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Neste informe: 

1. Comunicação em crises sanitárias globais 
2. Ciência e arte em prol da inclusão social 
3. Cientistas celebridades e atitudes em relação à ciência  
4. Divulgação científica, acessibilidade e deficiência 
5. O desafio da acessibilidade em museus  
6. Qual é a ciência que cidadãs e cidadãos precisam? 
7. Museu da Vida lança campanha “Aedesnovela”. Participe! 
8. Dando voz a mulheres cientistas  
9. Mais meninas nas exatas  
10. Novidades no apoio à divulgação científica do Serrapilheira  
11. Inscrições abertas para o Prêmio José Reis de Divulgação Científica 

 

1. Comunicação em crises sanitárias globais – Mais de um ano após o início da pandemia de Covid-19, o Brasil enfrenta o pior momento da crise sanitária em termos de média móvel de mortos e colapso do sistema de saúde, com um ritmo de vacinação ainda muito lento. Para Igor Sacramento, que assina o editorial do Dossiê “Comunicação, Saúde e Crises Globais 2”, que acaba de ser publicado pela RECIIS, o Brasil opera uma necropolítica “porque produz condições mortais pela falta de equipamentos (...), sobrecarregando o serviço público de saúde e tornando-o precário com o objetivo de expor populações vulneráveis à morte ou fazê-las viver em condições extremas para que as fronteiras entre a vida e a morte se tornem muito pequenas”. É com essa afirmação contundente que o pesquisador do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica (ICICT/Fiocruz) abre a edição, que conta com artigos sobre crises em saúde, como a cobertura sobre o isolamento social feita pelo jornal O Globo, a questão das fake news durante a pandemia de Covid-19, o discurso antivacina no YouTube e a expansão do uso de aplicativos para controle da saúde mental. Ainda dentro dessa temática, o dossiê traz entrevista com Ana Regina Rego, que fala sobre seu livro A construção intencional da ignorância: o mercado das informações falsas, escrito em parceria com Marialva Barbosa. Outros artigos – sobre outros temas – compõem também esse número, cujo acesso é livre no link: <https://bit.ly/3fKp9NU>.  

2. Ciência e arte em prol da inclusão social – Engajar comunidades socialmente excluídas com a ciência tem se colocado como um grande desafio para a divulgação científica. Evidências da teoria e da prática mostram que a intenção declarada de atingir o público em geral significa concretamente excluir minorias e parcelas mais vulneráveis da sociedade. O artigo “Science communication for social inclusion: exploring science & art approaches”, publicado em março na revista JCOM, contribui para o enfrentamento do desafio com um esquema de desenvolvimento de projetos voltados especificamente a esse público, tendo a interação entre ciência e arte como motor do engajamento. O esquema é composto de três fases: estruturação, planejamento e colaboração (fase 1); implementação (fase 2); e avaliação (fase 3). No artigo, os autores detalham cada uma dessas fases e testam o esquema à luz de uma iniciativa envolvendo 14 mulheres de entre 64 e 84 anos, com baixa escolaridade e baixo status socioeconômico, morando no município de Oeiras, em Portugal, que, por meio de atividades artísticas envolvendo movimento, dança e poesia, debateram o tema da memória. Entre altos e baixos do projeto, os autores tiram como lição a necessidade de elaborar estratégias para engajar os líderes comunitários, que poderiam dar continuidade ao projeto, tornando seu impacto mais amplo e duradouro.  O artigo pode ser lido na íntegra, em inglês, em: <https://bit.ly/3cV8TYm>. 

