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Resultado da eleição foi unanimidade, com 34 votos. José Ribamar já havia presidido a Associação em dois mandatos.





José Ribamar (centro) em meio à Assembleia da ABCMC, na Reunião Anual da SBPC, em São Carlos, onde tomou posse. (foto: Diego Bevilaqua)
No dia 14 de julho, José Ribamar Ferreira foi eleito para a presidência da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência (ABCMC), a qual já presidiu em dois mandatos. Em votação unânime, ele ficará à frente da instituição no biênio 2015-2017, tendo participado da diretoria de 2012 a 2014. Com a decisão, a sede da ABCMC ficará localizada no Museu da Vida.

Veja aqui a lista completa com os nomes eleitos para a diretoria e conselhos diretor e fiscal.

Engenheiro por formação, José Ribamar foi empossado na quarta-feira, dia 15, em evento na Reunião Anual da SBPC, em São Carlos (SP). Doutor em ciências pelo Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF/UFRJ), participou ativamente da criação do Museu da Vida e foi chefe da instituição. Com ampla atuação na área da divulgação científica e em educação não formal, José Ribamar também acompanhou e ajudou na criação do Ciência Móvel, sendo uma peça importante nos nove anos de existência do projeto.

Em entrevista ao Museu da Vida, José Ribamar destacou momentos importantes ao longo da existência da Associação e apontou algumas ações que serão implementadas em sua gestão.

Qual é a sua avaliação sobre o cenário de museus e centros de ciência no Brasil, tendo em vista que no Guia 2015 de Centros e Museus de Ciência foram mapeadas 268 instituições?

José Ribamar: Verificamos um boom da popularização da ciência, especialmente a partir dos anos 1980, das políticas públicas implementadas a partir de 2003 e de grandes eventos, como olimpíadas, feiras de ciência e da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, em 2004, que se transformou na maior ação no país envolvendo ciência e sociedade. A curva de implantação de centros e museus de ciência foi crescente nesse período, mas, apesar desse crescimento, o financiamento do setor ainda é irregular, e a manutenção dos programas, imprevisível. O fechamento do Museu de Ciência e Tecnologia da Bahia, pioneiro em termos de centro interativo, e da Estação Ciência, que liderou o movimento nacional que criou a ABCMC, são exemplos que até há pouco tempo eram impensáveis.

Quais momentos você destacaria ao longo desses 15 anos de ABCMC que marcam a história da Associação e da divulgação da ciência no país?

Desde o início, a ABCMC mantém diálogo com os responsáveis pela política nacional de popularização da ciência, em defesa dos interesses da popularização da ciência em geral e, em especial, dos centros e museus de ciência. Como destaque das realizações nesse período, cito uma série de acontecimentos, como a implantação da ABCMC Interativa, inaugurada no IV Congresso Mundial de Centros de Ciência e que circulou por diversas cidades brasileiras; a preparação, defesa e aprovação na IV Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, juntamente com outras entidades, do programa Pop Ciência 2022; a realização do I Encontro de Centros e Museus de Ciência, em 2011; a iniciativa Circo da Ciência da ABCMC, com exposição de trabalhos dos museus associados durante as reuniões anuais da SBPC; e publicação, juntamente com a Casa da Ciência e Cultura da UFRJ e o Museu da Vida da Fiocruz, de três números do guia de Centros e Museus de Ciência do Brasil.

Quais serão as prioridades da atual gestão da ABCMC?

Em função das dinâmicas do setor e da atuação da ABCMC nos últimos anos, buscaremos articulações com as áreas envolvidas com a popularização da ciência e com os responsáveis pelas políticas públicas para o setor nos níveis federal, estadual e municipal (ministérios, secretarias de ciência e tecnologia, fundações estaduais de amparo à pesquisa e agências de fomento) no sentido de ampliar as políticas públicas e os mecanismos de financiamento para o campo. Temos de reunir forças para garantir a continuidade e o desenvolvimento da área. Num horizonte de médio prazo, temos como referência o documento Pop Ciência 2022, que aponta metas a serem alcançadas até o bicentenário da Independência, e a proposta para um Plano Nacional de Popularização da ciência, que estão no site da ABCMC.

Além dessas ações políticas mais gerais, destaco, entre outros propósitos da atual gestão, a realização do II Encontro de Centros e Museus de Ciência em 2016; a viabilização de um Termo de Cooperação Técnica com o MCT&I, a partir do qual poderão ser viabilizados projetos de pesquisa e ações por parte da comunidade de centros e museus de ciência; e buscar o diálogo e a promoção de ações conjuntas com a Associação Brasileira de Museus, Fórum de Museus Universitários, Fórum Nacional de Museus, IBRAM, Academia Brasileira de Ciências, Sociedades Científicas, SBPC, Red Pop, bem como centros culturais, institutos de pesquisa e organizações afins.



Atualizado em 24/07/2015

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