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Olá, eu sou Felipe, do projeto Planta Vida. A partir de uma sugestão que recebemos da Zeni Melo, em um comentário no Facebook do Museu da Vida, o tema de hoje é "vírus".

Parece não haver consenso se vírus são ou não seres vivos. Fato é que são entidades bastante peculiares... São extremamente pequenos, visualizados somente ao microscópio eletrônico. Constituídos apenas por uma capa proteica contendo material genético, não conseguem se reproduzir sozinhos: para isso, infectam a célula de um hospedeiro e a utilizam para se multiplicar.

Provavelmente, você já ouviu falar bastante de vírus que causam doenças nas pessoas, como os da febre amarela, dengue e gripe. Mas você sabia que também existem vírus que causam doenças em plantas?

Estudando sobre o assunto, encontrei um artigo interessante assinado pela especialista em Virologia Vegetal Mirtes Freitas Lima, pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). No artigo, ela explica que diversas espécies de vírus encontram-se distribuídos em áreas cultivadas: por exemplo, várias hortaliças são afetadas por viroses, ocasionando perdas na produção em lavouras brasileiras. 
 

O ataque de vírus induz sintomas na planta que podem resultar em redução da produção e da qualidade de frutos, desenvolvimento anormal e paralisação do crescimento da planta, além de redução da taxa de fotossíntese (processo pelo qual a planta produz seu próprio alimento). A incidência e a severidade dessas doenças podem variar segundo a interação do vírus com seu hospedeiro, transmissor (insetos, por exemplo) e meio ambiente.

Vários métodos têm sido desenvolvidos para detecção e identificação de vírus de plantas, muitos deles baseados em testes laboratoriais. No controle de viroses, é importante considerar que não existem medidas curativas que possam ser empregadas e, nesse caso, as estratégias a serem adotadas devem ser preventivas, visando evitar a ocorrência da infecção e/ou reduzir seu efeito na produção e na qualidade dos frutos. 

A adoção de medidas preventivas, integrando a utilização de práticas culturais, controle químico do vetor e plantio de cultivares resistentes, pode contribuir para a redução das perdas devido às doenças. Existem também plantas geneticamente modificadas para se tornarem resistentes a vírus, mas este é outro assunto, que também causa polêmica. Quem sabe a gente não conversa sobre isso no meu próximo texto?

Felipe Chuquer
Jovem aprendiz do Museu da Vida

 

Publicado em 18/11/2019.

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