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Leia o informativo do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica de novembro de 2016!



Informativo do Núcleo de Estudos da Divulgação Científica/Museu da Vida Ano XIV n. 222 RJ, 30 de novembro de 2016

Neste informe:

1. Podcasts de ciência 1: uma ferramenta em expansão
2. Podcasts de ciência 2: estamos vivendo uma bolha?
3. A ciência da cerveja
4. Quando resultados científicos balizam tomadas de decisão
5. Conteúdos de ciência editados para adolescentes, por adolescentes
6. Divulgação científica: cultura, identidade e cidadania
7. Uma enciclopédia colaborativa sobre ficção científica
8. Bolsas para desenvolver a sustentabilidade em museus
9. História da divulgação científica: simpósio e chamada de artigos
10. Como a mídia online vem mudando a divulgação científica

1. Podcasts de ciência 1: uma ferramenta em expansão – Cientistas entusiastas dos podcasts não hesitam em enumerar os benefícios dessa ferramenta, tanto para a divulgação científica quanto para a própria ciência. No texto “Scientists ride the podcasting wave”, publicado no site da revista Science, pesquisadores apontam, pela perspectiva do público, a facilidade de acesso à plataforma e o formato atraente do conteúdo. Já do ponto de vista dos cientistas que produzem os podcats, destacam, entre diversos outros pontos, a possibilidade de exercitar a criatividade e a oportunidade de ampliar sua visão frente a ciência. “Você pode se concentrar tanto em seu próprio projeto que, às vezes, perde de vista o que ele significa e por que importa", opina Trisha Stan, uma das fundadoras do Goggles Optional, que reúne podcasts feitos por cientistas da Universidade de Stanford (EUA). Assim, desenvolver um podcast pode ser o momento de dar um passo atrás e observar o cenário científico mais amplo. O texto traz depoimentos de diversos cientistas envolvidos na produção de podcasts e dá dicas de como começar o seu próprio programa, tanto em termos financeiros como de conteúdo. Leia gratuitamente em: http://www.sciencemag.org/careers/2016/11/scientists-ride-podcasting-wave?utm_source=sciencemagazine&utm_medium=facebook-text&utm_campaign=podcastwave-9105.

2. Podcasts de ciência 2: estamos vivendo uma bolha? – Num curto intervalo de tempo, muitos podcasts de ciência surgiram em todo o mundo, muito deles sobre assuntos semelhantes. Apesar de torcer para que a área prospere, Jad Abumrad, um dos responsáveis pelo Radiolab, um dos podcasts de ciência mais populares do mundo, afirma: “Tenho certeza de que o suprimento [de podcasts] está superando a demanda” e completa: “Me preocupa que estejamos vivendo algum tipo de bolha”. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, Abumrad – compositor, repórter e produtor de documentários – fala sobre suas expectativas para o futuro dos podcasts. Ele espera que a diversidade desses produtos seja tão ampla quanto a de programas de TV e que existam escolas onde se possa aprender sobre como produzir e realizar podcasts. Abumrad fala ainda da má qualidade do jornalismo atual e faz uma diferenciação entre informar o público e fazê-lo passar por uma experiência. Acesse a entrevista gratuitamente em: https://www.theguardian.com/media/2016/nov/16/radiolabs-jad-abumrad-on-podcastings-uncertain-future-supply-is-outstripping-demand. Conheça o Radiolab em: http://www.radiolab.org/.

3. A ciência da cerveja – Na serra de Petrópolis, no Rio de Janeiro, funciona há alguns anos o Centro de Experiência Cervejeira da Bohemia. Para quem quiser visita-lo, achamos a desculpa perfeita: um estudo publicado na nova edição da revista Alexandria defende que o centro mais se aproxima do que se afasta do conceito de um museu ou centro de ciência e tecnologia. As autoras realizaram uma pesquisa exploratória em espaços da exposição como Saga da Cerveja, Sala dos Ingredientes, Sala da Alquimia e Sala da Transformação, buscando identificar a presença de temas sobre ciência e tecnologia, objetos de C&T e estratégias de significação de conceitos, fenômenos e processos de C&T. A pesquisa mostrou que são abordados nos diferentes espaços desde a história de cientistas e de descobertas tecnológicas até processos como a pasteurização, refrigeração e malteação. A nova edição de Alexandria conta ainda com três artigos enfocando a perspectiva dos estudos de ciência, tecnologia e sociedade: na formação inicial de professores de física, nas concepções de tecnologia de alunos do ensino médio e em práticas educativas. O ensino de matemática e a educação ambiental somam mais oito artigos a esta edição. Leia a revista gratuitamente em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/alexandria.

