla em inglês) - são campos relacionados a aprender sobre o mundo, inovar e solucionar problemas. A importância de incluir a arte nessa clássica combinação é debatida há anos. O curso europeu de divulgação científica STEAM Summer School apoia a proposta e inova ao incluir teoria e experiências que relacionam ciência e arte em seu programa. Apresentações teatrais, stand-up científico e science slam são alguns exemplos. STEAM é realizado por uma equipe multidisciplinar que inclui pesquisadores, artistas, divulgadores científicos e jornalistas da Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Malta e Reino Unido. O curso é voltado para educadores, divulgadores científicos, pesquisadores, estudantes (graduação e pós-graduação) e demais interessados. A edição de 2018 será realizada na Universidade de Malta, de 2 a 11 de julho. Para participar, os interessados devem pagar uma taxa de inscrição no valor de 550 euros até o dia 1º de maio. De 2 de maio a 4 de junho, a taxa aumenta para 600 euros. Para mais informações, acesse: <http://www.steamsummerschool.eu>.

10. Qual é a SBPC que você nunca esquece? – Em 2018, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) comemora 70 anos de existência, com uma rica programação. Além do lançamento de um selo comemorativo, uma exposição virtual itinerante, a publicação de um livro e a produção de um documentário, a sociedade lança a campanha “A SBPC que eu nunca esqueço”. A iniciativa reúne depoimentos, em vídeos ou notas escritas, e relembra momentos da história da instituição por meio das memórias dos participantes de atividades organizadas pela SBPC. Os interessados devem enviar, via site, um vídeo em alta definição com duração entre 30 e 60 segundos. O vídeo deve conter uma breve apresentação e o depoimento de um momento marcante em um evento realizado pela SBPC. Todos os depoimentos serão divulgados nas mídias da entidade. Para enviar o vídeo, acesse: <http://200.144.56.35/sbpc/>. Confira os depoimentos já divulgados e mais informações sobre as atividades da SBPC no site: <http://portal.sbpcnet.org.br>.

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