Ir para o conteúdo

Neste informe:

1. O papel dos especialistas nas reportagens sobre saúde
2. Câncer e engajamento no Instagram
3. Em busca de uma definição
4. Barreiras que inibem a divulgação científica nas instituições
5. Livro e e-book infantis falam sobre doença de Chagas
6. Arte e ciência se unem na mostra “Rios em movimento”
7. Chamada de artigos: jornalismo e DC na era da desinformação
8. Especialização em Informação Científica e Tecnológica em Saúde
9. Contribuição remunerada para site do PSCT
10. Oportunidade para cientistas e jornalistas

 

1. O papel dos especialistas nas reportagens sobre saúde – Nas matérias jornalísticas, são muito frequentes entrevistas com os chamados “especialistas”, que costumam explicar ou comentar um tema ou dar credibilidade aos dados que se quer apresentar ao público. Mas que especialistas são esses e que papel exercem na construção dessas narrativas? Artigo publicado em dezembro no Journal of Science Communication analisa especificamente o papel dos especialistas em matérias de mídia impressa e online na Alemanha sobre patógenos multirresistentes. Os autores realizaram uma análise de conteúdo incluindo 1419 matérias publicadas entre 2016 e 2018, para identificar os especialistas citados e seus argumentos. Entre os resultados, observou-se que os “especialistas competentes” – aqueles com formação profissional ligada à área da saúde, como cientistas e médicos – foram duas vezes mais citados do que os “especialistas situacionais” – atores cuja expertise na área é temporária e baseada em sua experiência pessoal, como grupos de interesse e pessoas afetadas. Quanto à análise dos argumentos, foram identificados três principais enfoques: o mais frequente reuniu declarações alarmantes, apontando problemas causados pelos patógenos multirresistentes – a maioria das declarações deste enfoque (48%) foi feita por cientistas. Já o enfoque menos frequente foi o que reunia declarações sobre as causas da propagação desses patógenos e possíveis soluções – a maior parte (34%) desses argumentos foi dada por membros do setor da saúde. Um terceiro enfoque reuniu explicações sobre o cenário, com declarações mais neutras, sem atribuições de culpa. Cientistas foram responsáveis por 41% dessas declarações. Acesse o artigo completo em: <https://bit.ly/2SwfNcL>.

2. Câncer e engajamento no Instagram – Na área da saúde, tem crescido o número de instituições que adotam mídias sociais variadas. Mas o padrão de uso das mídias vem se alterando e moldando a divulgação de conteúdos sobre saúde, incluindo o câncer, trazendo muitas possibilidades e desafios. No artigo “Esperança x sofrimento nas mídias sociais: o que motiva seguidores do Instagram a seguir a temática câncer?”, publicado em dezembro na revista RECIIS, pesquisadores investigaram se existe, no Instagram, um padrão entre publicações sobre câncer que gere engajamento dos usuários com menos tabus – a doença, geralmente, é associada à morte e ao sofrimento. Os autores realizaram um estudo de caso sobre os perfis no Instagram do hospital A. C. Camargo Cancer Center e do Hospital de Amor, instituições privadas dedicadas a prevenção, diagnóstico, tratamento, ensino e pesquisa do câncer. Uma amostra com 1.935 postagens foi analisada em relação ao conteúdo abordado, às imagens utilizadas e ao tipo de engajamento (número de curtidas, comentários e uso de emojis). Os resultados mostram a inexistência de um padrão na curadoria das postagens, embora tenham sido identificadas algumas semelhanças no conteúdo. Mostram, ainda, que a maioria das postagens foi classificada como neutra e teve baixo engajamento. Temas como promoção da saúde por meio de caminhada e companheirismo promoveram engajamento acima da média, mas foram pouco explorados. Também buscou-se entender o comportamento dos usuários dessas mídias, por meio da análise de 2.239 comentários e de 4.603 emojis. De acordo com os autores, os usuários que seguem os perfis estudados participam ativamente de interações com curtidas, comentários e emojis para expressar sentimentos, sem receio de se expor, fazer perguntas e buscar esclarecimentos. Leia o artigo em: <https://bit.ly/2rYzZsV>.     