4. Quando resultados científicos balizam tomadas de decisão – Que iniciativas e experiências são eficientes para se levar resultados científicos a tomadores de decisão? Tais resultados são realmente utilizados para embasar as ações desses atores sociais? As perguntas, ambiciosas, são mote do relatório Using evidence – What Works?, lançado este ano pela organização The Alliance for Useful Evidence junto com pesquisadores da University College London (UCL) e da Wellcome Trust, todos do Reino Unido. Os autores avaliaram mais de 150 iniciativas descritas em artigos científicos e livros publicados nos últimos anos e citam 30 exemplos e estudos de caso considerados de sucesso para aumentar o uso de resultados científicos em processos de tomada de decisão. Entre as ações bem-sucedidas, está, por exemplo, um projeto da Universidade de Brighton (Reino Unido), que abriu um canal pelo qual cidadãos podem sugerir temas de pesquisa e participar de sua realização junto aos cientistas. Também é citado um programa da Universidade de Harvard (EUA) – o Evidence for Policy Design – que oferece cursos online para capacitar profissionais a lidar com informações científicas. Acesse o relatório completo em: a target=_blank href=http://www.alliance4usefulevidence.org/assets/Alliance-Policy-Using-evidence-v4.pdf>http://www.alliance4usefulevidence.org/assets/Alliance-Policy-Using-evidence-v4.pdf. Leia também matéria da revista Pesquisa Fapesp sobre o relatório: http://revistapesquisa.fapesp.br/2016/10/20/como-usar-o-conhecimento/?cat=politica.

5. Conteúdos de ciência editados para adolescentes, por adolescentes – Essa é a proposta do periódico científico de acesso livre Frontiers for Young Minds: cientistas são convidados a escrever sobre suas pesquisas recentes de uma maneira atraente e acessível para jovens adolescentes. A tarefa não costuma ser fácil, então, nada melhor do que contar com os próprios adolescentes para editar e aperfeiçoar o texto. Segundo os idealizadores da iniciativa, ao trabalhar com cientistas, eles garantem que seu conteúdo seja de alta qualidade e, ao envolver diretamente os adolescentes, ajudam a estimular a curiosidade dentro e fora da sala de aula, além de engajar uma nova geração de cientistas e cidadãos. Há trabalhos sobre novas investigações e também sobre conceitos básicos de ciência. O periódico tem expandido suas áreas de cobertura temática. Por enquanto, conta com artigos nos campos de astronomia e ciências do espaço, biodiversidade, saúde, neurociência, e Terra e seus recursos. Na equipe de editores, há cientistas de vários países, sobretudo dos Estados Unidos, mas também do Brasil. Confira o periódico em: http://kids.frontiersin.org/.

6. Divulgação científica: cultura, identidade e cidadania – Acaba de ser lançado um livro que celebra a diversidade das práticas de divulgação científica por meio de exemplos e estudos de caso retirados dos campos da educação em ciências; ciência, tecnologia e sociedade; estudos em museus; e estudos de mídia e comunicação. A obra Science Communication - Culture, Identity and Citizenship, de Sarah R. Davies e Maja Horst, ambas da Universidade de Copenhagen (Dinamarca), reflete também sobre como estudiosos e profissionais podem ter uma visão mais aguçada sobre a divulgação científica utilizando novos métodos analíticos. As autoras combinam a literatura histórica do campo com novos dados empíricos e reflexões interdisciplinares para argumentar que abordagens tipicamente utilizadas para pensar a divulgação científica muitas vezes omitem características importantes de como ela é imaginada e praticada. Editado pela Palgrave Macmillan, o livro tem 266 páginas e pode ser comprado no site da editora pelo salgado preço de 99,99 euros. A versão e-book sai por 79,99 euros. Confira em: http://www.palgrave.com/br/book/9781137503640#aboutBook.

