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Ano XXII - nº. 293. RJ, 7 de novembro de 2022.     

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Neste informe: 

 

Especial Desinformação 

1. Desinformação pela perspectiva da recepção 

Leituras 

2. NatureScience e as eleições no Brasil  

3. Rumos da percepção pública da ciência  

4. O legado da Fundação Vitae  

5. Nova revista de divulgação científica  

Eventos 

6. Encontro discute a mediação em museus  

7. RedPOP 2023  

Oportunidades 

8. Dossiê sobre estudos sociais das ciências  

9. Chamada de artigos tem prazo prorrogado  

10. Edição especial sobre DC no ensino superior 

 

Especial Desinformação 

 

1. Desinformação pela perspectiva da recepção – A desinformação é um problema antigo e preocupante, mas a pandemia de Covid-19 mostrou de forma clara e cruel o quanto ela pode ser, também, letal. Nesse contexto, a divulgação científica torna-se ainda mais necessária e desafiadora e, ciente disso, vem reagindo com uma série de ações de combate à desinformação. No entanto, a área ainda demonstra dificuldade para conquistar a visibilidade e desenvolver a capacidade de circulação massiva de que goza a desinformação. Assim, torna-se premente compreender melhor o processo de circulação da desinformação, sobretudo do ponto de vista da recepção; afinal são os usuários das redes que determinam o alcance – e, portanto, o “sucesso” – tanto da informação quanto da desinformação. Como os usuários avaliam as informações que acessam? A que fontes atribuem credibilidade? O que influencia o compartilhamento de notícias falsas? Estas são questões importantes que ainda precisam ser respondidas, como apontam Luís Amorim e colegas em “O desafio da desinformação em saúde e a necessidade de compreender a recepção para uma melhor divulgação científica”. O texto é um dos capítulos do livro Ciência, tecnologia e inovação: Propostas para o Rio de Janeiro pós-pandemia, que reúne artigos e transcrições das palestras do evento homônimo ocorrido em maio de 2022 no RJ e organizado pela Diretoria de Comunicação Social da Uerj. Um dos cinco capítulos do livro é voltado à “Comunicação da Ciência” e traz, além do texto mencionado, outras reflexões relevantes sobre a divulgação científica em tempos de crises sanitárias e informacionais. O livro está disponível na íntegra aqui

 

Leituras 

 

2. NatureScience e as eleições no Brasil – Em alguns momentos, a linguagem acadêmica pode não ser tão direta, mas este não foi o caso do editorial da prestigiosa revista Nature, publicado em 25 de outubro, sobre as eleições brasileiras. De título, o editorial traz que “há apenas uma escolha na eleição do Brasil – para o país e o mundo”, logo seguido pelo também assertivo subtítulo: “Um segundo mandato para Jair Bolsonaro representaria uma ameaça à ciência, à democracia e ao meio ambiente”. O texto critica o desmatamento da Amazônia, a liberação de armas e a gestão da pandemia, entre outros pontos do governo Bolsonaro. Por fim, a revista pontua que “nenhum líder político chega perto de ser perfeito”, mas que “os últimos quatro anos do Brasil são um lembrete do que acontece quando aqueles que elegemos desmantelam ativamente as instituições destinadas a reduzir a pobreza, proteger a saúde pública, impulsionar a ciência e o conhecimento, proteger o meio ambiente e defender a justiça”. Já após a eleição, no dia 1 de novembro, foi a vez da Science publicar matéria intitulada “’Grande alívio’ na comunidade científica brasileira após a vitória de Lula”, com vozes de cientistas e de representantes da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e Academia Brasileira de Ciência. Ao ler os textos, fica patente que política e ciência se misturam, e muito. Leia, em inglês, o editorial e a matéria.

 

3. Rumos da percepção pública da ciência – Muito se fala atualmente sobre uma suposta crise de confiança e credibilidade da ciência, acentuada e/ou refletida pelo cenário de pós-verdade que já vinha se delineando antes mesmo da pandemia de Covid-19. No entanto, ao menos no Brasil, as pesquisas de percepção pública da ciência vinham apontando interesse e confiança por parte da população em relação à ciência, algo que se manteve estável em sua última edição (2019), anterior à crise sanitária. No texto “Percepção pública da ciência em tempos de pandemia: algumas questões” – uma nota de conjuntura publicada na edição corrente da revista Reciis – a autora Vanessa Brasil de Carvalho pondera se haverá ou não uma mudança de tendência no Brasil pós-pandemia. Para efeitos comparativos, ela lembra que enquete semelhante realizada na Argentina em meados de 2021 mostrou que um volume maior de argentinos conhecia o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (10% mais que em 2015) e sabia nomear instituições de pesquisa espontaneamente (8% mais). O interesse declarado pelos respondentes em assuntos de C&T cresceu 15% e o índice de argentinos que diziam confiar nos cientistas cresceu quase 20%. Por outro lado, pesquisa realizada na União Europeia também em 2021 não detectou mudanças acentuadas. E no Brasil? Os resultados de uma nova enquete sairão em breve! Fiquemos atentos! Leia o texto. 

