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Informativo do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica do Museu da Vida 

Ano XX - nº. 283. RJ, 5 de janeiro de 2022. 

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Neste informe: 

 

Destaque  

1. Os influenciadores científicos de 2021 

Leituras  

2. Por um novo pacto entre ciência, política e sociedade 

3. A cobertura da “pílula do câncer” na TV brasileira 

4. Superaventuras e a representação da ciência 

Ações  

5. Divulgação científica com a favela 

6. E-book sobre emergências climáticas aposta no protagonismo juvenil 

Eventos  

7. Congresso internacional semipresencial 

Oportunidades  

8. Inscrições abertas para especialização em divulgação científica 

9. Para incluir garotas nas ciências 

10. Vaga para professor de divulgação científica na Inglaterra 

 

 

Destaque  

 

1. Os influenciadores científicos de 2021 – Com o prolongamento da pandemia de covid-19, 2021 foi novamente um ano de grande visibilidade para a ciência. Medidas preventivas, protocolos médicos e a vacinação foram dos assuntos mais debatidos pelos brasileiros. Parte importante desse debate aconteceu nas redes sociais, impulsionado por uma rede de atores que vêm se destacando na divulgação científica sobre o tema. Mas quem são eles? Com o objetivo de identificar as vozes da ciência mais influentes no debate sobre a covid-19 no Twitter em 2021, a Science Pulse, ferramenta desenvolvida para acompanhar o debate sobre ciência nas mídias sociais, em parceria com o Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados, realizou um mapeamento dos principais perfis de cientistas e páginas sobre ciência na plataforma. Com base na teoria dos grafos, foram analisadas cerca de 450 mil publicações de 1088 perfis e páginas de cientistas, especialistas e organizações científicas, nacionais e internacionais, que abordaram temas relacionados à covid-19 entre novembro de 2020 e novembro de 2021. Foram identificados 15 grandes influenciadores científicos brasileiros, entre perfis pessoais e páginas institucionais. Na lista dos perfis destacam-se o divulgador científico Atila Iamarino, o médico e advogado sanitarista Daniel Dourado e a médica e epidemiologista Denise Garrett. Entre as páginas, as mais influentes foram a da Agência Fiocruz de Notícias, a da Fiocruz e a do Instituto Butantan. O estudo mostrou ainda que alguns desses influenciadores conquistaram espaço em outras mídias, como rádio e TV, atingindo públicos mais diversos e, com isso, furando a bolha da divulgação científica. O relatório completo está disponível em: https://bit.ly/3HycQP4

 

Leituras  

 

2. Por um novo pacto entre ciência, política e sociedade – “Fincar os pés na Terra é o único plano possível”, defende Tatiana Roque em seu novo livro, O dia em que voltamos de marte: uma história da ciência e do poder com pistas para um novo presente (editora Crítica). Na obra, a matemática e filósofa resgata momentos-chave da história da ciência e da política mundial, com o intuito de sensibilizar os leitores para o momento em que vivemos, “excepcional e sem precedentes”. Começando pela época da razão, no século 18, e aterrissando no presente, quando o apreço pela razão não é mais tão grande, Roque identifica as guerras e as mudanças climáticas como marcos da ruptura do antigo pacto estabelecido entre ciência, política e sociedade. Ao exporem um lado da ciência mais negativo e destrutivo, acabaram com a visão de que ela solucionaria sempre os nossos problemas e abriram espaço para a formação de uma onda de descontentamento que quebra agora na pós-verdade. A saída, para a autora, está no estabelecimento de um novo pacto. Embora assuma que ninguém sabe ainda como fazer isso, Roque sugere, no livro, alguns primeiros passos que servem bem à divulgação científica, como “usar a ciência como aliada, mas não como arma de convencimento”, “enfatizar as incertezas na imagem pública da ciência” e “realizar fóruns internacionais cidadãos”. Pode ser uma boa resolução de ano novo!  

 

3. A cobertura da “pílula do câncer” na TV brasileira – Pesquisas sobre a cobertura midiática de temas científicos controversos podem fornecer informações relevantes sobre a imagem da ciência e os discursos de autoridade que circulam na sociedade. O artigo “Pílula do câncer na TV brasileira: a cobertura de programas televisivos sobre uma controvérsia científica”, publicado na revista Intercom, traz uma análise de conteúdo da cobertura televisiva da fosfoetanolamina sintética, popularmente conhecida como a “pílula do câncer”, realizada pelas emissoras Rede Globo, Record TV e Sistema Brasileiro de Televisão (SBT). Foram analisados 64 vídeos veiculados em 14 programas de abrangência nacional, entre outubro de 2015 e abril de 2018. O estudo mostrou que pacientes e médicos foram as fontes de informação mais mencionadas e as vozes mais presentes nas matérias. Os cientistas, menos entrevistados, atuaram mais como coadjuvantes nas imagens apresentadas. Para as autoras, os depoimentos dos pacientes e familiares, muito explorados nas emissoras Record e SBT, podem ter atuado como comprovação da suposta eficácia da substância, questionando o discurso científico majoritário contra o seu uso. Confira o artigo completo em: https://bit.ly/3eP7a6X

