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Informativo do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica/Museu da Vida Ano XIV n. 237 RJ, 28 de fevereiro de 2018

Neste informe:

1. Exposição de ciência como aparato para produção de conhecimento
2. Ciência e conhecimento tradicional: namoro ou amizade?
3. Ciência e arte, inspiração mútua
4. Chope, ciência e biodiversidade
5. Um passeio intergaláctico no shopping
6. Dia internacional da mulher, eventos à vista
7. Evento no Museu da Vida discute estudos da divulgação científica
8. Encontro debate práticas educativas em centros e museus de C&T
9. Seminário aborda educação em museus
10. Ciência e política: uma relação que merece uma lupa

1. Exposição de ciência como aparato para produção de conhecimento – Museus de ciência estão em um momento dinâmico e evoluindo em muitas direções. Uma delas, bem inovadora e destacada na edição de fevereiro da revista Spokes, é quando exposições de ciência funcionam como locais de produção de conhecimento, e não apenas como espaços de comunicação ou engajamento público da ciência. No texto “Science centres as research facilities, exhibitions as explorations”, os autores relatam a experiência museológica por trás da exposição “Frugal Science”, montada entre 2016 e 2017 em Paris (França), na qual a regra foi: o que podia ser realizado com a ajuda do público era de fato desenvolvido com a participação dos visitantes. Assim, os trabalhos de pesquisa e de consulta a especialistas se transformavam em conteúdo gerado coletivamente, em conferências e mesas-redondas abertas aos visitantes. Segundo os autores, isso implicava em oferecer ao público experiências inacabadas, em progresso, para que os visitantes pudessem contribuir com o processo. Os próprios equipamentos construídos para a exposição foram feitos com o público em workshops onde o papel de organizadores, especialistas e visitantes eram muitas vezes difíceis de distinguir. No processo, organizadores, especialistas e público aprenderam algo novo. Leia na íntegra, gratuitamente, em inglês, em: <http://www.ecsite.eu/activities-and-services/news-and-publications/digital-spokes/issue-38-0#section=section-indepth&href=/feature/depth/science-centres-research-facilities-exhibitions-explorations>.

2. Ciência e conhecimento tradicional: namoro ou amizade? – Desvalorizado no passado, o conhecimento tradicional (local ou indígena) tem adquirido cada vez mais reconhecimento do mundo acadêmico e se tornado fonte importante de informação para áreas como a arqueologia, ecologia, biologia, climatologia e etnobotânica. Entretanto, para o professor de arqueologia George Nicholas, da Simon Fraser University (Canadá), o conhecimento tradicional costuma ser valorizado quando apoia ou complementa evidências científicas. Mas quando contradiz ou desafia “verdades” da ciência ocidental, o conhecimento tradicional tem sua validade questionada ou é taxado de mito. No texto “It’s taken thousands of years, but Western science is finally catching up to Traditional Knowledge”, publicado em fevereiro no site The Conversation, Fraser dá vários exemplos interessantes de como a ciência ocidental está finalmente atenta ao que o conhecimento tradicional tem a dizer e mais que isso: como a ciência tem chegado a resultados já previamente conhecidos pela tradição indígena ou local. Mas o autor chama atenção para o quão problemático é valorizar o conhecimento tradicional apenas quando é conveniente para a ciência. Leia, gratuitamente, em inglês em: <https://theconversation.com/its-taken-thousands-of-years-but-western-science-is-finally-catching-up-to-traditional-knowledge-90291?xid=PS_smithsonian>.

3. Ciência e arte, inspiração mútua - Se, por um lado, C.P. Snow estava certo em sua crítica sobre a falta de diálogo entre as ciências e as humanidades, por outro, o que não faltam são exemplos de convergências entre os dois campos, particularmente entre ciência e arte. A edição corrente da Cosmos é mostra disso. A revista de divulgação científica australiana traz uma coletânea bem interessante e diversa de trabalhos artísticos inspirados pela ciência. Um deles é o da artista Patricia Piccinini, que ficou famosa com a exposição ComCiência e suas criaturas, tão realistas e expressivas quanto bizarras, que percorreram o mundo instigando reflexões sobre as mutações genéticas e sobre como os avanços científicos podem esbarrar em questões éticas. Outro trabalho divulgado é o recife de corais feito em crochê pela curadora e escritora Margaret Wertheim e sua irmã gêmea, fruto de densa interação entre arte e biologia marinha. Estes são apenas alguns exemplos trazidos pela revista, que tem parte do conteúdo disponível gratuitamente on-line. Confira em: <https://cosmosmagazine.com/issues/when-science-meets-art>.