3. Cientistas celebridades e atitudes em relação à ciência – Cientistas aclamados pelo público, reconhecidos como celebridades, podem interferir na percepção e no engajamento público com a ciência. Mas os impactos sociais podem ser complexos e multifatoriais, em especial quando envolvem temas controversos, como mostra a pesquisa “The Dawkins effect? Celebrity scientists, (non)religious publics and changed attitudes to evolution”, publicada em fevereiro na Public Understanding of Science. No estudo, pesquisadores da University College London (Reino Unido) analisaram o papel de sete celebridades  cinco cientistas, um criacionista cristão e um criacionista muçulmano  na mudança de atitude de grupos britânicos não religiosos e religiosos em relação à evolução biológica. A amostra da pesquisa incluiu 5.527 participantes, recrutados em 2014 pela empresa YouGov, entre eles 3.894 pessoas ligadas às religiões anglicana, católica, muçulmana, pentecostal cristã e cristãos evangélicos independentes. Análises estatísticas dos dados, obtidos por questionário online, foram realizadas com base na teoria da identidade social, em que a recepção da informação científica pode estar relacionada à identidade. Segundo o estudo, o engajamento de certos públicos religiosos com a ciência da biologia evolutiva é mais eficaz quando as pessoas não percebem suas identidades religiosas ameaçadas pelas celebridades. Por outro lado, para algumas pessoas não religiosas, a maior aceitação da evolução pode ter mais relação com a rejeição religiosa. Leia o artigo, gratuitamente, em inglês, em: <https://bit.ly/3mpNQR2>.  

4. Divulgação científica, acessibilidade e deficiência – Embora pessoas com deficiências tenham sua inclusão e seu acesso à educação, saúde e cultura garantidos por lei, há enormes obstáculos para que essa legislação seja efetivamente posta em prática – e ações de divulgação científica têm grande potencial para contribuir com isso. Para refletir academicamente sobre o acesso de pessoas com deficiência à ciência e à cultura por meio da divulgação científica, as pesquisadoras Luisa Massarani e Jéssica Norberto Rocha organizaram o dossiê “Deficiência, Acessibilidade e Divulgação Científica”, publicado em março na revista Interfaces Científicas - Humanas e Sociais. A maioria dos artigos abrange acessibilidade em museus, mas com diferentes olhares: acessibilidade universal; o perfil e a opinião dos públicos com deficiência em museus de ciência brasileiros; os desafios ainda enfrentados nos espaços museológicos para a implementação da acessibilidade; estratégias de interação e comunicação por meio de módulos expositivos e guias multimídia. Em outro artigo, os autores se dedicam a estudar as experiências de jovens com deficiência visual ao assistirem a vídeos de divulgação de saúde e ciência com audiodescrição. Acesse gratuitamente o dossiê em: <https://bit.ly/321BZ2d>.  

5. O desafio da acessibilidade em museus – A divulgação científica enfrenta inúmeros desafios. Talvez a pandemia e suas diversas implicações para as relações entre ciência e sociedade sejam os que mais nos chamem atenção no momento. Porém, vide nota anterior, um outro grande obstáculo – também afetado pela pandemia – é a acessibilidade da divulgação científica. E é neste ponto que o recém-lançado livro Acessibilidade em museus e centros de ciências: experiências, estudos e desafios oferece dados e reflexões relevantes. A publicação é organizada pela pesquisadora Jessica Norberto Rocha e visa compartilhar relatos de experiência e de práticas, desafios, barreiras e pesquisas de profissionais que trabalham ou estudam a acessibilidade. Dentre os 32 capítulos, a maioria trata de ações e pesquisas em instituições que realizam divulgação da ciência em distintas áreas do conhecimento, incluindo centros interativos de ciência e tecnologia, museus de história natural, planetário, aquário e parques ambientais. Há, também, alguns museus de arte e espaços culturais que se destacam pelo trabalho que desenvolvem na área de acessibilidade. A iniciativa da publicação é da Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro (Fundação Cecierj) e do Grupo Museus e Centros de Ciências Acessíveis (Grupo MCCAC). Parte do projeto foi apoiado pela Faperj. O livro está disponível gratuitamente em: <https://bit.ly/3wz5DJQ>. 

