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Informativo do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica/Museu da Vida - Ano XIX, n. 255, RJ, 9 de outubro de 2019

Neste informe:
1. Por um olhar feminista para a divulgação científica
2. A imagem de cientistas em animações
3. Abordagens sobre estresse na mídia
4. Museu da Vida oferece programação especial no dia das crianças
5. Seminário discute pesquisa sobre museus e ambientes digitais
6. Festival Museu Nacional Vive
7. Evento discute leitura e divulgação científica
8. Bolsa de jornalismo científico para focas
9. Pós-graduação on-line em divulgação científica
10. PCST 2020 abre inscrição para workshop, performance e speakers’ corner

 

1. Por um olhar feminista para a divulgação científica – O periódico Journal of Science Communication (JCOM) acaba de lançar um número especial sobre abordagens feministas no campo da divulgação científica, com comentários de pesquisadoras de diferentes partes do globo. A introdução da edição é assinada por Bruce Lewenstein – é, um homem –, que comenta duas questões importantes relacionadas ao tema. A primeira diz respeito ao fato de a divulgação científica ser uma área que abriga mais profissionais mulheres que homens. Embora isto possa ser visto como algo positivo, Lewenstein sugere que, na verdade, “a divulgação científica é um gueto para mulheres: salários mais baixos, menos status, menos estabilidade do que na ciência". A segunda está relacionada às denúncias de assédio sexual em 2012 contra um dos fundadores do evento ScienceOnline. Segundo ele, o caso fez disparar o interesse por iniciativas que debatessem questões de gênero na divulgação científica. Lewenstein defende, no entanto, que à medida que o campo amadurece, é preciso também incluir nas discussões as perspectivas de raça, classe e acesso ao poder. Vale dizer que essas questões já foram amplamente contempladas em estudos feministas da sociologia e da história da ciência – como bem lembra Megan Halpern no comentário "Feminist standpoint theory and science communication" – e que a divulgação científica teria muito a ganhar bebendo dessas fontes. Os textos estão disponíveis em: <https://bit.ly/2MqsWzA>.

2. A imagem de cientistas em animações – Se te disséssemos que 47,5% dos doutores cadastrados na plataforma Lattes e atuando em pesquisa e ensino são mulheres, você estranharia? Entre os currículos dos mestres, as mulheres já são, inclusive, maioria. Talvez a surpresa seja porque a imagem popular do cientista é a de um homem de jaleco e óculos, cabelo desgrenhado, louco, gênio e antissocial, como dizem os autores do artigo “Como a imagem de cientista aparece em curtas de animação?”, publicado na atual edição de HCS-Manguinhos. A partir da análise do acervo de duas décadas do Festival Anima Mundi, eles identificaram 405 filmes sobre ciência e tecnologia nas edições de 1993 a 2013 – que representam em média 5% dos filmes por edição – e selecionaram mais de cem curtas para análise de conteúdo. A produção brasileira teve destaque, com 91 filmes, sendo as áreas da genética, biotecnologia e astronomia temas recorrentes. O estudo também identificou que debates públicos sobre os transgênicos refletem na produção de filmes no mesmo período, assim como datas comemorativas de missões espaciais. De acordo com a pesquisa, a imagem mais presente na amostra é a do cientista branco e adulto, principalmente em laboratórios secretos; as mulheres cientistas estão sub-representadas. Acesse o artigo completo em: <https://bit.ly/2VpU9GH>.

3. Abordagens sobre estresse na mídia – Os padrões de vida atuais colocaram a discussão sobre o estresse nas manchetes dos meios de comunicação, que têm demonstrado interesse crescente por pautas de saúde. Com o intuito de entender as principais abordagens do tema em jornais impressos, os autores do artigo “Divulgação do estresse na mídia: uma reflexão sobre risco, vulnerabilidade, prevenção de doenças e promoção da saúde”, publicado na última edição da Revista Eletrônica de Comunicação, Informação & Inovação em Saúde-Reciis, analisaram 727 notícias sobre estresse publicadas entre janeiro de 2015 e abril de 2017 nos jornais A Tribuna e A Gazeta, ambos do estado do Espírito Santo. A partir de uma análise de conteúdo, o estudo classificou as notícias em quatro categorias: estresse e risco em saúde; estresse e prevenção de doenças; estresse e vulnerabilidade social; e estresse e promoção da saúde. Os resultados apontaram que apenas fatores de risco e níveis de prevenção da doença ganharam destaque nas notícias, enquanto os conceitos de vulnerabilidade social e promoção da saúde ainda são incipientes. Os autores destacam que, embora a cobertura traga algumas reflexões sociais e culturais, o formato mais recorrente aponta para a culpabilização do indivíduo – que não consegue adotar um padrão de vida saudável –, sem considerar as dificuldades de se alcançar tal padrão numa sociedade com tantas desigualdades sociais, como a brasileira. Acesse o artigo gratuitamente em: <https://bit.ly/2OynKML>.

