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Informativo do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica/Museu da Vida Ano XIV n. 228 RJ, 31 de maio de 2017

Neste informe:
1. Divulgação científica revisada
2. O que adolescentes pensam sobre ciência?
3. Além das rampas e letras garrafais
4. Mais do que papo e cerveja
5. Próxima estação: Arte, ciência e tecnologia!
6. Que tal um mergulho?
7. Uma farra nas redes de museus
8. Tour de biotecnologia no Rio de Janeiro
9. Congresso à vista
10. Conexão Brasil-Reino Unido
11. Na pressão!

1. Divulgação científica revisada - Produção crescente e cada vez mais colaborativa, internacional e equilibrada em termos de gênero; no entanto, ainda bastante concentrada no hemisfério norte. Estes são os principais resultados de uma ampla revisão de literatura do campo acadêmico da divulgação científica, baseada em artigos publicados entre 1979 e 2016 nos principais periódicos internacionais da área: Science Communication, Public Understanding of Science e Journal of Science Communication. No que tange ao aumento da produção, os autores observam que a demanda crescente pela publicação de artigos nesses periódicos levou-os a aumentar o número de edições anuais ao longo dos anos, contribuindo para esse aumento. Embora os artigos com autor único tenham se destacado na amostra analisada, verificou-se, nos últimos anos, um crescente número de artigos com múltiplos autores, provenientes de instituições de distintos países, configurando uma maior rede de colaboração internacional no campo. No entanto, autores dos Estados Unidos, do Reino Unido e de outros países da Europa predominam na literatura revisada. O Brasil é o país mais bem posicionado da América Latina, em décimo lugar na lista. O Brasil é também o único país com um número significantemente maior de autores mulheres, que vêm aumentando sua participação na produção na área nos últimos anos. Diante das desigualdades geográficas ainda fortemente presentes, os autores recomendam um incentivo maior a parcerias entre países desenvolvidos e em desenvolvimento no que tange à pesquisa no campo. Leia a íntegra do artigo, em inglês, em: <https://jcom.sissa.it/sites/default/files/documents/JCOM_1602_2017_A02.pdf>.

2. O que adolescentes pensam sobre ciência? – A edição corrente da Revista Estudos Feministas traz artigo que discute percepções de ciência sob a perspectiva de gênero, uma questão bastante importante e ainda pouco explorada nos estudos da divulgação científica. Conduzido por pesquisadores da Fiocruz e das universidades federais do Pará e de Minas Gerais, o trabalho busca compreender de que forma mulheres adolescentes enxergam a ciência, as cientistas e os cientistas, a partir de discussões conduzidas por meio da técnica de grupos focais, estimuladas pela exibição de reportagens dos programas de TV Jornal Nacional e Fantástico, da Rede Globo. Foram realizados quatro grupos focais com estudantes do 2º ano do Ensino Médio de escolas públicas e privadas no Rio de Janeiro. Entre as percepções que emergiram nas discussões sobre a atividade científica estão a vinculação da ciência a conteúdos da disciplina de ciências, oferecida no Ensino Fundamental, e de biologia; a associação da ciência à experimentação e à descoberta; e a visão de ciência como acúmulo de conhecimento que tende a um crescimento linear. O artigo completo está disponível em: <https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/39479>.

