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Seminário discute questões migratórias a partir de fatores ligados à alimentação.
Que gosto tem a saudade? Para a venezuelana Maria Gabriela Moreno, de 33 anos, tem sabor de patacónes. À base de banana frita, frango e vegetais, o prato lembra o país que deixou há quase dois anos e é sua receita para o recomeço. Como para muitos refugiados acolhidos no Brasil, a gastronomia tem sido, mais do que um aspecto de integração cultural e econômica, fator de produção social de saúde para sua família. É dessa perspectiva que parte o seminário “Acolhimento à mesa: comensalidade e produção social de saúde entre refugiados”, marcado para o dia 14 de agosto, das 9h às 12h30, no Salão de Conferência do Centro de Documentação em História da Saúde (CDHS), no campus de Manguinhos. Com o objetivo de debater a presença de refugiados no Brasil e seus desdobramentos para o SUS, o evento científico é organizado pela turma de doutorado de 2018 do Programa de Pós-Graduação em Informação e Comunicação em Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da  Fundação Oswaldo Cruz (Ppgics/Icict/Fiocruz) e integra a jornada que comemora dez anos do programa. Veja aqui a programação completa e inscreva-se!
 
Com números que indicam que pedidos de refúgio quintuplicaram em três anos, saltando de 16 mil, em 2013, para 79 mil, no ano passado, os alunos pretendem tratar de um tema oportuno pela via do afeto. Segundo eles, a disposição em conceder refúgio implica em desafios e oportunidades, inclusive para o Sistema Único de Saúde (SUS). O ato de comer e as representações simbólicas relacionadas aos alimentos são mencionados como fatores de sociabilidade ligados ao processo saúde-doença.  “Essas questões são recorrentes nas missões de interiorização de refugiados”, destaca o doutorando Luiz Marques Campelo, representante do Ministério da Saúde em ações organizadas em parceira com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).
 
O seminário terá a participação do especialista em migrações transnacionais e comunicação intercultural Mohammed Elhajji, professor titular da UFRJ nos programas de pós-graduação em Comunicação e Cultura e em Psicologia Social e coordenador local do Máster Erasmus Mundus em Migrações Internacionais e do Fórum Anual de Migrações Transnacionais; do antropólogo Vilson Caetano de Sousa Júnior, professor da Escola de Nutrição e do Programa de Pós-graduação em Antropologia da UFBA; e da estudante de Relações Internacionais e atriz Mariama Bah. Natural da Gâmbia, ela está há quatro anos refugiada no Brasil, onde fundou a marca Sabaly que trabalha com o empoderamento de mulheres imigrantes e refugiadas. A mediação será feira pelo jornalista Rogério Lannes Rocha, coordenador e editor-chefe do Programa Radis de Comunicação e Saúde, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz), e integrante da turma. 
 
Além de propor a reflexão científica, os discentes, com o apoio da pesquisadora e professora Maria Cristina Soares Guimarães, pretendem colaborar com o intercâmbio cultural entre refugiados acolhidos no Rio e a comunidade Fiocruz. “Nosso desejo é mostrar a potência que a presença de refugiados e de suas tradições culturais em território nacional oferece para a produção social de saúde e o aprimoramento do SUS”, enfatiza a doutoranda Ana Carolina Gonzalez, coordenadora do Serviço de Itinerância do Museu da Vida  da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), uma das idealizadoras da mostra “Hope: refúgio e esperança”, com fotografias de Lucas Neves. A exposição tem apoio do Sindicato dos Servidores de Ciência, Tecnologia, Produção e Inovação em Saúde Pública (Asfoc-SN).
 
Uma parceria com o projeto Chega Junto e com a Cooperação Social da Presidência também vai trazer sabores latinos, africanos e sírios para o campus.  No mesmo dia do seminário, refugiados vão vender produtos gastronômicos e artesanato étnico na Feira do Talento, que ocorre mensalmente nos jardins da Biblioteca de Manguinhos. É a oportunidade para experimentar os coloridos adornos de Mariama Bah, conhecer os patacónes de Gabriela Moreno e provar o sabor do acolhimento. 
 
Seminário
Acolhimento à mesa: comensalidade e produção social de saúde entre refugiados 
Data: 14 de agosto de 2019
Horário: das 9h às 12h30m 
Local: Salão de Conferência do Centro de Documentação em História da Saúde (CDHS)
 
Exposição
“Hope: refúgio e esperança”
Fotografias de Lucas Neves, no Solarium do CDHS
 
Refugiados na Feira de Talentos
Andres Gomez – Artesanato da Colômbia 
Louise Nya – Culinária do Togo e Camarões 
Maria Gabriela Moreno – Culinária da Venezuela 
Mariama Bah – Moda africana (Gâmbia) 
Mohammad Sharbaji – Culinária da Síria
Nyimpini Khosa – Artesanato de Moçambique 
 
Publicado em 07/08/2019.
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