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Informativo do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica/Museu da Vida - Ano XVIII, n. 249, RJ, 6 de março de 2019

Neste informe:

1. Um novo déficit na divulgação científica?

2. Investigação sobre estratégias de participação pública e engajamento

3. Acabou a crise?

4. Grito de carnaval científico

5. Simpósio aborda a ciência da divulgação científica

6. Inscrições para mostra de arte científica brasileira

7. Bolsas para conferência científica na Inglaterra

8. Vaga para professor visitante em divulgação científica

9. Como lidar com a mídia: curso para cientistas

10. Inscrições abertas para cursos em divulgação científica

 

1. Um novo déficit na divulgação científica? – Não é de hoje que o chamado modelo de déficit da divulgação científica – que pressupõe, entre outros aspectos, a transmissão unilateral de conhecimentos científicos a pessoas leigas – é taxado de obsoleto. Nas últimas duas décadas, pesquisadores do campo vêm apontando a ineficiência de tal modelo e a importância de iniciativas que priorizem o diálogo e valorizem o conhecimento prévio do público. No entanto, ainda que outros modelos mais “modernos” tenham sido propostos, o modelo de déficit persiste em muitos casos e acaba servindo de base mesmo para novas práticas que se propõem como alternativas. Para António Gomes da Costa, diretor de mediação científica e educação da Universcience (França), diferentes modelos de divulgação científica continuam, de uma forma ou de outra, enfocando o conhecimento em si: ao difundi-lo, ao trabalhá-lo em diferentes contextos, ao reconciliar diferentes sistemas de conhecimento ou ao determinar quem possui o conhecimento correto. Em seu texto “Knowledge, ignorance and the ever-lasting deficit model”, publicado na edição de fevereiro da revista Spokes, Costa argumenta que, mais do que ações para ampliar o repertório científico da população, são necessárias ações destinadas a questioná-lo. Para o autor, no que diz respeito à divulgação científica, o problema atual não é a falta de conhecimento da população, mas a falta de capacidade para desafiá-lo. Acesse o texto gratuitamente, em inglês, em: <https://bit.ly/2EqfLMl>.

2. Investigação sobre estratégias de participação pública e engajamento – Escolhas humanas não são puramente racionais, são influenciadas, por exemplo, por crenças e associações pessoais. Como, então, encorajar decisões baseadas em fatos científicos? Como estimular o engajamento em ciência e mudanças de comportamento? Resultados e reflexões do estudo “Panel-based exhibit using participatory design elements may motivate behavior change”, publicado em fevereiro na Journal of Science Communication, podem indicar alguns caminhos. Os autores implementaram um estudo piloto para investigar a eficácia de estratégias de participação pública para estimular o engajamento e ações dos participantes sobre mudanças climáticas e saúde pública. Por meio de entrevistas e enquetes, visitantes de museus e participantes de cafés científicos colaboraram na definição dos tópicos de uma exposição sobre o tema. Após montada a exposição, os participantes puderam, por meio de entrevistas e comentários em cartões, comentar e dar ideias para um plano de ação coletiva para evitar as mudanças climáticas. Os pesquisadores analisaram 51 entrevistas e enquetes, coletadas durante o desenvolvimento da exposição, e 13 entrevistas e 47 cartões com comentários, obtidos durante a exibição da mostra. Os resultados apontam que muitos visitantes se envolveram com a exposição por causa de seu interesse em tópicos específicos. Além disso, somente 23% dos comentários analisados mencionaram ações coletivas, a maioria com noções vagas e sem conexão local. Acesse o artigo completo em: <https://jcom.sissa.it/archive/18/02/JCOM_1802_2019_A03>.

3. Acabou a crise? – Por incrível que pareça, cientistas e jornalistas se dão bem! Pelo menos é o que pesquisas no campo do jornalismo científico vêm mostrando, contrariando relatos anedóticos de desavenças mútuas. Artigo publicado na edição corrente da revista Comunicação & Sociedade faz coro com essas pesquisas. Realizado no Brasil, o estudo é, na verdade, o aprofundamento de uma enquete – feita no âmbito do mesmo projeto – que buscou compreender como pesquisadores brasileiros avaliam sua interação com jornalistas. De 956 participantes, 67% afirmaram que o fato de terem sua pesquisa coberta pela mídia trouxe impactos positivos para seus trabalhos. No estudo atual, os autores realizaram entrevistas com 20 cientistas de diferentes áreas e regiões do Brasil, encontrando resultados semelhantes, mas indo um pouco além. Descobriram, por exemplo, que os pesquisadores preferem que as entrevistas jornalísticas se limitem aos temas de sua especialidade, por não se sentirem à vontade de comentar assuntos mais amplos do país, como política e economia. Também não gostam de falar da vida pessoal. Além disso, evitam se pronunciar sobre pesquisas ainda não publicadas em periódicos científicos. Ou seja, por eles, sua participação na cobertura midiática seria mais técnica e segura. Falta agora ouvir o outro lado: o que pensam os jornalistas de suas interações com os cientistas? Fica a dica de pesquisa! O artigo está disponível em: <https://bit.ly/2ToA4Ts>.

