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Diário de bordo dos encontros do projeto Rap e ciência. Conheça a iniciativa aqui
Acesse o ábum de fotos do projeto aqui.

Novembro - tema: saneamento básico e arboviroses

1° de novembro de 2018, por Helen Nzinga
No primeiro dia do projeto, MCs e coordenadoras se apresentaram e falaram um pouco das suas expectativas com o início do projeto Rap e Ciência . Vimos e ouvimos os trabalhos musicais de cada MC e, após, definimos os temas que serão trabalhados ao longo do projeto. Foi definido, também, o formato do trabalho musical que será produzido em cada temática do projeto. Serão produzidas 4 cyphers e, em cada uma delas, os artistas escreverão sobre um dos 4 temas abordados. 

8 de novembro
Neste dia, o grupo conversou bastante com o professor Alexandre Pessoa, da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fiocruz. Alexandre trouxe diversos insights sobre saneamento básico em favelas e na cidade do Rio de Janeiro de forma geral, educação ambiental, saneamento ambiental e educação popular.

14 de novembro, por Janina Felix
Nosso encontro do dia 14 foi super produtivo. Primeiro assistimos a um vídeo, "É rio ou valão?", disponível no YouTube, que parecia um trabalho eacolar. A primeira dúvida questionada de um dos alunos era se o local abandonado perto do colégio continuava sendo um rio com poluição ou se era um valão. No final, abordaram uma perspectiva sobre saneamento básico dentro da favela muito interessante. "A prefeitura só retira lixo da rua, em asfalto... e esquecem que a favela é complexa e existe um mundo aqui dentro, não adianta tirar o lixo do asfalto e esquecer de nós aqui dentro, por isso as caçambas de lixo ficam lotadas e todos são obrigados a jogar no chão, e quando vem chuva, já viu a história...." Isso foi um pouco do que absorvi em uma das falas no vídeo. Na nossa segunda atividade, visitamos o epidauro da Fiocruz e assistimos a uma peça de teatro incrível e interativa sobre doenças que viralizaram no início do século passado. Depois da peça, batemos um papo sobre o assunto retratado na peça; os atores nos mostraram diversas charges e nós tinhamos que descrevê-las. No final, eles passaram uma atividade em que tínhamos que desenhar uma charge, e o colega ao lado deveria descrevê-la. ARREBENTAMOS NOS DESENHOS! RS

Dia 22 de novembro, por Xandy MC
O nosso encontro foi no Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino, em Botafogo, no Rio, onde a gente pôde conhecer um laboratório de pesquisa. Começamos um bate-papo sobre doenças infecciosas, em que aprendemos que uma pessoa que tenha suspeita de que ficou exposta ao vírus HIV deve procurar um tratamento o mais rápido possível. O tratamento, disponível no sistema público de saúde brasileiro, é bastante eficaz. Arnaldo Prata, que é pediatra, entrou na conversa e dialogamos sobre a dengue, zika e  chikungunya. Os pesquisadores relatam que são doenças antigas e que nos anos de 1980 surgiu a primeira epidemia de dengue no mundo. O tráfego de pessoas para as grandes metrópoles e o desequilíbro ambiental favorecem bastante a transmissão de doenças. Percebemos o quanto é difícil a ciência chegar de fato até a população. O investimento na tecnologia é muito grande e, então, o valor para se utilizar de um equipamento desse também é muito grande, mas o bom é ver que existem pessoas pesquisando e estudando para resolver todos os problemas que nós mesmos criamos. O ser humano tem a capacidade de transformar a natureza, muitas dessas coisas são benéficas, mas outras acabam trazendo um desequilíbrio tão grande que afetam a vida dos seres humanos.

Dia 29 de novembro
Neste dia, o grupo se reuniu com Miguel Oliveira, biólogo do Museu da Vida que conversou sobre o mosquito Aedes aegypti e como ele transmite vírus como o da dengue, zika e chukungunya. Logo depois, conheceram Rejany Ferreira, da Cooperação Social da Fiocruz, que desenvolveu um trabalho de mestrado sobre a poluição no canal du Cunha, rio que passa ao lado da Fiocruz e que já foi um rio. Hoje em dia, tem o aspecto de valão. Ela disse ao grupo que com medidas adequadas de saneamento básico, é possível reverter a situação do canal. O debate sobre a relação do saneamento básico com doenças foi frutífero.

Dezembro - tema: Infecções Sexualmente Transmissíveis

30 de novembro, por Lucas Chagas
Um dia antes do Dia Mundial de Lutra contra a Aids, assistimos a uma apresentação teatral chamada "O rapaz da rabeca e a moça Rebeca". A apresentação retratou a história de João e Rebeca, jovens de famílias rivais que se apaixonaram, porém o pai da Rebeca não aprovava a relação. João era de família humilde, e o pai da moça o expulsou da cidade de "Cantinguba dos aflitos". João fez a promessa de sair pelo mundo, ficar famoso, ganhar muito dinheiro e voltar pra buscar Rebeca. Depois de conseguir ficar famoso e rico, João acabou contraindo o vírus HIV. Felizmente, existem as camisinhas e, com a compreensão de Rebeca, eles acabam juntos. Após a peça, começou um bate-papo liderado pelo pesquisador Nilo Fernandes, do INI/Fiocruz, para tirar as dúvidas dos estudantes que estavam presentes. A atividade foi bem esclarecedora e eu gostei bastante. No final, todos ainda ganharam um kit contendo camisinha, lubrificante e uma caneta.

6 de dezembro – Conversa com Nilo, por Elaiô Vavío
O encontro no Instituto Nacional de Infectologia (INI/Fiocruz), com a presença e contribuição do doutor infectologista Nilo Fernandes, foi muito enriquecedor. Além de compreendermos melhor a respeito do vírus HIV, pudemos tirar nossas dúvidas a respeito das diversas contradições envolvidas nesse tema. Como, por exemplo, a questão de o vírus depois de controlado não ser transmitido. Contamos com a presença, também, de Bianca, uma mulher trans auxiliar de pesquisa que nos ajudou na compreensão de como a população trans está vulnerável à infecção por falta de informação e por questões de vulnerabilidade social. Também tivemos a oportunidade de saber mais a respeito da PREP e PEP, formas de prevenção e cuidado. Tiramos nossas dúvidas a respeito dessas medicações. Saímos desse encontro ansiosos para saber a respeito de como o HIV tem relação com diversas práticas e de como hoje está sendo feito cientificamente o combate ao vírus.

13 de dezembro
O dia foi de inspiração: assistiram ao filme The Normal Heart, que conta a história do início da epidemia de Aids nos Estados Unidos na década de 1980. Depois, os jovens se reuniram para discutir detalhes sobre as músicas que estavam produzindo.

18 de dezembro
Em conversa com Sylvia Maia Teixeira, pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz, chefe do Laboratório de Aids e Imunologia Molecular, o grupo debateu sobre as formas de contágio e prevenção relacionadas ao vírus HIV e à Aids.

20 de dezembro
No último encontro de dezembro, o grupo se encontrou com a pesquisadora Vanessa de Paula, do Laboratório de Virologia Molecular do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz). Os jovens visitaram as instalações dos laboratórios e também conversaram sobre algumas infecções sexualmente transmissíveis.

Janeiro
No mês de janeiro, o grupo gravou a primeira música referente ao tema de novembro. Ela ficará disponível no YouTube do Museu da Vida em breve. Foi um mês de preparação e organização para o festival de abril também. Em janeiro, os jovens também conheceram iniciativas de prevenção às ISTs no Hospital Universitário Gaffrée e Guinle.

Publicado em 2/2/2019

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