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Desde o início da pandemia de Covid-19, nos habituamos a ver barreiras de proteção nos espaços públicos, principalmente em ocasiões em que se faz necessário prestar atendimento de forma aproximada. Mas você sabia que o uso desta solução simples e que ajuda a evitar a propagação de doenças é uma prática antiga? Esta mesa usada no atendimento de pacientes com tuberculose, que faz parte do acervo do Museu da Vida, demonstra isso. 

A tuberculose é uma doença infecciosa crônica causada por várias espécies de bactérias. Elas costumam ser bastante resistentes e se mantêm ativas em meio seco durante semanas, mas, no organismo, conseguem sobreviver apenas se instalando em um órgão hospedeiro. Nos casos mais frequentes, isso acontece nos pulmões, mas pode também ocorrer em outros órgãos como cérebro, coração e pele. 

Bacilo (bactéria em forma de bastão) da tuberculose, o Mycobacterium tuberculosis, ou simplesmente Bacilo de Koch.

A principal forma de contágio se dá pelas vias respiratórias. A transmissão ocorre através de gotículas no ar que são expelidas quando pessoas com tuberculose infecciosa tossem, espirram ou falam. Sabendo também que o contato prolongado com pessoas infectadas aumenta as chances de contágio, , consultórios clínicos e hospitais que prestavam atendimento aos doentes entre as décadas de 1930 e 1940 utilizavam mesas com barreira protetora de vidro, isolando o contato direto entre o atendente e o paciente. 

Desde o século XVIII, é possível observar esforços globais para combater a tuberculose. Na tentativa de controlar a doença investigada em instituições de saúde em todo o mundo, ao longo do tempo foram desenvolvidos cirurgias, tratamentos, vacinas e antibióticos para sua erradicação. Mas a tuberculose ainda preocupa nos dias de hoje: ela continua a ser a principal doença infecciosa causadora de mortes por resistência antimicrobiana. No Brasil, isso está ligado à pobreza e a condições de moradia insalubres.

Diorama da exposição Peste Branca: Memória da tuberculose, desenvolvida pelo Museu da Vida em 2017, representando um consultório médico na época em que a doença ainda era tratada por meio de cirurgias. 

No dia 17 de novembro, é celebrado o Dia Nacional do Combate à Tuberculose. A data foi criada com o objetivo de alertar que existe prevenção e cura para a doença, e que seu tratamento é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Informações técnicas sobre o objeto

Mesa de atendimento para pacientes de tuberculose 
Décadas: 1930-1940
Material: metal e vidro

 

Outras leituras

1) BERTOLLI FILHO, Claudio. Antropologia da doença e do doente: percepções e estratégias de vida dos tuberculosos. Hist. cienc. saude-Manguinhos, Rio de Janeiro, v. 6, n. 3, fev. 2000.

2) NASCIMENTO, Dilene; FERNANDES, Tania; ALMEIDA, Ana Beatriz; SOARES, Pedro Paulo. Imagens da Peste Branca. Memória da Tuberculose no Brasil. (exposição organizada pela Casa de Oswaldo Cruz e Centro de Referência Professor Hélio Fraga, exibida no Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, 1993

 

Créditos

Objeto em Foco é um produto de divulgação do acervo museológico sob a coordenação de Pedro Paulo Soares e Inês Santos Nogueira
Serviço de Museologia - Museu da Vida

Publicado em 17 de novembro de 2021

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