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Neste informe:

1. Manifesto reúne cientistas, jornalistas e divulgadores científicos
2. Desafios da comunicação na pandemia da Covid-19
3. Aumenta percepção de risco de italianos em relação a novo coronavírus
4. Pensando a divulgação científica em meio à crise sanitária
5. A divulgação científica em ação
6. Ciência e cultura em tempos de pandemia
7. Nova web série ajuda a desconstruir estereótipos da ciência
8. Chamada de artigos sobre Covid-19 e divulgação da ciência
9. Curso à distância gratuito sobre cobertura jornalística da Covid-19
10. Curso online de educação, comunicação e avaliação em conservação
11. Abertas inscrições para IV Encontro Nacional da ABCMC

 

1. Manifesto reúne cientistas, jornalistas e divulgadores científicos – Diante da pandemia da Covid-19, a população global exige soluções e respostas rápidas, tanto de governantes quanto de cientistas. No entanto, ao envolver processos longos de pesquisa e validação, o ritmo da ciência muitas vezes não condiz com a urgência exigida. Mesmo assim, seus produtos e resultados têm sido divulgados de forma negligente por políticos, que ignoram, de maneira oportunista, ressalvas e limitações dos estudos científicos. Por isso, cerca de 190 cientistas, jornalistas e divulgadores científicos, encabeçados pela  Rede Brasileira de Jornalistas e Comunicadores de Ciência (RedeComCiência), assinam um manifesto no Brasil contra a tentativa de manipulação político-partidária de pautas científicas e em apoio aos profissionais de comunicação que cobrem a pandemia de Covid-19 e que vêm sendo hostilizados por cumprirem seu ofício. O texto ainda oferece uma série de orientações valiosas a jornalistas que estão cobrindo os desdobramentos do novo coronavírus, servindo como um guia para estes profissionais. As dicas são especialmente úteis levando-se em consideração que muitos dos repórteres envolvidos na cobertura não costumavam lidar com temas de ciência e saúde, mas estão sendo deslocados para a área para dar conta do grande volume de informações sobre a pandemia. Também assinam o documento instituições de pesquisa e de divulgação científica. Leia o manifesto na íntegra em: <https://bit.ly/3c21uDW>.

2. Desafios da comunicação na pandemia da Covid-19 – Profissionais que buscam combater a desinformação durante a pandemia da Covid-19 têm usado, como principal estratégia, oferecer ao público fatos científicos verificados e precisos. Mas a realidade da crise aponta desafios ainda maiores, segundo o artigo “How Not to Lose the COVID-19 Communication War”, publicado em abril na revista Issues in Science and Technology. Os autores recomendam que todos os profissionais envolvidos na comunicação sobre a pandemia estejam atentos a quatro aspectos que impõem obstáculos importantes. O primeiro é o fato de o processo científico conter incertezas e que evidências científicas atuais podem ser refutadas e invalidadas num futuro próximo – o que não significa que a ciência esteja sendo mal feita. O segundo desafio é lidar com o ambiente de divergência de opiniões durante a pandemia – fatos científicos podem ser usados por grupos sociais distintos para apoiar posições ideológicas e políticas, geralmente, divergentes. O terceiro desafio é tornar a ciência política, porém não partidária. Ou seja, a ciência deve embasar políticas públicas, mas sem atender a interesses partidários específicos. E o quarto diz respeito à alta velocidade da pandemia, que demanda soluções que a ciência, em curto prazo, não consegue responder. Assim, os autores alertam sobre os riscos da comunicação baseada somente em “fatos” e “precisão”. Esse tipo de estratégia, sem contextualização, pode trazer mais prejuízos do que benefícios como, por exemplo, impactar a confiança da sociedade nos cientistas e na ciência. Mas como lidar com todos esses desafios na prática? Os autores não têm soluções prontas, mas sugerem alguns caminhos. Confira (em inglês) em: <https://bit.ly/2yvwspi>.

