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Leia o informativo do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica!


Informativo do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica/Museu da Vida - Ano XVIII, n. 250, RJ, 3 de abril de 2019

Neste informe:

1. Acompanhar sem se intrometer

2. Reflexões sobre gênero em museus e centros de ciência

3. A ética na divulgação científica

4. Mostra aborda desafios de acessibilidade nas grandes cidades

5. Exposição Castelo de Inspirações é aberta ao público

6. Oswaldo Cruz em cartas

7. Abertas inscrições para Prêmio José Reis de Divulgação Científica

8. Alô, divulgadores, edital à vista!

9. Chamada para Congresso sobre Educação e Acessibilidade

10. Curso online relaciona arte e estratégias interativas

11. Curso de verão em divulgação científica na Alemanha

 

1. Acompanhar sem se intrometer – Quais experiências os visitantes desfrutam numa exposição? Sobre o que conversam? Que tipo de ações e reações os elementos expositivos provocam? Como saber disso tudo? Estas são algumas questões postas por quem estuda os públicos de museus. Diante do desafio de respondê-las – afinal, como obter essas respostas sem ser intrometido? –, pesquisadores têm lançado mão de diferentes estratégias. Um método que vem se popularizando é o uso de câmeras de pequeno porte carregadas pelos próprios visitantes em seu passeio pelos museus e suas exposições. Assim, é possível acompanhar de perto as visitas sem muita interferência. Estudo publicado na edição corrente da revista Interfaces Científicas – Humanas e Sociais sobre visitas de famílias à exposição “Oceanos” no Museu da Vida, da Fiocruz, no Rio de Janeiro, explora as potencialidades desse método. Utilizando câmeras GoPro® acopladas a um suporte especial e posicionadas na cabeça dos visitantes, os autores tiveram acesso às conversas estabelecidas entre os integrantes de dez famílias. Assim, puderam verificar que a maior parte das interações familiares enfocou o conteúdo da exposição e seus objetos e aparatos e se deram com mediação ativa dos adultos. Observaram também que a exposição despertou uma ampla gama de emoções, sendo capaz de sensibilizar os visitantes sobre a importância da conservação dos oceanos. O artigo está disponível em: <https://bit.ly/2OETXzW>. Atenção! Esta edição traz outros trabalhos de interesse para pesquisadores em divulgação científica.  

2. Reflexões sobre gênero em museus e centros de ciência – Os artigos “Gender performance in and out-of-school science context” e “Science centres, gender and learning”, publicados na edição de março do Cultural Studies of Science Education, debatem possíveis implicações da pouca, ou nenhuma, reflexão sobre gênero em espaços não formais. No primeiro artigo, Eva Silfver (Universidade de Umeå, Suécia) investiga se, e como, relações de poder e gênero estereotipadas são negociadas e desafiadas durante a visita de 20 alunos de 14 e 15 anos a um centro de ciência na Suécia. A autora analisou gravações da visita – comportamentos e conversas de três estudantes meninas e três meninos durante atividade de construção e programação de carros com Legos –, registros de campo e entrevistas após a visita. O estudo aponta que os jovens seguiram padrões de gênero tradicionais: meninos mais familiarizados com carros e programação e meninas menos envolvidas e inseguras, apesar do interesse em participar. Aponta, ainda, que houve momentos de ruptura do tradicionalmente estabelecido quando meninas mostraram liderança. Porém, incentivos positivos para os meninos, feitos pelos educadores da escola, reforçaram os padrões. Em “Science centres, gender and learning”, o estudo de Silfver serve como ponto de partida para discussão da relação entre gênero, aprendizagem e ensino em centros de ciência. Para a autora, Cecilia Rodéhn (Universidade Uppsala, Suécia), os resultados de Silfver indicam que as relações de poder e gênero não são desafiadas no centro de ciência, mas reforçadas. Na opinião da autora, museus e centros de ciência precisam refletir criticamente sobre regras e valores sociais dos materiais utilizados em atividades pedagógicas. Acesse os artigos, em inglês, em: <https://bit.ly/2FGIOdV> e <https://bit.ly/2HTtJcb>.

