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Informativo do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica/Museu da Vida - Ano XVIII, n. 247, RJ, 7 de janeiro de 2019

Neste informe:

1. Fragilidades e desigualdades em número, gênero e grau
2. Mídias sociais, Zika e a percepção do risco
3. Nova coleção de livros digitais
4. Tour virtual ao Museu Nacional
5. História, matemática e arte unidas em nova exposição
6. Epidemias sem fronteiras
7. Ciência em público
8. Curso on-line de divulgação científica
9. Bolsa de estudos para curso internacional de jornalismo científico
10. RedPOP premia divulgadores latino-americanos

1. Fragilidades e desigualdades em número, gênero e grau – Saiu, no fim do ano passado, a edição de 2018 de “El Estado de la Ciencia - Principales Indicadores de Ciencia y Tecnología - Iberoamericanos/Interamericanos”, iniciativa da Rede de Indicadores de Ciência e Tecnologia - Iberoamericana e Interamericana (Ricyt), com apoio do escritório regional de ciências para a América Latina e o Caribe da Unesco, sediado em Montevidéu (Uruguai). Esta edição, além das análises gráficas dos dados estatísticos detalhando a situação da ciência e tecnologia (C&T) na América Latina – com altos e baixos, entre 2007 e 2016 –, conta com artigos escritos por especialistas sobre temas candentes envolvendo o setor de C&T, como disparidade de gênero, ensino de ciências e apropriação social do conhecimento científico. No texto “Ciencia, participación cultural y estratificación social”, o pesquisador argentino Carmelo Polino, integrante da rede, analisa o engajamento público na ciência em diferentes países ibero-americanos, mostrando que não apenas o interesse e o consumo de informações sobre C&T determinam o envolvimento dos indivíduos em eventos e espaços de ciência, mas também fatores sociais como idade, escolaridade e renda. Com base em uma série de dados quantitativos que apontam essas relações de desigualdade com a ciência, Polino ressalta o desafio das políticas de divulgação científica frente a eles. Acesse a publicação completa, em espanhol, em: <http://www.ricyt.org/files/edlc_2018.pdf>.

2. Mídias sociais, Zika e a percepção do risco – As mídias sociais mudaram a forma como as pessoas buscam e compartilham informações sobre saúde. Apesar das inegáveis vantagens, o uso dessas mídias na divulgação de informações científicas e de saúde ainda enfrenta desafios. Em artigo publicado em dezembro de 2018, numa edição especial de comunicação sobre Zika do periódico Risk Analysis, pesquisadores da Universidade de Wisconsin–Madison (EUA) e da Fiocruz (Brasil) discutem alguns desses desafios. Os autores examinaram como o discurso público sobre o vírus Zika se desenvolveu no Facebook e no Twitter, nos idiomas inglês, português e espanhol, enfocando a atribuição de culpa. No período de 1/11/2015 a 1/2/2017, identificaram um total de 14.827 postagens relevantes no Twitter e 40.682 nas páginas do Facebook das principais agências de notícias dos Estados Unidos, Reino Unido, México, Brasil e outros países da América Latina. O estudo mostra que a discussão sobre o tema foi além do vírus, com a circulação de desinformação e teorias conspiratórias envolvendo o governo e grupos dos setores público e privado, em ambas as plataformas. Consequentemente, campanhas de informação e de saúde pública visando informar e atualizar o público competiram com essas informações durante todo o surto. Para os cientistas, informações incorretas e altamente especulativas podem influenciar negativamente os usuários de mídias sociais na tomada de decisões em questões de saúde, por isso urge desenvolver estratégias para combatê-las. Acesse o artigo, em inglês, em: <https://doi.org/10.1111/risa.13228>.

3. Nova coleção de livros digitais – O Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Unicamp lançou em dezembro a Estante Labjor, editora de livros digitais de acesso livre sobre divulgação científica. As obras para publicação serão selecionadas entre dissertações defendidas no programa de Mestrado em Divulgação Científica e Cultural do Labjor e teses e ensaios escritos em outros centros que se dedicam à área. A ideia é que as pesquisas escolhidas passem por um processo de edição e adaptação para o formato livro e que depois sejam disponibilizadas para download. A primeira obra lançada pela Estante Labjor – disponível para download em <http://www.estante.labjor.unicamp.br/wp-content/uploads/2018/12/Carla-Gomes.pdf> –, é A percepção dos pesquisadores sobre a importância de divulgar a ciência por meio da imprensa, de Carla Gomes, adaptada de sua dissertação de mestrado, defendida em 2018. A partir de entrevistas com cientistas da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, Gomes verificou uma percepção positiva por parte desses atores em relação à divulgação científica feita pela imprensa. Além disso, observou que o contato entre esses cientistas e jornalistas é frequente: são cerca de cinco encontros, em média, por ano. Por outro lado, os depoimentos mostraram que a atividade de divulgação ainda é pouco valorizada pela instituição e igualmente pouco considerada para fins de promoção de carreira. Acesse a Estante Labjor em: <http://www.estante.labjor.unicamp.br>.

