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Militante e coordenadora regional da União Nacional por Moradia Popular do Rio de Janeiro, Jurema da Silva Constâncio trouxe sua experiência de vida para enriquecer o encontro. Seu primeiro contato com a violação do direito de moradia se deu quando ainda era criança, no final da década de 1970. Ela morava com os pais numa favela em um terreno próximo ao Riocentro, na Barra da Tijuca, bairro da zona Oeste do Rio de Janeiro. O pai, pedreiro, havia construído uma casa no local, mas as famílias que ali moravam foram removidas e realocadas em outra parte da cidade. “Fazem isso até hoje com diversas famílias, sem perguntar se essas pessoas querem ou se o trabalho delas é perto”, afirmou.

Anos mais tarde, já casada e com um filho pequeno, Jurema era moradora do morro São Sebastião, no bairro de Realengo. Ela morava no último barraco do topo do morro, enfrentando uma série de situações: com chuva, não havia como descer o morro; a coleta de água para as casas, por meio de baldes, era precária; e a escola, longe. Acabou se mudando para Jacarepaguá, para outro território de favela, onde conheceu 16 famílias. Numa noite de chuva intensa, preocupada e pensando se os barracos aguentariam, notou a chegada de duas mulheres, que tentavam prestar assistência às famílias por meio da igreja. “Eu fazia parte desse grupo religioso, mas eu era muito desconfiada, achava que eles queriam tirar proveito de mim. Naquele dia, quando fui dormir, percebi que o grupo queria mudar a situação daquelas famílias. Comecei a me envolver com as questões de moradia”, relatou.

O ciclo de seminário "DH em debate" irá continuar em 2019, sempre trazendo a perspectiva dos direitos humanos em territórios de favela. Da esq. para a dir., Vânia Mefano, Jurema Constâncio e André Sobrinho. (Imagem: Maria Buzanovsky)

Hoje, já com a casa própria, Jurema milita por outras pessoas e por condições dignas para o seu território, em Jacarepaguá. “O que me dá o direito de hoje poder estar no movimento é eu ter conquistado a minha moradia. Isso me trouxe uma grande percepção do que estava no entorno: famílias que não têm e que precisam de ajuda”, constatou. “Eu tenho o maior orgulho de dizer que sou mulher de favela, preta, dona de casa e liderança de movimento popular”, disse.

Acesse aqui a matéria inicial do seminário DH em debate. 

Quer saber o que foi discutido em questões de direitos humanos e pessoas com deficiência? Leia aqui.

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Publicado em 21/12/2018

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