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Neste informe: 

1. Comunicando, com cuidado, informações sobre a Covid-19 
2. Fatores que influenciam na confiança e credibilidade de vídeos online 
3. O debate sobre vacinas em redes sociais 
4. Como adolescentes percebem a ciência nas publicidades 
5. PCST lança livro sobre surgimento da divulgação científica pelo mundo 
6. Livro voltado para cientistas traz dicas para apresentações orais 
7. Mestrado em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde 
8. Mestrado e doutorado em Informação e Comunicação em Saúde  
9. Chamada para dossiê sobre comunicação em tempos de Covid-19 
10. Chamada de artigos sobre controvérsias e divulgação da ciência 

 

1. Comunicando, com cuidado, informações sobre a Covid-19 – Artigo de opinião publicado na revista Jama, ainda que de julho, vale ser lido. O texto "Communicating Science in the Time of a Pandemic" chama atenção sobre a corrida por novas descobertas em torno da Covid-19 – e também pela divulgação das mesmas! – e alerta que não há vencedores. Já em julho, havia na base de dados PubMed quase 30 mil documentos sobre a Covid. Neste contexto, destacam os autores, é normal que médicos, pacientes, legisladores e o público em geral se mostrem ansiosos por resultados dos estudos de prognóstico, diagnóstico e tratamento. Porém, com a falta de tempo e cuidado, acontecem falhas importantes. Algumas delas, mapeadas pelos autores, são: um foco nos resultados de uma única pesquisa sem o contexto de outras ou o reconhecimento de que estudos únicos raramente são definitivos; ênfase exagerada nos resultados, principalmente efeitos relativos, sem reconhecimento de limitações importantes; e comunicações baseadas em relatórios incompletos de pesquisas e relatórios de estudos que não foram adequadamente revisados. Segundo eles, comunicações relacionadas a estudos envolvendo remdesivir, dexametasona e hidroxicloroquina ilustram algumas dessas questões. Apesar de não haver saída simples, dizem, é importante “dedicar algum tempo para refletir sobre como as palavras e os dados são importantes e, então, agir de acordo”. O artigo completo está disponível em: <https://bit.ly/3gXtVV1>. 

2. Fatores que influenciam na confiança e credibilidade de vídeos online – Com a vasta quantidade de conteúdo disponível na internet, como pessoas leigas avaliam informações sobre ciência e saúde? De acordo com o artigo “When do information seekers trust scientific information? Insights from recipients’ evaluations of online video lectures”, publicado no International Journal of Educational Technology in Higher Education, a avaliação da confiabilidade é feita com base em informações contextuais. No estudo, pesquisadores investigaram como as avaliações sobre credibilidade, confiança e qualidade da instrução em vídeos online são afetados pela filiação da fonte e o seu nível de envolvimento nas pesquisas usadas como base de argumentação. Em um experimento online, alunos dos primeiros períodos de graduação em nutrição assistiram a quatro vídeos fictícios, com cerca de seis minutos, em que um especialista descrevia estudos que mostram que os alimentos orgânicos são mais saborosos, saudáveis e sustentáveis do que os convencionais. A análise dos dados de 143 participantes mostra que os julgamentos foram feitos a partir da combinação das informações sobre a filiação da fonte e o seu nível de participação nas pesquisas que menciona. Para os autores, os resultados sugerem que provedores de conteúdo devem ajustar suas estratégias de comunicação, com foco em linguagem adequada e informações que mostrem expertise e confiabilidade. O artigo completo, em inglês, está disponível em: <https://bit.ly/2Z7eCTQ>.

3. O debate sobre vacinas em redes sociais – Apesar do êxito das vacinas no combate a diversas doenças no Brasil e no mundo, estudos mostram que vem crescendo, entre a população, uma desconfiança em torno da vacinação na última década. Como a internet tem se consolidado como uma das mais importantes fontes de informação em saúde para os cidadãos, é de grande relevância estudar que tipos de informação sobre vacina vêm circulando nas redes. Essa é a proposta do artigo “O debate sobre vacinas em redes sociais: uma análise exploratória dos links com maior engajamento”, publicado em agosto nos Cadernos de Saúde Pública. O trabalho empreendeu uma análise de discurso dos 100 links sobre vacina que apresentaram maior engajamento – compartilhamentos, curtidas e comentários – nas redes Facebook, Twitter, Pinterest e Reddit entre maio de 2018 e maio de 2019. Os links foram coletados com a ferramenta BuzzSumo. Os autores apontam que houve uma ampla disposição pró-vacina (87,6%) e um forte interesse em temas ligados à saúde, à ciência e às políticas de saúde. Por outro lado, parte das fontes de informação mais acessadas pelos brasileiros não traz informações sobre critérios editoriais, políticas ou autores, o que pode dificultar a avaliação da veracidade das informações. Além disso, as fake news representaram 13,5% dos links com maior engajamento. Esse dado preocupa, sobretudo, num momento em que a população mundial aguarda o desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19. Acesse o artigo gratuitamente em: <https://bit.ly/2QRDc6t>.  

