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Por Renata Bohrer

No mês em que celebramos o Dia Nacional da Astronomia (2/12),  o Ciência Móvel convida o público a conhecer um pouco mais da cosmologia indígena. No Culturas Estelares - 3o volume, observe os mitos e ritos envolvendo quatro constelações de diferentes povos. Todo o material pode ser baixado gratuitamente e tem classificação livre. 

Mas afinal, para onde vamos desta vez? Nesta viagem astronômica e cultural, busque no céu a constelação da Garça e entenda os ciclos anuais do povo Tukano, conheça a constelação da Ema e o povo Tupi-Guarani, encontre a constelação do Porco-Selvagem e decifre a escrita Maia. Por fim, ache a constelação do Carneiro das Montanhas e veja uma das cerimônias mais importantes do povo Navajo. 

Para um tour completo, faça uso do programa gratuito Stellarium e saiba como localizar as constelações de destaque. Além disso, acesse vídeos de rituais indígenas e um mapa interativo que traz a rotina anual dos povos do Rio Tiquié. Ainda na publicação, confira um vasto material fotográfico e inúmeras referências textuais. 

Este volume é dedicado à obra do nosso saudoso Germano Bruno Afonso, que nos deixou para virar "gente-estrela". A ilustração, do artista Caio Baldi, compõe a capa do livro digital e é uma homenagem dos mediadores do Ciência Móvel e autores da coleção ao professor. 

Culturas Estelares faz parte das ações do projeto Arte e Ciência sobre Rodas, aprovado pela Lei de Incentivo à Cultura do Ministério do Turismo, Secretaria Especial da Cultura, com a Gestão Cultural da SPCOC. É uma realização do Museu da Vida/Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, e conta com patrocínio das empresas BAYER, Grupo DPSP,  Drogarias Pacheco, IBM, 3M e EDF Norte Fluminense. 

 

Mais sobre a vida e obra do professor Germano Bruno Afonso:

Natural de Ponta Porã, uma cidade do Mato Grosso do Sul, Germano tinha raízes indígenas, de origem Guarani. Na Universidade Federal do Paraná (UFPR), graduou-se em Física (1973) e concluiu o mestrado (1977). Na França, fez doutorado em Astronomia de Posição e Mecânica Celeste na Université Pierre et Marie Curie (1980) e o pós-doutorado no Observatoire de la Cote d'Azur (1993). Já em terras brasileiras, o físico se dedicou aos estudos de etnoastronomia e tornou-se um dos mais importantes divulgadores da astronomia indígena do país e fonte inspiradora deste presente projeto. Em agosto deste ano, o professor faleceu aos 71 anos, em decorrência da Covid-19. 

Abaixo, veja algumas citações do professor Germano em entrevistas: 

“Para o indígena do Brasil, a Terra nada mais é do que o reflexo do céu. Então, toda a explicação está lá em cima: a origem do Universo, a criação do ser humano e a relação com o meio ambiente (…) É muito bonito e eu fui aprendendo isso já desde pequeno, nessa visão não ocidental.” (Fonte: A Ciência que eu faço)

“O maior erro em julgar outras civilizações é ser etnocentrista.” (Fonte: Educa Play - Nós da Educação)

“Esquecemos que povos diferentes, pensam de maneiras diferentes. Que veem o céu de maneiras diferentes e que utilizam de maneiras diferentes.” (Fonte: Educa Play - Nós da Educação)

 

Para ter acesse ao conteúdo completo da publicação Culturas Estelares - vol. 3, clique aqui

 

Publicado em 03 de dezembro de 2021. 

 
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