4. Grito de carnaval científico – A quarta-feira de cinzas já passou, mas ainda é carnaval no Museu da Vida. No sábado, dia 9 de março, o museu realiza um Grito de Carnaval com o tema Mulheres na ciência! Em sua segunda edição, o evento comemora a festa popular com muita música, diversão, atividades para toda a família e uma homenagem às mulheres - 8 de março é Dia Internacional da Mulher. Estão incluídos na programação especial cortejos de música, jogos, oficinas de dança e percussão, customização de roupa e instalação artística, além das atividades que são sucesso entre os visitantes ao longo de todo o ano, como o Borboletário, a visita ao Castelo, ao Parque da Ciência e a outros espaços. A entrada é gratuita! O evento ocorrerá das 10h às 16h. Para conferir a programação detalhada, acesse: <https://bit.ly/2EP5FEN>. O Museu da Vida fica na Av. Brasil, 4.365, Manguinhos, Rio de Janeiro. Mais informações também pelo telefone (21) 2590-6747.

5. Simpósio aborda a ciência da divulgação científica – As diferentes abordagens de pesquisas em museus e em novas mídias no campo acadêmico da divulgação científica serão tema do simpósio que marca o ingresso da nova turma do Mestrado em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), em 11 de março, a partir das 9h, na Tenda da Ciência do Museu da Vida, no campus da Fiocruz em Manguinhos. O simpósio tem como objetivo promover a troca de experiências e discussões aprofundadas sobre diferentes aspectos dos estudos da divulgação científica, capazes de impulsionar o avanço do conhecimento no campo. O encontro terá a participação dos pesquisadores Susan Rowe e Shawn Rowe, da Oregon State University (Estados Unidos), Federico Neresini, da Università di Padova (Itália), Alessandra Bizerra, da Universidade de São Paulo, Cristina Carvalho, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Igor Sacramento, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) e Fabio Gouveia da COC/Fiocruz. O evento é gratuito e aberto a todos os interessados, com tradução simultânea e sem necessidade de inscrição prévia. A Tenda da Ciência fica na Av. Brasil, 4365, Manguinhos, no Rio de Janeiro. Saiba mais em: <https://bit.ly/2VIbrO4>.

6. Inscrições para mostra de arte científica brasileira – Em sua 4ª edição, a Mostra de Arte Científica Brasileira recebe inscrições de imagens e vídeos científicos até 31 de março. Com tema livre, os trabalhos selecionados serão apresentados em exposição online e ações de divulgação científica sem fins comerciais, incluindo circuito expositivo em escolas públicas e espaços culturais. Em suas três primeiras edições, desde 2014, a mostra digital alcançou mais de 150 mil visualizações, oriundas de 120 países. A ideia, segundo seus organizadores, é abrir uma janela para o extraordinário universo visto através das lentes da ciência e celebrar os laços entre pesquisa, conhecimento e arte. Ao compartilhar o valor estético e educativo de imagens e vídeos científicos, a mostra busca potencializar o debate e desestruturar a forma tradicional de apresentação da ciência. Serão aceitos trabalhos de pesquisadores brasileiros de instituições públicas e privadas. O tema é livre e cada participante poderá inscrever até cinco imagens ou vídeos originais, que serão selecionados com base nos critérios de originalidade, conteúdo de informação, proficiência técnica e impacto visual. Todo material deverá possuir um título e uma legenda de no máximo 100 palavras que descreva a imagem ou o vídeo, a técnica utilizada e a pesquisa em questão, além do nome do autor [ou equipe] e local de trabalho. Acesse o regulamento em <https://www.artbiobrasil.org/regulamentomacb2019>. As inscrições são via correio eletrônico, pelo endereço: < Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>.

7. Bolsas para conferência na Inglaterra – Queria muito participar da conferência Science in Public 2019, mas achou o preço salgado? Saiba que há uma luz no fim do túnel: a organização do evento está selecionando candidatos para receberem bolsas de até 500 libras, além da isenção de taxa de inscrição na conferência. O evento será realizado de 10 a 12 de julho em Manchester (Reino Unido), com o tema “The global and the local”. Para se candidatar à bolsa, os interessados devem preencher um formulário online até 15 de março, em que deverão apontar, além de informações pessoais, as razões para participar da conferência e uma estimativa de gastos com os quais a bolsa será utilizada (num total máximo de 500 libras), o que pode incluir despesas não apenas com passagens, comida e acomodação, mas também com assistência infantil. As bolsas têm como objetivo incentivar pesquisadores e profissionais – em particular dos países do hemisfério sul, pessoas com deficiência e com baixa ou nenhuma renda – a participarem da conferência. O resultado da seleção será informado em 22 de março. Preencha o formulário em: <https://bit.ly/2J0bSC3>. Mais informações sobre o evento em: <https://sip2019.com/>.