3. Aumenta percepção de risco de italianos em relação a novo coronavírus – A segunda pesquisa Science in Society Monitor, sobre percepção e atitudes dos italianos em relação à Covid-19, foi divulgada no blog da revista Public Understanding of Science em abril, um mês após a primeira rodada de entrevistas. Com a mudança de cenário no país – que registrou um salto no número de indivíduos afetados e mortos pela doença –, foram identificadas mudanças radicais na percepção dos riscos do novo coronavírus. Aqueles que defendem que a única solução para reduzir o contágio é ficar em casa representam agora 49,5% dos respondentes, contra 19,5% na primeira rodada. Já a porcentagem de pessoas que pensam haver um exagero em torno dos riscos da Covid-19 despencou para apenas 1,7% (antes era de 16,6%). A pesquisa de abril também buscou identificar a percepção do público sobre os esforços de comunicação dos cientistas. Quase metade dos cidadãos acha que a diversidade de conselhos dados publicamente por cientistas gerou confusão na população (48%). Por outro lado, um terço dos respondentes avalia a comunicação de especialistas como muito positiva. Perguntados sobre o principal sentimento gerado nos italianos pela pandemia, o medo prevaleceu para 37,4% das pessoas. Em segundo lugar, porém, foi apontada a solidariedade (28,4%). A enquete considerou as respostas de 1029 italianos acima de 15 anos, coletadas entre 2 e 9 de abril. A primeira pesquisa havia sido conduzida de 3 a 10 de março e 854 pessoas responderam a ambas. Acesse os dados da segunda pesquisa em: <https://bit.ly/3f7C4q9>. Dados da primeira enquete estão disponíveis em: <https://bit.ly/2WUt5BW>.

4. Pensando a divulgação científica em meio à crise sanitária – O momento é ímpar, vivemos uma pandemia sem precedentes nas últimas décadas. O enorme desafio para a ciência e saúde é também um momento desafiador para a divulgação científica. Em artigo publicado em 11 de abril, no site do Museu da Vida (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz), pesquisadores do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica refletem sobre alguns obstáculos impostos pela pandemia e algumas respostas dadas por divulgadores de ciência frente à Covid-19, tanto na prática – com lives, entrevistas, textos, vídeos e notícias sobre o assunto – como na teoria, por exemplo, com uma pesquisa acerca da percepção pública dos italianos sobre a doença. Em “O novo coronavírus e a divulgação científica”, os autores defendem que o momento é propício para o fortalecimento e amadurecimento da área da divulgação científica no país, assim como para promovermos a reestruturação e a revalorização da ciência, e recuperarmos o seu orçamento, a sua gestão e o seu valor estratégico. O texto completo pode ser acessado em: <https://bit.ly/35AN8b5>.

5. A Divulgação científica em ação – Um dos grandes desafios da atual pandemia de Covid-19 é levar informações confiáveis ao público sobre a doença e como preveni-la. Com esse objetivo, o projeto COVID19 DivulgAção Científica vai abrir canais de comunicação direta com a população para, por meio de vídeos e outros conteúdos publicados nas redes sociais, dar mais subsídios para que os cidadãos tomem decisões informadas. A iniciativa é coordenada pelo Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia, sediado na Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), e pelo CNPq. Nesta etapa do projeto, duas linhas de vídeos serão lançadas: uma primeira buscará dar visibilidade ao que os cientistas brasileiros têm feito para combater a pandemia e, outra, dedicada a temas controversos e que têm gerado dúvidas. O conteúdo poderá ser acessado no Twitter <http://twitter.com/Covid_19DC>, Instagram <http://instagram.com/covid_19dc>, Facebook <http://facebook.com/coronavirusdc> e YouTube <https://bit.ly/2Wu96rZ>. Outra força-tarefa na mesma direção reúne um coletivo de 40 cientistas, jornalistas e divulgadores, alunos e professores do curso de Especialização “Amerek” de Comunicação Pública da Ciência, da Universidade Federal de Minas Gerais. O coletivo disponibiliza informações científicas apuradas e passadas em linguagem simples e clara, assim como dicas práticas. Os conteúdos estão disponíveis no Instagram <https://www.instagram.com/amerek_ufmg/?hl=fr>, Facebook <https://www.facebook.com/amerek.ufmg/> e Twitter <https://twitter.com/amerek_ufmg>.

