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dessecador de hempel


Dessecador de substâncias a vácuo
Material: vidro
Autor: Walther Hempel
Dimensões: 30 x 28 x 28 cm

Este objeto, feito em vidro transparente e resistente a variações de temperatura, foi utilizado para acondicionar substâncias que necessitavam passar por processo de desidratação. Os dessecadores a vácuo apresentam uma torneira em sua tampa, em que uma bomba de sucção é acoplada para aumentar a pressão no interior do equipamento.

Dessecadores são usados nos laboratórios para padronizar a desidratação de soluções orgânicas ou inorgânicas que precisam ser mantidas com baixo índice de umidade. Antes da etapa de dessecação, as soluções são geralmente aquecidas em um estufa e, posteriormente, colocadas para esfriar sob pressão no interior do equipamento. Este tipo de resfriamento impede a absorção de água enquanto a temperatura da substância se iguala à do ambiente.

O nome deste modelo de dessecador a vácuo foi uma homenagem ao engenheiro químico Walther Hempel (1851-1916), professor da Escola Superior de Engenharia em Dresden, na Alemanha. Hempel foi um grande estudioso da gasometria e desenvolveu aparatos e instrumentos experimentais como dessecadores, pipetas à gás, calorímetros, dentre outros instrumentos utilizados em laboratórios até hoje.

Este dessecador foi utilizado no final da década de 1930 nos laboratórios da Fundação Rockefeller, sediados no campus do Instituto Oswaldo Cruz, durante o processo de fabricação da vacina contra a febre amarela.

Confira um vídeo que detalha as etapas de preparação da vacina, produzido pelo Instituto Nacional de Cinema Educativo, em 1938.

A dessecação da vacina era um processo muito delicado. Era necessário fazê-lo a frio para proteger a vacina do calor e das variações térmicas. Os dessecadores, nesta etapa, eram imersos em uma mesa refrigeradora contendo uma mistura de gelo e sal. Uma substância desidratante - ácido sulfúrico, neste caso - era introduzida nos dessecadores e os tubos da vacina congelados eram organizados no fundo do recipiente. Logo em seguida, acelerava-se o vácuo nos dessecadores, que levavam cerca de 20 minutos para atingir a pressão ideal. Em poucas horas a água contida nos frascos com a substância a ser dessecada entrava em processo de ebulição.

Este método foi muito importante para o aumento da produção da vacina contra a febre amarela. Porém, durou pouco tempo devido a dificuldades próprias ao processo de dessecação e controle de temperatura nos lotes. A cada 24 horas, a dessecação deveria ser interrompida devido à diluição que o ácido sulfúrico sofria em contato com a água que se desprendia dos tubos de vacinas. Mesmo com bons resultados, a produção da vacina em larga escala inviabilizou a permanência desta técnica. No início dos anos 1940, a dessecação passou a ser realizada através de outras técnicas e em equipamentos maiores fabricados em alumínio.

Para saber mais:
BENCHIMOL, Jaime. Febre Amarela: a doença e a vacina, uma história inacabada. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2001.
HEMPEL, Walther. Methods of Gas Analysis. New York: The MacMillan Company, 1912. Disponível em: http://www.archive.org/stream/methodsgasanaly01denngoog#page/n8/mode/2up/search/hempel

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