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Imagens exploram a estrutura das favelas cariocas e suas dinâmicas internas na década de 1960



Registros raros de favelas que compunham o cenário do Rio de Janeiro da década de 60 integram a mostra "O Rio que se queria negar: as favelas do Rio de Janeiro no acervo de Anthony Leeds". A mostra, que está em cartaz até 1º de outubro no Salão de exposições temporárias, revela ao público parte do acervo fotográfico do antropólogo norte-americano, cedido por sua mulher, a cientista política Elizabeth Leeds, à Casa de Oswaldo Cruz em 2014.

As imagens exploram a estrutura das favelas cariocas e suas dinâmicas internas na década de 1960, período em que Leeds morou no Tuiuti e Jacarezinho. Favelas já removidas da cidade, como a Macedo Sobrinho, antes localizada no Humaitá, são retratadas nas imagens. Muitos moradores dessas comunidades foram transferidos para os então recém-construídos parques proletários, também registrados por Leeds. As lentes do antropólogo testemunharam ainda o cotidiano de favelas já tradicionais na época, como a Rocinha e a Providência, entre outras cenas e espaços: os mutirões, o carteado entre amigos, as técnicas de construção, os estabelecimentos comerciais locais, como biroscas, armarinhos e barbearias, além de locais comunitários, como campos de futebol e quadras de escolas de samba.

A exposição está dividida em duas áreas: no Parque da Ciência, estão expostos painéis com grandes ampliações das fotos de Leeds. No salão, é possível conferir manuscritos do antropólogo, além de imagens feitas por Anthony e Elizabeth durante suas observações de campo. Fazendo a ligação entre as duas áreas, há totens reproduzindo, em tamanho real, fotografias de mulheres com latas d’água na cabeça. Uma das instalações usa pequenas caixas para simular a estrutura urbana de uma favela. Através de orifícios, os visitantes podem observar cenas eternizadas por Leeds, muitas das quais retratando a vida privada dos moradores. Em outro módulo, dezenas de monóculos suspensos em um móbile fotográfico trazem mais registros feitos pelo antropólogo.

Em uma das paredes, serão projetadas imagens panorâmicas representando o encontro da paisagem da favela com cartões postais do Rio, tais como Macedo Sobrinho e o Pão de Açúcar ou a Favela do Esqueleto e o Maracanã. A mostra traz ainda um teatro lambe-lambe, com uma esquete sobre o cotidiano de uma favela carioca. Para ambientar o visitante, a cenografia traz objetos comuns às favelas da época: ferro a brasa, bacia metálica, carrinho de mão e toneis d’água.

A exposição foi montada pela primeira vez em 2015 no Museu da República, no Rio. A mostra pode ser visitada de terça sexta, das 9h às 16h30, e aos sábados, das 10h às 16h. O endereço é avenida Brasil, nº 4.365, campus da Fiocruz, em Manguinhos, próximo à passarela seis. Para mais informações, ligue para (21) 2590-6747 ou envie uma mensagem para o Facebook do MV (/museudavida).

Atualizado em 23 de setembro de 2016
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funcionamento terça a sexta-feira: 9-16h30, sábados: 10h-16h

agendamento de visitas (0xx21) 25906747

Fiocruz, Av. Brasil, 4365 - Manguinhos, Rio de Janeiro| CEP: 21045-900

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