7. Uma enciclopédia colaborativa sobre ficção científica – Pesquisadores e professores interessados na interface entre ciência, ficção e público estão convidados a contribuir com a enciclopédia colaborativa online “Science in Popular Fiction Wiki” (<http://scienceinpopularfiction.wikispaces.com>). Baseada nos moldes da Wikipedia, a ferramenta foi criada há poucos anos por Lindy Orthia, do Australian National Centre for the Public Awareness of Science (CPAS) para apoiar suas aulas sobre ciência e ficção. Orthia quer ampliar o conteúdo e o alcance da ferramenta, que pode servir de material de consulta para professores e interessados de todo o mundo. Ela esclarece que a enciclopédia é dedicada às pesquisas já realizadas sobre ciência e ficção. Assim, um texto sobre o seriado The Big Bang Theory deve tratar criticamente sobre o que pesquisas afirmam sobre o programa, em vez de, por exemplo, oferecer uma análise original sobre ele. A enciclopédia possui dois componentes: as páginas com os textos sobre os tópicos tratados na enciclopédia e uma base de dados bibliográficos. Confira o regulamento para contribuir com a “Science in Popular Fiction Wiki” em: http://scienceinpopularfiction.wikispaces.com/Membership+Conditions. Participe!

8. Bolsas para desenvolver a sustentabilidade em museus – Profissionais de museus que trabalham com atividades de extensão ou educação podem se inscrever no programa de bolsas oferecido pela Walton Sustainability Solutions Initiatives (EUA) para participar de workshop de 3 a 7 de abril de 2017 sobre o tema, a ser realizado em Tempe, Arizona (EUA). A instituição busca estimular o desenvolvimento de atividades relacionadas à sustentabilidade em museus que engajem não apenas os visitantes dessas instituições, mas suas próprias equipes. Os bolsistas vão conhecer exemplos de boas práticas em sustentabilidade, terão contato com questões atuais envolvendo o tema, explorarão ambientes urbanos em busca de desafios e oportunidades de sustentabilidade, visitarão museus locais e desenvolverão projetos a serem implementados em seus próprios museus. A bolsa oferece US$ 2 mil pagos ao museu do candidato (metade no início da bolsa, metade após implementação do projeto de sustentabilidade no museu de origem do profissional), a maioria das refeições e subsídio para habitação e viagem. As inscrições terminam em 1º de janeiro de 2017 e incluem preenchimento de formulário online sobre interesse e qualificação do candidato, além de carta de apoio do supervisor. Saiba mais em: https://sustainability.asu.edu/sustainabilitysolutions/sciencemuseums/museum-fellows/#expect.

9. História da divulgação científica: simpósio e chamada de artigos – Foi estendido para 9 de dezembro o prazo de submissão de resumos para o simpósio "Public Communication of Science and Technology and its History: between Global and Local", que integra a programação do 25th International Congress of History of Science and Technology, a ser realizado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (campus da Praia Vermelha), de 23 a 29 de julho de 2017. Os resumos, em inglês, devem ser enviados para o email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Para mais informações sobre o simpósio, acesse: https://goo.gl/0T7UeZ. Já em 12 de dezembro se encerra a chamada do periódico Journal of Science Communication para artigos (máximo de 5 mil palavras) e ensaios (máximo de 3 mil palavras) de sua edição especial em “History of Science Communication”. Para mais detalhes, acesse: https://jcom.sissa.it/call-papers-history-science-communication.

10. Como a mídia online vem mudando a divulgação científica – O debate e a divulgação de conhecimentos científicos têm penetrado cada vez mais no ambiente online – de sites de institutos de pesquisa a redes sociais, como Youtube e Facebook –, despertando o interesse de pesquisadores sobre como a divulgação científica vem sendo produzida e consumida nessas novas mídias. Para estimular a reflexão sobre esse tema, o periódico Science Communication está preparando a edição especial “Public science in a wired world: How online media are changing science communication”. Alguns tópicos de especial interesse são: vídeos científicos no Youtube, TED ou outras plataformas; ciência como um fenômeno de mídia social; o papel do jornalismo científico na era online; e campanhas online de informação pública. A revista busca artigos que discutam criticamente essas plataformas, explorando, por exemplo, como a mídia online está afetando a autoridade científica; que visões de ciência estão sendo construídas nessas plataformas; como se dá a recepção e interpretação online da ciência ou como a divulgação científica tem sido administrada, produzida ou mal utilizada nesses ambientes. A submissão do artigo deve ser feita até 1º de maio de 2017, mencionando a edição especial na carta de apresentação. Para mais detalhes sobre o formato, acesse: http://mc.manuscriptcentral.com/sc. Outras informações podem ser solicitadas pelos emails: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
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