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Leia o informativo do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica!


Informativo do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica/Museu da Vida - Ano XVIII, n. 245, RJ, 1º de novembro de 2018

 

Neste informe:

1. Retratos e reflexões sobre uma tragédia

2. Visões complexas da ciência

3. O engajamento na ciência pelas redes sociais

4. Mais perto de um acesso amplo à ciência

5. José Reis: caixeiro-viajante da ciência

6. Agenda positiva para a ciência no Brasil

7. Divulgadores de ciência ganham um novo periódico

8. Bolsas para participar da conferência mundial de jornalismo científico 

9. Curso associa conservação ambiental e comunicação 

10. Oportunidade para pesquisa em divulgação científica

11. Bolsa para divulgador científico

 

1. Retratos e reflexões sobre uma tragédia – O Museu Nacional, no Rio de Janeiro, o maior museu de história natural da América Latina, foi vítima de uma das maiores tragédias envolvendo instituições museais no Brasil, no mesmo ano em que a instituição se tornou bicentenária. As seis horas de incêndio destruíram, em 2 de setembro de 2018, a maior parte do seu acervo, que ocupava o prédio principal da instituição, o Palácio de São Cristóvão. Informações sobre as atividades desenvolvidas no Museu e sobre os objetos e documentos que abrigava foram reunidas e revisitadas na edição de outubro da revista Pesquisa Fapesp, totalmente dedicada ao Museu Nacional. Além de oferecer um panorama das coleções que restaram e das que foram destruídas, a publicação discute gestão e fontes de financiamento de museus e visita instituições congêneres, como o Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém (Pará), e o Museu do Homem Americano, na Serra da Capivara (Piauí). Reportagens abordam também, entre outros aspectos, o curso de pós-graduação em antropologia social – um dos seis programas da instituição – e técnicas de segurança que precisarão ser adotadas na reconstrução do palácio. Segundo o editorial da revista, a edição busca contribuir para a reflexão sobre o lugar desses museus e os caminhos necessários para sua maior valorização. Acesse gratuitamente a edição especial em: <https://bit.ly/2AEtsVK>.

2. Visões complexas da ciência – De meados do século 20 para cá, vários países buscam medir, de forma mais ou menos periódica, a percepção da ciência em sua sociedade por meio de enquetes, geralmente financiadas com recursos públicos. Em uma pegada parecida, a empresa 3M (https://www.3m.com) decidiu investigar o que as pessoas pensam sobre ciência em 14 países – da América Latina, foram incluídos Brasil e México. Os resultados, como em diversas pesquisas do tipo, mostram visões paradoxais sobre a ciência. Por exemplo, enquanto 87% dos cerca de 14 mil entrevistados se dizem fascinados pela ciência, 38% declaram que se a ciência não existisse, não faria muita diferença. E mais: de acordo com a enquete, um terço das pessoas são céticas em relação à ciência. Há também dados curiosos: entre jantar com um cientista ou com uma celebridade, houve uma inclinação um pouco maior para o lado do cientista. No Brasil, no entanto, Neymar e Ivete Sangalo ganharam, por pouco, de Marcos Pontes e Celina Turchi. Por outro lado, o Brasil foi dos países que atribuiu maior importância à ciência no cotidiano – 72% contra 46% da média global. Contudo, 74% acreditam que o Brasil está ficando para trás em termos de desenvolvimento científico quando comparado a outros países. E não é para menos... Mas, enfim, o fato de uma mpresa privada estar preocupada com isso pode ser um bom sinal para uma ciência em crise. Acesse os resultados completos em: <https://bit.ly/2QbIBmO>.   
 