6. Ciência e cultura em tempos de pandemia – O Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast) acaba de lançar o “Ciência e Cultura em Tempos de Pandemia”, projeto que conta com a participação de especialistas das ciências humanas no debate sobre a pandemia da Covid-19. O projeto integra o “MAST em Casa”, iniciativa que visa disponibilizar conteúdos e atividades para o público durante o isolamento social. Seu objetivo é estimular o debate e a reflexão sobre o complexo momento que vivemos sob olhares de diferentes áreas da ciência. Vídeos com especialistas das ciências humanas irão abordar a noção de contágio, os erros e acertos do gerenciamento da pandemia em nosso país, a epidemia como fato literário, epidemias e a história da ciência no Brasil e a relação entre as epidemias e as populações indígenas. A iniciativa mostra o importante papel que as ciências humanas possuem ao fornecerem informações valiosas para a compreensão da pandemia e seus impactos em nossa sociedade. Os vídeos vão ao ar toda segunda-feira, no canal do Mast no YouTube. Para mais informações sobre a programação, acesse o site do museu: <https://bit.ly/2SrJiM0> e seu canal no YouTube: <https://bit.ly/3dgNsyg>.  

7. Nova web série ajuda a desconstruir estereótipos da ciência – Uma carona e um bom bate-papo são alguns ingredientes que compõem a nova web série “Cientista no carona”. Durante um curto percurso, o papo acontece entre o motorista, Leandro Lobo – cientista e um dos idealizadores da proposta – e o carona, um cientista convidado. O roteiro da série, no entanto, não privilegia projetos de pesquisa, resultados de investigações ou a área em que o cientista atua, embora sejam informações abordadas. Ao imaginar um cientista, é comum evocar um homem branco, brilhante, excêntrico, isolado em um laboratório, dedicado ao trabalho – nem sempre de forma equilibrada – e desconectado da realidade. A série visa, justamente, desconstruir essas suposições e estereótipos, mostrando outras facetas da vida cotidiana de um cientista, fora do ambiente de trabalho. A primeira temporada, com cinco episódios, começa com o pé direito: no carona, somente cientistas mulheres. Prepare a pipoca, os episódios já estão disponíveis no YouTube. A web série é produzida por “A Ciência Explica” e financiada pelo Hackaton da Divulgação Científica em Saúde, projeto da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz. Para assistir, acesse:<https://bit.ly/2xvqPXD>.

8. Chamada de artigos sobre Covid-19 e divulgação da ciência – Um dos principais periódicos na área de divulgação científica, o Journal of Science Communication, lançará um número temático sobre a pandemia e a divulgação da ciência. Como apontam os editores, o novo coronavírus tem transformado radicalmente a sociedade, a ciência e, também, a divulgação científica. A revista aceitará artigos até 30 de junho, de todas as partes do globo. Alguns temas indicados como prioritários pelos editores são a percepção pública sobre a Covid-19, fake news, incertezas da ciência, comunicação de risco, cobertura da mídia, mídias sociais, engajamento público em museus e os aspectos históricos, filosóficos e sociais na comunicação da pandemia. Informações sobre os temas e forma de submissão podem ser consultadas em: <https://bit.ly/2WtDqTH>.