6. Qual é a ciência que cidadãs e cidadãos precisam? – A divulgação da ciência, como campo de pesquisa e prática, vem conquistando cada vez mais espaços e adeptos. Com ações baseadas em variadas concepções, não é raro encontrar posições conflitantes entre pesquisadores e profissionais da área sobre inúmeros aspectos, como, por exemplo, a “ciência” que deve ser divulgada para o público e o nível de cultura científica necessário para uma pessoa não especializada compreender e atuar no mundo em que vive. A fim de se aprofundar nesses tópicos, a Sociedade Mexicana para a Divulgação da Ciência e da Tecnologia (SOMEDICYT) investigou tanto a opinião de quem faz, divulga e decide sobre ciência quanto a opinião de quem é afetado pelas iniciativas e decisões, o público. Realizado entre 2017 e 2020, o estudo envolveu 490 atores da CT&I do México – pesquisadores, divulgadores e diretores de instituições públicas e privadas de CT&I – e 1079 moradores de áreas urbanas, a partir de 16 anos, com diversos níveis socioeconômicos, ocupacionais e educacionais. A análise dos dados, obtidos por meio de questionários on-line e enquetes presenciais, mostra disparidade entre os temas de ciência considerados mais relevantes na opinião dos atores de CT&I e os temas elencados pelos públicos. Este e outros resultados estão no livro ¿Qué ciencia necesita el ciudadano?, fruto do trabalho de pesquisadores da SOMEDICYT. A publicação traz detalhes de cada etapa da investigação, incluindo o desenho do estudo, reflexões e recomendações. Acesse o livro em espanhol em: <https://bit.ly/3mmd4Q2>. 

7. Museu da Vida lança campanha “Aedesnovela”. Participe! – Em meio à pandemia de Covid-19, o combate ao Aedes aegypti – responsável pela transmissão da dengue, zika, chikungunya e febre amarela – não pode ser deixado de lado. Para conscientizar a população sobre a importância das ações de prevenção contra a proliferação do mosquito, o Museu da Vida acaba de lançar a campanha “Aedesnovela: contando histórias com ImaginAção”. A proposta convida o público a se inspirar na exposição virtual “Aedes: que mosquito é esse?” e usar a criatividade para desenvolver histórias, com referência nas fotonovelas, para as redes sociais do museu. As narrativas podem abordar o mosquito, as doenças transmitidas pelos vírus, cuidados e medidas de prevenção, entre outros tópicos abordados na exposição virtual. Para produzir a arte, vale usar cenas fotográficas, colagem, desenhos, balões de diálogo ou imagens da exposição virtual. Os interessados devem se inscrever e submeter uma proposta de Aedesnovela com até quatro imagens no formato JPG, por meio de formulário online, até 5 de maio. A inscrição, gratuita e sem limite de idade, pode ser individual ou em grupo com até seis integrantes – menores de 18 anos também podem participar, desde que a inscrição também contenha os dados de um adulto. As fotonovelas que forem sendo selecionadas já serão publicadas nas mídias sociais do Museu da Vida a partir de 12 de abril e, ao final da campanha, serão incluídas em uma publicação virtual. Acesse as informações completas e o formulário de inscrição em: <https://bit.ly/31Ye3MN>. Para conferir a exposição virtual, acesse: <https://bit.ly/3cUMtX4>. 

8. Dando voz a mulheres cientistas – Estudantes, cientistas, empreendedoras e técnicas de laboratório do Brasil e do Reino Unido soltam o verbo no podcast Mulheres na Ciência, cuja primeira temporada de oito episódios já está disponível nas principais plataformas de streaming, com apoio do British Council. São histórias, projetos e vivências, recortados em temas como representatividade, diversidade e empoderamento, ciências e tecnologias pensadas para mulheres, a atuação de mulheres nos bastidores da ciência, machismo, sexismo e assédio, maternidade, entre outros. Nos episódios – com 20 a 30 minutos de duração – são entrevistadas de três a quatro mulheres cientistas que atuam em diferentes regiões do Brasil, das mais jovens às mais experientes e de diversas áreas das ciências. Elas demonstram o poder das mulheres na pesquisa científica e na inovação e trazem reflexões sobre equidade de gênero na ciência. Saiba mais sobre os podcasts e onde acessá-los em: <https://bit.ly/3sRXY7u>. 