3. Em busca de uma definição – Na academia, definições não são simples nem fáceis, sobretudo no caso de disciplinas ainda em processo de consolidação, como é o caso da divulgação científica. Apesar do crescimento do campo e do estabelecimento de periódicos científicos próprios e bem conceituados, ainda estamos longe de uma definição consensual no que tange aos termos e descrições mais apropriados para se referir à área. Uma evidência disso são os títulos de duas das suas principais revistas acadêmicas: Science Communication e Public Understanding of Science. Será que estamos todos falando da mesma coisa? É o que discute Sarah Davies na postagem “What is science communication?”, publicada em dezembro no site da rede de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (PCST, na sigla em inglês). Integrante do comitê científico da rede e pesquisadora em divulgação científica, Davies apresenta algumas definições propostas em artigos e livros da área, destacando a que lhe parece mais adequada e aberta: “ações organizadas, explícitas e intencionais que visam comunicar conhecimento, metodologia, processos ou práticas da ciência em contextos nos quais não cientistas são parte reconhecida do público”. Tal definição é apresentada em capítulo do livro Handbook of Science and Technology Studies, publicado em 2017, do qual Davies é coautora. A pesquisadora admite que há uma série de questionamentos já feitos aos termos e ideias contidos nessa proposta e que é importante desconstruirmos nossas ideias de ciência e de público nesse contexto. De todo modo, definições são tão difíceis quanto importantes e servem para manter – e aquecer – o debate no campo. Confira o texto em: <https://bit.ly/2tAFT3O>.


4. Barreiras que inibem a divulgação científica nas instituições – Para que as ações de divulgação científica de uma instituição de pesquisa sejam eficientes, não basta exigir simplesmente que os cientistas falem sobre suas pesquisas. No texto “What institutions can do to improve science communication”, publicado em dezembro no site da revista Nature, a pesquisadora em comunicação Jessica Eise aponta três barreiras recorrentes para a divulgação dos institutos de pesquisa. Uma delas é o fato de que os cientistas precisam de treinamento para se comunicar fora do seu círculo de pares. Se não é possível contratar um profissional para oferecer essa capacitação, Eise sugere convidar um jornalista local que possa fazer uma apresentação aos cientistas ou, no caso de universidades, recorrer ao seu departamento de comunicação. Outra barreira é a falta de incentivos oferecidos aos cientistas para comunicar seus trabalhos ao público amplo. Para Eise, é preciso que a instituição de pesquisa demonstre de forma concreta o valor que atribui a iniciativas de divulgação científica, não apenas à publicação de artigos em periódicos científicos. A pesquisadora destaca ainda a falta de cientistas sociais inseridos em equipes de ciências duras. Para Eise, o foco dos cientistas sociais no comportamento humano pode ajudar a sintonizar melhor a pesquisa de bancada com os anseios da sociedade, tornando mais visível o valor da pesquisa e seus resultados mais fáceis de comunicar. Leia o texto em: <https://go.nature.com/2ryCUII>.

5. Livro e e-book infantis falam sobre doença de Chagas – Há mais de 100 anos, o Rio de Janeiro estava longe de ganhar a alcunha de cidade maravilhosa. Na época, seu apelido nada carinhoso era “túmulo de estrangeiros” devido às suas péssimas condições de higiene, que favoreciam a proliferação de doenças como varíola e febre amarela. Nesse cenário, ganharam destaque as atividades do cientista Oswaldo Cruz e sua equipe, da qual fazia parte o também cientista Carlos Chagas. A relação dos dois e as atividades que levaram à descoberta da doença de Chagas em Minas Gerais são descritas de forma lúdica no livro Nos trilhos da ciência, uma história dos cientistas Oswaldo Cruz e Carlos Chagas, escrito por Claudia Oliveira e editado pelo Museu da Vida. Dedicado ao público infantil, o livro foi lançado em dezembro e conta com uma versão em pdf e uma versão e-book, na qual as ilustrações ganham movimento, músicas e conteúdos adicionais, como vídeos estrelados por crianças. As obras – ambas disponíveis no site do Museu da Vida – fazem parte de um projeto homônimo mais amplo, que inclui ainda uma atividade de contação de histórias no museu. A atividade entrará na programação mensal do Museu da Vida a partir de 2020. Acesse as obras e saiba mais sobre o projeto em: <https://bit.ly/2Ss6BWX>.