3. O engajamento na ciência pelas redes sociais – Reflexões mais recentes sobre divulgação científica defendem uma comunicação de mão dupla entre ciência e sociedade. Nesse cenário, a interatividade proporcionada pelas redes sociais pode ser terreno fértil para engajar cidadãos com temas de ciência de forma mais dialógica. O estudo “How do young adults engage with science and research on social media? Some preliminary findings and an agenda for future research”, publicado em setembro no periódico Social Media + Society, busca contribuir com o campo ao analisar as respostas de 385 jovens adultos norte-americanos – 25 anos em média, 90% deles com nível superior – a um questionário, aplicado em 2016, sobre os usos que fazem das mídias sociais em relação a várias temáticas. Os autores identificaram que 81,3% dos respondentes já clicaram ou comentaram em conteúdos sobre “ciência e pesquisa” nas redes sociais – proporção próxima à de pessoas que o fizeram em conteúdos de “atualidades” (83,6%) e “saúde” (83,6%) e bem acima dos que clicaram ou comentaram em informações sobre “celebridades” (76,6%), “eleições” (70,1%) e “finanças” (66,2%). Tais resultados sugerem que informações de “ciência e pesquisa” têm potencial de gerar tão ou mais engajamento dos cidadãos nas redes sociais do que outros temas. Quanto a compartilhar links nas redes, o estudo mostra que a maioria o fez sobre “atualidades” (59,4%) e “celebridades” (41,8%), seguidos por “ciência e pesquisa” (39,7%). Acesse o artigo em: <https://bit.ly/2OlodOm>.

4. Mais perto de um acesso amplo à ciência – A batalha pelo acesso amplo à ciência produzida mundialmente ganhou um novo capítulo. Em 4 de setembro, 11 organizações públicas de fomento à ciência baseadas na Europa declararam que, até 2020, exigirão que todo artigo científico decorrente de pesquisas financiadas por tais organizações tenha acesso irrestrito no momento de sua publicação. Isso significa que os pesquisadores que receberem fomento dessas organizações – cuja iniciativa foi batizada de Coalition S e que juntas oferecem cerca de 7,6 bilhões de euros por ano – não poderão publicar trabalhos em periódicos que cobram assinaturas ou demoram meses para liberar o acesso público aos artigos. A medida vai impactar várias revistas tradicionais, como Nature, Science, Cell e The Lancet. Enquanto entusiastas do acesso aberto comemoram a iniciativa, porta-vozes das editoras argumentam que a medida afetará a liberdade acadêmica dos pesquisadores. Em 2016, os países da União Europeia já haviam aprovado uma orientação que exigia, até 2020, o acesso aberto a estudos financiados com recursos públicos. A Coalition S pretende acelerar a transição. Cabe aos profissionais da divulgação científica tirar o melhor proveito – no bom sentido – da tendência de ampliação do acesso à ciência mundial. Confira a declaração das organizações em favor do acesso aberto em: <https://www.scienceeurope.org/coalition-s/>. Leia matéria da Science sobre o tema: <https://bit.ly/2wIetan>.

5. José Reis: caixeiro-viajante da ciência – Muitas das questões levantadas por José Reis já na década de 1930 sobre a interação entre ciência e sociedade permanecem atuais. Médico e cientista, Reis foi – e continua sendo – também um ícone da divulgação científica no Brasil, tendo atuado em jornais e revistas de grande circulação, como a Folha de S. Paulo, a partir da década de 1940. Mas o desejo de difundir conhecimentos se manifestou ainda na infância: aos 11 anos, escreveu Alma Infantil, um manuscrito minuciosamente ilustrado com conselhos de moral e cívica, que já demonstrava seu talento com as palavras. Essa e outras preciosidades do cientista são exploradas no livro José Reis: caixeiro-viajante da ciência, um ensaio biográfico escrito por Luisa Massarani, Mariana Burlamaqui e Juliana Passos, com base sobretudo no acervo pessoal inexplorado do cientista, sob guarda da Casa de Oswaldo Cruz, Fiocruz. Além de revisitar a trajetória do cientista, a obra de 122 páginas traz um álbum de fotos, documentos pessoais e publicações, incluindo capas de suas obras infantis, como A cigarra e a formiga e O menino dourado. O livro está disponível gratuitamente em: <https://bit.ly/2EN2Wh0>. Acesse ainda o livro José Reis: Reflexões sobre a divulgação científica, também lançado em 2018 a partir da análise do acervo pessoal de Reis: <https://bit.ly/2JvYJNI>.