3. Além das rampas e letras garrafais - Acessibilidade está na moda no meio museal. Ainda bem! Mas é sempre bom lembrar que ser acessível não quer dizer apenas transpor barreiras físicas entre o museu e seus visitantes. Nesse sentido, é muito bem-vindo o artigo de Julie Becker, gerente de comunicações e eventos da Ecsite – rede europeia de museus de ciência. Publicado na edição de maio da revista eletrônica Spokes, o texto relata casos de museus de ciência que propõem um novo olhar sobre acessibilidade nessas instituições. Equipes plurais, empoderamento e design universal são alguns dos eixos que direcionam esse novo olhar. Uma das experiências relatadas é a da exposição "Diálogo no escuro", concebida pelo alemão Andreas Heinecke em 1988 e que já passou por 180 cidades em diferentes partes do mundo. Ao longo de um percurso todo feito no escuro e guiados por mediadores cegos, os visitantes são convidados a experimentar o mundo cotidiano sem a visão. Outro projeto citado é a mostra "Make music with your whole body", criada pelo museu Tekniska Museet, em Estocolmo, em parceria com o artista Hakan Lidbo. Nela, um aparelho geométrico com sensores de movimento pede aos visitantes que toquem a sua superfície em diferentes pontos, adotando, assim, posições que exigem certa destreza e flexibilidade - alô, contorcionistas! - para fazer com que a obra emita vibrações sonoras. Mas isso não seria complicado para um visitante em cadeira de rodas, por exemplo? Exatamente! Lidbo conta que uma visitante cadeirante comentou que não gostaria que a obra fosse fácil, porque, senão, perderia a graça. "Nós decidimos que a exposição seria desafiadora para todos", explica o artista. Leia a íntegra do artigo, em inglês, em: <http://www.ecsite.eu/activities-and-services/news-and-publications/digital-spokes/issue-30#>.

4. Mais do que papo e cerveja – Cerca de 20 mil pessoas brindaram à ciência na edição brasileira do Pint of Science, um festival internacional de divulgação científica que envolveu 22 cidades do Brasil este ano. O país aderiu ao evento em 2015, com a participação de apenas uma cidade, mas rapidamente caiu no gosto do povo, lotando os diversos bares que abriram as portas para a iniciativa. Em texto sobre o festival, a coordenadora do Pint of Science Brasil, Natalia Pasternak, e Denise Casatti, coordenadora do evento em São Carlos, fazem um balanço positivo do mesmo, destacando o sucesso de público, a oportunidade ímpar de se conversar direta e informalmente com pesquisadores e o desafio colocado aos cientistas participantes, que são instigados a falar de forma diferenciada sobre seus trabalhos. Natalia e Denise ressaltam ainda a importância de iniciativas desse tipo para impulsionar uma maior valorização da ciência, que vem sofrendo com cortes recorrentes de verba, sem que isto provoque reação da sociedade. No entanto, para que os cidadãos realmente se mobilizem em torno da ciência e lutem por ela, é necessário mais do que festivais de ciência em bares, como apontam as próprias autoras. Ainda que se comemore o sucesso do Pint of Science, vale ressaltar que eventos como este tendem a envolver pessoas já interessadas em ciência e segmentos mais privilegiados da sociedade, em uma troca que ainda enaltece a figura do cientista. O desafio continua sendo também ir atrás dos não engajados e torná-los parte do empreendimento científico. Leia o texto na íntegra em: <http://jornal.usp.br/ciencias/pint-of-science-os-aprendizados-do-festival-que-invadiu-o-brasil>.

5. Próxima estação: Arte, ciência e tecnologia! - Esculturas e monumentos históricos são grandes atrativos em Atenas, capital da Grécia. Mas outros locais da cidade, com grande concentração de pessoas, também podem se tornar uma excelente opção cultural, com muita diversão e descobertas. Partindo dessa premissa, a organização educacional SciCo (de Science Communication), em colaboração com o escritório do British Council em Atenas e o Technopolis, criou o Mind the Lab. A iniciativa reúne cientistas, educadores, artistas e estudantes na realização de atividades artísticas, experimentos científicos, jogos interativos, entre outras propostas, nas estações de metrô da cidade. Na sua estreia, em 3 de fevereiro deste ano, o projeto desembarcou em oito estações de metrô de Atenas. A ideia central é divulgar ciência aos mais diversos públicos, em locais associados ao cotidiano da sociedade e, assim, conscientizar a população sobre a importância de discutir ciência, tecnologia, arte, engenharia e matemática de forma interdisciplinar. Para compor a programação de Mind the Lab, os organizadores estimulam pesquisadores, inventores e educadores a enviarem propostas de atividades por meio de inscrição online, no site do evento. Para conhecer mais detalhes sobre essa iniciativa, acesse <www.mind-the-lab.com>. Vamos embarcar?

