Ir para o conteúdo
Estufa de culturas a vácuo, feita de bronze, madeira e vidro
Fabricante: E. Adnet Constructeur (França – 1890/1910)
Dimensões: 78 cm x 51 cm

Este objeto, proveniente do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), era usado para incubação e secagem de culturas a vácuo.

A estufa possui fechamento hermético e paredes duplas moldadas em bronze, possibilitando a conservação da temperatura. Sua porta funciona como uma pequena lente de aumento que, com o auxílio de uma lâmpada, permite visualizar o interior da estufa, que possui também duas prateleiras móveis em seu interior. Seu aquecimento era feito por meio de queimadores a gás localizados em sua base.

Esse instrumento científico, criado no fim do século 19, foi fundamental para o desenvolvimento de novas técnicas de pesquisa histológica e microbiológica. A produção industrial da estufa permitiu o avanço de trabalhos que envolviam culturas de micro-organismos, inclusões de tecidos e esterilização de material cirúrgico e de laboratório. O equipamento foi importante para o desenvolvimento do cultivo de bactérias, a produção de fenômenos físicos como secagem e desidratação em laboratório e reações químicas que requeriam temperaturas constantes.

Estufa Adnet (à esquerda) localizada no Laboratório Bacteriológico do Pavilhão da Peste. Foto: Departamento de Arquivo e Documentação – COC/Fiocruz.

A estufa foi utilizada no prédio que era então conhecido como Pavilhão da Peste, cujas atividades estavam relacionadas ao estudo do bacilo da peste bubônica e à fabricação de vacinas e soros. O objeto foi usado em um dos laboratórios do local, destinado à pesquisa com animais infectados, sobretudo ratos capturados pelo serviço de saúde pública. Usados em experimentação científica, esses animais eram infectados com o bacilo Yersinia pestis, causador da peste bubônica. O material contaminado era então utilizado na criação de culturas, na produção de soros e no preparo da vacina contra a doença.

O fabricante da estufa, Eugène Adnet, tinha sua sede em Paris, na França. Foi um dos principais fornecedores de equipamentos de laboratórios e produtos químicos de instituições renomadas, como Colégio de França, Conservatório de Artes e Ofícios, Museu de História Natural e Instituto Pasteur. A partir de 1900, participou de Exposições Internacionais como as de Roma, Chicago, Bruxelas e Paris, que o transformaram em um fornecedor internacional.

Para saber mais:
ADNET, E. Catalogue général n° 19 de verrerie, chimie, bactériologie comprenant: l'aménagement du laboratoire, porcelaine terre et grès, verrerie, produits chimique, appareils d'analyse, étuves, appareils de stérilisation, microscopes, microtomes, cages et appareils à contention, centrifugeurs, instruments pour vaccins et sérums, laboratoire sans gaz, outillage ([1910], 1 vol.). Disponível em: http://cnum.cnam.fr/DET/M9835_1.html Acesso em: dez. 2010.
BENCHIMOL, Jaime L. Manguinhos do Sonho à Vida: a ciência na Belle Époque. Rio de Janeiro: Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz, 1990.
FONSECA FILHO, Olympio da. A Escola de Manguinhos: contribuição para o estudo do desenvolvimento da medicina experimental no Brasil. Tomo II. Oswaldo Cruz Monumenta Histórica. São Paulo: 1974.

Clique aqui para saber mais sobre a seção Objeto em foco.



Atualizado em 11/02/2015

Link para o site Invivo
link para o site do explorador mirim
link para o site brasiliana

Funcionamento: de terça a sexta, das 9h às 14h30.

Fiocruz: Av. Brasil, 4365, Manguinhos, Rio de Janeiro. CEP: 21040-900

Contato: museudavida@fiocruz.br

Assessoria de imprensa: divulgacao@fiocruz.br.

Copyright © Museu da vida | Casa de Oswaldo Cruz | Fiocruz

conheça