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 Informativo do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica do Museu da Vida
Ano XXI - nº. 285. RJ, 9 de março de 2022.  

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Neste informe: 

Destaque 

1. Racismo em áreas STEM 

Leituras 

2. Mais simpatia pela ciência no México  

3. Como são os podcasts de divulgação científica? 

4. A ciência brasileira em contos 

5. Para inspirar o ensino em ciências 

Ações 

6. Atividades cerebrais  

7. Ciclo de palestras gratuito e com temas diversos 

Eventos 

8. Negacionismo e divulgação científica 

9. Conferência recebe propostas 

Oportunidades 

10. 12º Prêmio Ibermuseus recebe inscrições  

11. Edital apoia projetos de preservação do patrimônio 

 

Destaque 

1. Racismo em áreas STEM – Instituições da ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM, em inglês) operam em uma cultura que privilegia sistematicamente os brancos, com consequências que vão além da academia. Sem adoção de políticas efetivas com o objetivo de promover igualdade e diversidade, geralmente essas instituições acabam reproduzindo práticas sociais como o racismo. Mas a divulgação científica (DC) pode ajudar a reverter esse cenário. No artigo “Acknowledging and Supplanting White Supremacy Culture in Science Communication and STEM: The Role of Science Communication Trainers”, publicado na revista Frontiers in Communication, os autores analisam práticas da DC para mitigar a “cultura da supremacia branca” em STEM e na sociedade. Os pesquisadores reconhecem formas pelas quais a divulgação científica também perpetua o racismo e analisam como professores de DC podem provocar mudanças sistêmicas. Considerando o pioneirismo dos professores de DC em desenvolver novos métodos e estratégias para compartilhar ideias e influenciar a cultura STEM, os autores propõem quatro temas centrais para ação: questionamento autêntico, que envolve reconhecer normas e práticas racistas perpetuadas coletivamente e compartilhar responsabilidades; representatividade, que inclui refletir sobre quem é visível e ampliar a representatividade de populações marginalizadas; prática culturalmente responsiva, que abrange apreciar e respeitar valores, crenças e atitudes de culturas distintas; e inclusão, que abarca criar um ambiente que estimule a diversidade. Implementar essas ações, dizem os autores, exigirá desenvolver, testar e aplicar novas estratégias. Acesse o texto em inglês em: <https://bit.ly/3MxTop9>.  

 

Leituras 

2. Mais simpatia pela ciência no México – A Covid-19 tem gerado expectativa em torno da percepção pública da ciência. Estudiosos já se perguntam qual será o impacto da pandemia na forma como a sociedade enxerga a ciência e os cientistas. Em estudo recente publicado na seção de ciências da saúde da base Scielo – em esquema de preprint, ou seja, antes da avaliação por pares –, pesquisadores apresentam dados sugerindo que a Covid-19 tornou mais positiva a percepção da ciência entre adolescentes mexicanos. Participaram do estudo 983 adolescentes de entre 14 e 19 anos de todos os estados do México (distribuídos de forma não representativa em relação à população geral), que responderam anonimamente a um questionário online entre 5/05 e 27/06 de 2021. Cerca de 70% declarou que a pandemia melhorou sua visão sobre a ciência, os cientistas e os profissionais de saúde. A pesquisa indica também, com base em relatórios anuais da Associação Nacional de Universidades e Instituições de Ensino Superior do México, que aumentou, nesse mesmo grupo, o interesse por carreiras em ciências naturais e da saúde. Os autores do estudo encorajam o desenvolvimento de novas pesquisas que ajudem a mapear as mudanças de percepção pública da ciência impulsionadas pela pandemia. Leia o artigo na íntegra em <https://bit.ly/3CwfTWL>.   