8. Vaga para professor visitante em divulgação científica – Termina em 8 de março, às 23h59, o prazo de inscrição para o cargo de professor visitante da Universidade Federal de Minas Gerais nas áreas de Divulgação Científica e Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia e afins (como comunicação pública da C&T, sociologia, antropologia, história da C&T, popularização da C&T, ciência cidadã, apropriação e participação social em C&T etc.). O contrato é por tempo determinado de um ano para professor visitante brasileiro ou de dois anos no caso de professor visitante estrangeiro, podendo ser renovado até o limite de 24 meses para brasileiro e até 48 meses para estrangeiro. Os candidatos devem possuir o grau de doutor há no mínimo dois anos, ser docente ou pesquisador de reconhecida competência em sua área de atuação e apresentar produção científica relevante, especialmente nos últimos cinco anos. A remuneração vai de R$ 16.199,24 a R$ 19.985,24, incluindo retribuição por titulação (doutorado). Entre os documentos necessários para inscrição, estão: comprovação de titulação ou declaração de que está apto a comprovar a titulação exigida no ato da assinatura do contrato; curriculum vitae, cadastrado e exportado da Plataforma Lattes; plano individual de trabalho do candidato, compatível com o "Plano de Trabalho para o Professor Visitante" ao qual a vaga está vinculada, entre outros. Para conferir as condições gerais do concurso, acesse: <https://bit.ly/2C5D6Bg>. A inscrição é online, pelo endereço: <https://aplicativos.ufmg.br/solicitacao_externa/solicitacao_externa>. 

9. Como lidar com a mídia: curso para cientistas – Estudos recentes mostram que a relação entre cientistas e jornalistas – antes conflituosa – tem se aprimorado cada vez mais (vide nota 3), com resultados positivos para ambos os lados. Para um cientista, conversar com a mídia pode ser uma boa forma de comunicar sua pesquisa para o público amplo. Além disso, a cobertura jornalística chama a atenção para o seu objeto de estudo, o que pode ampliar as oportunidades de colaborações e financiamento. Assim, desenvolver habilidades comunicativas e saber lidar com a mídia podem ser diferenciais valiosos para um pesquisador. Levando esses fatores em conta, o portal de notícias SciDev.Net disponibiliza gratuitamente o curso online “Media skills for scientists”. Em inglês, o curso é formado por 13 módulos interativos, divididos em palestras curtas e atuais, que podem ser acessadas independentemente. Tais módulos incluem, ainda, tarefas práticas projetadas para ajudar os alunos a aplicar a teoria da mídia à prática de trabalho, com material de apoio. É possível iniciar o curso a qualquer hora e não há prazo estipulado para sua conclusão. Saiba mais detalhes em: <https://scidevnet.teachable.com/p/communication-course-for-scientists>.

10. Inscrições abertas para cursos em divulgação científica – Fique de olho nessas duas oportunidades: o curso de Divulgação Científica à distância da Universidade Stellenbosch (África do Sul) e o Mestrado em Comunicação da Ciência e Inovação da Universidade de Trento (Itália). Ministrados em inglês, são voltados para estudantes e profissionais interessados em pesquisa e/ou atividades práticas de divulgação da ciência para o público em geral. O curso da Universidade Stellenbosch fornece uma introdução à teoria e prática da divulgação científica, abordando tendências e desafios atuais relacionados ao engajamento científico. Inteiramente online, realizado de maio a julho, custa 8.500 rands sul-africanos (cerca de 590 dólares americanos). As inscrições terminam em 23 de abril. Informações sobre a seleção devem ser solicitadas a Rolene Langford, pelo e-mail <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. Para mais informações, acesse: <https://bit.ly/2H5BZFL>. Já o curso da Universidade de Trento tem duração de um ano, a partir de 27 de setembro de 2019. Com professores de referência na área, aborda tópicos como divulgação da ciência e tecnologia na era digital, ciência e tecnologia em sociedade e ciência aberta. Workshops, seminários e oportunidades de estágio também integram a proposta. A inscrição pela internet deve ser feita até às 12h (horário italiano) de 15 de abril no portal do curso. Além da cópia do passaporte, os candidatos devem submeter, em inglês, curriculum vitae, carta de intenções com até uma página, histórico da graduação com tradução oficial para o inglês ou italiano e declaração de bom conhecimento da língua inglesa. O curso custa 2.750 euros – infelizmente, somente o primeiro colocado contará com apoio de 1.375 euros. Mais detalhes em: <https://www.scicomm.net/>.

 

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