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Retrato de Oswaldo Cruz, em óleo sobre tela.
Autor: João Batista da Costa (Brasil – 1917)
Dimensões: 60 cm x 45 cm (sem moldura)

O quadro apresenta Oswaldo Cruz na varanda de sua casa na rua Monte Caseros, em Petrópolis, em um período próximo à sua morte, causada por doença renal crônica.

Por insistência dos amigos e de familiares, o cientista passou os últimos dias de vida na cidade serrana onde fora nomeado prefeito, em agosto de 1916. Ali, em sua residência de veraneio, todos esperavam que ele diminuísse o ritmo de trabalho e pudesse se dedicar a seu passatempo predileto, o cultivo de flores, ao mesmo tempo em que cuidava da saúde debilitada. Em pouco tempo, elaborou um plano de governo audacioso, mas que não foi possível implementar devido ao agravamento de sua doença.

Ao final de longo suplício, sempre assistido por seus médicos e amigos Sales Guerra e Carlos Chagas e por seu filho Bento, também médico, o cientista entrou em coma, vindo a falecer na noite do dia 11 de fevereiro de 1917.

A pintura “Retrato de Oswaldo Cruz” foi apresentada pela primeira vez ao público em 1917, mesmo ano em que foi pintada, na 24ª Exposição Geral de Belas Artes no Rio de Janeiro. Baseando-se em uma fotografia, o pintor retratou o cientista sentado, vestindo terno claro, com uma das mãos no bolso e segurando um chapéu de palha, tendo ao fundo uma espessa folhagem.

A tela pertencia à filha mais velha de Oswaldo Cruz, Elisa Oswaldo Cruz Vidal, e, após sua morte, foi adquirida por um colecionador. Decidido a vender a obra, o colecionador entregou-a ao marchand Maurício Pontual, que a exibiu em sua galeria. Lá, ela foi vista por Ana Leopoldina de Melo Franco Chagas, esposa do cientista Carlos Chagas Filho, que fez chegar a notícia à Fundação Oswaldo Cruz. Por mediação da Casa de Oswaldo Cruz, a Bradesco Seguros adquiriu a obra e a doou à Fiocruz em 1986.

O autor do retrato, o pintor fluminense João Batista da Costa (1865-1926), dedicou grande parte do seu trabalho à paisagem brasileira. Na Academia Imperial de Belas Artes, foi aprendiz de importantes artistas da época, como Zeferino da Costa e Rodolfo Amoedo. Em 1894, participou da primeira Exposição Geral de Belas Artes e, como prêmio, ganhou uma viagem de estudos à Europa. Ao retornar ao Brasil recebeu várias premiações pela renomeada Escola Nacional de Belas Artes. Foi convidado para coordenar o curso de pintura na instituição e foi seu diretor no período de 1915 a 1926, em substituição a Rodolfo Bernadelli.

Em 1905, casou-se com a irmã de Oswaldo Cruz, Noemi Gonçalves Cruz, e, dessa união, nasceram quatro filhos. Em virtude do matrimônio, realizou vários retratos de membros da família Gonçalves Cruz, entre eles o do próprio Oswaldo Cruz.

Para saber mais:
FRANCISCO, Nagib. João Batista da Costa: 1865-1926. Prefácio Carlos Roberto Maciel Levy; apresentação Alcídio Mafra de Souza. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1984.
GUERRA, Egydio Salles. Oswaldo Cruz. Rio de Janeiro: Vecchi, 1940.
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