3. Como são os podcasts de divulgação científica? – Um estudo publicado na última edição da revista Reciis, empreendido por Ana Cristina Peixoto Figueira e Diego Vaz Bevilaqua, buscou estudar os formatos de podcasts brasileiros de divulgação científica e identificar quais estilos são predominantes nessa produção de conteúdo. A pesquisa realizou um levantamento exploratório, que procurou sistematizar e classificar os podcasts usando uma abordagem qualiquantitativa. Foram identificados 69 podcasts, dos quais 37 foram selecionados para análise. Os critérios para a seleção foram popularidade, regularidade na publicação e longevidade. Ao todo, foram ouvidos 109 episódios. O resultado da pesquisa apontou que, dos formatos de podcast encontrados, o bate-papo ou mesacast é o principal modelo adotado, seguido da entrevista. A maior parte das produções tem sido realizada por universidades ou cientistas independentes. A edição da Reciis traz ainda um bloco temático com estudos métricos da informação científica em saúde. O artigo “Podcasts de divulgação científica: levantamento exploratório dos formatos de programas brasileiros”, assim como os demais artigos da edição, podem ser consultados gratuitamente em: <https://bit.ly/3tIxc2V>. 

4. A ciência brasileira em contos – Personalidades do mundo da ciência no Brasil, epidemias e crises sanitárias, método científico e sua aplicação, além de fatos históricos relacionados à ciência, são foco do recém-lançado livro (Con)ciencia - Historias de la ciencia brasileña. Resultado da quinta edição do concurso “Cuéntame un cuento”, do Centro de Estudos Brasileiros da Universidade de Salamanca (Espanha), a obra reúne 12 contos, selecionados entre quase 400 textos inscritos, procedentes de 10 países. No conto vencedor, “Futuro do pretérito”, o autor Alysson Fabio Ferrari relata, de forma original, o que “podia ter sido e não foi”: a história de um grande cientista brasileiro imaginário. Já o segundo colocado, “Caralâmpia”, de autoria de Filipi Gradim, apresenta o trabalho da doutora Nise da Silveira, psiquiatra brasileira que desafiou as violentas terapias aplicadas para tratamentos de transtornos mentais em meados do século 20 e humanizou a relação com os pacientes. A edição foi organizada em colaboração com o Museu da Vida (Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz) e é o primeiro volume da nova seção “Brasil de cuento”, lançada por Ediciones Universidad de Salamanca. Leia na íntegra, gratuitamente, em: <https://bit.ly/3HUJVV7>.  

5. Para inspirar o ensino em ciências – Precisando de dicas para inovar em sala de aula? O British Council acaba de lançar uma curta publicação com cinco abordagens para um ensino inovador e estimulante das áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), que podem ser replicadas nas escolas em geral. Ensino de Ciência e suas Tecnologias – 5 iniciativas para inspirar a gestão escolar é fruto de um estudo idealizado pelo British Council e realizado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso Brasil). A publicação foi desenvolvida a partir de um processo de escuta de gestores escolares, professores e estudantes sobre seus cotidianos e experiências, e com o compromisso de incorporar a equidade e inclusão de grupos sub-representados como meninas, meninas negras e pessoas com deficiência. Segundo a obra, cada abordagem explorada “mostrou, na prática, seu potencial para tornar o ensino de ciências mais interessante para o jovem, hoje parte de uma realidade que mescla acesso imediato e fácil a informações, oferta de entretenimento e o apelo quase irresistível de redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas, com seus vídeos e memes”. Confira a publicação gratuitamente em: <https://bit.ly/3KpNpks>.  

 
Ações 

6. Atividades cerebrais – Março é o mês do cérebro. Todo ano nesse mês, universidades, museus, escolas e outras organizações, no Brasil e em diversos países, realizam atividades de divulgação das neurociências. A Semana do Cérebro acontece este ano de 14 a 20 de março, tendo como tema central “O Cérebro Social". O Museu da Universidade Federal do Pará promove ações on-line nos dias 12 e 13, incluindo palestras, rodas de conversa e apresentações de trabalhos (inscrições e mais informações em: https://bit.ly/3sWRiaH). Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, as atividades, também em formato virtual, são voltadas principalmente ao público jovem e se estenderão ao longo de todo o primeiro semestre (programação completa em: https://bit.ly/34t3aYl). O Museu da Vida, da Fiocruz, também vai aderir ao evento, com atividades especiais de 28/03 a 01/04 (a programação estará em breve no site: http://www.museudavida.fiocruz.br). Saiba mais sobre a semana do cérebro em <https://www.semanadocerebro.com>. 

