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Já parou para pensar quais eram as estratégias de educação sanitária no Brasil em meados do século XX? Foi possível conhecer uma delas na exposição "ABC e Saúde - As cartilhas do Serviço Nacional de Educação Sanitária", que ficou em cartaz na sala 307 do Castelo Mourisco, a mostra contextualizou uma série de cartilhas do Serviço Nacional de Educação Sanitária (SNES), publicadas nas décadas de 1940, 1950 e 1960, que eram distribuídas em escolas e para o público em geral. Sempre abordando um tema ligado à saúde pública, as cartilhas traziam ilustrações divertidas e textos rimados para divulgar orientações sobre prevenção de doenças, como tuberculose e varíola. 

Ao todo, a exposição trazia 18 cartilhas, separadas em duas categorias: "Doenças" e "Conselhos". Nesta última, o público ficava por dentro daquelas que orientavam a população com dicas de alimentação, cuidados com a pele, cultivo de hábitos saudáveis e higiênicos, entre outras. 

"Esse acervo representa um importante registro histórico da saúde pública no Brasil. É testemunho da produção intelectual de profissionais de distintas áreas – médicos, sociólogos, antropólogos, educadores e artistas gráficos –, que realizaram um relevante trabalho de promoção da saúde, nos termos dos conhecimentos médicos e pedagógicos e das linguagens artísticas e comunicacionais de meados do século passado", explica o historiador Pedro Paulo Soares, do Museu da Vida, um dos curadores de ABC e Saúde.

A mostra também abordava as relações entre arte e ciência, com foco na higiene, saúde pública e no papel criativo do artista Luiz Sá (1907-1979). O ilustrador, responsável pelos desenhos das cartilhas, era famoso por suas criações publicadas pelo SNES e por vasta produção divulgada em jornais e revistas da época, a exemplo dos personagens Reco-reco, Bolão e Azeitona, populares entre os leitores da revista O Tico-Tico, editada entre 1905 e 1977.

Em um módulo que fala sobre o artista, um documentário de 1975, dirigido por Roberto Machado Júnior, trazia depoimentos de caricaturistas da época e do próprio Luiz Sá. Ao tratar das interfaces entre os universos artístico e científico, ABC e Saúde também prestou uma homenagem a Virginia Schall (1954-2015), cientista, poeta, educadora e uma das fundadoras do Museu da Vida.

Atualizado em 29/09/2018

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