6. Arte e ciência se unem na mostra “Rios em movimento” – Cada rio conta uma história. Algumas dessas narrativas estão presentes na exposição temporária “Rios em movimento”, inaugurada em dezembro no Museu da Vida. A mostra reúne 13 obras em pintura acrílica sobre tela do artista plástico carioca Rodrigo Andriàn, que explora as artes abstrata e contemporânea figurativa em suas criações. De forma estética e afetiva, os painéis ilustram questões urgentes no tocante à preservação dos corpos hídricos e do meio ambiente, além da dimensão cultural das águas em práticas artesãs, religiosas e outras atividades humanas. Outros recursos também estão presentes, como aparatos interativos e objetos que dialogam com a proposta educativa de “Rios em movimento”. A exposição é composta por cinco módulos – “Rio que dá vida”, “Vida e morte do rio”, “Rios que sofrem e vidas que lutam”, “Rio que vira arte” e “Cada rio, uma história” – que abordam assuntos variados. Entre eles estão a disponibilidade e uso sustentável de recursos hídricos, a qualidade e saúde dos rios, os parâmetros científicos que determinam se um rio está vivo ou em processo de morte e manifestações culturais que dialogam com os rios brasileiros. A mostra conta ainda com recursos acessíveis, como vídeos em libras, maquete tátil e o pentop, aparato em forma de caneta que o visitante aponta em direção aos objetos para ouvir sua descrição. A mostra está aberta ao público no salão de exposições temporárias de terça a sexta, das 9h às 16h30 e, aos sábados, das 10h às 16h. O Museu da Vida fica na Av. Brasil, 4365, Manguinhos, Rio de Janeiro. Saiba mais em: <https://bit.ly/2MvnFr3>.

7. Chamada de artigos: jornalismo e DC na era da desinformação – A Revista Iberoamericana Ciencia, Tecnologia y Sociedad recebe, até 15 de maio de 2020, artigos acadêmicos para participar de um número especial sobre jornalismo e divulgação científica na era da desinformação. Segundo seus editores, o dossiê pretende abordar a importância do jornalismo e da divulgação da ciência como ferramentas-chave para elevar o nível cultural da sociedade, fomentar vocações científicas e tecnológicas e compreender um mundo onde os meios de comunicação e a ciência são os grandes protagonistas. São bem-vindos artigos sobre: como melhor a disseminação da ciência desde as fontes até os meios de comunicação; como usar o jornalismo para enfrentar fenômenos emergentes, como movimentos antivacina ou terraplanismo; ciência nas mídias tradicionais, mas também nas redes sociais; ciência nos filmes ou séries de televisão; informações científicas sob a perspectiva de gênero; e histórias de sucesso concretas de divulgação científica com alcance social relevante. Os artigos aprovados para publicação serão divulgados em julho e o número especial será lançado em setembro. Saiba mais em: <https://bit.ly/2Zv3nDE>.

8. Especialização em Informação Científica e Tecnológica em Saúde – Estão abertas as inscrições para o curso de especialização em Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICTS), do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), da Fiocruz. O curso é presencial, ministrado durante uma semana por mês, de março a dezembro, das 9h às 17h, de segunda a sexta. Estruturado em quatro eixos temáticos – Políticas e acesso à ICTS; Organização da ICTS; Comunicação na ciência e saúde; Usos e aplicações da ICTS –, a especialização é voltada para profissionais que atuam nas áreas de produção, organização, análise e disponibilização de informação científica e tecnológica em saúde. Os interessados devem acessar a Plataforma SIGA da Fiocruz (www.sigals.fiocruz.br) e preencher o formulário disponibilizado até 28 de janeiro. Formulário, currículo, carta de intenção e carta de liberação da instituição (candidato com vínculo profissional) ou declaração de disponibilidade (candidato sem vínculo) devem ser enviados até 29 de janeiro para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., com o assunto “Inscrição ICTS 2020”. Para acessar o edital de seleção e o formulário de inscrição na plataforma, siga os links: Inscrição > Presencial > Especialização > Icict > Informação Científica e Tecnológica em Saúde - 2020/Sede. Mais informações em: <https://bit.ly/2ZRRl7s>.

