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aparelho de freedman

Inalador para anestesias
Material: metal, borracha, vidro e couro
Fabricante: MLE (Medical and Industrial Equipment Limited)
Autores: A. Friedman (1943) Woodfild-Davies (1948)
Local: Inglaterra
Dimensões: 140 cm (total); 16,5 x 10,5 x 10,5 cm (frasco); 17 x 12 x 9 cm (máscara)

Concebido em 1943 pelo médico anestesista inglês A. Freedman, este aparelho é composto por uma máscara anatômica ligada a um recipiente. Ele foi idealizado para ministrar anestésicos em pacientes através da inalação. Muito usado no campo da obstetrícia, o inalador permitia que a paciente autoadministrasse substâncias para amenizar a dor durante o trabalho de parto. Ao final da década de 1940, o aparelho foi modificado por Woodfild-Davies, que adicionou um tubo de borracha entre o recipiente e a máscara.

O aparelho original era amarrado com uma corrente ao pulso da mulher. Quando a própria paciente considerava a dor das contrações excessiva, era possível abrir uma válvula de controle no conector da peça facial, com um simples acionamento manual, para liberar a substância anestésica em forma de vapor.

Um dos objetivos do inalador portátil era facilitar a administração da anestesia também em ambientes não hospitalares. Até meados do século XX, o parto era um procedimento realizado em geral no próprio ambiente doméstico. No caso da Inglaterra, nesse período, era conduzido por enfermeiras ou parteiras certificadas pelo conselho central de medicina.

O medicamento utilizado no aparelho era o tricloroetileno, conhecido comercialmente como Trilene. Esta substância foi introduzida como agente anestésico em 1934 e passou a ser amplamente utilizada entre as décadas de 1950 e 1970. Um dos fatores que facilitou o uso do Trilene era que, diferente de outros anestésicos voláteis como o éter e o clorofórmio, não causava vômitos ou náuseas nos pacientes.

Vaporizador de Freedman para autoadministração de Trilene. Disponível aqui.

Durante esse período, seu uso obstétrico tornou-se muito popular, visto que cumpria a função de aliviar a sensação de dor sem a perda da consciência da paciente em trabalho de parto. Além disso, comparados a outros anestésicos era o que menos oferecia riscos ao feto. Com o avanço no campo da anestesia, constatou-se que a administração prolongada e em grandes concentrações de Trilene poderia causar complicações neurológicas e cardiovasculares à paciente. Os riscos fizeram com que o tricloroetileno fosse gradativamente abandonado e substituído por outras substâncias voláteis como o óxido nitroso, que oferecia menos efeitos colaterais.

Para saber mais:

BARRAT, A; PLATTS, S. H. Sort Survey of Trilene in general practice. The British Medical Journal. Vol. 2, n° 4461, 6 jul. 1946, p. 10-12. Disponível em: http://www.jstor.org/stable/203668

FREEDMAN, A. Trichlorethylene-air analgesia in childbirth: an investigation with a suitable inhaler. The Lancet. Vol. 242, n° 6275, 4 dez. 1943, p. 696-697. Disponível aqui.

SÁNCHEZ, Antonio Leonel Canto; GUERRA, Luís Frederico Higgins. Anestesia Obstétrica. México. Manual Moderno, 2008. Disponível aqui

SERVIÇO DE ANESTESIOLOGIA DOS HUC. Catálogo da Exposição: A anestesia nos séculos XIX e XX e os Hospitais da Universidade de Coimbra. Coimbra: 2008. Disponível em: http://www.huc.min-saude.pt/anestesiologia/docs/catalogo_Anestesia.pdf

Vídeo

Science Aids Mothers. Pain relief for childbirth. Hammersmith, London, 1949.
Disponível em: http://www.britishpathe.com/video/science-aids-mothers-1/query/inhalator.


Atualizado em 14 de dezembro de 2016

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