 

4. Superaventuras e a representação da ciência – Histórias de super-heróis atraem pessoas de todas as idades. Além de reunir personagens com habilidades especiais e superpoderes que costumam salvar o dia, as superaventuras contêm representações da ciência que se alteram de acordo com o momento histórico, “expressando tópicos efervescentes da época”. Esta é uma das conclusões do estudo “Superaventuras e a representação da ciência: um olhar histórico para as produções cinematográficas sobre O Incrível Hulk nas décadas de 1970 e 2000”, publicado na última edição de 2021 da revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos. Na pesquisa, desenvolvida no âmbito do Mestrado em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde da Fiocruz, os autores analisam quatro filmes do Hulk, de diferentes épocas (1977, 1978, 2003 e 2008), para compreender como a ciência e os cientistas são representados em narrativas de superaventuras. As produções foram examinadas com métodos da análise comparativa de filmes, análise de conteúdo e de representações da ciência e de cientistas. Leia o artigo na íntegra em: https://bit.ly/3qRzxab. O número traz ainda uma série de depoimentos relacionado à covid-19 e à política científica nacional e internacional. A edição completa está disponível em: https://www.scielo.br/j/hcsm/i/2021.v28n4

 

Ações  

 

5. Divulgação científica com a favela – No momento em que o debate sobre inclusão e diversidade ganha atenção no campo da divulgação científica, o Museu da Vida, vinculado à Fiocruz e localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro, em meio a três complexos de favelas, resgata seu histórico de iniciativas voltadas às comunidades do seu território no e-book Quando o museu vai à favela e a favela vai ao museu: ações territorializadas do Museu da Vida. O livro registra desde as primeiras atividades voltadas a esse público, que surgiram com a abertura do museu em 1999, até as mais recentes, que hoje estão concentradas no projeto “Ações Territorializadas”, criado em 2015 para fortalecer o diálogo do museu com essas comunidades. Organizada por profissionais do Museu da Vida envolvidos com o projeto e recheada de imagens, vídeos e depoimentos de representantes das comunidades parceiras, a publicação pode ser acessada em: https://bit.ly/3sUoUGf

 

6. E-book sobre emergências climáticas aposta no protagonismo juvenil – As mudanças climáticas, junto com as epidemias, estão entre as maiores ameaças à espécie humana. Para divulgar, de forma simples e acessível, temas discutidos por cientistas sobre o assunto e engajar crianças e jovens na luta pelo futuro da vida no planeta, pesquisadores da Universidade de São Paulo organizaram o e-book Novos temas em emergência climática para os ensinos fundamental e médio, voltado a estudantes e professores. A obra trata de assuntos ainda pouco abordados com a garotada, como consumismo, ansiedade e justiça climática, além de estimular a ação, reunindo soluções práticas e criativas. Com contribuições de pesquisadores, gestores, ambientalistas e jovens, destaca também a importância das ações integradas para enfrentar desafios complexos. O e-book está disponível gratuitamente em: https://bit.ly/3zqDsPn. 

 

Eventos  

 

7. Congresso internacional semipresencial – Acontece de 2 a 4 de março o VIII Congreso Internacional de Comunicación Pública de la Ciencia y la Tecnología (COPUCI), em San Carlos de Bariloche, na Argentina. Gênero e comunicação em tempos de crise são os temas do evento, que será semipresencial. Para participar virtualmente, como ouvinte, basta fazer a inscrição on-line e pagar a taxa de 50 dólares até 2/3 (não residentes na Argentina). Saiba mais em: https://bit.ly/3qLMJh0

 

Oportunidades  

 

8. Inscrições abertas para especialização em divulgação científica – A Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz acaba de abrir o processo seletivo do curso de Especialização em Divulgação e Popularização da Ciência 2022. Interessados em uma das 20 vagas oferecidas devem se inscrever na Plataforma Siga (https://bit.ly/3FOGkb7) e enviar a documentação pedida de forma on-line até 6/2. Destinado a graduados de áreas diversas, o curso é presencial, gratuito e não tem taxa de inscrição. Confira o edital completo em: https://bit.ly/3znhgp8

 

9. Para incluir garotas nas ciências – Estão abertas as inscrições para o programa Garotas STEM: Formando Futuras Cientistas, promovido pelo British Council em parceria com a Fundação Carlos Chagas. Serão selecionados até 30 projetos já desenvolvidos há pelo menos dois anos, que visem incluir garotas nas áreas das ciências exatas e naturais, engenharias e computação. As inscrições vão até 6/2 no site do British Council. Leia mais em: https://bit.ly/3FYAVyg.   

 

10. Vaga para professor de divulgação científica na Inglaterra – O Departamento de Ciências Aplicadas da University of the West of England Bristol está contratando um professor de divulgação científica em período parcial por um ano. Os candidatos devem ter mestrado ou doutorado em divulgação científica ou área afim e experiência em ensino e em atividades práticas e de pesquisa em divulgação científica. Os interessados têm até 23/1 para se inscrever via formulário on-line. Mais informações em: https://bit.ly/32URdtD

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