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A sessão da esquete teatral do Museu da Vida "É o fim da picada!" foi um dos primeiros encontros do Fórum Ciência e Sociedade 2018 no Museu da Vida. As personagens Dengue, Zika e Chikungunya interagem com o público como num grande circo, levantando o debate sobre a presença dessas arboviroses na sociedade. (Imagem: Renata Fontanetto)

Na plateia, estudantes de escolas públicas e professores. No palco, uma peça de teatro sobre as doenças dengue, zika e chikungunya. O formato em arena do local foi ideal para a troca de ideias, característica marcante do Fórum Ciência e Sociedade (FCS). Entre agosto e novembro de 2018, a iniciativa reúne alunos e professores de escolas públicas de Manguinhos e Maricá, no Rio de Janeiro, de Ceilândia, no Distrito Federal, profissionais do Museu da Vida, Fiocruz Brasília e especialistas. As atividades buscam promover debates sobre saneamento básico e as arboviroses dengue, zika e chikungunya, além de outras questões que são levantadas pelos próprios alunos durante os encontros. 

“A metodologia do Fórum começou em 2006 e foi implementada pela pesquisadora da Fiocruz e museóloga Luciana Sepúlveda. Ele foi realizado até 2011. Este ano, estamos retomando-o no Museu da Vida. A culminância do projeto será um grande debate, com especialistas da área, professores e estudantes, em novembro, na Fiocruz”, destaca a historiadora Suzi Aguiar, mediadora do Museu da Vida e uma das integrantes do projeto. O FCS 2018 faz parte de um projeto de pesquisa na área de educação e comunicação para a prevenção de doenças e a promoção da saúde, contemplado em edital do CNPq, Capes e do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde no final de 2016.

Cada encontro oferece atividades diferentes, como debates com pesquisadores, leitura de textos, rodas de bate-papo e saídas de campo. No final de agosto, a troca de ideias aconteceu após uma sessão da peça “É o fim da picada”, esquete teatral do Museu da Vida formada por várias cenas de improviso e diálogo com o público para abordar temas relacionados às doenças que o projeto contempla. “A gente espera que vocês sejam multiplicadores. Levem isso para os colegas que não estão aqui, para outros professores, pessoal de casa, amigos e para o território de vocês”, pediu aos estudantes o biólogo Miguel de Oliveira, mediador do Museu da Vida e um dos coordenadores do projeto. 

A géografa Rejany Ferreira (primeira à esquerda) acredita que, com medidas adequadas de saneamento básico, é possível revitalizar o canal do Cunha, rio que é abordado no vídeo "É rio ou valão?". (Imagem: Renata Fontanetto)

Já nos dias 5 e 6 de setembro, os locais de encontro foram colégios estaduais do território de Manguinhos: o C.E. Professor Clóvis Monteiro e o C.E. Compositor Luiz Carlos da Vila, com os alunos participantes de cada um. Os grupos assistiram ao vídeo didático “É rio ou valão?”, que fala sobre problemas socioambientais urgentes relativos ao ciclo da água e do esgoto para a vida humana. O canal do Cunha, localizado na zona Norte do Rio de Janeiro, ao lado do campus Manguinhos da Fiocruz, é o cenário da história. Há muitos anos, ele era sinal de fartura de peixes para pescadores. Hoje, encontra-se extremamente poluído devido à falta de um programa adequado de saneamento básico na região. O vídeo, que foi realizado com jovens estudantes de escolas públicas da cidade, em parceria com a ONG Verdejar Socioambiental e a Fiocruz, está disponível no YouTube.

No dia 19 de setembro, a atividade foi uma saída de campo pela Baía de Guanabara, onde os alunos puderam conversar sobre poluição, saneamento básico e desigualdades sociais. (Imagem: Fernanda Marques)

Saneamento básico, segundo a geógrafa e convidada do encontro, Rejany Ferreira, são os serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana, drenagem urbana, manejos de resíduos e de águas pluviais que precisam ser oferecidos à população. Ferreira faz parte da equipe da Cooperação Social da Fiocruz e do Observatório da Sub-bacia Hidrográfica do canal do Cunha. “Jogar o lixo em um local adequado é responsabilidade da população. Mas tratar o esgoto e recolher o lixo é responsabilidade do município”, esclarece a pesquisadora. Segundo ela, há o hábito de culpar a população pobre e periférica, que seria responsável pelo estado em que se encontra o canal hoje. “Se a maioria dessa população jogasse lixo no rio, a gente não veria o rio. A maioria das pessoas não faz isso, joga no lixo. A culpa não é dela”, complementa.

Segundo Miguel, em terrenos baldios e em outros locais onde não é feita a coleta de lixo, o índice de infestação das arboviroses é alto. Por isso a importância do saneamento básico. “O índice de infestação também está relacionado aos reservatórios artificiais que acumulam água por mais de sete dias, como sacos plásticos, copinhos de iogurte, tampinhas de garrafa, entre outros materiais. Quando chove e ocorre uma enchente, o lixo dos rios pode ficar espalhado, virando criadouro para as larvas de mosquitos como o Aedes aegypti”, pontua. 

E olha que notícia boa: o Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina, com sede em Paraty, no Rio de Janeiro, já está planejando uma edição do Fórum para 2019! Para quem quiser acompanhar as atividades do projeto, fica a dica: acompanhe nossas postagens pelas redes sociais e pela hashtag #FCS2018. 


Atualizado em 21/9/2018

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