Confira a mais recente edição do informativo do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica!

Informativo do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica do Museu da Vida
Ano XXII - nº. 340. RJ, 9 de outubro de 2026.
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Leia no boletim Ciência & Sociedade de outubro:
Em função da legislação que rege a atuação de agentes e instituições públicas no período do defeso eleitoral, entre os dias 4 de julho e 25 de outubro, o Ciência & Sociedade será publicado sem o texto de abertura.
- Livro propõe metodologia integrada para conhecer o público
- A difícil e essencial tarefa de fiscalizar a ciência
- Dois olhares (conflitantes) para a pandemia de Covid-19
- Teoria da Evolução para crianças
- A ciência psicodélica no cinema
- Mulheres, arte e ciência
- Últimos dias para enviar trabalho para a Conferência PCST
- Congresso RedPOP 2027
- Por dentro dos periódicos
- Ciência e arte fora da caixa
Leituras
Livro propõe metodologia integrada para conhecer o público – Garantir experiências significativas para o público impõe demandas e desafios aos museus e centros de ciência. Conhecer os visitantes e os não visitantes pode fornecer informações valiosas para esses espaços realizarem ações culturais e educativas mais assertivas. No cenário nacional, onde grande parte dos museus não tem estrutura para realizar estudos regulares de visitantes, a obra Pesquisa de públicos em museus e ciência de dados: uma proposta metodológica integrada pode apoiar pesquisadores iniciantes e atualizar o repertório de profissionais experientes. Recém-publicada pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP), a publicação de 126 páginas, dividida em quatro capítulos, sistematiza etapas e processos fundamentais para realizar estudos de público com base em ampla revisão bibliográfica. O coração da obra está no terceiro capítulo, onde os autores apresentam a proposta metodológica integrada: articular dados sociodemográficos e comportamento espacial, como trajetórias, tempos de permanência e movimentação, coletados com tecnologias variadas. Ressalvas éticas e reflexões contra reducionismos e deduções falsas completam o livro, disponível gratuitamente no Portal de Livros Abertos da USP neste link.
A difícil e essencial tarefa de fiscalizar a ciência – Em tempos de negacionismo e desinformação, a relevância do jornalismo científico cresce. Mas, para ser relevante de fato, esse jornalismo não deve defender a ciência a todo custo. Tão importante quanto apresentar e contextualizar os fatos é investigar a própria ciência, oferecendo uma cobertura crítica da área à sociedade. No entanto, manter e promover o papel de cão de guarda (do termo usado em inglês watchdog) está cada vez mais desafiador para o jornalista de ciência. Se nos países da América Latina o jornalismo científico investigativo ainda é pouco visível, nos Estados Unidos e na Europa, ele sofre pressão de todos os lados, prejudicando a capacidade dos jornalistas de examinar e alertar sobre problemas de integridade em pesquisas que colocam o interesse público em risco. O periódico Media and Communication acaba de publicar uma edição especial sobre o tema, reunindo um conjunto abrangente de perspectivas empíricas e conceituais. Uma das contribuições vem do México e analisa a situação latino-americana. Aleida Rueda, do Centro de Ciências da Complexidade, da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam), explora algumas causas estruturais por trás da fragilidade desse tipo de jornalismo na região, como oportunidades insuficientes de capacitação, a postura de exaltação acrítica da ciência por parte da mídia, vínculos simbólicos e políticos entre proprietários de veículos de comunicação e elites científicas e a posição vulnerável dos jornalistas devido à instabilidade de renda, o que compromete a independência e o pensamento crítico. Apesar dos entraves, Aleida apresenta exemplos bem-sucedidos de jornalismo científico investigativo na América Latina. Acesse a edição completa, gratuitamente, aqui.
Dois olhares (conflitantes) para a pandemia de Covid-19 – Embora o jornalismo tenha como premissa noticiar fatos, essa prática intelectual não está imune a pressões sociais, políticas, ideológicas e econômicas. É nesse contexto que veículos de comunicação distintos constroem suas linhas editoriais, que tendem a enfatizar diferentes aspectos de uma mesma notícia. Essa discrepância ficou bem visível na cobertura de dois dos principais telejornais brasileiros na pandemia de Covid-19. No artigo “Pandemia na TV: Os 100 mil mortos pelas lentes do Jornal Nacional e do Jornal da Record”, recém-publicado na revista Eco-Pós, os autores comparam a cobertura dos dois programas no dia 8 de agosto de 2020, quando o Brasil atingiu a marca trágica de 100 mil óbitos pela doença. A partir de uma análise de conteúdo qualitativa, observou-se que ambos os telejornais recorreram com frequência ao recurso de personificação – quando a notícia usa como gancho a experiência de uma pessoa. O JN, porém, explorou narrativas trágicas, associando explicações científicas e críticas ao governo federal. Já o JR abordou prioritariamente aspectos econômicos e sociais a partir de um tom ameno, relativizando os danos da pandemia e dando ênfase a histórias de superação. Os autores refletem, ainda, sobre disputas político-ideológicas expressas nas coberturas. Leia o artigo.
