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Informativo do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica do Museu da Vida     

Ano XXII - nº. 290. RJ, 8 de agosto de 2022.    

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Neste informe: 

 

Especial Desinformação 

1. Boatos sobre vacinas na internet e o papel da mídia tradicional 

Leituras 

2. Para uma divulgação científica responsável na América Latina 

3. O desafio da inclusão social nos museus de ciências  

4. Percepções sobre pesquisa de percepção da C&T  

Ações 

5. Websérie trata da importância da vacinação infantil 

6. Guia de centros e museus de ciência 

Evento 

7. Encontro Brasileiro de Divulgadores de Ciências  

Oportunidades 

8. Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde 

9. Curso sobre cobertura de doenças raras  

10. Bolsa para cobrir a COP27 

11. Curso sobre métodos de pesquisa 

 

Especial Desinformação 

 

1. Boatos sobre vacinas na internet e o papel da mídia tradicional  Os primeiros meses da imunização contra a Covid-19 no mundo foram marcados por boatos sobre supostos efeitos adversos das vacinas. Embora muitos rumores relacionados à vacinação tenham sido criados e disseminados pelas mídias sociais, resultados do estudo “How Vaccination Rumours Spread Online: Tracing the Dissemination of Information Regarding Adverse Events of COVID-19 Vaccines”, publicado na revista International Journal of Public Health, indicam que a preocupação do público sobre o assunto foi fortemente relacionada à cobertura da mídia tradicional. Os autores combinam técnicas quantitativas e qualitativas para investigar a origem e a propagação de boatos sobre efeitos da vacinação na internet. Com o auxílio da ferramenta Google Trends, identificaram 12 supostos efeitos adversos da vacinação entre os assuntos mais procurados e/ou comentados no Google em todo o mundo no período de 1 de dezembro de 2020 a 21 de abril de 2021. Eles também levantaram matérias e postagens tanto no Facebook quanto em uma base de notícias sobre cinco dos supostos efeitos. A análise dos dados mostra que o aumento das buscas e/ou comentários no Google resultou de uma notícia inicialmente transmitida ou amplamente abordada pela mídia tradicional. Mostra também que notícias com título tendencioso ou dúbio foram mais compartilhadas na internet do que informações mais precisas. Os resultados ilustram a importância da mídia tradicional como fonte de informação e os papéis que pode desempenhar. Acesse o artigo em inglês.

 

Leituras 

 

2. Para uma divulgação científica responsável na América Latina – Se divulgar ciência por si só já não é tarefa fácil, os divulgadores latino-americanos precisam enfrentar obstáculos adicionais. Alguns deles são comunicar pesquisas publicadas originalmente em inglês (mesmo quando produzidas localmente) e lidar com altos índices de pobreza e com públicos de diversas origens culturais. Além disso, em uma região com sistemas educacionais públicos tipicamente deficientes, a divulgação científica é muitas vezes obrigada a servir como um complemento, ou mesmo um substituto, para a educação formal em ciências, um papel para o qual não é adequada. O artigo “Responsible science communication in Latin America: reflections on challenges”, publicado em junho na Journal of Sience Communication, fala da história da divulgação científica na América Latina e de como esses desafios estão sendo enfrentados. Os autores citam, por exemplo, a pouca visibilidade que a ciência latino-americana possui dentro e fora da região. E sugerem, como ferramenta de divulgação científica, explorar como a ciência desempenhou papel importante para os processos de independência de vários países latino-americanos. Confira o artigo em inglês.

 

3. O desafio da inclusão social nos museus de ciências – Basta um museu ser gratuito para ser inclusivo? Pesquisas vêm mostrando que não é bem assim... A inclusão social ainda é um enorme desafio para centros e museus de ciência mundo afora e, no Brasil, não é diferente. O perfil dos frequentadores dessas instituições não representa a maior parte da população brasileira, em termos de renda e nível educacional. A maioria do público de visitação espontânea vem, principalmente, de camadas privilegiadas da sociedade, o que reflete a estrutura social desigual da sociedade brasileira, um quadro que foi reforçado com a pandemia de Covid-19. No artigo “O desafio da inclusão social nos museus de ciências”, publicado em julho na Ciência Hoje, os autores apresentam “algumas perspectivas, pesquisas e iniciativas como inspiração de caminhos na direção da construção de museus mais inclusivos”. Com base nas iniciativas comentadas no artigo, os autores destacam, entre outros pontos, a importância da adoção de um compromisso institucional de longo prazo, combinado à necessidade de se iniciar um diálogo respeitoso que leve em conta os valores, as práticas, as aspirações e as motivações do público. Leia o artigo gratuitamente. 