3. A ética na divulgação científica – Nas reflexões sobre divulgação científica, questões éticas envolvendo essa prática muitas vezes são negligenciadas. Embora no dia a dia possam abordar aspectos éticos das pesquisas científicas, divulgadores da ciência não costumam se debruçar com frequência sobre a ética necessária à sua própria atividade. Mas deveriam. Para fazer frente a essa lacuna, foi lançado no fim de 2018 o livro Ethics and Practice in Science Communication, organizado por Susanna Priest, Jean Goodwin e Michael  F. Dahlstron e editado pela Universidade de Chicago (EUA). Suas 336 páginas são divididas em três seções, que discutem por que a ética na divulgação científica é importante, desafios éticos que surgem nas práticas profissionais e estudos de caso que ilustram as questões anteriores. O capítulo “Journalists, Expert Sources, and Ethical Issues in Science Communication”, de Marjorie Kruvand, por exemplo, discute as implicações éticas de quando jornalistas dependem excessivamente de um número muito limitado de fontes especializadas, com as quais já têm familiaridade. Leia resenha sobre a obra publicada no periódico Journal of Science Communication: <https://bit.ly/2Kbq4c2>. O livro pode ser comprado pela internet. No site da Amazon, por exemplo, custa cerca de 190 reais (mais frete): <https://amzn.to/2FRtZ9J>.

4. Mostra aborda desafios de acessibilidade nas grandes cidades – Para quem possui algum tipo de deficiência, exercitar o direito de ir e vir pela cidade impõe uma série de desafios que muitas vezes passam despercebidos pelo restante dos cidadãos. Na exposição “Cidade Acessível”, em cartaz no Museu da Vida (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz), os visitantes têm a oportunidade de praticar a empatia, vivenciando situações que envolvem as dificuldades de pessoas cegas, surdas, com mobilidade reduzida, deficiência intelectual e até idosos no dia a dia das grandes cidades. A mostra é dividida em seis seções: estacionamento, ponto de ônibus, ônibus, praça, escola e depoimentos. Além de perceber as barreiras apresentadas a pessoas com deficiência em cada um desses cenários, os visitantes são instigados a discutir adaptações e formas de convivência entre cidadãos com características diversas. De acordo com Alessandro Baptista, chefe do Museu da Vida, um dos objetivos da mostra é tratar do tema da inclusão na perspectiva dos direitos humanos, muito além da abordagem assistencialista. A exposição “Cidade Acessível” fica no Salão de Exposições Temporárias do Museu da Vida até outubro de 2019. É possível visitá-la gratuitamente de terça a sexta-feira, nos horários: 9h, 10h30, 13h30 e 15h. E, aos sábados, das 10h às 16h. O Museu da Vida fica na Av. Brasil, 4.365, Manguinhos, Rio de Janeiro/RJ. Saiba mais em: <https://bit.ly/2Cll1z0>.

5. Exposição “Castelo de Inspirações” é aberta ao público – Símbolo da Fiocruz, o Castelo Mourisco, idealizado pelo sanitarista Oswaldo Cruz, abriga uma nova atração para os visitantes do Museu da Vida (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz): a exposição “Castelo de Inspirações”, aberta ao público em 28 de março. A mostra conta a história do castelo e explora os simbolismos e as curiosidades do edifício ícone da ciência brasileira, que completou cem anos em 2018. Composta por módulos temáticos sobre arte e ciência, memória e história, matemática e os personagens que se relacionam com o castelo, a exposição leva o público a uma viagem ao passado, destaca a beleza dos detalhes da construção e coloca em cena as pessoas que fazem com que o edifício continue vivo e dinâmico. O universo da matemática é um dos destaques da exposição, que explora os encaixes perfeitos das formas do castelo e suas repetições geométricas em jogos e atividades interativas. A mostra é gratuita e aberta ao público de terça a sexta-feira nos horários: 9h, 10h30, 13h30 e 15h. Aos sábados, é possível visitá-la às 10h10, 11h, 11h50, 12h40, 13h30, 14h20 e 15h10. O Museu da Vida fica na Av. Brasil, 4.365, Manguinhos, Rio de Janeiro/RJ. Saiba mais em: <https://bit.ly/2CMs444>.