7. Ciclo de palestras gratuito e com temas diversos – O Centro de Pesquisa em Ciência, Saúde e Comunicação de Dados da Universidade de Bournemouth (Reino Unido) – um grupo interdisciplinar que explora como divulgar pesquisas sobre estes temas por diferentes meios, incluindo jornalismo, narrativa, aplicativos interativos, mídia gráfica e outros – está realizando uma série de palestras gratuitas online. Alguns dos temas das próximas palestras tratam de redes sociais e ações para prevenir o suicídio, a estereotipagem de corpos pela mídia e seu efeito nas audiências e, ainda, mudanças climáticas. As próximas palestras acontecerão nos dias 10, 17 e 31 de março, e 5 e 19 de maio. Mais informações em: <https://bit.ly/366m8UY>. 

 

Eventos 

8. Negacionismo e divulgação científica – Esse é o tema da aula que abre o ano letivo do Mestrado em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde (Casa de Oswaldo Cruz / Fiocruz), que será transmitida ao vivo em 14/03, às 10h, no perfil da Casa no Facebook. Os convidados são os pesquisadores Alyne de Castro Costa, do Departamento de Filosofia da PUC-Rio, e Renan Leonel, pós-doutorando no Health Ethics and Policy Lab, do instituto ETH Zurique (Suíça). Assista em: <https://www.facebook.com/casadeoswaldocruz>.  

9. Conferência recebe propostas – Em 10/07, em Suzhou (China), será realizada a Conferência IAMCR 2022 “Communicating science for a better post-COVID world”. O evento ocorrerá no formato híbrido, presencial para participantes baseados na China e virtual para os demais. Os interessados têm até 30/03 para enviar propostas de trabalho sobre uma ampla variedade de temas por meio de um resumo em inglês. A inscrição é gratuita. Mais informações em: <https://bit.ly/3hPkmuo>. 


Oportunidades 

10. 12º Prêmio Ibermuseus recebe inscrições – O 12º Prêmio Ibermuseus de Educação apoiará 17 projetos educativos de instituições ibero-americanas. Três projetos em execução ou já realizados serão premiados com 5 mil euros cada e 14 projetos novos receberão apoio de 3,5 mil euros cada. São aceitas práticas de ação educativa pensadas para os meios virtual, presencial e híbrido. O prazo de inscrição termina em 8/04, às 18h. Leia mais em: <https://bit.ly/3sRhKCk>. 

11. Edital apoia projetos de preservação do patrimônio – Museus da comunidade ibero-americana têm até 8/04 para submeter projetos ao edital 5º Fundo Ibermuseus para o Patrimônio. Destinado a ações de gestão de risco ao patrimônio museológico, o Fundo oferece apoio a cinco propostas: três projetos para assistência técnica de até 3,5 mil euros cada e dois projetos para intervenções pontuais de até 3.250 euros cada. Mais informações em: <https://bit.ly/3sRhKCk>. 

 

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Ciência & Sociedade é o informativo eletrônico do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica do Museu da Vida (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz). Editores de Ciência & Sociedade: Marina Ramalho e Carla Almeida. Redatores: Luís Amorim e Rosicler Neves. Projeto gráfico: Barbara Mello. Informações, sugestões, comentários, críticas etc. são bem-vindos pelo endereço eletrônico <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. Para se inscrever ou cancelar sua assinatura do Ciência & Sociedade, envie um e-mail para <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>.  

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