4. Como adolescentes percebem a ciência nas publicidades – O discurso publicitário, com frequência, recorre à ciência para atribuir autoridade e legitimidade aos produtos que busca vender. Não é raro ouvir expressões como “cientificamente comprovado” ou “desenvolvido por especialistas” nas peças publicitárias. Mas como adolescentes se apropriam desse discurso e interagem com conteúdos científicos de anúncios de TV? O artigo “Adolescentes, televisão e ciência: um estudo exploratório a partir da publicidade brasileira”, publicado em julho na revista Famecos, analisa entrevistas feitas a 22 jovens – de 16 a 19 anos, estudantes do Ensino Médio de escolas públicas e privadas do Rio de Janeiro – após assistirem a cinco anúncios veiculados nas redes Globo e Record. Em comum, as peças mencionavam o processo científico de desenvolvimento do produto, citavam termos científicos ou mostravam pesquisadores em suas narrativas. As autoras apontam, entre outros aspectos, que os adolescentes percebem que o uso de argumentos científicos em publicidades é recorrente e reconhecem que tal recurso traz credibilidade aos produtos e às marcas. O artigo destaca, porém, que os participantes da pesquisa mostraram um perfil reflexivo e crítico em vários momentos, ponderando sobre a narrativa publicitária, os atores envolvidos e seus discursos, evidenciando que constroem diversos sentidos a partir dela. As autoras argumentam, ainda, ser possível que a percepção dos jovens sobre o conceito de ciência possa estar ligada à abordagem desses assuntos em publicidades. Confira o artigo completo em: <https://bit.ly/3lYjjZZ>.  

5. PCST lança livro sobre surgimento da divulgação científica pelo mundo – As primeiras décadas do século 20 marcam o despontar da divulgação científica moderna como um campo de pesquisa e de atividades práticas. Mas ao redor do mundo, seu início e desenvolvimento percorreram diferentes caminhos. O livro Communicating Science: a Global Perspective traz, pela primeira vez, o registro conjunto dessas histórias, além de mapear investimentos em todo o mundo em museus e centros de ciência, cursos e pesquisas, publicações e conferências do campo da divulgação científica. Com a colaboração de 108 autores, a publicação descreve como se deu o surgimento da divulgação científica em 39 países – para alguns, é a primeira oportunidade de compartilhar a história da divulgação científica de suas nações. O livro será lançado em 15 de setembro, em webinário organizado pela Rede de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (PCST Network), às 9h (horário de Brasília), por meio da plataforma de conferência remota Zoom. No evento, que contará com apresentações de cinco autores da publicação, os participantes terão a oportunidade de conhecer os aspectos sociais, econômicos e políticos que influenciaram os diferentes desenvolvimentos da divulgação científica nos Estados Unidos, Paquistão, África Oriental e Rússia. Para assistir ao webinário, em inglês, inscreva-se em: <https://bit.ly/2EOQa2D>. O livro poderá ser comprado ou acessado gratuitamente via download, após 14 de setembro, em: <https://bit.ly/2QSS98b>. 

6. Livro voltado para cientistas traz dicas para apresentações orais – Falar em público sobre pesquisas e resultados de estudos é uma atividade importante para os cientistas e, geralmente, uma das mais desafiadoras. Afinal, preparar uma apresentação oral eficiente e interessante, geralmente, não é uma tarefa simples. Com o objetivo de fornecer subsídios que auxiliem os pesquisadores a lidar com os desafios da comunicação oral, a Agent Majeur – agência francesa especializada em desenvolver cursos de treinamento em comunicação da ciência para cientistas, engenheiros, médicos, entre outros profissionais – acaba de lançar o livro Sell your research: Public Speaking for Scientists. O guia, estruturado em 14 capítulos e editado pela Springer, é voltado para todos os profissionais de ciência e tecnologia interessados em aproveitar ao máximo todas as oportunidades de falar em público. O destaque da publicação é o método “SELL”, constituído de três etapas (Skeleton, Envelope, Life & Logistcs), que na opinião dos autores Alexia Youknovsky e James Bowers, auxiliam a organização das ideias e a formulação de uma ótima apresentação. O material discute aspectos como o contexto da apresentação, a mensagem de interesse, o plano a ser seguido, as ferramentas para chamar a atenção do público, o design, além da importância do estilo pessoal, postura e entonação, entre outros quesitos. Dicas, exemplos e exercícios práticos também integram o livro, que pode ser adquirido no formato digital por cerca de 17 dólares em: <https://bit.ly/3hYpFWM>. 