4. Chope, ciência e biodiversidade – Que tal bater um papo sobre biodiversidade marinha com quem entende muito do assunto, tomando uma cervejinha? E mais: num local descontraído onde se pode conhecer de perto parte dessa biodiversidade. Marque na agenda: no próximo sábado (3 de março) às 16h tem edição carioca do sarau científico Chopp comCiência, no AquaRio, com os pesquisadores Marcelo Vianna e Vinícius Peruzzi. Vianna vai falar sobre a biodiversidade marinha do estado do Rio de Janeiro, uma das maiores do Brasil, e Peruzzi, sobre a importância do mar para a sociedade. A mediação fica a cargo do biólogo Rafael Bento, divulgador científico e criador do Chopp ComCiência. O evento é gratuito e ocorre no lobby do AquaRio – não inclui visita ao aquário. Vale lembrar que a venda e o consumo de bebidas alcoólicas só serão permitidos a maiores de 18 anos! O AquaRio fica na Praça Muhammad Ali, Gambôa, no Rio de Janeiro. Mais informações em: <https://www.facebook.com/events/1578748632162903/>.

5. Um passeio intergaláctico no shopping – Inspirado no Dia do Espaço da Flórida (EUA), o Rio Design Barra, na zona oeste do Rio de Janeiro, recebe nos dias 10 e 11 de março uma edição do Nasa Science Days. O propósito é sensibilizar jovens, pais e educadores em relação às áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, na sigla em inglês), além de estimular o empreendedorismo entre jovens estudantes, com diversas atividades. As vagas para as palestras já estão esgotadas, mas os visitantes poderão conferir experimentos, exposições sobre a indústria aeroespacial, oficinas interativas e a atividade Asteroid Mission, que traz robôs (chamados rovers) e a réplica da superfície de um asteróide baseada na missão OSIRIS-REx, da Nasa. Esta última é voltada para crianças e jovens de 9 a 17 anos, que receberão orientações sobre fundamentos do programa espacial. OSIRIS-REx é o nome de uma sonda - e da missão espacial - que foi lançada pela Nasa em setembro de 2016 com o objetivo de alcançar um asteróide próximo à Terra, Bennu, e retornar com amostras dele ao nosso planeta. Ela está prevista para chegar a Bennu ainda em 2018 e à Terra em 2023. O evento é gratuito! O Rio Design Barra fica na Av. das Américas, nº 7.777, na Barra da Tijuca. Mais informações no link: <https://www.facebook.com/events/147597125930133/>.

6. Dia internacional da mulher, eventos à vista – Após mais de cem anos de comemoração das conquistas femininas, o Dia Internacional da Mulher (8 de março) também configura-se como um momento para refletir sobre avanços, desafios e apoio no que diz respeito aos direitos da mulher e a sua participação nas áreas econômicas, políticas e científicas. Dentro desse mote, o Museu do Amanhã realiza “O amanhã é aqui e o agora é das mulheres”, com rodas de conversa e bate-papo com cientistas nos dias 6, 8, 9 e 10 de março. Tipos de violência, educação, sexualidade, divulgação científica e mercado de trabalho são os temas a serem abordados. Os interessados devem se inscrever em: <https://museudoamanha.org.br/pt-br/semana-das-mulheres-o-amanha-e-aqui-e-o-agora-e-das-mulheres>. Já o Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast) realiza, em 7 de março, o “Dia das meninas”, que visa estimular o interesse de jovens estudantes pela ciência. Em sua quarta edição, a iniciativa conta com mesas-redondas, observação do céu e atividades práticas no campus do museu. É necessário se inscrever pelo telefone (21) 3514-5233. Confira a programação em: <http://mast.br/index.php/pt-br/component/content/article.html?id=3682>. Discutir a participação e liderança feminina na ciência é mote do “Elas no comando”, promovido pelo Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino, em 8 de março, às 18h, em seu auditório. Trata-se de um bate-papo com as pesquisadoras Fernanda Tovar-Mol (UFRJ, Instituto D’Or), Cristina Garcia (L’Oréal Brasil) e Eliete Bouskela (UERJ, Faperj) e a jornalista Ana Lucia Azevedo (O Globo). Para se inscrever, acesse: <http://idor.org/eventos/elas-no-comando-lideranca-feminina-e-pesquisa-cientifica>. Todos os eventos são gratuitos! Participe!

7. Evento no Museu da Vida discute estudos da divulgação científica – A divulgação científica como atividade prática vem conquistando importância no Brasil, mas a interface acadêmica do campo ainda é emergente no país e precisa enfrentar desafios para se estabelecer como área de conhecimento independente. Discutir e fortalecer esse campo são os objetivos do simpósio “A ciência da divulgação científica II: a construção de um campo acadêmico”, que vai acontecer de 5 a 7 de março, no auditório do Museu da Vida/COC/Fiocruz. O evento conta com diversos especialistas nacionais e internacionais – como Simon Lock, da University College London (Reino Unido), Monica Macedo, da Univerité Paris 8 (França) e Marta Entradas, da London School of Economics (Reino Unido) e Instituto Universitário de Lisboa (Portugal) – que abordarão temas como a inserção da ciência na cultura, a percepção pública da ciência e tecnologia e metodologias em divulgação científica, nos dias 5 e 6. No dia 7, Marianne Achiam, da University of Copenhagen (Dinamarca), oferece workshop sobre metodologias de pesquisas em museus. O evento é gratuito e terá tradução simultânea nos dias 5 e 6. As inscrições para o workshop estão esgotadas. Para entrar na lista de espera, envie e-mail para <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. O Museu da Vida fica na Av. Brasil, 4.365, Manguinhos, Rio de Janeiro. Veja a programação completa em: <http://www.museudavida.fiocruz.br/index.php/noticias/13-educacao/894-evento-no-museu-da-vida-discute-estudos-da-divulgacao-cientifica>.