9. Curso à distância gratuito sobre cobertura jornalística da Covid-19 – Com a crise sanitária mundial, aumentam as iniciativas de cursos e guias para jornalistas que estão cobrindo a pandemia de Covid-19. O prestigiado Knight Center for Journalism in the Americas, da Universidade do Texas (EUA), em parceria com a Organização Mundial de Saúde e a Unesco, está oferecendo gratuitamente o curso “Jornalismo na pandemia: Cobertura da Covid-19 agora e no futuro”, de 4 a 31 de maio e disponível nos idiomas português, inglês, francês e espanhol. Nas quatro semanas do curso, os participantes vão rever a história recente da pandemia de Covid-19, examinar os alertas feitos no passado que poderiam ter prevenido ou mitigado a pandemia, analisar exemplos de reportagens de excelência feitas até o momento, ouvir cientistas, pesquisadores e a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre os principais pontos para começar a cobrir ou seguir cobrindo a Covid-19, e ter acesso a dicas e recomendações para trabalhar em suas próprias histórias, independentemente de sua experiência ou editoria. O curso vai fornecer ferramentas para combater conteúdos falsos ou enganosos, bem como mitos em torno da Covid-19. Embora o curso tenha data de início em 4 de maio, o programa é assíncrono e flexível, permitindo que os participantes tenham até o final de maio para completar as aulas e atividades. Mais detalhes sobre o programa e informações sobre inscrições em: <https://bit.ly/35AmJdD>.

10. Curso online de educação, comunicação e avaliação em conservação – Estão abertas as inscrições para o curso “Educação, Comunicação e Avaliação em Conservação”, a ser realizado de 18 de maio a 15 de agosto de 2020. Organizado pelo Parque das Aves (Foz do Iguaçu) e Institute for Methods Innovation (Reino Unido), o programa visa explorar a diferença que a educação e a comunicação em conservação podem fazer na vida das pessoas em benefício da vida selvagem. Totalmente online, oferece uma base sólida em pesquisa, prática e teoria por meio de materiais e atividades como vídeos, leituras, questionários, web seminários, além da oportunidade de interação com outros participantes e especialistas. Pensado para profissionais de conservação e demais interessados em iniciar carreira na área, aborda o papel da educação e da comunicação em conservação; como desenvolver programas e avaliações eficazes de educação e comunicação em conservação; e como integrar a avaliação com o propósito de realizar práticas baseadas em evidências. Todos os conteúdos e atividades do curso serão oferecidos em português, espanhol e inglês. Os interessados devem se inscrever por meio de formulário online e pagar a taxa de inscrição de 150 reais para brasileiros, 175 dólares para latino-americanos e 695 dólares para outras nacionalidades. Confira mais informações em: <https://bit.ly/2xvV2pF>. 

11. Abertas inscrições para IV Encontro Nacional da ABCMC – Vão até 10 de junho as inscrições para submissão de trabalhos no IV Encontro da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências (ABCMC), que ocorrerá na Universidade Estadual de Maringá, no Paraná. O evento está programado para acontecer de 6 a 10 de setembro de 2020, porém a equipe organizadora destaca que vem acompanhando atentamente os acontecimentos relacionados à pandemia de Covid-19 e que informará quaisquer alterações necessárias na programação do evento a todos os inscritos e interessados. Com o tema central “O papel dos Centros e Museus de Ciências na consolidação da interiorização da divulgação e popularização científica”, o encontro contará com palestras, mesas-redondas, sessões coordenadas, pôsteres, oficinas e visitas técnicas. A submissão de trabalhos contempla sessões de apresentações orais e pôsteres. Os resumos, em formato de resumo expandido, deverão trazer resultados de pesquisas ou relatos de casos e experiências relativos a diferentes áreas de divulgação e popularização da ciência, desde que relacionados a Centros e Museus de Ciências ou outros espaços de divulgação científica. Cada profissional pode submeter apenas um trabalho como autor e até nove trabalhos em coautoria. Acesse o regulamento de submissão em: <https://bit.ly/2yz9XQa>. Acompanhe informações sobre o evento no seu site (<https://bit.ly/3b5WrAT>) ou perfil do Facebook (<https://bit.ly/2xCCYKx>).

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