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Neste informe:  

Destaque 

1. Museu da Vida realiza webinário Museus, Mulheres e Ciências  

 Leituras  

2. Fiocruz tem ações de divulgação científica mapeadas  
3. Teatro engaja jovens no debate sobre HIV/Aids  
4. Autoridade médica a serviço da desinformação  
5. Um antídoto contra a desinformação científica?  
6. Para ampliar o acesso a textos de divulgação científica  

 Ações 

7. Museu da Vida comemora 22 anos com aniversário solidário 
8. Arte, ciência e tecnologia no campo  

 Eventos 

9. Ecsite recebe inscrições para conferência online 

 Oportunidades 

10. Inscrições abertas para curso de jornalismo científico  
11. Mongabay.org recebe inscrições para programa de estágio  
12. Edital apoia reportagens a favor dos oceanos  
13. Curso sobre verificação de fatos disponível online 

 

Destaque 

1. Museu da Vida realiza webinário Museus, Mulheres e Ciências – Na busca por uma sociedade mais justa e equânime, cada cidadão e instituição deve fazer sua parte, num exercício diário de desconstrução de preconceitos e num esforço ativo por ações de ampliação da diversidade. Nesse contexto, é importante refletir sobre como os museus e a divulgação científica vêm contribuindo na busca pela equidade de gênero e étnico-racial e pelo empoderamento feminino. Esse é o ponto de partida do III Seminário de Metodologias de Pesquisa em Museus, a ser realizado nos dias 10 e 11 de maio, das 14h às 17h, em formato webinário, com o mote “Museus, Mulheres e Ciências: Um Debate Plural”. O evento terá convidados de Portugal e de quatro estados brasileiros (Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo, Brasília) de campos variados do conhecimento. No dia 10, às 14h, ocorre a conferência “Mulheres nas ciências, Mulheres em Museus: Histórias e possibilidades”, de Maria Margaret Lopes, da Universidade de Brasília. Em seguida, acontece a mesa-redonda “Museus, mulheres e ciências: pesquisas e reflexões”. No dia 11, às 14h, a conferência fica a cargo de Jamile Borges, da Universidade Federal da Bahia, com o tema “Dos Museus Coloniais aos Museus Digitais: Mulheres Negras e Pesquisas em Contextos Sociotécnicos”. Na mesa-redonda, o mote será “Museus, mulheres e ciências: experiências da prática”. O evento – dos Núcleos de Estudos de Público e Avaliação em Museus e de Estudos da Divulgação Científica do Museu da Vida – será transmitido na página da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz (https://www.facebook.com/casadeoswaldocruz). Saiba mais em: <https://bit.ly/3elnxJ4>.  

 

Leituras 

2. Fiocruz tem ações de divulgação científica mapeadas – Na América Latina, instituições de ensino e pesquisa desempenham papel central na prática de divulgação científica, por isso é importante conhecer como as ações dessa natureza se organizam nesses locais. Com esse intuito, pesquisadores realizaram um mapeamento das ações de divulgação científica entre 2015 e 2016 de uma das maiores instituições latino-americanas de pesquisa em saúde, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A partir de 150 questionários, o mapeamento mostrou que quase todas as unidades da Fiocruz possuíam alguma ação em andamento, sendo a maioria no Rio de Janeiro, sobretudo no Museu da Vida. Entre as ações mapeadas, as presenciais foram as mais recorrentes. O levantamento também indicou que, apesar da valorização da divulgação como prática dialógica pela Fiocruz, ainda havia muitas ações em perspectiva de modelo de déficit, embora a maioria tivesse potencial para promover diálogo e engajamento. Os dados estão na edição corrente de História, Ciências, Saúde-Manguinhos (<https://bit.ly/2Srh3Qp>). No mesmo número, vale conferir o artigo “Cântico dos cânticos, quântico dos quânticos: as relações dialógicas entre artes, ciências contemporâneas e saúde no álbum Quanta, de Gilberto Gil”, em: <https://bit.ly/3epI8vK>.    