6. Oswaldo Cruz em cartas – Reconhecido no Brasil e no mundo pelo enfrentamento de epidemias que assolavam o país no início do século 20, Oswaldo Cruz tem agora sua vida mais íntima escancarada na exposição “Do seu saudoso Oswaldo”. Inaugurada em 28 de março no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro, a mostra abre a correspondência do sanitarista para o público, revelando um pai e marido amoroso, um viajante fascinado pela modernidade das metrópoles europeias e norte-americanas e um homem cheio de paixões, angústias e fragilidades. São centenas de cartas, cartões-postais, bilhetes e fotografias, abrangendo um período que se inicia em 1889 e se estende até depois de sua morte, em 1917, aos 44 anos. Os itens fazem parte do acervo da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), responsável pela concepção da exposição, que conta com apoio do Centro Cultural Correios, onde fica em cartaz até 30 de junho. O espaço fica na rua Visconde de Itaboraí, n. 20, no Centro do Rio, e abre para visitação de terça-feira a domingo, do meio-dia às 19h. Entrada franca. Mais informações sobre a exposição em: <https://bit.ly/2TSczxc>.

7. Abertas inscrições para Prêmio José Reis de Divulgação Científica – Termina em 22 de abril o prazo de inscrição para o tradicional Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica, concedido anualmente pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Em sua 39ª edição, o prêmio contempla, em 2019, a categoria Pesquisador e Escritor. O vencedor receberá R$ 20 mil e diploma, além de passagem aérea e hospedagem para participar da 71ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a ser realizada em julho de 2019 na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, ocasião em que será entregue o prêmio. Para se inscrever, o candidato deve enviar por correio ao CNPq a ficha de inscrição (disponível em <https://bit.ly/2FFSViT>) preenchida, currículo atualizado em 2019 na Plataforma Lattes, justificativa em que se evidencie significativa contribuição à divulgação e popularização científica e tecnológica e trabalhos (originais ou cópias) de divulgação científica e popularização da ciência, tecnologia e inovação, veiculados pelas diversas mídias e instrumentos disponíveis. Os documentos devem ser enviados ao CNPq - Serviço de Prêmios - SHIS Quadra 01 Conjunto B - Bloco B, 1º andar, Sala 101, Edifício Santos Dumont, Lago Sul, Brasília, DF, CEP 71605-170. Saiba mais em <http://premios.cnpq.br/web/pjr>.  

8. Alô, divulgadores, edital à vista! – Em época de vacas magras, há de se comemorar o lançamento de um edital para a divulgação da ciência. A Presidência da Fiocruz, por meio da sua Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação, acaba de lançar chamada para apresentação de propostas de projetos na área, mais especificamente no campo da saúde. As propostas podem ser submetidas por servidores e por alunos de pós-graduação da Fiocruz e abranger todos os campos do conhecimento nos quais a instituição atua. São particularmente bem-vindos projetos que tratem de vigilância em saúde, arboviroses, doenças crônicas não transmissíveis, saúde da mulher e da criança, violência e saúde, saúde e ambiente ou Sistema Único de Saúde. As iniciativas, com orçamento de até 20 mil reais, podem lançar mão das mais diversas estratégias de divulgação científica, envolvendo distintos suportes e meios de comunicação, e se destinar a qualquer segmento da sociedade, de qualquer faixa etária. O prazo final para envio é 18 de junho. Consulte o edital na íntegra em: <https://bit.ly/2I7sqpq>.