4. Tour virtual ao Museu Nacional – Pouco mais de quatro meses depois do incêndio que destruiu quase todo o acervo de cerca de 20 milhões de itens do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, uma parceria entre o museu e o Google Arts & Culture permite que pessoas do mundo todo continuem visitando suas exposições. Estamos falando do projeto “Por dentro do Museu Nacional”, lançado em 13 de dezembro, que oferece um passeio virtual pelas salas do museu, com as relíquias de suas coleções em exibição, tal e qual se encontravam antes da tragédia. O tour começa pela fachada do prédio, que serviu de residência à família real – e depois à imperial – no século 19, e termina com o trono zinkpo, do Rei Adandozan (1718-1818), presente de embaixadores do Reino de Daomé a D. João VI, passando pelo módulo onde estava Luzia, o fóssil humano mais antigo encontrado nas Américas, pelo caixão egípcio da cantora-sacerdotisa Sha-amun-em-su e pela réplica do imenso titanossauro descoberto em Minas Gerais, com cerca de 80 milhões de anos. Cada trecho da visita é acompanhado de uma narração que oferece informações sobre as peças em destaque. O lançamento do projeto, iniciado em 2016, foi uma grata surpresa em meio à tristeza gerada pelas perdas inestimáveis resultantes do incêndio. Não é a mesma coisa do que conhecer o museu presencialmente, mas é uma oportunidade ímpar para quem não conhecia o museu e, para quem conhecia, não deixa de ser uma forma de matar a saudade. Seja como for, vale a visita: <https://artsandculture.google.com/project/museu-nacional-brasil?hl=pt>.

5. História, matemática e arte unidas em nova exposição – O Museu da Vida, centro interativo de ciências da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, inaugura o ano com uma nova exposição: “Castelo de inspirações”. A mostra conta a história do castelo que é símbolo da Fiocruz e completou 100 anos em 2018 e convida o visitante a conhecer a matemática presente na edificação, rendendo uma homenagem ao Biênio da Matemática no Brasil (2017-2018). No módulo histórico, o público conhecerá um pouco do Rio de Janeiro do início do século 20, época em que o castelo foi construído, e detalhes sobre a concepção e construção do prédio. No módulo matemático, o destaque está nos padrões geométricos encontrados no castelo e nas transformações que os levam a formar figuras mais complexas da matemática. Um terceiro módulo dá destaque às pessoas que dão vida ao edifício, desde os construtores e equipe de conservação até os funcionários do museu e da Fiocruz, além do próprio visitante. A arte e a interatividade perpassam todos os módulos, conferindo dinâmica e apuro estético à exposição. Em breve, o Museu da Vida divulgará a data de abertura da exposição ao público em geral. Fique de olho no site do museu (http://www.museudavida.fiocruz.br) e em suas páginas no Facebook (https://www.facebook.com/museudavida), Twitter (@museudavida) e Instagram (@museudavidafiocruz).    

6. Epidemias sem fronteiras – Nosso mundo nunca esteve tão interconectado. O papo pela internet com um amigo que mora em outro continente, a comida que comemos e o smartphone que usamos são algumas evidências disso. Os desafios globais e locais também cruzam fronteiras, como as viroses. A exposição “Outbreak: Epidemias em um mundo conectado”, desenvolvida pelo Museu Smithsonian de Washington em parceria com a Sociedade Americana de Microbiologia, aborda justamente as origens das infecções e como surtos de doenças como Zika, Aids, tuberculose, entre outras, são tratados e podem se espalhar internacionalmente. Inaugurada em 15 de dezembro na praia do Leme, a exposição convida os visitantes a encontrar conexões entre os humanos, os animais e a saúde ambiental e estimula o trabalho em cooperação para lidar com um surto antes dele se espalhar. A mostra fica aberta ao público até 28 de fevereiro, das 9h às 17h, na praia do Leme (posto 1, ao lado do Forte do Leme). A entrada é gratuita. Ciência e praia, combinação bacana para as férias! Mais informações em: <http://www.cienciaexplica.com.br/eventos/exposicao-sobre-epidemias-estreia-na-praia-do-leme-no-rio-de-janeiro>.