 

4. Percepções sobre pesquisa de percepção da C&T – A empresa 3M conduz a cada ano uma pesquisa chamada Índice do Estado da Ciência, para explorar as percepções globais em relação ao tema. Nesta 6ª edição, foram 17 países estudados, sendo mil entrevistados de cada nacionalidade. No site da empresa, que tem um olhar positivista que acredita “no poder da ciência para resolver alguns dos desafios mais difíceis do mundo e da vida cotidiana” e diz que “graças à ciência existem (...) bicicletas e aviões”, há dados gerais dos resultados do Brasil. Infelizmente, sobre a metodologia há pouca informação. Assim, alguns dados são difíceis de serem melhor avaliados. Segundo a pesquisa, 92% dos brasileiros confiam na ciência (2% a mais do que o resultado global), mas quando estes dados são analisados pelas diferentes gerações (Z, Millenials, X e Baby Boomers), há uma discrepância grande, mostrando cerca de 50% de confiança em cada geração. Em outro momento, fica difícil entender como foram questionados os participantes que afirmaram acreditar que “ganhariam tanto dinheiro em uma carreira especializada (sic) quanto em uma carreira que exige um diploma de uma universidade tradicional de 4 anos”. A pesquisa aborda ainda outros pontos como desinformação, sustentabilidade, equidade, saúde etc. Confira resultados

 

Ações 

 

5. Websérie trata da importância da vacinação infantil – Motivado pela volta dos casos de sarampo às estatísticas do país em 2018, o Museu da Vida Fiocruz montou uma peça itinerante em 2019 sobre vacinação. O sucesso da iniciativa estimulou a criação de uma nova versão da peça, mas a pandemia de Covid-19 fez a ideia ser transformada em uma websérie de sete episódios. Intitulada "Invasores", a websérie recém-lançada pelo museu conta as peripécias de cinco pré-adolescentes em um torneio do game "Invasores". Apesar de integrarem equipes rivais, o grupo resolve unir forças contra um vírus de computador capaz de interromper o campeonato e destruir o jogo.  No roteiro, semelhanças entre ficção e realidade não são meras coincidências. Com humor e efeitos visuais e sonoros, a obra aborda temas atuais e relevantes, como imunização, cobertura vacinal e desinformação. Todos os episódios possuem legenda, audiodescrição e tradução para libras e estão disponíveis no YouTube, no canal do museu

 

6. Guia de centros e museus de ciência – Está em preparação uma nova edição do Guia de Centros e Museus de Ciência na América Latina e Caribe, iniciativa liderada pelo Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (INCT-CPCT), em parceria com outras instituições. O objetivo da publicação é proporcionar informações atualizadas sobre as atividades oferecidas ao público por diferentes espaços de divulgação científica, como museus de história natural, museus ou centros interativos de ciência, museus tecnológicos, museus de antropologia, museus de arqueologia, museus de etnografia, museus históricos, jardins botânicos, aquários, planetários, zoológicos, centros de educação ambiental, parques ambientais, ecomuseus e espaços museográficos semelhantes. Para integrar a publicação, as instituições devem enviar suas informações até 15 de agosto, através dos seguintes links: português e espanhol

 

Evento 

 

7. Encontro Brasileiro de Divulgadores de Ciências  O evento acontece nos dias 27 e 28/08, na cidade de São Paulo, e ainda conta com inscrições para graduados, no valor de 35 reais. O objetivo é reunir divulgadores de ciências para compartilharem suas experiências, discutir os objetivos da divulgação científica, elaborar estratégias para campanhas na área e encorajar a colaboração entre divulgadores. Mais informações e programação completa.

 

Oportunidades 

 

8. Pós-graduação em Informação e Comunicação em Saúde – Estão abertas, até 12/09, as inscrições para os cursos de mestrado (20 vagas) e doutorado (14 vagas) do Programa de Pós-graduação em Informação e Comunicação em Saúde (Icict/Fiocruz). Há reserva de vagas para pessoas com deficiência, negras e indígenas. O processo seletivo ocorrerá por meio remoto, mas as aulas serão presenciais. Confira os detalhes.

 

9. Curso sobre cobertura de doenças raras – Gratuito e oferecido pela National Press Foundation (EUA), esse curso online para jornalistas de todo o mundo ocorre de 17/10 a 19/10 em inglês. Além do curso, a NPF oferece até 3 mil dólares para custear os gastos de 20 jornalistas para a realização de reportagens sobre doenças raras. Os bolsistas assistirão a uma sessão adicional do curso com especialistas em jornalismo narrativo. Saiba mais.

 

10. Bolsa para cobrir a COP27 – De 6 a 18/11 acontece no Egito a 27ª edição da United Nations Climate Change Conference (COP27). A organização não governamental Climate Tracker recebe até 19/8 inscrições de jornalistas interessados em cobrir o evento. São dez bolsas, para repórteres iniciantes ou em início de carreira, que podem cobrir presencialmente ou virtualmente a conferência. Informações.

 

11. Curso sobre métodos de pesquisa – A universidade UWE Bristol (Reino Unido) oferece o curso on-line "Applied Research Skills", de 20 semanas, a partir de 05/09, para profissionais de divulgação científica e estudantes interessados em elaborar, realizar e analisar criticamente pesquisas em divulgação científica. O valor (salgado!) da taxa de inscrição, por pessoa, é 1.175 libras. Saiba mais.

 

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Ciência & Sociedade é o informativo eletrônico do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica do Museu da Vida (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz). Editores de Ciência & Sociedade: Marina Ramalho e Carla Almeida. Redatores: Luís Amorim e Rosicler Neves. Projeto gráfico: Barbara Mello. Informações, sugestões, comentários, críticas etc. são bem-vindos pelo endereço eletrônico: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Para se inscrever ou cancelar sua assinatura do Ciência & Sociedade, envie um e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.     

   

* A seção Especial Desinformação é uma iniciativa do projeto “O desafio da desinformação em saúde: compreendendo a recepção para uma melhor divulgação científica”, contemplado pelo Programa Proep 2022, da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) e do CNPq.   

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