6. Agenda positiva para a ciência no Brasil – O momento é de crise, mas há potencial para a ciência e a tecnologia deslancharem no Brasil. E, para transformar esse potencial em realidade, é preciso conhecê-lo. O Projeto de Ciência para o Brasil é um passo importante nessa direção. Resultado de um trabalho de quase dois anos coordenado pela Academia Brasileira de Ciências, envolvendo cerca de 180 cientistas, o livro traz uma análise robusta sobre o cenário atual do setor no país, pontuando avanços e deficiências e apontando oportunidades e desafios. São diversos temas e áreas do conhecimento, abordados em 16 capítulos, que concluem com propostas concretas para cada temática analisada. A ideia é que tanto os dados apresentados quanto as recomendações feitas possam auxiliar tomadores de decisão na formulação de políticas públicas, de modo que toda a sociedade se beneficie do conhecimento de fronteira. A publicação, organizada pelos pesquisadores Jerson Lima Silva e José Galizia Tundisi, é ricamente ilustrada e tem linguagem amplamente acessível. Desse modo, pretende ajudar a divulgar, junto aos brasileiros, o que fazem os cientistas e quais os principais desafios que têm pela frente. Para os organizadores, essa divulgação é essencial para a mobilização social em prol do desenvolvimento científico e tecnológico do país. O livro está disponível, na íntegra, em: <https://bit.ly/2Rz4ZXR>.

7. Divulgadores de ciência ganham um novo periódico – Uma nova revista científica dedicada à divulgação da ciência foi lançada em setembro de 2018, na conferência Science & You, em Pequim (China). Iniciativa da Academia Nacional de Estratégia de Inovação, da Associação Chinesa de Ciência e Tecnologia, o periódico de acesso aberto Cultures of Science terá quatro edições por ano e será publicada em inglês. Em seus dois primeiros anos de existência, os editores convidarão autores destacados para contribuir com questões específicas. A revista estará aberta a diferentes vozes com uma forte abordagem multidisciplinar e incluirá contribuições de estudos culturais, divulgação científica, história e filosofia da ciência e todas as interseções entre cultura e ciência. A primeira edição inclui cinco artigos de três países e pode ser acessada em: <http://cos.cnais.org.cn/html/index.html>.

8. Bolsas para participar da conferência mundial de jornalismo científico – Jornalistas interessados em participar da World Conference of Science Journalism (WCSJ) – que ocorrerá de 1 a 5 de julho de 2019 em Lausanne (Suíça) – têm até 15 de novembro para se candidatar a bolsas. Para concorrer, é necessário que o candidato atualmente escreva, edite ou produza notícias ou informações sobre ciência para veículos independentes de comunicação – seja como funcionário contratado ou freelancer – e não tenha condições de participar do evento sem a ajuda financeira. A bolsa cobrirá passagem de avião, transporte do aeroporto para o local de acomodação, taxa de visto, acomodação para até cinco noites (ou seis, se o candidato concordar em dividir quarto com outro jornalista), taxa de inscrição no evento e, se necessário, uma pequena diária. Os candidatos deverão fazer upload de seus currículos e de uma carta de interesse dizendo como a participação na WSCJ o beneficiará em sua profissão, e fornecer o nome da pessoa de referência que assinará sua carta de recomendação. Candidaturas de profissionais de países em desenvolvimento são especialmente bem-vindas. O objetivo do programa de bolsas do WSJC2019 é ajudar o maior número possível de participantes e contribuir para uma maior diversidade de profissionais na conferência. Confira os detalhes sobre as inscrições em: <https://bit.ly/2OQfLLn>. Saiba mais sobre o evento em: <https://www.wcsj2019.eu/>.