3. Teatro engaja jovens no debate sobre HIV/Aids - O teatro é um antigo aliado da promoção da saúde e tem sido utilizado em diversos contextos para informar, comunicar e educar o público sobre doenças e como preveni-las. Menos comuns são estudos sobre os resultados dessas iniciativas, sobretudo do ponto de vista dos espectadores, e no contexto da divulgação científica. Um deles acaba de ser publicado na revista Interface – Comunicação, Saúde, Educação. No artigo “O Teatro como estratégia de engajamento de jovens no enfrentamento da Aids”, os autores apresentam estudo com o público da peça O rapaz da rabeca e a moça Rebeca, produzida pelo Museu da Vida/Fiocruz como resposta ao aumento de infecções por HIV entre jovens. Com base na observação de nove apresentações, cinco debates pós-peça e 220 questionários, os autores identificaram uma recepção positiva aliada a uma forte adesão ao jogo teatral por parte do público jovem. Verificaram ainda que a peça foi capaz de engajá-los no debate sobre HIV/Aids, levantando diversas questões que vão além do discurso preventivista. Por outro lado, observaram que faltam espaços de diálogo sobre o assunto, o que pode estar associado à manutenção de estigma e discriminação. Leia o artigo em: <https://bit.ly/3nUHtWE>. 

4. Autoridade médica a serviço da desinformação – Para o público amplo, identificar notícias falsas envolvendo dados científicos é tarefa complexa. Não bastasse a falta de familiaridade com a ciência, outro obstáculo se coloca: a posição de autoridade atribuída a médicos tem sido usada para respaldar informações falsas. O artigo “Informação versus desinformação: a crise sanitária da Covid-19 e o papel da autoridade médica na divulgação de conhecimentos científicos”, publicado na edição corrente da Revista Brasileira de História da Mídia, analisou dez matérias verificadas pelo site de checagem do Núcleo de Pesquisa em Comunicação e Jornalismo, da Universidade Federal do Piauí. Em comum, todas apresentavam um médico ou médica dando recomendações sobre a pandemia. Os autores identificaram três enunciações discursivas recorrentes nas falas dos(as) médicos(as): o testemunho como prova (anos de prática clínica serviriam como confirmação de veracidade); a rebeldia como qualidade (contradizer orientações de órgãos oficiais seria um mecanismo de denúncia); e cura trazida pelo “primeiro mundo” (a correção da informação se ancora na sua origem internacional). No atual contexto de pós-verdade, parece que a luta de médicos e cientistas contra a desinformação não escapa nem a seus próprios círculos. Leia em: <https://bit.ly/3tfD0yM>.  

5. Um antídoto contra a desinformação científica? – Estudos sobre o uso do humor e da emoção na divulgação científica indicam que essas estratégias de persuasão podem ser bons recursos no combate à desinformação em ciência. Mas são suficientes? Em “Emotion and humor as misinformation antidotes”, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, pesquisadoras se debruçam sobre a questão. Com base em estudos da psicologia cognitiva, as autoras ressaltam como as emoções podem influenciar atitudes e a forma como as informações científicas são processadas. Porém, destacam que o efeito das emoções na detecção e aceitação de informações científicas falsas e incorretas, bem como na formação de percepções equivocadas, não é linear. Sobre o humor, apesar do potencial e uso na divulgação científica, alertam que os efeitos nas atitudes das pessoas em relação à ciência ainda são pouco conhecidos. Para as autoras, não há um remédio para lidar com a desinformação, várias abordagens devem ser usadas em conjunto. É necessário aprofundar os conhecimentos sobre o papel da emoção e do humor na interpretação da mensagem científica e transformá-los em práticas que devem ser usadas conscientemente. Debates sobre questões éticas e os desafios atuais da divulgação são fundamentais. Leia o artigo em: <https://bit.ly/3uqPy7A>.  

6. Para ampliar o acesso a textos de divulgação científica – Por ser um campo amplo e multidisciplinar, uma das dificuldades dos estudiosos da divulgação científica é que a literatura está muito dispersa em periódicos que, muitas vezes, não são dedicados a essa área. A limitação de acesso de brasileiros a textos internacionais – muitos deles publicados em revistas fechadas ou livros importados – é outro obstáculo. Por isso, toda iniciativa de reunir e facilitar o alcance a textos de reflexão em divulgação científica deve ser difundida e celebrada! Então, anote aí: acaba de ser lançado o livro Pesquisa em divulgação científica - Textos escolhidos. Disponível gratuitamente, a obra reúne artigos clássicos do campo – como “A construção do conhecimento leigo: O ativismo contra a AIDS e a construção da credibilidade na reforma dos ensaios clínicos”, de Steve Epstein (1995) – e outros mais recentes – como “Investigando acessibilidade em museus e centros de ciências latino-americanos, de Jéssica Norberto Rocha e colegas (2020). Além de seis artigos, a obra oferece um capítulo de sugestões de leituras relevantes para estudiosos ou interessados em divulgação da ciência. O livro é editado por Luisa Massarani e Ildeu de Castro Moreira, no âmbito do mestrado em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz). Acesse gratuitamente em: <https://bit.ly/3nJsBu2>.  