7. Mestrado em divulgação da ciência, tecnologia e saúde – Terminam em 9 de outubro as inscrições para o mestrado acadêmico em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz). O programa se caracteriza pelo estudo do cenário nacional e internacional da divulgação científica a partir de um olhar abrangente, dando ênfase às transformações que a área vem experimentando, promovendo debates e reflexões sobre temas e teorias emergentes, relacionados a este campo e aos desafios que propõe. Com 15 vagas disponíveis, sendo uma destinada a pessoas com deficiência e três a negros (pretos e pardos) ou indígenas, o curso conta com três linhas de pesquisa: Cultura científica e sociedade; Educação, comunicação e mediação; e Estudos de público/audiência. O processo seletivo inclui as etapas de inscrição (com taxa de R$ 70, sujeita a pedido de isenção) e análise dos documentos; prova escrita remota; avaliação de pré-projeto; entrevista remota e avaliação de currículo; e prova remota de inglês. As provas serão realizadas nos dias 26 e 27 de outubro e, as entrevistas, de 23 a 26 de novembro. O início das aulas está previsto para março de 2021. Leia a chamada na íntegra com os detalhes da seleção em: <https://bit.ly/3jJfd5J>. Saiba mais sobre a estrutura do curso e o corpo docente em: <https://bit.ly/31TyxqS>.  

8. Mestrado e doutorado em Informação e Comunicação em Saúde – O Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) recebe até 15 de outubro inscrições para o seu mestrado e doutorado, com 13 e sete vagas, respectivamente, para 2021. Em ambas seleções, uma das vagas é para candidato estrangeiro. O programa é dividido em duas linhas de pesquisa: “Produção, organização e uso da informação em saúde” e “Informação, comunicação e mediações em saúde”. Segundo os editais, o curso se dará de forma tradicional, não excluindo a utilização de meios tecnológicos disponíveis em virtude das incertezas da pandemia decorrente da Covid-19, bem como as determinações das autoridades competentes no que tange as políticas de isolamento social. Os processos seletivos do mestrado e do doutorado têm etapas diferentes. Para os detalhes, acesse os editais, disponíveis em: <https://bit.ly/3jN57Rm>. As inscrições devem ser realizadas pela Plataforma SIGA, no endereço: <www.sigass.fiocruz.br>. Os interessados podem ainda entrar em contato com a Secretaria Acadêmica do Icict, pelo e-mail: <gestaoacademica@icict.fiocruz.br>.

9. Chamada para dossiê sobre comunicação em tempos de Covid-19 – A revista Frontiers in recebe, até 26 de dezembro, artigos para seu dossiê especial  “Science in a Time of Crisis: Communication, Engagement and the Lived Experience of the Covid-19 Pandemic”. São bem-vindos trabalhos que possam aprimorar a compreensão das dimensões sociais da Covid-19, examinando como a comunicação se relaciona com atitudes, práticas e valores colocados em relevo pela pandemia. Os editores estão particularmente interessados ​​em explorar como os públicos estão respondendo ao distanciamento social e outras medidas de proteção; como confiança, responsabilidade, incerteza, e democracia se relacionam durante esta pandemia; como as mensagens sobre a pandemia diferem entre países, regiões, organizações e atores-chave. Também são de interesse investigações sobre a comunicação científica em si, por exemplo, como as práticas de engajamento estão mudando durante a pandemia de Covid-19, como considerações políticas ou suposições sobre indivíduos e coletivos sociais moldaram a comunicação científica e como a comunicação inclusiva e sensível ao contexto está sendo conduzida. São encorajados vários tipos de artigos, como pesquisa original, revisão, perspectiva, opinião, análise conceitual, estudo de caso e revisão de política e prática. Devido à urgência do tema, os custos de publicação serão 100% isentos para todos os artigos desse dossiê. Saiba mais em: <https://bit.ly/356yI4a>.  

10. Chamada de artigos sobre controvérsias e divulgação da ciência – Conflitos, divergências e debates fazem parte da construção da ciência. As controvérsias podem estar presentes entre os membros da comunidade científica – tanto com relação aos temas, quanto aos processos de fazer e divulgar a ciência – e, ainda, entre a ciência e a sociedade. Pesquisas vêm revelando o quanto as posições diferentes e os conflitos estão no que se costuma chamar de "natureza da ciência" e que a construção de consensos é também parte deste processo de produção do conhecimento científico. No entanto, as atividades de divulgação científica apresentam em geral uma ciência “consensual” e isenta de controvérsias (mesmo quando existem). Nesse cenário, JCOM América Latina, revista acadêmica de pesquisa em divulgação científica, convida pesquisadores a submeterem artigos acadêmicos para a edição especial sobre controvérsias da ciência e divulgação científica, envolvendo tanto debates internos à ciência quanto aqueles entre a ciência e a sociedade no contexto da América Latina. São bem-vindos, até 1º de fevereiro de 2021, artigos acadêmicos que analisem o tema sob perspectivas diversas, entre elas, estudos de visitantes de museus, recepção, mídia, redes sociais, iniciativas que envolvem ciência e arte, projetos de ciência cidadã, entre outros. Para conhecer as regras de submissão da revista, acesse: <https://jcomal.sissa.it>. Mais informações em: <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. 

 
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