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Por Equipe Ballet Manguinhos

Alunas do Ballet Manguinhos. Crédito: Ana Maria Silva

Ao longo de mais de um ano lidando com a Covid-19, entendemos a importância do distanciamento social. Evitar aglomerações se tornou uma questão de segurança e, por isso, as pessoas têm mudado seus hábitos. O consumo de internet também foi modificado, a população passou a estar cada vez mais conectada. O que antes, para alguns, era apenas lazer se tornou uma maneira de lidar com as responsabilidades a partir do momento em que trabalho e educação também migraram para o on-line.

Antes da pandemia, segundo um levantamento feito pela Similar Web em 2019, o Brasil era o 4º país com maior tráfego de internet do mundo. Com as mudanças para o virtual ocorridas depois da pandemia, é possível que os números tenham aumentado. Para alguns, a necessidade de estar on-line está diretamente ligada à possibilidade de conseguir trabalhar. Para outros, o acesso à internet definirá sua formação acadêmica.

Nesse cenário em que tudo transita através do on-line, como ficam aqueles que estão off-line? Se trabalhar e estudar depende de conexão com a internet, que, por sua vez, depende de um celular ou um computador, como ficam aqueles que não têm aparelhos eletrônicos? É sob essas circunstâncias que vivem alguns moradores da favela, que precisam de acesso à internet para estudar, mas não têm a estrutura necessária para isso. 

Segundo dados do Instituto Data Favela, 71% das famílias pertencentes à favela estão sobrevivendo com menos da metade da renda que tinham antes da pandemia. Nesse contexto, é difícil imaginar que ter acesso à internet ou um bom aparelho eletrônico será prioridade - ainda que seja para estudar. A prioridade será a alimentação e habitação em muitos dos casos.

“Ninguém vai poder concorrer a uma bolsa com um aluno de classe média que conseguiu acompanhar as aulas usando sua boa internet e seus tablets”, declara Carine Lopes, atual diretora do Ballet Manguinhos em entrevista para o The New York Times. Ela completa afirmando que: “A desigualdade está sendo exacerbada”. A fala da diretora revela o cenário de alguns dos moradores do Complexo de Manguinhos, potencializado pela crise pandêmica. 

A desigualdade à qual Carine se refere tem sido um dos principais pontos de discussão dentro do Ballet Manguinhos, uma associação que promove aulas gratuitas de ballet, circo e dança contemporânea para 250 jovens e crianças moradores de favelas. Com a pandemia, as aulas passaram para o virtual desde abril de 2020, e a dificuldade de estar on-line por parte das alunas e alunos ficou escancarada. De acordo com uma pesquisa feita em abril deste ano com 170 alunos da instituição, cerca de 50% deles não estão assistindo às aulas on-line e 64% não têm acesso a um notebook ou desktop.

Os dados colhidos são preocupantes e mostram que, apesar de estarmos na era do on-line, ainda existem muitas pessoas que estão off-line. Surge, então, o questionamento: quantos alunos, moradores de favelas, estariam perdendo aulas por falta de conexão? 

Para criar meios de diminuir essa exclusão digital, o Ballet Manguinhos se juntou a outros coletivos do território de Manguinhos para promover a campanha “Manguinhos tá on”. O objetivo é arrecadar aparelhos eletrônicos - novos e usados - e valores a serem convertidos em pacotes de dados móveis, que serão disponibilizados para crianças e jovens. A ideia principal é tornar possível que a favela esteja cada vez mais conectada.

Para ajudar na campanha “Manguinhos tá on”, você pode contribuir da seguinte forma:
- Arrecadação de aparelhos em bom estado de conservação, como celular, tablet, notebook e desktop; 
- Arrecadação de valores a partir de R$ 15,00 para a compra de pacotes de dados e chips de celular.   

O Ballet Manguinhos buscará doações de pessoas físicas ou jurídicas, no Rio de Janeiro. A instituição irá coletar os equipamentos, e os agendamentos serão feitos através do telefone whatsapp (21) 97003-4027 e do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Também serão aceitas doações feitas diretamente na sede, localizada na Av. dos Democráticos, 535 - Higienópolis.  Para o pacote de dados e os chips, as doações serão feitas pelo PicPay ‘Associação Ballet Manguinhos’ ou através do PIX: (21) 97003-9770.

Publicado em 07 de maio de 2021.

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