9. Contribuição remunerada para site do PSCT – Se você tem uma boa ideia de conteúdo online relacionado à divulgação científica e quer compartilhá-lo com o mundo, essa oportunidade é para você. A rede de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (PCST, na sigla em inglês) está recebendo propostas de textos, vídeos e outros formatos de conteúdo digital para serem publicados em sua página na internet e divulgados nas redes sociais da entidade. A ideia é fortalecer a presença do PCST no mundo virtual. Para isso, o material deve ser original e incluir ao menos cinco dos seguintes recursos: imagens, gráficos e links para artigos, sites, vídeos, entre outros. A boa notícia é que o trabalho é remunerado. Os autores das propostas aceitas receberão 200 euros para desenvolvê-las ao longo dos próximos seis meses – no máximo. O material será publicado até – e durante – a próxima conferência anual da rede, que acontecerá de 26 a 28 de maio, em Aberdeen, na Escócia. Assim, sugere-se que as propostas tenham relação com os temas do encontro. Os interessados devem enviar sua ideia para o e-mail <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.> com duas frases sobre o conteúdo proposto e uma frase se apresentando. O prazo para envio é 12 de janeiro e, até o fim do mês, os proponentes terão um retorno. Pode mandar mais de uma proposta? Sim! Para mais informações sobre a conferência, acesse <https://bit.ly/2SXp1Px>.

10. Oportunidade para cientistas e jornalistas – O Instituto Internacional de Sistemas Aplicados (IIASA, na sigla em inglês) está selecionando bolsistas para seu curso de verão, com início em 25 de maio e fim em 31 de agosto. O curso oferece treinamento na comunicação de sistemas científicos complexos para um público não especializado por meio de diversas plataformas, incluindo sites, blogs, vídeos e textos para a revista do instituto, Options. Além disso, o candidato selecionado irá trabalhar no Departamento de Comunicação do IIASA, assistindo-o na publicação de conteúdo web, assessoria de imprensa, cobertura de eventos, gerenciamento das redes sociais, entre outras tarefas. O IIASA é uma instituição de pesquisa que abrange temáticas científicas diversas e atuais, incluindo as mudanças ambientais, econômicas, tecnológicas e sociais, e está localizado na cidade de Laxenburg, perto de Viena, na Áustria. A bolsa inclui o deslocamento (ida e volta) até a cidade e o valor de 4 mil euros pelos três meses de curso. Para se candidatar, é preciso ser fluente em inglês (oral e escrito), ter bacharelado (ou similar) em ciência ou em jornalismo ou ser estudante de jornalismo científico, e enviar, para o e-mail <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>, o currículo, uma carta de intenções, uma carta de recomendação e um exemplo de texto de até 800 palavras escrito pelo candidato sobre um tema científico, direcionado ao público não especializado. O prazo para envio é 11 de janeiro. Mais informações em: <https://bit.ly/2QqyFIP>.     

 

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
 
Ciência & Sociedade é o informativo eletrônico do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica do Museu da Vida (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz). Editores de Ciência & Sociedade: Marina Ramalho e Carla Almeida. Redatores: Luís Amorim e Rosicler Neves. Projeto gráfico: Luis Cláudio Calvert. Informações, sugestões, comentários, críticas etc. são bem-vindos pelo endereço eletrônico <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. Para se inscrever ou cancelar sua assinatura do Ciência & Sociedade, envie um e-mail para <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>.
 
Link para o site Invivo
link para o site do explorador mirim
link para o site brasiliana

funcionamento terça a sexta-feira: 9-16h30, sábados: 10h-16h

agendamento de visitas 55 21 3865-2138

Fiocruz, Av. Brasil, 4365 - Manguinhos, Rio de Janeiro| CEP: 21040-900

Copyright © Museu da vida | Casa de Oswaldo Cruz | Fiocruz

museudavida@fiocruz.br

Assessoria de imprensa: divulgacao@coc.fiocruz.br.

O Museu da Vida faz parte de:

abcmc astc redpop ecsite icom

Amigos do Museu da Vida: uma rede de Saúde, ciência e cultura

patrocínio master

ibm Johnson & Johnson Nova Rio conheça