8. Encontro debate práticas educativas em centros e museus de C&T – Termina em 4 de março o prazo de envio dos resumos para o Encontro Nacional sobre Práticas Educativas em Museus e Centros de Ciência e Tecnologia, promovido pelo Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast) e Museu Nacional de 25 a 27 de abril no Mast. No encontro, serão apresentados 15 trabalhos selecionados na modalidade de Comunicação Oral e 40 na modalidade Pôster. Haverá ainda a realização de seis mesas-redondas. Os trabalhos devem estar alinhados às seguintes áreas: Museus de ciência e ações extramuros; Práticas inovadoras na educação e divulgação da ciência; Teatro de temática científica; Crianças e idosos nos museus de ciência e tecnologia; e Acessibilidade e inclusão. As apresentações podem abordar tanto resultados de pesquisa quanto experiências técnicas e práticas. A inscrição deve ser feita por formulário eletrônico (https://goo.gl/forms/HerOJ9yYq6fjBRhl1) e os resumos estendidos (com três páginas) devem ser encaminhados por meio do endereço: <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. Confira os valores de inscrição e as instruções para elaboração de resumos e pôsteres em: <http://www.mast.br/index.php/pt-br/component/content/article.html?id=3627>. Programação completa disponível em: < http://www.mast.br/images/pdf/prog_completo_preliminar.pdf>.

9. Seminário aborda educação em museus – Já estão abertas as inscrições de trabalhos para o Seminário Internacional do Museu Histórico Nacional, que será realizado na instituição de 9 a 11 de outubro de 2018. Anual, o evento traz nessa edição o mote “Museus e educação: 60 anos da Declaração do Rio de Janeiro (1958-2018)”, uma oportunidade de refletir e debater sobre os avanços e os desafios que a Educação Museal apresenta desde a realização do Seminário Regional da Unesco (1958) sobre o papel educativo dos museus. Os trabalhos devem ser provenientes de resultados de pesquisas e da prática realizadas por educadores museais, profissionais de pesquisa, museólogos, ou de estudantes de pós-graduação (mestrado ou doutorado em curso ou já concluído). A proposta é que se apresente um texto para debate em painel temático composto por até 3 participantes e um moderador. Os temas dos painéis são “História da Educação Museal no Brasil”, “Educação Museal: conceitos e teorias”, “Educação Museal: práticas e experiências” e “Educação Museal: políticas públicas, profissionais, pesquisa e formação”. Os resumos, com cerca de 2 mil caracteres, devem ser submetidos por formulário on-line (http://form.jotform.co/80012769084860) até 15 de abril. Saiba mais em: <http://pnem.museus.gov.br/eventos/seminario-internacional-do-museu-historico-nacional-museus-e-educacao-60-anos-da-declaracao-do-rio-de-janeiro-1958-2018/>.

10. Ciência e política: uma relação que merece uma lupa – Cada vez mais, atores políticos dependem de expertise científica para fundamentar e legitimar suas ações e projetos, o que confere novos contornos às fronteiras entre ciência e política. As discussões sobre mudanças climáticas e as polarizações políticas que permeiam o tema são exemplos disso. Reconhecendo a complexidade desse cenário, o Journal of Science Communication (JCOM) está aceitando, até 30 de junho, artigos e ensaios que explorem os processos de comunicação na interseção entre as duas áreas. Entre os temas de interesse estão: as interações entre ciência e política a níveis regional, nacional e supranacional; percepção pública da interação entre ciência e política; comunicação de políticas científicas em alguns campos específicos – como mudanças climáticas, crises econômicas e desafios envolvendo alterações demográficas –; politização da ciência e questões éticas e normativas; entre outros. Os artigos devem especificar, com clareza, o enquadramento teórico, argumento e, quando for o caso, metodologia e resultados. O tamanho máximo é de 7 mil palavras, incluindo referências. Confira as orientações do JCOM para artigos em: <https://jcom.sissa.it/jcom/help/helpLoader.jsp?pgType=author>. Para ler a chamada pública, acesse o link: <https://jcom.sissa.it/special-issue-communication-intersection-science-and-politics>.

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Ciência & Sociedade é o informativo eletrônico do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica do Museu da Vida (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz). Editores de Ciência & Sociedade: Luisa Massarani, Marina Ramalho e Carla Almeida. Redatores: Luís Amorim, Renata Fontanetto e Rosicler Neves. Projeto gráfico: Luis Cláudio Calvert. Informações, sugestões, comentários, críticas etc. são bem-vindos pelo endereço eletrônico <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. Se você não quer mais receber Ciência & Sociedade, envie um e-mail para <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. A coleção completa de Ciência & Sociedade está disponível em <http://www.museudavida.fiocruz.br/cs-l>.

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