4. Museu da Vida oferece programação especial no dia das crianças – Para celebrar o dia das crianças, o Museu da Vida preparou uma programação especial que promete agradar visitantes de todas as idades! Em 12 de outubro, além das exposições em cartaz e do borboletário, o Museu vai oferecer oficinas de bolhas de sabão, origami e pipas, três peças de teatro – “O problemão da banda Infinita”, “Paracelso, o fenomenal” e “Curumin quer música” –, além da contação de histórias “Realejo científico” e “Quem gosta de boas histórias?” – esta última com intérprete de libras. Durante todo o dia, haverá um espaço no jardim onde os visitantes poderão colocar flores em homenagem à Ágatha Moreira e a todas as crianças de favelas que morreram em situações de violência armada. Também serão arrecadados brinquedos para doação às crianças com deficiência do Projeto Marias, da comunidade de Manguinhos. As atividades ocorrem entre 10h e 16h. A distribuição de senhas para as peças teatrais começa às 9h30. O Museu da Vida fica na Av. Brasil, 4.365, Manguinhos, Rio de Janeiro. Confira a programação completa em: <https://bit.ly/2VseGu5>.

5. Seminário discute pesquisa sobre museus e ambientes digitais – Como museus e centros de ciência vêm realizando pesquisas em ambientes digitais? Como essas pesquisas têm alimentado as práticas museais? Essas e outras questões serão debatidas no II Seminário de Metodologias de Pesquisa em Museus, que será realizado em 14 de outubro das 9h30 às 16h30, no auditório do Museu da Vida, com o tema “Museus e ambientes digitais: pesquisas e aplicações”. Pela manhã, as redes sociais serão o foco do evento, com a conferência “Metodologias de pesquisa qualitativa em ambientes digitais”, de Tiago Coutinho (UFRJ), e apresentações sobre o tema “Museus, patrimônio digital e divulgação científica em mídias sociais e na web”, por Luisa Rocha (UNIRIO), Diego Bevilaqua (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz) e Fabio Gouveia (Museu da Vida/COC/Fiocruz). À tarde, o debate gira em torno de iniciativas de inteligência artificial, com a conferência “Potencial e desafios da inteligência artificial e das novas técnicas de aprendizagem profunda de máquina (deep learning) para a criação de conteúdos”, de Jean-Pierre Briot (Centre Nacional de la Recherche Scientifique-França), e apresentações sobre experiências com o uso de inteligência artificial em museus e na arte, por Leonardo Menezes (Museu do Amanhã) e pela artista plástica Katia Wille. O evento é organizado pelo Núcleo de Estudos de Público e de Avaliação em Museus, do Museu da Vida, e não requer inscrição prévia. O Museu da Vida fica na Av. Brasil, 4.365, Manguinhos, Rio de Janeiro. Acesse a programação completa em: <https://bit.ly/2m1AoHI>. 

6. Festival Museu Nacional Vive – Desde o incêndio ocorrido há um pouco mais de um ano, que destruiu parte significativa do seu prédio e acervo, o Museu Nacional e sua incansável equipe organizam ações voltadas ao grande público, num esforço de mostrar que, apesar da tragédia, o museu está mais vivo que nunca. As próximas atividades já têm data certa para acontecerem. No fim de semana de 19 e 20 de outubro, de 10h às 16h, na Quinta da Boa Vista, será realizada mais uma edição do Festival “Museu Nacional Vive”. Em parceria com o SESC-RJ, serão oferecidas diversas atividades gratuitas envolvendo ciência, cultura e tecnologia. A programação completa será divulgada em breve, na página do evento no Facebook: <https://bit.ly/2VBOehX>. Fique de olho! 

7. Evento discute leitura e divulgação científica – Sabemos que hoje é cada vez maior o uso de suportes digitais para leitura, em detrimento do papel. As implicações em diversas áreas, como educação, comunicação e divulgação científica, são enormes. O pesquisador Thierry Baccino, um dos maiores especialistas nesta área e professor da Université de Paris VIII (França), estará na Fiocruz no dia 31 de outubro para proferir a conferência “A leitura digital e suas consequências cognitivas”. No mesmo dia, serão ainda apresentados os estudos “A leitura de textos num museu de ciência: o caso do Universum”, por Lara Mucci Poenaru, do Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (INCT-CPCT), e “Fontes de informação e o compartilhamento de notícias: um estudo com rastreador ocular”, por Luís Amorim, do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica, do Museu da Vida (COC/Fiocruz). A moderação ficará a cargo de Luisa Massarani, coordenadora do mestrado em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde (COC/Fiocruz) e do INCT-CPCT. O evento, gratuito, começa às 14h, no Auditório do Centro de Documentação em História da Saúde (CDHS), sem necessidade de inscrição prévia. Haverá tradução simultânea. A iniciativa é do INCT-CPCT, do Mestrado em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde, da Especialização em Divulgação e Popularização da Ciência e do Museu da Vida (COC/Fiocruz).