6. Que tal um mergulho? – Oceanos, a nova exposição temporária do Museu da Vida/Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, é um convite ao desbravamento desse universo aquático, que cobre 70% da Terra e ainda é pra lá de desconhecido. A mostra, que será inaugurada em 2 de junho, às 14h, propõe aos visitantes um passeio desde a superfície da praia até profundidades abissais do fundo do mar. Ao longo do caminho, passando por grandes aquários cenográficos, entre outros aparatos, poderão conhecer um pouco mais sobre a influência da luz solar nos oceanos, a biodiversidade aquática e as correntes marinhas. A partir de equipamentos interativos, poderão buscar mais informações sobre diferentes espécies, como o peixe bodião-brasileiro, que, dependendo da quantidade de machos e fêmeas em um cardume, pode ter uma fêmea assumindo o papel de um macho, ou o peixe-leão, que, apesar de ser supervalorizado como peixe ornamental em aquários, pode se tornar uma grande dor de cabeça como espécie invasora no Brasil. A partir de 6 de junho, a exposição pode ser visitada de terça a sexta, das 9h às 16h30, e aos sábados, das 10h às 16h. O Museu da Vida está localizado na avenida Brasil, n. 4365, em Manguinhos, no campus da Fiocruz. A entrada é gratuita. Informações: (21) 2590-6747 ou www.museudavida.fiocruz.br.

7. Uma farra nas redes de museus – Ei, você, museu brasileiro: a #MuseumWeek, semana temática do universo museológico nas mídias digitais, acontece entre 19 e 25 de junho. Este ano o evento, que está em sua quarta edição e se consolidou com o uso do Twitter, invade outras plataformas, como Facebook e Instagram. Mas vale ressaltar: não é necessário ter perfil em todas elas. O encontro virtual reuniu cerca de 3,5 mil instituições culturais ao redor do mundo em 2016, com um total de 664 mil tweets. É uma oportunidade bacana para os museus dialogarem com seus visitantes e outros museus sobre as atividades oferecidas e coleções disponíveis. Tudo isso com muita bossa e diversidade temática: cada dia da semana foca um assunto específico, que deve guiar as postagens dos museus. Em 2017, a #MuseumWeek está fazendo uma homenagem às mulheres e à igualdade de gênero e, por isso, encoraja as instituições a postar durante a semana conteúdos com a hashtag #WomenMW. A lista continua com #FoodMW, #SportsMW, #MusicMW, #StoriesMW, #BooksMW, #TravelsMW e #HeritageMW. Para além do engajamento digital que a experiência proporciona, é interessante aproveitar a oportunidade para avaliar o que pode funcionar (ou não!) com cada museu e público. Afinal, diversão com reflexão casam bem! As inscrições para as instituições que desejam participar da farra devem ser feitas pelo link: <http://museum-week.org/en/register-for-the-museumweek-2017/>.

8. Tour de biotecnologia no Rio de Janeiro – A biotecnologia é um dos campos da ciência que mais tem avançado nas últimas décadas, com técnicas e aplicações cada vez mais presentes em nosso dia a dia. Visando engajar a população, em especial jovens estudantes, na discussão sobre os avanços, possibilidades e questões éticas do campo, o Museu da Vida/Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz realizará vários eventos sobre o tema ao longo do ano. Nos dias 22, 23 e 24 de junho, acontece o Festival de Biotecnologia. Na programação, experimentos, desafios on-line, apresentações musicais, bate-papo com cientistas, dança, grafitagem, entre outras atividades. Pesquisadores, educadores e estudantes estão convidados a agitar ainda mais a programação, com a realização de atividades no evento. O Festival integra o World Biotech Tour (WBT), iniciativa internacional de três anos, apoiada pela Associação de Centros de Ciência e Tecnologia dos Estados Unidos (ASTC, na sigla em inglês) e a Biogen Foundation. Em 2017, além do Museu da Vida, participam do WBT os centros de ciência Copernicus (Polônia), Domus (Espanha), Eureka (Finlândia) e Sci-Bonus (África do Sul). Os interessados em participar do evento devem entrar em contato com os organizadores pelo e-mail <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. Para saber mais sobre o World Biotech Tour, acesse o site <http://www.worldbiotechtour.org> e, para acompanhar a programação do festival do Museu da Vida, acesse <www.museudavida.fiocruz.br>.