Ações
Teoria da Evolução para crianças – Será que os seres vivos sempre existiram? Somos apenas mais uma espécie? Ou há algo especial no ser humano? Nem precisa ser criança para ter tantas dúvidas diante da diversidade impressionante de seres vivos que habitam o planeta Terra. As respostas estão no livro infantil Bel e a origem de tudo, terceiro volume da série “Bel: Ciência para Crianças”, do professor Bruno Gualano (Faculdade de Medicina da USP), com ilustrações do artista visual Rodrigo Visca. Na obra, o autor explica a origem do universo e da vida no planeta, além da importância da diversidade das espécies e da preservação do ambiente para nossa sobrevivência. A narrativa traz marcos cronológicos, mostrando as transformações que ocorreram em cada período, e um glossário explicando didaticamente os conceitos abordados. O livro tem 32 páginas, custa R$ 59 e pode ser adquirido aqui.
A ciência psicodélica no cinema – Há mais de uma década, os psicodélicos deixaram de ser assunto exclusivamente de polícia para (re)habitar as bancadas de laboratórios, no que tem sido chamado de renascimento dos psicodélicos. De lá para cá, algumas substâncias dessa natureza, como MDMA, já foram aprovadas para uso terapêutico, sobretudo no tratamento de transtornos psiquiátricos, e a tendência é que se transformem em produtos cada vez mais comuns nas prateleiras das farmácias. Mas o tema ainda é tabu e pouco se fala das experiências de quem usa psicodélicos e o papel delas nos efeitos terapêuticos dessas substâncias. Ao dar voz tanto aos que buscam a essência dessas experiências quanto aos que as estudam para fins médicos, o filme mescla as facetas mais subjetivas às objetivas do tema, apresentando um quadro holístico dos psicodélicos. Confira as sessões do filme no Festival do Rio.
Eventos
Mulheres, arte e ciência – Este é o tema da edição especial do seminário “Arte e Ciência: diálogos possíveis”, promovido pela Fundação Cecierj, nos dias 20 e 21/10, das 9h às 16h, no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. O objetivo do encontro é promover a reflexão sobre o papel das mulheres na construção do conhecimento, atravessando diferentes áreas e ampliando olhares sobre a arte e a ciência. Mais informações e inscrições em neste link.
Últimos dias para enviar trabalho para a Conferência PCST – Termina dia 19/10 o prazo para a submissão de trabalhos para a Conferência PCST 2027, que acontecerá de 24 a 27/5, em Xangai, na China, com o tema "Divulgação Científica para um Futuro Compartilhado: Engajar, Empoderar, Iluminar”. Propostas de pesquisa, experiência prática, performance artística, debate sobre um tema e estudos em estágio inicial são bem-vindas. Mais informações aqui.
Congresso RedPOP 2027 – Ainda falta, mas agora já temos uma data para reservar: o Congresso RedPOP 2027 será na Universidade Eafit, em Medellín, na Colômbia, de 27/9 a 1/10, com o tema "Ter confiança: compartir e cocriar conhecimento em tempos de incerteza". O site do evento já está disponível e a chamada de trabalhos começa em 15/11. Fica ligado!
Oportunidades
Por dentro dos periódicos – A rede internacional de comunicação pública da ciência, PCST, promove no dia 15/10, às 9h (horário de Brasília), uma sessão online de perguntas e respostas com os editores-chefes dos três principais periódicos de divulgação científica – Public Understanding of Science (PUS), Journal of Science Communication(JCOM) e Science Communication. A conversa abordará o foco e o escopo de cada periódico, os tipos de manuscritos competitivos, a diversidade geográfica dos autores e o cenário em evolução das publicações no campo. A oportunidade é exclusiva para membros da rede PCST – talvez seja um bom momento para se associar! Mais informações e inscrições aqui.
Ciência e arte fora da caixa – Inscrições abertas até 18/10 para um novo programa online transdisciplinar que terá sua primeira edição em 2027. O curso reunirá 25 participantes de várias nacionalidades em torno de seis eixos temáticos: ruínas, corpos, linguagens, fronteiras, hologramas e futuros. O corpo docente é formado por artistas e profissionais de diferentes países que atuam nas áreas de arte, ciência, filosofia e ativismo. Veja mais informações e inscrições.
Tem uma sugestão de notinha para a próxima edição do boletim Ciência & Sociedade? Oba! Envie para o e-mail <
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Ciência & Sociedade é o informativo eletrônico do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica do Museu da Vida (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz). Editores de Ciência & Sociedade: Carla Almeida e Marina Ramalho. Redatores: Luís Amorim e Rosicler Neves. Projeto gráfico: Barbara Mello. Informações, sugestões, comentários, críticas etc. são bem-vindos pelo endereço eletrônico <
Publicado em 15 de outubro de 2026.