9. Curso associa conservação ambiental e comunicação – Estão abertas as inscrições para o curso “Educação para a Conservação, Comunicação e Avaliação”, organizado pelo Parque das Aves (Foz do Iguaçu, Paraná), maior parque de aves da América Latina, e pelo Institute for Methods Innovation, instituição científica internacional sem fins lucrativos especializada em métodos de avaliação. O curso ocorre de 11 de fevereiro a 10 de maio de 2019, em português e inglês, com foco em apresentar e discutir como a relação entre a educação para a conservação e a comunicação pode fazer diferença na vida da população e beneficiar a vida selvagem. O curso alia teoria e prática em 12 semanas de atividades ministradas em plataforma virtual e uma semana de formação presencial no Parque. O valor do curso de 13 semanas (virtual e residencial) varia de 985,00 a 1.285,00 dólares. Participantes podem optar somente pelas atividades virtuais, com taxa de inscrição de 595,00 a 695,00 dólares. Brasileiros podem pleitear taxas reduzidas: 1 mil reais para o curso completo (10 vagas) e 500,00 reais somente para o curso online (cinco vagas). Residentes em países em desenvolvimento podem solicitar apoio para redução dos valores. A inscrição deve ser feita no site do evento por meio de formulário e envio de currículo até 28 de janeiro para o curso completo e até 4 de fevereiro para a opção online. Confira todas as informações em: <https://www.methodsforchange.org/>.

10. Oportunidade para pesquisa em divulgação científica – O King's College da Universidade de Cambridge (Inglaterra) está recendo inscrições para uma bolsa de pesquisa júnior no campo da divulgação científica para o período de 2019 a 2023, com início em 1º de outubro. O objetivo da bolsa é possibilitar que os candidatos desenvolvam seu próprio programa de pesquisa com o suporte de especialistas da Universidade, em particular, do King’s College. Os candidatos podem ser pesquisadores doutores com formação em qualquer área do conhecimento, porém com ampla experiência e comprometimento com a divulgação científica para o público em geral ou públicos específicos, como, por exemplo, crianças e formuladores de políticas. A seleção será realizada por meio de análise de documentos e entrevista em 28 de fevereiro de 2019. Para se inscrever, os interessados devem preencher um formulário online e submeter, até 19 de novembro, currículo resumido, um texto de até 1.200 palavras com informações sobre uma pesquisa que desenvolve e a que pretende realizar, e três cartas de recomendação – tudo me inglês. A instituição entrará em contato com os candidatos selecionados, por e-mail, para solicitar amostras de trabalhos escritos com até 20 mil palavras. Residentes de fora da Inglaterra poderão solicitar apoio para realização da viagem para a entrevista. Os valores da bolsa variam de 21.290,00 até 27.401,00 libras ao ano. Mais informações em: <https://bit.ly/2aX8FPr>.

11. Bolsa para divulgador científico – Estão abertas até 11 de janeiro de 2019 as inscrições para a bolsa de divulgação científica do International Institute for Applied Systems Analysis (IIASA). Implementada em 2016, a iniciativa oferece experiência prática para divulgadores de ciência em início de carreira. Os selecionados irão atuar no Departamento de Comunicação do IIASA, em Viena, de 27 de maio a 30 de agosto de 2019, onde irão auxiliar no trabalho editorial, publicação na web, cobertura de eventos, produção de matérias sobre as pesquisas realizadas no Young Scientists Summer Program, entre outras atividades de comunicação. Os participantes terão, assim, a oportunidade de desenvolver habilidades em divulgação científica por meio de várias plataformas, incluindo blogs, sites, vídeos e artigos para a Options – revista da IIASA. Os candidatos devem ter graduação em área científica ou em jornalismo, experiência em escrever sobre ciência para o público em geral, fluência em inglês (oral e escrita) e experiência ou interesse em diferentes mídias. Os candidatos devem enviar, por email e em inglês, resumo do currículo, carta de apresentação, texto sobre um tema científico para o público em geral com até 800 palavras e uma carta de recomendação. A bolsa, no valor de 4 mil euros para os três meses, cobre custo da passagem de ida e volta entre o país de origem e Viena e pequenas despesas de subsistência. O IIASA não oferece moradia ou financiamento para acomodação. Mais informações em: <https://bit.ly/2OD1wud>.

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