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Leia o informativo do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica, do Museu da Vida!










Informativo do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica/Museu da Vida Ano XIV n. 229 RJ, 7 de julho de 2017


Neste informe:

1. Reflexões sobre a prática da divulgação científica latino-americana
2. Um olhar aprofundado sobre a divulgação científica no contexto norueguês
3. Questões de gênero em ciência
4. Capital científico na prática
5. Dossiê abordará percepção do público sobre mudanças climáticas
6. O campo acadêmico da divulgação científica
7. Uma tela em branco para o presente e futuro dos museus
8. Impressão 3D em exposição

1. Reflexões sobre a prática da divulgação científica latino-americana – A Rede de Popularização da Ciência e Tecnologia da América Latina e Caribe (RedPOP) lançou em junho o livro “Diagnóstico de la divulgación de la ciencia en América Latina: una mirada a la práctica en el campo”. Disponível para download gratuito, a publicação traz os resultados de um trabalho realizado ao longo de 2016 que buscou identificar algumas características das ações de divulgação científica realizadas por instituições da região. Por exemplo, os tipos de ações e atividades de divulgação, os perfis dos públicos atendidos nessas atividades, as condições favoráveis e desfavoráveis à área, tendo em vista o contexto de cada país, entre outras. O cenário obtido revelou diferentes resultados, como a constatação de que a maioria do público atendido nas atividades é o jovem de 13 a 18 anos, com forte predominância do público escolar. Além disso, em geral, as instituições enfrentam dificuldades estruturais e financeiras para fazer divulgação científica. O diagnóstico teve início com uma enquete pública realizada on-line, a qual obteve a participação de 123 instituições distribuídas por 14 países da América Latina. Acesse o livro no link: <http://www.redpop.org/wp-content/uploads/2017/06/Diagnostico-divulgacion-ciencia_web.pdf>.

2. Um olhar aprofundado sobre a divulgação científica no contexto norueguês – Disseminação/déficit, diálogo e participação. Para analisar criticamente esses três modelos de divulgação científica, Per Hetland, do Departamento de Educação da Universidade de Oslo (Noruega), propôs algumas perguntas. Entre elas, como a comunicação pública da ciência e tecnologia está organizada dentro desses modelos e como eles enquadram as narrativas sobre ciência e tecnologia? Em sua tese de PhD lançada recentemente, Rethinking the Social Contract between Science and Society: Steps to an Ecology of Science Communication, o autor busca discutir os modelos por meio de ampla revisão de literatura e com base em seis estudos liderados por ele, que estão disponíveis em formato de artigo em sua tese. Os estudos realizados propõem pensar o cenário da divulgação científica na Noruega, sem deixar de olhar para o contexto internacional da comunicação pública da ciência e tecnologia. Segundo Hetland, a tese traz algumas contribuições por “representar o primeiro diagnóstico compreensivo sobre as políticas públicas de divulgação científica na Noruega”. O arquivo pode ser acessado gratuitamente no site do Academia.edu: <https://www.academia.edu/33002208/Rethinking_the_Social_Contract_between_Science_and_Society_Steps_to_an_Ecology_of_Science_Communication>.

3. Questões de gênero em ciência – A nova edição da Intercom – Revista Brasileira de Ciências da Comunicação traz o eixo temático “Mulheres, Mídias e Questões de Gênero”. São três artigos e um deles trata do tema com um olhar sobre a questão do gênero na ciência e na divulgação científica. A pesquisa “Homens e mulheres cientistas: questões de gênero nas duas principais emissoras televisivas do Brasil”, de Vanessa Brasil de Carvalho e Luisa Massarani, como dizem os editores da publicação, convida a refletir sobre os elementos que constituem a representação da mulher como cientista na sociedade, a partir do que é veiculado na programação televisiva brasileira de circuito aberto. Há ainda os artigos “Comunicação, migrações e gênero: famílias transnacionais, ativismos e usos de TICs”, que aborda o papel do consumo e dos usos das Tecnologias da Comunicação e Informação (TICs) nas experiências migratórias e nas relações de gênero desse contexto, e “Mulheres rurais e seus usos mediados das TICs: tensionamentos e permanências nas relações de gênero”, onde são analisadas as práticas cotidianas de mulheres agricultoras em relação às TICs a partir do mapa das “mediações comunicativas da cultura”, de Jesús Martín-Barbero. A edição completa está disponível gratuitamente em: <http://portcom.intercom.org.br/revistas/index.php/revistaintercom/issue/view/146/showToc>.

4. Capital científico na prática - O termo capital científico foi introduzido na década de 80 pelo sociólogo Pierre Bordieu, em trabalhos nos quais discute a reprodução das desigualdades sociais na sociedade. O termo indicaria os recursos sociais, culturais e simbólicos que os indivíduos de diversas maneiras possuem e que permitem a cada um seguir sua vida, formar sua identidade científica e que favoreceria ou não a sua participação em atividades relacionadas à ciência. Em artigo da edição de dezembro do ano passado da revista Spokes, da Rede Europeia de Museus e Centros de Ciência, Amy Seakins e Heather King, do Enterprising Science Project, mostraram como usam o conceito de capital científico para entender como os jovens com diferentes origens se engajam com a ciência e como esse engajamento pode ser apoiado. Agora, a mesma revista, em sua nova edição, volta ao tema, buscando aprofundar o que realmente significa o uso do conceito do capital científico na prática diária da divulgação científica. A revista traz experiências de três centros de ciência para debater o assunto: Science Museum, do Reino Unido; Tom Tits, na Suécia; Copernicus Science Centre, na Polônia; e de uma iniciativa de mobilização nacional na Noruega. O texto com as informações sobre as atividades pode ser lido gratuitamente em inglês em < http://www.ecsite.eu/activities-and-services/news-and-publications/digital-spokes/issue-31#section=section-lookout&href=/feature/lookout/science-capital-practice>. Já o artigo pode ser lido na íntegra, também em inglês, em: < http://www.ecsite.eu/activities-and-services/news-and-publications/digital-spokes/issue-25#section=section-indepth&href=/feature/depth/science-capital>