9. Chamada para congresso sobre educação e acessibilidade – Encerra-se em 5 de abril a primeira chamada para submissão de trabalhos do VI Congresso Internacional de Educação e Acessibilidade em Museus e Patrimônio, a ser realizado de 27 a 29 de novembro em São Paulo. Com o tema “Nada para nós sem Nós”, a programação do evento incluirá conferências, mesas-redondas e 30 sessões de comunicações orais sobre os eixos temáticos “Participação”, “Educação, acessibilidade e direitos humanos” e “Acessibilidade ao patrimônio histórico”. Apresentações artísticas, oficinas e visitas técnicas em museus e exposições estão previstas para os dias 26 e 30. Interessados devem submeter resumo da proposta (entre 250 e 500 palavras), incluindo nome completo do autor, vínculo acadêmico ou profissional, endereço de e-mail para contato, eixo em que o resumo se enquadra e três palavras-chave. O resumo pode ser escrito em português, espanhol ou inglês, e enviado para <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. A organização do evento divulgará 15 comunicações selecionadas antes de 15 de abril – os selecionados nessa etapa poderão se candidatar à bolsa Ibermuseus de Capacitação até 18 de abril. Outras 15 comunicações orais serão selecionadas em uma segunda convocatória entre maio e junho. Veja mais informações do evento em: <http://www.ieb.usp.br/6cieamp/> e <https://www.facebook.com/congresoeamp/>. Confira o edital da bolsa Ibermuseus em: <http://convocatorias.ibermuseos.org/>.

10. Curso online relaciona arte e estratégias interativas – Iniciam em 15 de abril as aulas do curso “Welcome to Art and Activity: Interactive Strategies for Teaching with Art”, realizado pelo Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (EUA). Desenvolvido pelo Departamento de Educação do museu, é totalmente online, tem duração de quatro semanas e não exige conhecimento prévio. A iniciativa visa abordar como atividades interativas com o uso da arte podem ser criadas e utilizadas para o entendimento do mundo que nos cerca. Conta com vídeos de atividades e uso de várias metodologias, palestras, exercícios para verificação dos conteúdos e um fórum, espaço em que os participantes são estimulados a trocar ideias e reflexões. Embora o curso seja voltado para professores e estudantes, os organizadores destacam que as estratégias e metodologias podem ser aplicadas tanto em sala de aula quanto em espaços de educação não formal, como museus, bem como adaptadas para diferentes faixas etárias. “Welcome to Art and Activity” é ministrado em inglês, mas o material gravado permite habilitar legendas em outros idiomas, como o francês e o espanhol. Os interessados podem optar pela participação como ouvinte, gratuita, ou com certificado, com pagamento de taxa de 29 dólares – ambas modalidades permitem acesso a todos os materiais. As inscrições podem ser realizadas no site do curso: <https://bit.ly/2FKuUqY>.

11. Curso de verão em divulgação científica na Alemanha – Para quem tem disponibilidade (e dinheiro) para ir à Europa em agosto, a dica é o curso de verão em divulgação científica da Universidade de Potsdam (Alemanha), cujas inscrições terminam em 30 de abril. A Potsdam Summer School 2019 será realizada de 20 a 29 de agosto, com o tema central “Conectando ciência e sociedade”. O programa vai explorar a importância da divulgação científica para desenvolver formas efetivas – tanto individuais quanto institucionais – de comunicar tópicos de sustentabilidade e mudanças globais. O curso pretende reunir cientistas em início de carreira e jovens profissionais do setor privado, de agências e instituições governamentais e não governamentais de diferentes partes do mundo para discutir questões envolvendo desenvolvimento sustentável, além de capacitar divulgadores científicos interessados em interagir com vários setores da sociedade. O curso, ministrado em inglês, oferece 40 vagas e custa 280 euros – o valor cobre despesas de acomodação, almoços e a maioria dos jantares. Os candidatos devem arcar com os custos de transporte até Potsdam. Porém, em alguns casos pontuais, os organizadores podem buscar outras alternativas. Entre os documentos e informações exigidas estão ficha de inscrição preenchida, currículo, carta de motivação e e-mails de duas pessoas que servirão de referência. Mulheres, membros de minorias, jovens profissionais e estudantes de países em desenvolvimento são especialmente encorajados a se inscrever. Saiba os detalhes em: <https://potsdam-summer-school.org/application/>.

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Ciência & Sociedade é o informativo eletrônico do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica do Museu da Vida (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz). Editores de Ciência & Sociedade: Marina Ramalho e Carla Almeida. Redatores: Luís Amorim e Rosicler Neves. Projeto gráfico: Luis Cláudio Calvert. Informações, sugestões, comentários, críticas etc. são bem-vindos pelo endereço eletrônico <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. Se você não quer mais receber Ciência & Sociedade, envie um e-mail para <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>.

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