
Se você acompanha as notícias do Museu da Vida, deve ter notado que no dia 18 de fevereiro, uma terça-feira, não abrimos. Pois é: estávamos imersos em dois dias de intensa reflexão no Fórum Interno de Acessibilidade. Organizado pelo Grupo de Trabalho de Acessibilidade do Museu da Vida, o evento ocorreu nos dias 17 e 18/2 para os funcionários do Museu. A acessibilidade tem sido uma preocupação cada vez mais constante para o Museu da Vida e, por isso, o estudo e a troca de ideias são essenciais.
Acesse o álbum de fotos do encontro.
Na segunda (17), recebemos o pesquisador Armando Nembri, coordenador do curso de pós-graduação em Direitos Humanos, Acessibilidade e Inclusão da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp), da Fiocruz. Surdo desde criança, Nembri defendeu a importância da acessibilidade atitudinal no contexto de qualquer deficiência: "ela dá início às outras acessibilidades e impulsiona a remoção de barreiras". Segundo ele, a atitude é fundamental porque é a partir dela que é possível perceber o outro sem estigmas, estereótipos e preconceitos.
Para colocá-la em prática em instituições e no dia a dia, o pesquisador deu a dica: "É importante carregar consigo um querer fazer constante". A tarefa pode se tornar difícil em um planeta que está em constante mudança e que depende do senso de coletividade para que políticas públicas sobre acessibilidade sejam vistas com prioridade.
"Não adianta querer que o outro mude a natureza dele. Você precisa mudar primeiro. Hoje, o que estamos encontrando são pessoas inacessíveis. Se você quer mudar o planeta, vá com seus problemas mesmo", encorajou Nembri.
Leia também a entrevista com a psicóloga e educadora Camila Alves, que esteve presente no segundo dia do Fórum.
Publicado em 21/2/2020