7. Ciência em público – A conferência Science in Public 2019, que será realizada de 10 a 12 de julho em Manchester (Reino Unido), está recebendo propostas de contribuições até 29 de março. Interdisciplinar, a conferência aborda como a prática científica, a divulgação da ciência, a política científica e as representações da ciência interagem com o mundo em geral. O evento anual, que em 2019 terá como tema “The global and the local”, aceita formatos variados de contribuições. Além dos tradicionais painéis de discussão (90 minutos) e apresentações orais (15 minutos), há as Lightning talks – série de apresentações relâmpago de 5 minutos, com perguntas do público ao final – e as apresentações Scratch Demo (com formatos mais livres, voltados para demonstrações práticas e abertas ao feedback do público). Haverá ainda o Sci-Comm Marketplace, um “mercado” onde os profissionais também poderão divulgar seus trabalhos com formatos variados – desde pôsteres convencionais até vídeos e atividades interativas. Para submeter contribuições, é necessário enviar um resumo da proposta com até 250 palavras em inglês – para painéis de discussão, aceitam-se resumos com até 400 palavras e detalhes sobre cada participante. Para inscrever sua proposta, acesse: <https://bit.ly/2Lqut7L>. Mais informações sobre o evento em: <https://sip2019.com/>.

8. Curso on-line de divulgação científica – Ainda estão abertas as inscrições para o curso de especialização em Divulgação Científica Aplicada da Universidade de Bristol (UWE Bristol), Reino Unido. O curso, inteiramente on-line, visa desenvolver e aprimorar habilidades em pesquisa e divulgação científica, com especial foco em ambientes virtuais e atividades interativas com diferentes públicos. Voltado para estudantes e profissionais do campo da divulgação científica, tem início em janeiro e duração de dois anos, com disciplinas distribuídas em 20 semanas de aula, intercaladas com semanas para estudo individual. Diferentes formatos de divulgação científica, escrita científica e técnicas de pesquisa são exemplos dos tópicos abordados. Além de realizar as atividades das disciplinas, os alunos devem desenvolver e realizar um projeto de pesquisa sob a orientação de pesquisadores do Science Communication Unit da UWE Bristol, grupo de referência internacional em atividades práticas e de pesquisa na área. Os candidatos devem possuir graduação com aproveitamento escolar mínimo – equivalente ao “second class honours 2.1 e 2.2”, sistema de classificação de notas adotado pela Universidade – e atender aos requisitos mínimos de inglês solicitados. A inscrição deve ser feita em inglês por meio de um formulário online em: <https://welcome.uwe.ac.uk/urd/sits.urd/run/siw_ipp_lgn.login?process=siw_ipp_app&code1=P9062-D-PT&code2=0001>. Mais informações sobre o curso, os requisitos e os valores em:<https://courses.uwe.ac.uk/P9062/applied-science-communication>.

9. Bolsa de estudos para curso internacional de jornalismo científico – Encerra em 13 de janeiro o prazo de inscrição para a bolsa de estudos do Erice International School of Science Journalism, curso de jornalismo científico promovido pela fundação Ettore Majorana e pelo Centre for Scientific Culture (Itália), que ocorrerá de 6 a 11 de abril, na cidade de Erice, na Sicília. A 10ª edição do programa terá como tema principal “Big projects for science and knowledge” e oferecerá cinco bolsas para participantes de países não europeus. O suporte financeiro inclui a taxa de inscrição, alimentação e acomodação em Erice – não contempla despesas com passagens. Podem se candidatar à bolsa jornalistas e divulgadores científicos com no mínimo três anos de experiência profissional ou ainda estudantes de mestrado ou doutorado na área de jornalismo científico ou divulgação científica. Aqueles que tenham concluído mestrado na área nos últimos dois anos também podem concorrer. O curso é baseado em palestras, sessões interativas e outras atividades oferecidas por especialistas dos campos da ciência e da comunicação. O programa busca encorajar debates sobre como comunicar resultados científicos de diferentes formas e através de diferentes meios. Candidatos devem mandar currículo e carta de motivação em inglês para <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. Mais informações em: <http://eissjc.lnf.infn.it/?page_id=314>.

10. RedPOP premia divulgadores latino-americanos – Já estão abertas as inscrições para o Prêmio Latino-americano de Popularização da Ciência e Tecnologia 2019, concedido pela Rede de Popularização da Ciência e da Tecnologia na América Latina e no Caribe (RedPOP) a instituições, programas e especialistas com destacada atuação na área. O objetivo é estimular as ações de divulgação científica na região e premiar as iniciativas e os esforços que se sobressaem por sua criatividade, originalidade, rigor e impacto, tanto a nível nacional quanto regional, ou mesmo global. O prêmio, que consiste em uma escultura ou medalha e um diploma, é concedido em duas categorias: “Centros e/ou Programas” e “Especialistas”. O prazo para inscrição é 22 de março. Para concorrer, é preciso ser membro da RedPOP, ativo ou emérito. Mais informações em: <https://www.redpop.org/la-redpop-convoca-al-premio-latinoamericano-a-la-popularizacion-de-la-ciencia-y-la-tecnologia-2019>.

 

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