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Setenta anos após a adoção da Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), muito tem se discutido sobre a importância de resgatar o momento histórico em que ela foi estabelecida. Por conta das atrocidades cometidas durante a II Grande Guerra Mundial, como o holocausto, a Organização das Nações Unidas promulga a DUDH em dezembro de 1948. O texto reúne 30 direitos básicos e essenciais a todo ser humano, que precisam ser assegurados pelo governo de cada país. Pensando em traçar um paralelo com a violação de direitos que ocorre em territórios de favela e marcar a celebração dos 70 anos, o Museu da Vida (MV) e a Cooperação Social da Fiocruz realizaram o seminário "DH em debate", no dia 13 de dezembro, com o tema “Pessoas com deficiência, moradia e juventude”, reunindo pesquisadores, jovens, militantes e público interessado. O encontro foi o segundo evento fruto de uma parceria entre o MV e a Cooperação no âmbito dos direitos humanos. O primeiro teve o direito à água como tema central e foi realizado em 16 de abril, em Manguinhos.

No evento, a juventude também marcou presença: o grupo Hip Hop Saúde entoou letras de rap com temas sócio-científicos, como saúde dos rins e saneamento básico. (Imagem: Maria Buzanovsky)

Antes dos debates do dia, o historiador Alessandro Batista, atual chefe do Museu da Vida (MV), relembrou uma das missões do MV como museu público e gratuito: “Sempre tivemos preocupação com a relação da ciência e da saúde com os demais campos da vida. E, mais recentemente, identificamos a necessidade de falarmos também sobre direitos humanos. Negar a promulgação dos direitos humanos é negar a diversidade da humanidade. É dizer que uma parcela considerável de pessoas, seja por sua origem social, cor da pele, sexo ou deficiência, seja desconsiderada como humana. Deste debate não abrimos mão”, defendeu.

De acordo com Gilson Antunes, coordenador executivo da Fiocruz Mata Atlântica, as elites da sociedade, historicamente e em sua essência, sempre foram excludentes e escravistas, classificando as pessoas em humanos e não humanos. “Se você não tem a dimensão do outro, você não consegue transcender, o que significa ganhar humanidade”, alertou. “Precisamos construir solidariedade; somos nós que mudaremos essa realidade. A ciência compartilhada é o caminho. Se não for junto e em conjunto, nós não transcenderemos.”

Distopia: Felipe Eugênio lembrou de livros em que a ficção distópica dialoga com um cenário futuro em que os direitos humanos são violados, como em “O conto da aia”, da escritora canadense Margaret Atwood. A obra, que virou série em 2017, conta a história de mulheres que são escravizadas em um mundo onde a infertilidade domina. Nele, membros de uma ditadura fundamentalista religiosa estupram mulheres férteis, as chamadas aias. (Imagem: Maria Buzanovsky)

À plateia, onde muitos jovens do Programa de Produção Cultural do Museu da Vida assistiam, Felipe Eugênio, da Cooperação Social da Fiocruz, fez um pedido: “Imaginemos um mundo em que a liberdade não precisa ser um princípio absoluto, e a dignidade humana não está conectada a ela. O resultado disso a gente já conhece: isso significa o trabalho não remunerado, compulsório e escravo, o roubo da liberdade de ir e vir das pessoas... Tentem fazer o exercício da negação dos direitos humanos para conseguir defendê-los com mais força”.

Clique e confira também as matérias sobre o que foi discutido em cada eixo temático:

“Moradia é a porta de entrada para todos os direitos”, diz coordenadora regional da União Nacional por Moradia Popular
No debate sobre moradia e direitos humanos, o encontro contou com a participação de Jurema Constâncio, da União Nacional por Moradia Popular do Rio de Janeiro. 

Na teoria, juventude com direitos; na prática, população sem trabalho e estudo
André Sobrinho, da Agenda Jovem Fiocruz, contextualizou a violação de direitos entre jovens que moram em favelas.

Direitos humanos básicos para pessoas com deficiência
A pobreza extrema tem fatores que favorecem a condição de deficiência? Questão é abordada pela terapeuta ocupacional Vânia Mefano.

 

Dança política: turma de 2018 do Pró-Cultural, do Museu da Vida, se apresentou ao som de músicas da cantora Iza, com letras sobre empoderamento feminino e racismo. (Imagem: Maria Buzanovsky)

Publicado em 19/12/2018

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