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Por Rebecca Gotto

Em nossas vidas, é impossível não lembrarmos de mulheres fantásticas que passaram em nossos caminhos. Eu começo falando daquela que foi responsável pela minha boa relação e adoração por animais, árvores e natureza como um todo: minha avó materna! Quando criança, eu passava muito tempo na casa dela enquanto minha mãe trabalhava. Naquele quintal imenso, eu sentia minha floresta encantada e particular dos contos de fadas.

Eu sempre acordava cedinho com minha avó, que sabia a temporada exata de nascer dos frutos das várias árvores frutíferas do quintal. Lembro, como se fosse hoje, do brilho verde dos abacates e de confundir o vermelho sedoso das pitangas com o das acerolas - as duas árvores ficavam uma ao lado da outra. Mangas amarelinhas tomavam conta do chão nos fins de tarde. Tudo isso em meio aos cachorros, gatos, patos e gansos que minha avó criava com o maior orgulho. De 15 em 15 dias, eu e ela fazíamos nossas buscas pelo quintal, procurando ninhos dos patos e gansos. Era lindo vê-los chocar seus futuros filhotinhos, assim como era gratificante quando as cadelas e gatas davam à luz ninhadas de filhotes. Minha avó me deixou em 2006, e é com muito orgulho que digo que ela foi a primeira mulher fantástica da minha vida.

Em 1996, quando eu tinha 10 anos, minha mãe me trocou de escola depois de eu ter passado por discriminação pela minha orientação sexual. Então, logo pensei que, na outra escola, não seria diferente. Mas algo chamou minha atenção: era uma escola pequenina, parecida com uma chácara, e minha turma era composta por mim e mais quatro alunos muito acolhedores. O que me fez ter certeza de que ali seria diferente foi quando conheci nossa inesquecível professora Noêmia. Ela era uma mãezona pra gente, compreensiva e amiga. Seus métodos lúdicos de ensino eram tão fantásticos quanto ela. Aquelas manhãs passavam tão rápido! Lembro quando recebemos a notícia de que ela continuaria conosco no ano letivo de 1997. Ela era a nossa professora Helena da novela Carrossel! Alguns anos atrás, soube que ela passou a trabalhar na biblioteca da escola e, logo depois, se aposentou. Eu adoraria que ela estivesse lendo esta matéria para que soubesse o quanto sou agradecida por ter contribuído para as minhas formações educacional e pessoal.

Bom, amados leitores, ao fim de cada coluna mensal, irei falar das cores do respectivo mês em que estamos, a fim de nos conscientizarmos ainda mais. O mês de agosto é duplo: Agosto Laranja, que representa a conscientização sobre a esclerose múltipla, e também Agosto Dourado, que reforça a importância do aleitamento materno. Como tudo o que é bom dura pouco, chegamos ao fim da coluna de hoje.

Beijinhos e até a próxima!

Publicado em 20 de agosto de 2021.

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