 

4. O legado da Fundação Vitae – É sabido que os centros e museus de ciência, espaços privilegiados de divulgação científica, deslancharam no Brasil nas décadas de 1980 e de 1990, mas é menos conhecido o papel desempenhado pela Fundação Vitae nesse processo. Em entrevista concedida à pesquisadora Jéssica Norberto e publicada na edição corrente da Revista Educação Pública, David Ellis resgata parte dessa história. Ellis, diretor e presidente do Museu de Ciências de Boston (EUA) entre 1990 e 2002, foi consultor da Fundação Vitae no Brasil, auxiliando na construção de centros e museus de ciências com sua experiência em planejamento, desenvolvimento organizacional, captação de recursos, administração e gerência. Além de fazer uma retrospectiva e apresentar o legado da entidade, ele também comenta os atuais e futuros desafios dos museus e centros de ciência ao redor do mundo e como os EUA e o Brasil podem trabalhar juntos de forma a avançar na missão da educação e divulgação científica nesses espaços. Confira a íntegra da entrevistaA edição completa da revista pode ser acessada aqui. 

 

5. Nova revista de divulgação científica  A companhia Animate Your Science, formada por pesquisadores, divulgadores da ciência e designers profissionais, acaba de lançar a revista SWIPE SCIComm. Digital e gratuita, a nova publicação tem uma visão ambiciosa: se tornar uma referência mundial no campo da divulgação científica. A primeira edição traz uma entrevista com o pesquisador e cineasta Randy Olson, dicas de como produzir um pôster científico instigante e ter seu artigo publicado em uma revista de grande impacto, um tutorial de como criar ilustrações 3D com o adobe Illustrator, além de lições de como comunicar temas científicos controversos. O humor tem espaço garantido em uma seção dedicada aos memes. Vídeos, fotografias, ilustrações e textos curtinhos – com opção para saber mais sobre o assunto abordado – podem ser acessados facilmente no celular sem a necessidade de um aplicativo. Para conferir o conteúdo e o visual colorido da obra, basta deslizar a tela na horizontal e/ou vertical. Acesse o volume 1 da revista, na íntegra 

 

Eventos 

 

6. Encontro discute mediação em museus – O evento “Investigación y práctica en la mediación para los museos y centros de ciencia”, organizado pela Rede Ibero-Americana de Museus (MUSA CYTED), no México, discutirá a pesquisa e a prática da mediação em centros e museus de ciência. A programação conta com palestrantes de sete países e workshops sobre controvérsias, mediação e estudos de público. O evento, híbrido e com inscrição gratuita, acontece em 24 e 25/11, das 9h às 18h. Mais informações.

 

7. RedPOP 2023 – Fique atento! Ainda este mês deve ter início o recebimento de trabalhos para a 18ª edição do Congresso RedPOP, que será realizado no Museu da Vida Fiocruz, no Rio de Janeiro, de 10 a 16 de julho de 2023. O tema desta edição será "Vozes Diversas: diálogos entre saberes e inclusão na popularização da ciência". Serão aceitas propostas em diferentes modalidades, como apresentações individuais, mesas-redondas e minicursos. 

 

Oportunidades 

 

8. Dossiê sobre estudos sociais das ciências – A Revista de Estudios Brasileños recebe até 30/11 submissão de artigos, entrevistas e resenhas para compor seu número 21, que terá como tema os “Estudos Sociais das Ciências no Brasil: pesquisas e abordagens”. O objetivo do dossiê é estimular discussões em torno de novas percepções e concepções sobre os estudos sociais de C&T no país. Informação completa. 

 

9. Chamada de artigos tem prazo prorrogado  O jornal Frontiers in Education, publicação que enfoca abordagens educacionais baseadas em pesquisa, ampliou o prazo de submissão de trabalhos até 30/11 para o dossiê "Inclusion in Non-formal Education Places for Children and Adults with Disabilities". Iniciativas ao redor do mundo que possam facilitar a aprendizagem e o engajamento de pessoas com deficiência fora do ambiente escolar são bem-vindas. Saiba mais.

 

10. Edição especial sobre DC no ensino superior – A revista JCOM prepara uma edição com o tema “Divulgação científica no Ensino Superior: Perspectivas Globais sobre o Ensino da divulgação científica”. O objetivo da edição é compartilhar experiências de como a divulgação científica é ensinada em contextos locais em todo o mundo e, assim, fortalecer o ensino desta área no ensino superior. Serão aceitos artigos de pesquisa, textos sobre práticas e ensaios. Informações.

 

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Ciência & Sociedade é o informativo eletrônico do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica do Museu da Vida (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz). Editores de Ciência & Sociedade: Marina Ramalho e Carla Almeida. Redatores: Luís Amorim e Rosicler Neves. Projeto gráfico: Barbara Mello. Informações, sugestões, comentários, críticas etc. são bem-vindos pelo endereço eletrônico. Para se inscrever ou cancelar sua assinatura do Ciência & Sociedade, envie um e-mail.      

    

*A seção Especial Desinformação é uma iniciativa do projeto “O desafio da desinformação em saúde: compreendendo a recepção para uma melhor divulgação científica”, contemplado pelo Programa Proep 2022, da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) e do CNPq.

 

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