9. Congresso à vista – Estão abertas as inscrições de trabalho para o COPUCI 2017, congresso internacional de comunicação pública da ciência que acontecerá no campus da Universidad Nacional de Villa María, em Córdoba, Argentina, entre 12 e 15 de setembro. O congresso é realizado desde 2011, com o objetivo de promover um espaço de encontro e intercâmbio de experiências entre os atores envolvidos na área, sejam eles pesquisadores, docentes, jornalistas, produtores, profissionais de museus, artistas, entre outros. Com forte componente político, o evento pretende também emplacar a divulgação científica como campo legítimo na definição de políticas públicas em ciência e tecnologia. Os interessados devem escolher uma das categorias de apresentação de trabalhos – resultado de pesquisa, análise de experiência e pôster – e enviar resumo até o dia 3 de julho para o e-mail <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. Confira mais informações em: <https://copuci.wordpress.com/modalidad-de-presentacion>.

10. Conexão Brasil-Reino Unido – Estão abertas até 25 de junho as inscrições para a bolsa de intercâmbio Exchange Programme, do British Council. A oportunidade visa fortalecer os laços entre museus, instituições culturais e universidades criativas no Brasil e Reino Unido. O British Council está em busca de candidaturas que manifestem interesse no intercâmbio mútuo de profissionais, que fariam residência por um período mínimo de duas semanas e máximo de um mês no país estrangeiro. A expectativa é de que esse intercâmbio seja o ponto de partida para o desenvolvimento de projetos colaborativos futuros e a disseminação de práticas inovadoras que reverberem nas comunidades atuantes na área de museus. Os candidatos devem se inscrever por meio da instituição à qual estão vinculados, recebendo desta o aval para participar do programa, e devem, também, ser funcionários em tempo integral com um mínimo de três anos de experiência no setor museal. É necessário preencher formulário on-line até as 12h (horário de Greenwich) do dia 25 e anexar uma carta aprovada em conjunto pelos diretores ou presidentes das duas instituições envolvidas na proposta de intercâmbio, que pode ser realizado entre agosto de 2017 e março de 2018. O resultado será divulgado até 15 de julho. Mais informações no link <https://www.britishcouncil.org.br/atividades/artes/exchange> ou pelo e-mail <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>.

11. Na pressão! - A especialização lato sensu em jornalismo científico da Unicamp, uma das mais conhecidas do país na área, está com inscrições abertas para candidatos à turma de 2017/2018 até 2 de junho. Oferecido pelo Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor), o curso é gratuito, tem três semestres de duração e se destina à formação de jornalistas científicos, divulgadores de ciência e assessores de comunicação de universidades e centros de pesquisa do país. Na etapa de inscrição, os candidatos devem enviar pela internet formulário específico preenchido, currículo e texto de autoria própria – máximo de três páginas – que aborde o tema “Jornalismo científico em tempos de internet e redes sociais”. O resultado desta etapa sairá no dia 12 de junho. Os aprovados seguem para as provas escrita e de proficiência em inglês (19 de junho) e entrevista (30 de junho). A divulgação dos resultados está prevista para 3 de julho. Todas as informações estão disponíveis no site: <http://www.labjor.unicamp.br/?page_id=2072>.


Ciência & Sociedade é o informativo eletrônico do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica do Museu da Vida (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz). Editores de Ciência & Sociedade: Luisa Massarani, Marina Ramalho e Carla Almeida. Redatores: Luís Amorim, Renata Fontanetto e Rosicler Neves. Projeto gráfico: Luis Cláudio Calvert. Informações, sugestões, comentários, críticas etc. são bem-vindos pelo endereço eletrônico <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. Se você não quer mais receber Ciência & Sociedade, envie um e-mail para <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. A coleção completa de Ciência & Sociedade está disponível em <http://www.museudavida.fiocruz.br/cs-l>.
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