8. Bolsa de jornalismo científico para focas – Em tempos de pós-verdade e notícias falsas, formar jornalistas de ciência capazes de explicar e contextualizar fatos de forma clara, precisa e crítica é fundamental. Esta é a missão da The Open Notebook (TON), organização sem fins lucrativos que oferece recursos para jornalistas de ciência em diferentes níveis aprimorarem suas habilidades. Em parceria com a Burroughs Wellcome Fund, a TON oferece neste momento bolsas para jornalistas em início de carreira produzirem material a ser publicado em seu portal. A ideia é que ao longo de oito meses, o bolsista, trabalhando à distância e em tempo parcial, escreva seis textos – em diferentes formatos – com a orientação de um mentor e participe de um grupo de discussão profissional composto por ex-bolsistas e editores da TON. Para isso, receberá o incentivo de US$4.200. Há dois períodos possíveis para o desenvolvimento do trabalho, sendo o primeiro de 02/01/2020 a 31/08/2020 e o segundo de 01/07/2020 a 28/02/2021; os candidatos poderão escolher entre um e outro ou os dois períodos. Para se candidatar, os jornalistas deverão submeter currículo, uma carta de interesse pela bolsa, propostas para dois dos trabalhos a serem desenvolvidos, até três amostras do seu trabalho como jornalista e uma ou duas cartas de recomendação. Tudo isso em inglês, língua oficial da bolsa. Mais informações e inscrições em: <https://bit.ly/2orCrq9>.

9. Pós-graduação on-line em divulgação científica – O Centro de Divulgação Científica da universidade UWE Bristol (Reino Unido) acaba de lançar o curso “Applied Science Communication”, coordenado por um grupo de profissionais de referência e ativo em pesquisa e prática em divulgação científica. Integralmente on-line, o curso tem duração de dois anos e aborda um leque variado de conteúdos com o objetivo de desenvolver habilidades em comunicação, especialmente em mídias digitais, e pesquisa na área. Além de disciplina introdutória sobre divulgação científica, o primeiro ano do curso aborda audiências, planejamento e gerenciamento de projetos, promoção de eventos, conhecimentos e habilidades para elaborar um projeto de pesquisa ou avaliação, entre outros tópicos. O segundo ano foca o desenvolvimento de pesquisa e a prática profissional, quando os participantes terão a oportunidade de realizar um projeto de pesquisa empírica com o apoio de um orientador. Voltado para recém-formados e profissionais da área, além da flexibilidade de horário e redução de custos, o curso também contém atividades que permitem interação entre os participantes e oportunidades de networking. Os coordenadores da proposta estão recrutando potenciais alunos para início do curso em janeiro de 2020. Os interessados devem possuir graduação com coeficiente de rendimento equivalente ao grau “lower second class honours” britânico e o nível mínimo de inglês exigido pela UWE Bristol para pós-graduandos. Para mais informações, incluindo o valor do curso, entre em contato com Emma Weitkamp pelo e-mail <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. Acesse o programa do curso em: <https://bit.ly/2VsthFP>.

10. PCST 2020 abre inscrição para workshop, performance e speakers’ corner – Os organizadores da Conferência Internacional sobre Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (PSCT), a ser realizada na Universidade de Aberdeen, na Escócia (Reino Unido), de 26 a 28 de maio de 2020, acabam de anunciar a chamada de propostas para as categorias workshop, performance e speakers’ corner. A primeira é voltada para atividades de formação, debate ou demonstração prática. Ações como apresentações musicais, esquetes, cenas teatrais e leituras têm espaço no formato performance. Já a categoria speakers’ corner busca interessados em propor uma nova ideia, defender um argumento ou fazer uma demonstração de maneira provocativa. A ideia é estimular discussões com apresentações de até cinco minutos. A proposta para workshop deve conter título, objetivo, conteúdo a ser trabalhado, metodologia e nome dos realizadores. Necessidades técnicas, logísticas e como o aluguel do local será pago também devem ser incluídas – sim, o custo da sala onde o workshop será realizado é de responsabilidade do proponente. Na categoria performance, as informações exigidas são título, conteúdo, método e o nome dos envolvidos e, para speakers’ corner, somente título e descrição do tópico. As propostas devem ter no máximo 300 palavras (em inglês) e ser submetidas até 1 de dezembro. Mais informações em: <https://bit.ly/35kbkhu>. Inscrições para apresentação de pesquisas, avaliações e práticas em outros formatos podem ser feitas até 12 de outubro (#correquedatempo), 17h GMT, em: <https://bit.ly/2XDA8kl>.

 

 

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Ciência & Sociedade é o informativo eletrônico do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica do Museu da Vida (Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz). Editores de Ciência & Sociedade: Marina Ramalho e Carla Almeida. Redatores: Luís Amorim e Rosicler Neves. Projeto gráfico: Luis Cláudio Calvert. Informações, sugestões, comentários, críticas etc. são bem-vindos pelo endereço eletrônico <Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.>. 

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