9. Mais meninas nas exatas – Mesmo após avanços – necessários, mas ainda insuficientes – nas questões de gênero e ciência, algumas áreas de pesquisa ainda concentram uma presença extremamente masculina. Daí a ideia do edital “Garotas STEM: Formando futuras cientistas", resultado de uma parceria entre o British Council, King’s College of London e o Museu do Amanhã. A iniciativa recebe inscrições até 25 de abril e vai oferecer apoio financeiro e técnico para projetos já existentes que tenham como objetivos incentivar e ampliar a participação de garotas nas áreas das ciências exatas e naturais, engenharias e computação e que sejam voltados para alunas de Ensino Fundamental e Médio. Serão selecionadas 15 propostas brasileiras para receberem tanto auxílio por meio de recursos financeiros, quanto treinamento para o ensino inclusivo de gênero na área de ciências. Podem se candidatar professores da rede básica de ensino, professores universitários e profissionais de museus de ciências e de organizações da sociedade civil que liderem projetos na área. Esta não é uma chamada para novas propostas. O valor do recurso financeiro é de até R$ 12 mil. As inscrições podem ser feitas em: <https://bit.ly/3cRIPgQ>. Dúvidas e mais informações podem ser enviadas para o e-mail: <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

10. Novidades no apoio à divulgação científica do Serrapilheira – O Programa de Divulgação Científica do Instituto Serrapilheira está funcionando com novas regras. A partir deste ano, os apoios financeiros se concentrarão em iniciativas de mídia e jornalismo, incluindo jornais, televisão, rádio e a imprensa em geral, além de meios digitais e plataformas de entretenimento. O enfoque ocorre em função do contexto da pandemia de Covid-19, no qual se torna urgente o combate à desinformação. Outra mudança é que não há mais editais chamando para a submissão de propostas, ou seja, assim que surgir aquela ideia, você já pode apresentá-la ao instituto. Para isso, basta preencher um formulário (https://bit.ly/2PjZPDA) e enviá-lo preenchido para o e-mail: <divulgacaocientifica@serrapilheira.org>, inserindo “carta de apresentação” no título da mensagem. O Instituto Serrapilheira é uma instituição privada, sem fins lucrativos, de fomento à ciência e à divulgação científica no Brasil. Com os editais públicos cada vez mais escassos na área de divulgação científica, é importante estar atento e aproveitar as oportunidades de financiamento vindas de outras fontes. Para mais informações e dicas sobre como elaborar uma boa proposta, acesse: <https://bit.ly/39OcSnD>. 

11. Inscrições abertas para o Prêmio José Reis de Divulgação Científica – Honraria nacional de maior prestígio no campo, o Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica está com inscrições abertas até 10 de junho. Nesta edição, a categoria contemplada é "Instituição e Veículo de Comunicação", que premiará instituição brasileira ou veículo de comunicação com sede no Brasil que tenha contribuído de forma relevante para tornar o conhecimento científico e tecnológico acessível ao público. Podem se candidatar ao prêmio instituições de ensino e/ou pesquisa, centros e museus de ciência e tecnologia, órgãos governamentais e culturais, organizações não governamentais e empresas públicas ou privadas. A premiação consiste em troféu e diploma para a instituição ou veículo agraciado, além de passagem aérea e hospedagem para seu dirigente ou representante participar da cerimônia de entrega do prêmio, no Mês Nacional da Ciência, Tecnologia e Inovação, em outubro de 2021. Instituído em 1978 pelo CNPq, o prêmio tem como objetivo revelar e reconhecer grandes nomes que contribuem significativamente para a formação de uma cultura científica no país. Todas as informações sobre o prêmio, inclusive o regulamento, ficha de inscrição e histórico, podem ser acessadas em <https://bit.ly/3rTVCDJ>. 

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Ciência & Sociedade é o informativo eletrônico do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica do Museu da Vida (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz). Editores de Ciência & Sociedade: Marina Ramalho e Carla Almeida. Redatores: Luís Amorim e Rosicler Neves. Projeto gráfico: Luis Cláudio Calvert. Informações, sugestões, comentários, críticas etc. são bem-vindos pelo endereço eletrônico <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. Para se inscrever ou cancelar sua assinatura do Ciência & Sociedade, envie um e-mail para <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. 

 

Publicado em 6 de abril de 2021

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