 

Ações 

7. Museu da Vida comemora 22 anos com aniversário solidário – Nesse ano, o tradicional piquenique científico de aniversário do Museu da Vida será substituído por uma campanha solidária de doação de recursos financeiros para quatro organizações com as quais o Museu da Vida já mantém parcerias: Museu da Maré, Espaço Casa Viva - Rede CCAP, Projeto Marias e Manguinhos Solidário, que vai destinar as doações para o projeto Ballet Manguinhos. Para marcar o aniversário do Museu, no dia 25 de maio, das 18h às 19h30, haverá uma live no canal do Museu no YouTube com representantes das organizações para falar sobre segurança alimentar e solidariedade em tempos de pandemia. Para conhecer as instituições beneficiadas e saber como doar, acesse: <https://bit.ly/2PTtVxQ>.  

8. Arte, ciência e tecnologia no campo – Iniciativas unindo ciência e arte ganham incentivo em várias partes do mundo, incluindo o Brasil, que tem dado seu quinhão de contribuição à área. Porém, ainda faltam espaços em que o encontro entre esses universos é mais fluido. O projeto Silo-Escola pode se tornar um desses locais. A ideia é transformar um antigo cassino na Serra da Mantiqueira, na fronteira entre Rio, Minas e São Paulo, numa escola rural de arte, ciências e tecnologia, com cursos de formação e oficinas, com uma dinâmica de imersão para adultos, jovens e crianças. A iniciativa é da Silo – Arte e Latitude Rural, organização que cria e difunde arte, ciência e tecnologia em zonas rurais. Para a concretização do projeto, a Silo lançou uma campanha de financiamento coletivo para a implementação física da escola. Confira em: <https://benfeitoria.com/siloescola>.   

 

Eventos 

9. Ecsite recebe inscrições para conferência online – A conferência da Rede Europeia de Centros e Museus de Ciência (Ecsite) será realizada de 9 a 11 de junho, na plataforma virtual Hopin. Para participar e acessar as sessões gravadas, as taxas de inscrição variam de 90 a 150 euros (preços válidos até 31 de maio). De 1 a 11 de junho as taxas aumentam. Para ver o programa e se inscrever, visite: <https://bit.ly/3f3lngC>. 

 

Oportunidades 

10. Inscrições para curso de jornalismo científico – O Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp recebe até 14 de maio inscrições para a XII edição do curso de especialização em jornalismo científico. Com início previsto para agosto, o curso é gratuito, dura três meses e oferece 40 vagas destinadas a profissionais com formação científica ou em comunicação. Saiba mais em: <https://bit.ly/3tpowwi>.  

11. Mongabay.org recebe inscrições para programa de estágio – A plataforma internacional de notícias Mongabay.org selecionará um bolsista para estágio de julho a dezembro de 2021, em regime parcial e virtual. O selecionado receberá 5 mil dólares pelos seis meses de estágio, no qual irá escrever matérias e entrevistas sobre temas ambientais. Inscrições até 31 de maio. Mais informações em: <https://bit.ly/2PVViHG>. 

12. Edital apoia reportagens a favor dos oceanos – Edital Conexão Oceano de Comunicação Ambiental, da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, em parceria com a Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO, oferece até cinco bolsas de 8 mil reais cada para reportagens sobre ambiente marinho-costeiro. O prazo de inscrição termina em 31 de maio. Leia mais em: <https://bit.ly/3uqAcQy>. 

13. Curso sobre verificação de fatos disponível online – “Desinformação e fact-checking em tempos de Covid-19 na América Latina e no Caribe”, curso oferecido pelo Centro Knight para o Jornalismo nas Américas em parceria com a UNESCO, está disponível gratuitamente online. O programa inclui cinco módulos com videoaulas, apresentações e leituras. Acesse em: <https://bit.ly/2PU0fAF>. 

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Ciência & Sociedade é o informativo eletrônico do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica do Museu da Vida (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz). Editores de Ciência & Sociedade: Marina Ramalho e Carla Almeida. Redatores: Luís Amorim e Rosicler Neves. Projeto gráfico: Luis Cláudio Calvert. Informações, sugestões, comentários, críticas etc. são bem-vindos pelo endereço eletrônico <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. Para se inscrever ou cancelar sua assinatura do Ciência & Sociedade, envie um e-mail para <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. 

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