5. Dossiê abordará percepção do público sobre mudanças climáticas - A revista ClimaCom Cultura Científica – pesquisa, jornalismo e arte recebe, até 15 de julho, artigos, resenhas, ensaios e produções artísticas e culturais para o seu nono dossiê, a ser publicado no dia 15 de agosto de 2017. O dossiê terá como tema a percepção do público sobre as mudanças climáticas. Segundo pontuam os editores, o objetivo é fazer pensar sobre a crise contemporânea envolvendo a percepção pública da ciência e das mudanças climáticas. As contribuições são avaliadas pela Comissão Editorial e por pareceristas ad hoc, por meio de revisão às cegas. Os originais submetidos à revista não podem estar em processo de avaliação simultânea em outra publicação e devem ser inéditos no Brasil. Os textos devem ser enviados para o e-mail <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. As informações completas para a submissão de trabalhos podem ser consultadas em: <http://climacom.mudancasclimaticas.net.br/?page_id=7081>.

6. O campo acadêmico da divulgação científica - Nos dias 31 de julho e 1º de agosto de 2017, acontece o evento “A ciência da divulgação científica: a construção de um campo acadêmico”, para pensar e debater a pesquisa na área de divulgação científica. Entre outros participantes, já estão confirmados Bruce Lewenstein (Cornell University), Dominique Brossard (Wisconsin University), Melanie Smallman (University College London), Martha Marandino (USP) e Yurij Castelfranchi (UFMG). A participação no evento é aberta ao público, não é necessária inscrição prévia e haverá tradução simultânea. A organização é do Museu da Vida, do Mestrado Acadêmico em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde e da Especialização em Divulgação e Popularização da Ciência, ambos da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia, com o auspício da Rede Internacional de Comunicação Pública da Ciência e da Tecnologia (PCST, em sua sigla em inglês) e da Red de Popularización de la Ciencia y la Tecnología en América Latina y el Caribe (RedPOP). O evento acontece na Tenda da Ciência Virgínia Schall, no Museu da Vida, que fica na avenida Brasil, nº 4365, na passarela 6, no campus Manguinhos da Fiocruz. Mais informações pelo e-mail <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>.

7. Uma tela em branco para o presente e futuro dos museus – Quantas vezes você já ouviu a frase “Quem gosta de passado é museu”? Vamos combinar: há muitos e muitos museus bem mais preocupados do que apenas servir de repositório de objetos e interessados em debater o presente e o futuro! Para debater o futuro dos museus e o papel deles na sociedade, acontece, entre 1º e 3 de novembro, na cidade de Medellín, na Colômbia, a segunda edição da conferência “El museo reimaginado”. Para encorajar a diversidade de vivências e incentivar a formulação de pensamentos críticos, o evento contará com mais de 60 palestrantes de diferentes instituições culturais ao redor do mundo. O formato das apresentações varia; um deles, por exemplo, é um debate em forma de julgamento que trará opiniões diversas sobre o quanto a co-criação em museus – quando o público participa da formulação de algum projeto ou exposição – é realmente democrática. A inscrição para latino-americanos, se realizada até 14 de julho, custa U$150 dólares; participantes de outros países pagam U$300 dólares. Após 15 de julho, o valor de inscrição para cada categoria aumenta para U$ 200 e U$350, respectivamente. Mais informações estão disponíveis em <http://elmuseoreimaginado.com>.

8. Impressão 3D em exposição - Desde a década de oitenta, a tecnologia 3D vem se desenvolvendo e surpreendendo pelas suas inúmeras possibilidades de aplicação. Design e ensino são apenas dois exemplos do potencial dessa tecnologia. De olho na importância de divulgar o tema para o público, o Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast) inaugurou em 1º de junho a mostra "3D: imprimindo o futuro". Com mais de 100 peças em exibição, a mostra apresenta como a tecnologia 3D pode inspirar o futuro de diversas áreas. Com entrada gratuita, a exposição é aberta ao público de terça a sexta, das 9h às 17h, e aos sábados, das 14h às 19h. A exposição é uma das atividades do Mast no âmbito do Biênio da Matemática no Brasil e sua realização é fruto de parceria com o Science Museum de Londres e da participação do Instituto Nacional de Tecnologia, do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, do Instituto de Matemática Pura e Aplicada, do Museu Nacional, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe) e da Plataforma Cammada. Para mais informações, acesse: <http://www.mast.br>. Não perca!


Ciência & Sociedade é o informativo eletrônico do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica do Museu da Vida (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz). Editores de Ciência & Sociedade: Luisa Massarani, Marina Ramalho e Carla Almeida. Redatores: Luís Amorim, Renata Fontanetto e Rosicler Neves. Projeto gráfico: Luis Cláudio Calvert. Informações, sugestões, comentários, críticas etc. são bem-vindos pelo endereço eletrônico <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. Se você não quer mais receber Ciência & Sociedade, envie um e-mail para <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. A coleção completa de Ciência & Sociedade está disponível em <http://www.museudavida.fiocruz.br/cs-l>.
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